Não é difícil concordar com a omnipresença da utilização “viciante” do fenómeno das Redes Sociais, como fazendo parte da nossa vida diária. Alguns podem argumentar que as redes sociais fazem parte integrante da vida diária, tal como o microondas e programas de processamento de texto, e que estas não podem ser intitulados como “viciantes”, mas sim apenas como uma outra ferramenta da vida quotidiana do século XXI. Contudo, assim como a paixão “novata” do uso do e-mail e navegação na Internet levou a uma preocupação da sociedade sobre “Vício na Internet” ou a utilização patológica da Internet, o fenómeno das redes sociais abriu as portas para que pessoas ou grupo de pessoas tenham exposição pública constante, que permite um reforço forte ao exibicionismo, voyeurismo, narcisismo, e/ou interacção com o comportamento de busca de reconhecimento, muitas vezes todas em combinação.

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A MELHOR RECEITA PARA O VÍCIO

Adicionar à componente de escrita a possibilidade de postar fotos e vídeos, jogos de psicologia popular, jogos da cultura popular e testes (“aplicações”), seguir, a cada movimento as decisões que se tomam, um sentimento e pensamento aleatório de todos os usuários em inúmeras redes, e também manter uma homepage/mural para que todos possam ver e visitar, esta é sem dúvida a melhor receita possível para o vício relativamente significativo, uma vez que preenche uma grande e “normal” parte das vidas de cada um de nós. Quer se trate de mais um “vício” tal como dizer “sou viciado em sorvete”, ou falar, ler, jogar online ou ver televisão em excesso (na medida em que interfere com outras medidas necessárias e/ou “saudáveis” de comportamento), é sem dúvida uma avaliação e escolha individual.

DISPONIBILIDADE 24 HORAS POR DIA, 7 DIAS POR SEMANA

É só uma questão de tempo, até que um grande número de usuários possa cair nas atracções de uma rede social 24/7, com tantas coisas maravilhosas para oferecer, uma casa entre amigos e aplicativos compartilhados (aka jogos, quizzes, tipos de personalidade “testes”, prémios, presentes e “disparates de todo o tipo”) para não falar de risos e comentários de partilha criativa através de fotos, gráficos, vídeos e muito mais. Necessita de mais provas para acreditar na difusão abismal do Facebook? Se você tiver uma conta no Facebook, por certo já saberá: amigos reais e imaginários, conhecidos f2f e on-line, os amigos da escola do passado, ex-cônjuges, os líderes militares, até mesmo o presidente dos Estados Unidos, todos apreciam o poder de ter uma presença no Facebook. Este acaba por ser muito mais prometedor do que o Second Life, talvez por causa da facilidade de uso e deslumbramento da novidade.

DEDICAÇÃO, MOTIVAÇÃO E ENERGIA

A coisa mais surpreendente é que, tal com os celulares, ninguém parece notar a grande quantidade de tempo e energia que as pessoas estão dedicando ao Facebook, no trabalho, em casa, e agora também enquanto estão a viajar. É um dado confirmado a força que o Facebook e Twitter têm na vida de cada um de nós. A televisão, essa máquina comercial apresenta nas suas despedidas finais o convite aos telespectadores para acompanhar via Facebook ou Twitter as novidades ou a sequência dos reality shows. Mais e mais links aparecem em páginas da web a convidar “compartilhamento” no Facebook ou feeds, RSS ou Twitter. Estamos todos conectados, VIVA.

Para alguns usuários isto é uma oportunidade para o êxtase puro, tanto para a componente de rede social como para os jogos e competições que podem ser mais uma esponja de tempo do que qualquer ocupação de computador antes conhecida foi, tais como o jogo do solitário ou navegar de forma aleatória na web.

TENTÁCULOS PODEROSOS

Ninguém está imune a esta realidade instalada e instituída que cresce desmedidamente todos os dias. Usuários esporádicos, usuários profissionais, usuários viciados, e usuários (como eu), que ajudam os dependentes, estamos todos no mesmo barco. Podemos todos, e de igual forma, vir a sofrer desta nova realidade, à qual podemos não nos conseguir adaptar de forma saudável e funcional. Incorremos todos num grande risco de sofrer do uso desmedido destas novas formas de comunicação e exposição. Deveremos ter todos um cuidado acrescido, dado que as características destas redes, foram pensadas para “agarrar” ao máximo os seus utilizadores. Muitos são os reforços existentes no facebook, e nós seres humanos somos muito susceptíveis a criar caminhos que nos reforcem, nos incentivem, nos apoiem, nos reconheçam, e acima de tudo que possamos ser o centro das atenções.

AUTO-POPULARIDADE

Cada um de nós tem oportunidade de criar a sua plataforma pessoal de imediatismo, de popularidade e de “tempo de antena” a toda a hora e em qualquer lugar. Estão assim reunidos os ingredientes “perfeitos” para o forte hábito de utilização deste tipo de redes. Cada um de nós deve estar atento aos seus comportamentos de uso, para que não se torne num hábito destrutivo, incapacitante e viciante. Para o melhor e para o pior, como muitas ferramentas da Internet, isto pode ser uma oportunidade e desafio, e para muitos pode ser fácil encontrar uma combinação perfeita. Diferentes faixas etárias focam-se em diversas atividades importantes, é claro, os alunos muitas vezes partilham problemas sobre as suas opiniões ou curiosidades sobre colegas, assim como vídeos e fotos criativas de auto-afirmação ou resultados de questionários, alguns adultos verificam de vez em quando ou só quando notificado pelas mensagens recebidas (a caixa de entrada ou no mural), outros ainda, invariavelmente, postando várias mensagens por dia relacionadas com as atividades mundanas da vida diária, ou estados de sentimento do momento.

O vício do Facebook, parece-me ter o maior auto-reforço de todos os cenários, reforçado através de imediatismo, aclamação, intimidade, experiência partilhada, criatividade e a capacidade de ser o capitão do navio com total e completo controlo sobre a sua homepage.

Quando é que um amigo é realmente amigo? Quando é que se pode considerar um comportamento constante como um vício? Existe tal coisa como, ser muito ou pouco social nas redes sociais? Quem decide? Quem pergunta?

Obviamente, grande parte das atividades online são muito envolventes, e também, igualmente bastante saudáveis. Como a maioria das atividades, a moderação e a integração são fundamentais. Aqueles que podem seriamente avaliar o grau do problema e tratar/minimizar com clareza este tipo de dependência comportamental, precisam usar o contexto para determinar se um comportamento se tornou comprovadamente prejudicial, seja no seu trabalho em geral, na sua vida social ou na eficácia das suas relações interpessoais.

CITAÇÕES DE PERCEPÇÃO DE PROBLEMA

“Eu acho que é realmente um grande problema para mim, porque quando eu reservo um tempo para um período de pausa ele parece crescer por causa do Facebook. faço uma pausa e fico absorvida nele, por isso a minha pausa de 15 minutos se transforma numa hora, e é aí que se torna um problema.”

“No início, com o Facebook você pode passar horas nele, mas realmente quando você sabe que está perdendo seu tempo. É um problema real, quando tenho consciência disso e não consigo moderar a utilização .”

“Eu realmente não tenho qualquer desejo ou vontade de usá-lo agora, era mais divertido quando eu estava adiando. Eu não sinto a necessidade de acessar a Internet quando não estou procrastinando”.

“Você vê muito mais pessoas no Facebook durante os exames, uma vez que já estão no computador torna-se mais fácil ter acesso e assim adiar o estudo”.

“O Facebook definitivamente interfere com o meu trabalho da escola. Se eu vejo que há uma festa programada vou ver quem vai e quem respondeu ao convite. E se alguém alguém escreveu no mural da minha namorada, eu vou verificar quem são aquelas pessoas.”

“É tudo sobre quem tem os mais posts no mural, algumas pessoas têm mais de 2000 posts no mural. Eles falam sobre coisas que não são importantes e que não precisam ser ditas lá, mas faz parecer como se tivessem uma vida.”

VOCÊ SOFRE DE DEPENDÊNCIA DO FACEBOOK?

Um crescente corpo de pesquisa na área da dependência sugere que a “Desordem de Dependência da Internet” está a tornar-se um problema real, é um distúrbio psico-fisiológico que envolve a tolerância, sintomas de abstinência, distúrbios afetivos e interrupção das relações sociais. O mais comum é a “Desordem de Dependência do Facebook”.
Para que preencha alguns critérios que possam indicar uma possível “Desordem de Dependência do Facebook”, uma pessoa tem de se identificar com um conjunto de itens. Pelo menos 2 ou 3 dos 6 seguintes critérios devem estar presentes em qualquer momento durante um período de 6-8 meses:

  • A primeira coisa é a tolerância. Isto refere-se à necessidade de aumentar a quantidade de tempo no Facebook para alcançar a satisfação e/ou efeito significativamente diminuído com o uso continuado da mesma quantidade de tempo. Ter várias janelas abertas no Facebook a qualquer momento.
  • Após a redução do uso do Facebook ou cessação, causa sofrimento ou prejudica o funcionamento social, pessoal ou profissional. Isto provoca-lhe ansiedade, pensamento obsessivo sobre o que está escrito no mural do Facebook, etc.
  • Atividades sociais ou recreativas importantes são muito reduzidas e/ou migraram para o Facebook. Em vez de enviar um e-mail, você deixa uma mensagem na página de seu amigo sobre a anulação de um almoço marcado. você pára de atender o telefone à sua mãe, familiares e amigos e insiste que eles devem contatá-lo através do chat do Facebook.
  • Você contacta mais a sua namorada no Facebook, e marca encontros virtuais com ela. Você começa a fazer o perfil do seu animal de estimação no Facebook .
  • A sua página de favoritos leva 20 minutos para percorrer de cima para baixo ou 8 de 10 pessoas na sua lista de amigos, você não tem ideia de quem eles são.
  • Quando você conhece pessoas pela primeira vez, termina a conversa da seguinte forma: “vejo você no Facebook.

PRECAUÇÃO E CUIDADO NAS AVALIAÇÕES

Como todos nós gastamos mais e mais tempo online, não podemos certamente pensar que grande parte dos comportamentos sejam considerados como um vício ou perturbação. Este é ainda um fenómeno recente que carece de mais estudos e investigações, assim como de abordagens de tratamento adequadas às queixas e disfunções futuramente apresentadas pelos usuários. Não se pode ainda considerar de forma assumida pela comunidade cientifica que existe a Desordem de Dependência da Internet ou Desordem de Dependência do Facebook/Twitter. Eu também não tenho uma resposta totalmente satisfatória para esta questão. Mas acredito que rapidamente as empresas farmacêuticas irão apresentar uma solução, com drogas psicoativas, para alguns destes problemas atrás descritos. Todo o cuidado neste momento é pouco, quer na forma como deveremos abordar a questão problemática, quer pela forma como tentaremos resolver os problemas associados. Cabe a cada um de nós tentar fazer um uso razoável das redes sociais, de forma a que não prejudique as atividades normais e usuais do dia-a-dia.

27 SINAIS DE DEPENDÊNCIA DO TWITTER

Você pode estar a ficar ou ser viciado no Twitter, quando sete ou mais dos seguintes sinais acontecem em simultâneo consigo. Você:

  • Fica muito excitado quando alguém o segue no twitter
  • Sente como se fosse o fim do mundo quando o twitter fica inativo
  • Envia tweets e retwets por e-mail para os amigos
  • Pede aos leitores do seu blog para o seguirem no twitter, depois pede aos seus seguidores do twitter para fazer retweet do tweet
  • Coloca mais tweets que artigos no blog, e passa de blogueiro a tweeter
  • Passa grande parte do seu dia no twitter, desculpando-se a si próprio acreditando que está a fazer um ótimo serviço para os seus seguidores.
  • Faz tweet no Twitter, prejudicando o seu trabalho ou emprego.
  • Sente-se na lua ou no topo do mundo quando alguém faz retweets no seu tweet
  • Faz pesquisas em tempo real no seu nome de Twitter e nos seus tweets.
  • Faz continuamente refreshing na sua página de twitter à procura de novos tweets
  • Inclui o seu perfil de Twitter na sua assinatura do gmail ou hotmail, ao invés do seu blog
  • Imprime o seu Id do Twitter nos seus cartões de visita.
  • Tem o twitter definido  como homepage do seu browser
  • Adiciona um aviso na frente da porta do escritório – “Estou no Twitter, Não perturbe”
  • Usa mais de 5 contas de Twitter
  • Adiciona seu nome no Twitter de alertas do Google para saber o que os outros estão falando sobre você
  • Bloga muito sobre aplicações para o twitter
  • Coloca na sua mensagem de estado: “Siga-me no twitter”
  • Usa o Twoogle para procurar no Google e Twitter
  • Incita constantemente os seus familiares e amigos a terem uma conta no Twitter
  • Segue muitas pessoas no Twitter
  • Apresenta-se a novas pessoas como Tweeter do que como Blogueiro, pessoa de negócios ou estudante
  • Fica louco sobre o Twitter e anuncia em jornais, anúncios e em tudo quanto é sitio para segui-lo no Twitter.
  • Coloca o seu Id do Twitter na porta da sua casa.
  • Envia muitos SMS para todos seus amigos para segui-lo no Twitter
  • Força a sua esposa/namorada para obter uma conta no Twitter e seguir você, ou então coloca a relação em cheque.
  • Só usa roupa com logótipos do Twitter

DADOS DE INVESTIGAÇÃO SURPREENDENTES

O que é que as redes sociais têm de tão aliciante que levam as pessoas a gastar tanto do seu precioso tempo a trocar informações com os amigos, família, inclusive as grandes empresas? Claro que todos já sabemos a resposta. É divertido e recompensador quer socialmente quer financeiramente. Os últimos estudos da Retro Gadgetology (http://retrevo.com/content/gadgetology), questionaram os usuários das redes sociais sobre: quando, onde, e quanto tempo passavam em sites e serviços como o Facebook e Twitter. Não fiquei surpreendido com os dados obtidos acerca do número de quantas pessoas parecem ser, digamos, obcecados com a verificação dos seus círculos sociais durante o dia e até à noite.

Vejamos:

Redes sociais durante a noite.

Você verifica/atualiza o Facebook ou Twitter depois de ir para a cama?

48% sim, durante a noite ou assim que acorde.
< de 25 anos (19%) e > de 25 anos (11%). Sim, a qualquer hora que acorde durante a noite
< de 25 anos (27%) e > de 25 anos (20%). Sim, algumas das vezes quando acordo durante a noite.
< de 25 anos (32%) e > de 25 anos (21%). Sim, logo que acordo pela manhã.

Nem só os viciados nas redes sociais verificam o Facebook e Twitter durante o dia, quase metade dos respondentes afirmaram verificar durante a noite ou logo que acordassem pela manhã. Naturalmente os usuários menores de 25 anos utilizam mais as redes sociais durante a noite que os maiores de 25 anos.

IRÃO AS REDES SOCIAIS PREJUDICAR OS NOTICIÁRIOS?

A primeira coisa que você faz pela manhã é verificar/atualizar o Facebook e Twitter?

42% sim, logo pela manhã.
< de 25 anos (18%) e > de 25 anos (8%) e usuários do iPhone (28%). Sim, antes de sair da cama.
< de 25 anos (17%) e > de 25 anos (17%) e usuários do iPhone (26%). Sim, antes de ligar a televisão.
< de 25 anos (16%) e > de 25 anos (15%) e usuários do iPhone (23%). Sim, é desta forma que fico a saber as notícias.

Nos usuários das redes sociais, os dados apontam para que praticamente metade estejam envolvidos com o Facebook e Twitter, sendo que a primeira coisa a fazerem pela manhã é a verificação/atualização. Surpreendentemente verificou-se que 16% destes usuários utilizam as redes sociais como fonte de noticias.

Serão os usuários do iPhone mais adeptos das redes sociais?

Você tem de concordar que os usuários do iPhone comportam-se de forma diferente. Não se sabe se a causa tem a ver com as características de facilidade de utilização nas redes sociais, ou se tem a ver com a personalidade dos usuários do iPhone. O que se sabe é que de acordo com o estudo, estes estão mais envolvidos com as redes sociais. Utilizam o Fcebook e Twitter mais vezes e em mais lugares.

Você acha que necessita de mais evidências de que as redes sociais podem tornar-se um hábito exagerado?

Ao olhar para os números podemos verificar que 56% dos usuários das redes sociais necessitam de verificar o Facebook pelo menos uma vez por dia. Mas mais impressionante são os 12% que usam o Facebook a cada par de horas.

CONCLUINDO

Apenas com estes dados não podemos concluir que possa existir uma crise nas redes sociais, mas quando quase metade dos usuários deste tipo de redes declaram utilizar o Facebook ou Twitter algumas vezes durante a noite ou logo pela manhã assim que acordam. Perante estas evidências temos de ponderar se estes utilizadores não sofrerão de algum tipo de vício das redes sociais. A partir deste estudo parece também evidente que este tipo de redes sociais começam a substituir as fontes convencionais de noticias.

ACÇÕES PARA MINIMIZAR O EFEITO DO USO EXAGERADO

Facebook, YouTube, Wikipedia, Twitter, Myspace, a lista é interminável. Milhões de pessoas por todo o mundo as utilizam, e provavelmente muitos de nós de forma excessiva e prejudicial. Os governos e entidades patronais, dizem-nos que são perdidos milhões de dólares todos os anos. A produtividade no trabalho diminui, porque muitos dos empregados passam a maior parte do dia lendo informações no seu mural ou verificando os blogs favoritos. Pode este comportamento aditivo ser resolvido? Acredito que sim.

Aplique as estratégias que mais se adequarem a si descritas a seguir, caso preencha alguns dos critérios que indiquem que sofre ou é um candidato a sofrer com o problema do vicio das redes sociais, acima descritos. Agora que já estabeleceu que tem um problema, necessita de accionar um conjunto de ferramentas. As estratégias e ferramentas psicológicas que apresento, são formas simples para que você possa superar o vício instalado.

9 FORMAS DE SUPERAR O VÍCIO DAS REDES SOCIAIS

Estratégias propostas:

  • Admita que tem um problema. Faça uma inspiração profunda, e repita para si mesmo: “Eu tenho um problema de vício com as redes sociais.” Ok, agora que reconheceu que tem um problema, podemos prosseguir. Não existe nenhum problema em querer superar um vício desde que encare de forma séria que realmente tem um. Isto é importante para se auto-ajudar. Registe quanto tempo gasta na utilização do facebook, twitter ou outras redes. Esta tarefa pode verifica-se mais difícil do que aparenta. Geralmente, tem-se várias janelas abertas de sites ou blogs distintos. Tente perceber dessas quais podem ser consideradas redes sociais. Num bloco de notas registe a hora que abre a janela do facebook ou twitter, no final registe a hora a que terminou. É importante saber quanto tempo você tem gasto nos sites porque lhe dá uma medida exata da gravidade da sua dependência. Um forma que poderá ser útil é utilizar dois Browsers, utilize um browser para trabalhar e outro para uso pessoal. Isto permite-lhe de forma mais concreta perceber quanto tempo está a gastar. Depois de algumas semanas, o tempo gasto deverá diminuir.
  • Estabeleça um determinado tempo e um determinado período do dia para a utilização. Deverá entender que gastar tempo neste tipo de redes, não é necessariamente uma coisa ruim. Feito na medida certa pode ser muito divertido e até muito saudável. No entanto se a utilização estiver a prejudicar o seu estudo, trabalho ou relacionamento, por excesso de uso das redes sociais, a situação tem de ser encarada como problemática. Ao invés de deixar de utilizar, deverá estabelecer um período de tempo para ir visitar e/ou atualizar. Por exemplo, você pode utilizar os primeiros 20 minutos da jornada de trabalho para verificar todas as atualizações e depois não fazer login o resto do dia. Ou você pode decidir que os últimos 30 minutos de trabalho é tempo para utilizar o facebook como uma recompensa por um longo dia de trabalho super produtivo. Terminar totalmente com o uso, muitas vezes leva a uma recaída, pelo que um planejamento racional e pré-estabelecido aumenta as hipótese de ser bem sucedido. Dê a você mesmo a permissão para utilizar as redes socais por algum tempo e não ultrapasse os limites previamente estabelecidos.
  • Desligue a notificação de e-mail. As notificações de e-mail são como pequenos diabos vermelhos próximos de se sentar no seu ombro e pedindo para você voltar e visitar o Facebook ou twitter. Desligue as notificações. Você não precisa ser notificado toda vez que alguém lhe envia uma mensagem. Na nossa vida pessoal, o e-mail não deverá funcionar como uma forma de comunicar urgentemente, para essas situações usa-se o telefone. Você também não precisa ser notificado de toda a vez que alguém aumenta o ranking da sua sensualidade, acrescenta um peixe no seu aquário ou lhe envia uma piada nova. Desligue lembretes de e-mail assim que você inicie o seu trabalho ou estudo.
  • Desligue o chat. Normalmente você acede ao chat para ficar pouco tempo, entretanto algum amigo entra em conversação, mesmo antes de você poder atualizar ou explorar o seu mural, gastou um bom par de horas em conversação. Para evitar este tipo de situação, clique no botão do chat e desligue. Muito tempo pode ser desperdiçado no Facebook, se você está esperando por um amigo para responder a uma mensagem que você enviou. Então não sinta também a necessidade de ficar conectado depois de enviar a um amigo uma mensagem ou um post no mural.
  • Tome consciência assim que a vontade de utilização surja. Uma das fontes mais poderosas para combater a perturbação de dependência do facebook ou twitter, é focar-se imediatamente nos pensamentos e vontade assim que surja na sua mente. Você não necessita julgar ou afastar a vontade e os pensamentos, apenas deverá tomar consciência deles. O pensamento provavelmente surge como um pensamento de preocupação que lhe indica para utilização/atualização urgente. Ou pode aparecer como um pensamento despreocupado dizendo que uma olhadela rápida não vai ter problema .Foque-se nesse pensamento, depois espere um pouco e crie um pensamento alternativo na sua mente (de preferência um pensamento positivo que indique alguma acção), foque-se nisso e decida executar aquilo que escolheu.
  • Saia do computador. A sério, você necessita mesmo passar tanto tempo no computador? Faça essa pergunta de forma honesta a si mesmo. Ao invés de chegar a casa, e sentar-se à frente do computador para verificar as atualizações, você pode ir dar um passeio, ir ao ginásio ou ver um filme.existem muitas coisas que poder fazer como substituição da utilização exacerbada das redes sociais.
  • Relembre-se do que costumava fazer antes de se tornar viciado no Facebook ou twitter. Um tarefa bastante útil é registar numa folha de papel aquilo que normalmente fazia antes de se iniciar o problema de dependência. Recorde-se do que lhe dava prazer e satisfação, esforce-se por voltar a fazer algumas dessas coisas, ou até iniciar outras que possa ter interesse. Experimente e reconecte-se com o que você costumava fazer antes, destes sites se tornaram uma parte tão importante da sua vida. Provavelmente irá ficar muito surpreso com a quantidade de coisas que você deixou de fazer devido ao tempo que tem vindo a despender na internet.
  • Bloquear os sites indesejados. Esta poderia ser uma solução aparentemente viável. No entanto a acção poderia vir a confirmar-se como demasiado drástica. Este tipo de redes têm o seu lado bom e saudável. Utilizados da forma correta sãos sem dúvida uma mais valia. Aquilo que se pretende é que aprenda a ter uma relação saudável com as redes sociais e a regular a sua utilização. Pelo que deve encarar o problema de forma séria, ao ponto de reestruturar os seus hábitos e assim poder usufruir das mais valias emergentes destas redes. Uma forma mais eficaz será desligar-se. Alguns routers permitem calendarizar tempos definidos de bloqueio à Internet. Por exemplo, você poderia bloquear o acesso à Internet todos os dias da 8h00 às 10h00 para o ajudar/forçar a fazer coisas não relacionadas com a Internet.
  • Evite jogos e Aplicações de terceiros. O facebook ocupa tempo em demasia. Os jogos podem realmente ser muito divertidos, mas eles distraem-no da verdadeira intenção do site, que é você estabelecer e cultivar relações ou ligações significativas.

Dica 1: Se com a implementação das estratégias você deixou de responder a pedidos dos seus amigos, não envie também muitos pedidos, você não quererá parecer hipócrita.

Dica 2: Cada convite para instalar um aplicativo (por exemplo, para aceitar um presente, para reconhecer a sugestão de alguém como seu melhor amigo, etc), inclui uma opção para ignorar todas as solicitações do aplicativo em questão. Caso seja conveniente opte por fazê-lo.

ESPERANÇA E POSITIVISMO

O potencial das redes sociais é enorme. A utilização com bom senso, irá certamente favorecer a adaptação dos usuários de forma saudável, funcional e válida. Aqueles que são mais capazes de gerir os seus impulsos nas redes sociais e em todas as áreas de suas vidas são susceptíveis de ter uma maior satisfação de vida, melhor saúde e mais sucesso na vida. O bom uso deste tipo de ferramentas, como tudo na vida, depende de cada um de nós, e neste caso específico, igualmente de todos. Estas redes sociais têm mesmo essa particularidade, juntar a individualidade  de cada um às massas sociais, fazendo do todo muito mais que a soma das suas partes.

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E VOCÊ, É VICIADO EM TWITTER OU FACEBOOK?

Faça uma análise consciente de seu comportamento, e deixe seus comentários com a sua apreciação sobre este fenómeno da dependências de redes sociais como o Twitter e Facebook. Queremos saber a sua opinião! Participe!

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