Os executantes de top no desporto percebem o mundo de uma maneira diferente dos outros. Eles percebem os eventos e situações de forma facilitadora, são aquilo que na aplicação dos meus Programas de Treino Mental apelido de Atletas Facilitadores, ou seja, estes atletas procuram sempre uma maneira de se adaptarem de forma a obterem vantagem para o sucesso. Eles têm uma expectativa elevada de sucesso. Eles acreditam em si próprios e nas suas habilidades. Do ponto de vista comum, é quase como se estivessem olhando para o mundo através de um filtro positivo, voltado para o sucesso. Atletas que procuram explorar as suas potencialidades ao máximo querem adoptar esta perspectiva. Você também pode aprender a produzir pensamentos capacitadores que lhe permitirão aplicar ao máximo todo o seu potencial e assim transformar-se num Atleta Facilitador (atleta que promove resultados de excelência). Aprender a ter pensamentos capacitadores é um processo de imitar os hábitos mentais e padrões de pensamento dos executantes de topo no desporto. O elemento central desse processo é a adopção de hábitos de auto-verbalizações dos campeões.
Os campeões possuem uma vantagem mental. Eles efectivamente percebem o mundo de uma forma totalmente diferente da pessoa considerada comum. Esta é uma razão pela qual podem ser considerados executantes de topo. Eles vêem vantagens onde os outros vêem problemas, percepcionam as dificuldades e a pressão como um desafio e não como ameaçadoras.
CRIAR PENSAMENTOS CAPACITADORES
Alterar de forma positiva as auto-verbalizações representa um passo importante para ultrapassar o stress competitivo, assim como melhorar a motivação a auto-confiança e a aprendizagem. As auto-verbalizações são uma ferramenta que ajudam na interpretação daquilo que está a ser experienciado. Isto significa que as auto-verbalizações servem para reinterpretar as situações, reestruturar os pensamentos e guiar as acções. Quando os atletas aprendem a seguir orientações específicas para guiar o seu diálogo interno, eles experienciam as situações de pressão como menos stressantes, conseguem implementar rotinas pré-competitivas facilitadoras para o máximo rendimento e executar as acções necessárias para o sucesso.
O método para controlar o diálogo interno dos atletas forma um conjunto de orientações a seguir. Este método baseia-se num conjunto de verbalizações que necessitam de ser reestruturadas no sentido de o atleta se percepcionar com capacidade de gerar soluções positivas face aos seus objectivos. O que inclui um conjunto de diálogos a evitar e outros a implementar.
ORIENTAÇÕES PARA AS AUTO-VERBALIZAÇÕES A EVITAR
Regra nº1: Evitar pensamentos que conduzam à preocupação ou ansiedade
Atletas que têm desempenhos inconsistentes, especialmente aqueles que não produzem resultados satisfatórios face ao risco e à pressão, possuem auto-verbalizações baseadas no medo (medo de perder, medo de falhar, de desiludir os outros) ou na dúvida das suas capacidades (eu não serei capaz, não treinei o suficiente, não estarei à altura). Estas declarações deverão ser evitadas ou mesmo banidas do discurso usual dos atletas. As declarações de dúvida e medo retiram capacidade e confiança e geram ansiedade e stress.
Regra nº2: Evitar pensamentos que conduzam a falhanços passados
Se o atleta enfrenta um adversário do qual já sofreu algumas derrotas ou se os resultados têm ficado aquém daquilo que o atleta é capaz de realizar, pensar acerca destes acontecimentos cria na grande maioria das vezes uma cascata de pensamentos negativos, colocando o atleta numa situação de desvantagem. O atleta não deverá dirigir a sua atenção para estes pensamentos, mas sim para as rotinas pré-competitivas promotoras de máximo rendimento e seguir o processo implementado previamente.
Regra nº3: Evitar atribuições de auto-estima relacionas com o desempenho
Evitar declarações que coloquem em causa a auto-estima do atleta devido a fracos desempenhos. Diálogos internos que indiquem este tipo de declarações, tais como:
- “ Se eu perder este ponto ou torneio ou prova”, eu não faço nada bem
- “Se eu não ganhar”, vou-me sentir como um inútil
Quando um atleta tem a atitude de que ganhar é necessário para manter a sua auto-estima os riscos são demasiado elevados. Serão gerados sentimentos depreciativos acerca de si próprio retirando capacidade, confiança e aumentando os níveis de ansiedade.
Regra nº4: Evite concentra-se nas probabilidades negativas face às de sucesso
Evitar o diálogo interno negativo, inclui muitas vezes não cair na armadilha de rever as probabilidades negativas face ao resultado desejado. Um alpinista não deverá concentrar-se em demasia no perigo que enfrenta quando está a escalar. O seu pensamento deverá estar orientado na rara oportunidade que é escalar. Efectivamente o atleta deverá estudar as suas possibilidades de sucesso, e isto não é considerado um mau hábito. No entanto na grande maioria das vezes pode cair em excessos. Se um judoca estiver preocupado em estudar o ranking dos seus oponentes, e estes tiverem melhor posicionados, inadvertidamente irá comprometer a sua confiança. O seu pensamento criará uma expectativa de resultado negativo e aumentará o stress e a pressão. É como se disse-se a sim mesmo “não vou conseguir, pois são todos mais fortes do que eu”.
Portanto, seja antes ou durante a competição os atletas deverão evitar pensar no ranking dos seus adversários, na sua experiência competitiva, nos seus títulos, na reputação ou no quão forte ele pode parecer ou ser. As estatísticas informáticas também não deverão ser levadas em consideração, se fosse o caso não existiria desporto real, seria tudo feito estatisticamente.
No Programa de Treino Mental que aplico utilizo a expressão “os nomes não ganham competições”, quero com isto dizer que existe sempre a possibilidade de fazer algo e tentar ser bem sucedido, o mais cotado naquele dia terá de expressar um estado de forma superior ao outro para sair vencedor. O atleta “supostamente” mais fraco terá então a oportunidade de verificar se tudo o que treinou e expressou em competição será suficiente para ganhar. Se não for bem sucedido deverá preparar-se melhor para uma próxima oportunidade. Tudo é uma questão de oportunidade e não de probabilidade.
ORIENTAÇÕES PARA AS AUTO-VERBALIZAÇÕES POSITIVAS
Regra nº5: Monitorizar o seu Diálogo Interno
Para implementar as auto-verbalizações positivas, o atleta deverá monitorizar o que diz a si próprio antes das competições. O Diálogo interno segue padrões. As declarações e afirmações tornam-se habituais, criando uma “Inclinação Mental” (tendência para seguir sempre os mesmos padrões verbais, sejam eles positivos ou negativos). Infelizmente as rotinas verbais habituais accionam-se de forma automática. O primeiro passo a ser implementado deverá ser uma atenção consciente sobre o diálogo interno, tentado identificar padrões de verbalizações negativas, e mudá-los.
Poderá ajudar escrever uma lista de verbalizações identificadas como negativas e substitui-las por outras mais capacitantes. Todos os seres humanos têm um reportório verbal que se tornou um hábito, se ele for incapacitante, e se accionar automaticamente, irá sempre prejudicar o rendimento desportivo. Desta forma deverá o atleta implementar intencionalmente os novos padrões ou fica sujeito a que os antigos se accionem sempre por defeito e assim funcionarem como sabotadores da performance.
Regra nº6: Utilize auto-verbalizações que reforcem a capacidade de regular o seu estado
Normalmente, quando os atletas enfrentam dificuldades ou enfrentam momentos críticos em competição, sentem uma perda de controlo. As auto-verbalizações podem regular e alterar estas percepções. No meu Programe de Treino Mental os atletas aprendem a implementar estratégias para se colocarem no seu melhor estado de recursos que facilitam a obtenção do máximo rendimento. O método que suporta as referidas estratégias são as auto-verbalizações, que por sua vez fazem parte das rotinas pré-competitivas.
Assim sendo o atleta deverá conseguir desenvolver vários tipos de declarações tais como auto-verbalizações de mobilização (conjunto de práticas que activem o atleta e aumente os níveis energéticos e motivacionais), auto-verbalizações de processo (conjunto de práticas que regulam a tarefa competitiva), auto-verbalizações executivas (conjunto de práticas que promovem o foco atencional na competição), entre outras.
Regra nº7: Sintomas de stress e nervosismo a levar em conta de forma positiva
Os sintomas de stress são abertos à interpretação. Normalmente as reacções de stress e nervosismo são algo bom, ou seja, são alterações psicofisiológicas que preparam o atleta para a acção promovendo o máximo rendimento. No entanto se o atleta ao sentir fisicamente determinados sintomas, como o aumento do batimento cardíaco, sudação, borboletas no estômago, agitação motora e associar isto a alguns receios e dúvidas que possa ter acerca de si ou da expectativa de resultado, irá certamente ser prejudicial para o seu desempenho. O atleta deverá reinterpretar as suas avaliações e reestruturar as suas auto-verbalizações para um diálogo mais capacitador. Ao invés de dizer, “ devo estar com medo” ou “sinto-me fraco e trémulo com os nervos” deverá dizer para si mesmo, “sinto-me desafiado”, “sinto-me energizado”, “ sinto-me preparado para a acção”. Estas declarações ajudam o atleta a transformar-se num “Atleta Facilitador”.
Regra nº8: Converter declarações negativas em positivas
O atleta deverá focar-se naquilo que pretende e não naquilo que receia. A ginasta que diz para si mesmo “não posso cair na trave”, pode criar um problema com esta instrução negativa. Instruções na forma negativa produzem imagens mentais instantâneas que coincidem com a directiva previamente temida. O corpo humano reage a indicações específicas, quanto mais precisas, positivas, construtivas e capacitadores forem melhor será a resposta motora. Desta forma a ginasta deverá alterar o diálogo interno para, “mantêm-te na trave”, “sê firme nas recepções”.
Para este caso específico a atleta poderia usar dois tipos de auto-verbalizações:
- Auto-verbalizações de incentivo ou motivacional, que permite aumentarmos os níveis de confiança. “Eu sou capaz”, “tenho capacidade para fazer”, “sou boa nisto”
- Auto-verbalizações executivas, que permitem uma orientação específica no que é importante realizarem. “ Mantêm-te firme”, “na recepção flecte ligeiramente as pernas”.
CONCLUSÃO
O stress e a pressão são condições que fazem parte da vida de qualquer atleta, não sendo possível evitá-los em algumas situações. Um determinado grau de pressão e stress, desde que manejável pode ser benéfico para o rendimento do atleta. A implementação de diálogos internos positivos e capacitadores no treino diário constroem hábitos que com a prática continuada se transformam em padrões facilitadores do óptimo rendimento desportivo.










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Eu próprio tento regular constantemente os meus pensamentos, produzindo auto-estima e pensamentos positivos que me façam de alguma forma motivar e acreditar no estabelecimento de metas.
Abraço e parabéns!
Abraço.
Realmente criar pensamentos positivos ajuda e muito no caminho para vencer. Basta observar, por exemplo, pessoas que batem recordes, elas ficam quase que fanáticas, pensando: "eu posso", "eu consigo", "eu sou o melhor", até que uma hora de tanto acreditar nas suas próprias palavras, acabam por conseguir o que queriam.
Parabéns pelo seu blog!Estou assinando o Feed, pois este blog tem tudo para dar certo!
Abraço!
Bem Vindo à Escola Psicologia. Obrigado pelo comentário e pelo incentivo.
Sim sem dúvida que no mundo desportivo os atletas têm de possuir uma enorme habilidade para gerar pensamentos que lhes orientem as suas acções motoras, que na grande maioria das vezes têm de ser de grande precisão e exigência.
Espero corresponder às expectativas, postando sempre conteúdo de qualidade.
Abraço
Antes de mais quero te dar os parabéns pelo blog! Eu sou judoca a 8 anos e durante as competições é sempre difícil, para mim, controlar o stress e a ansiedade tento sempre gerar pensamentos positivos e posso dizer que resulta eficazmente e como também referiste, evito sempre olhar para a tabela de classificação... e ajuda um pouco.
Também ouvi dizer que um chocolate, antes da competição, pode ajudar-nos a relaxar um pouco e como tal ficarmos menos ansiosos e stressados, mas outros dizem que pode ser prejudicial e fico na dúvida... será um mito ou verdade?
Um grande abraço.
A preparação mental é hoje um factor preponderante para a eficácia e desempenho dos atletas. Não só para poder resolver alguns obstáculos à boa performance, mas sobretudo como potenciador das qualidades do atleta.
Só a título de curiosidade, eu sou preparador mental de uma equipa de judo, na cidade da Marinha Grande (Judo Clube da Marinha Grande), dou apoio e suporte a um pequeno Grupo de atletas.
Relativamente à questão do chocolate: enquanto ingestão, o chocolate funciona como um estimulante dadas as suas propriedades. há alguns estudos que apontam para a boa disposição fornecida pela toma de uma porção de chocolate antes de uma performance (seja no desporto, nas artes, na música ou numa cirurgia). De qualquer forma, tudo tem a ver com hábitos estabelecidos e se tu particularmente te sentes bem com a ingestão do chocolate (desde que em doses adequadas), pois deves continuar a fazê-lo.
O efeito que algumas coisas que fazemos ou comemos nos momentos antes de uma competição podem ter aquilo que se chama de efeito placebo (lê quebrando o mito dos antidepressivos, onde falo sobre este assunto de uma perspectiva mais clínica), ou seja tem um efeito psicológico benéfico.
Qualquer questão estou à disposição.
Abraço
Eu já estava a espera que o chocolate fosse nada mais nada menos que um efeito placebo, que na verdade até me cinto bem, se tomado sempre sem exageros.
Eu faço parte do Clube Naval do Funchal - Madeira e fiquei surpreendido por ter dado o exemplo do Judo no 1º artigo do blog, porque infelizmente neste país é futebol por todo o lado...
Mais uma vez, obrigado.
Um grande abraço.
A auto motivação é, de facto, o mais importante num atleta bem como em qualquer ser humano, para mim.
As regras que escrevou aí deixaram-me a pensar durante uns tempos (eheh), nuca tinha encarado o karate (desporto que pratico) dessa maneira mas é uma boa forma de "ver as coisas".
Sendo a cabeça o chefe e o corpo os empregados, nunca vamos conseguir ter uns empregados que trabalhem em perfeita harmonia sem ter alguém "em condições" na chefia. É algo muito trabalhoso e muito difícil (para mim) porém, irei conseguir!
Tenha uma boa continuação. :-)
Fico contente que tenha gostado do artigo e principalmente que possa vir a ser útil no seu desporto.
A motivação, a concentração e o controlo emocional são "armas" imprescindíveis para os atletas que pretende melhorar as suas capacidades e desempenho.
Na base de tudo está a auto-disciplina, sei que no Karate promove esta habilidade. Ainda assim nunca é demais trabalhá-la :)
Acredito que com dedicação e uma boa estratégia conseguirá atingir os objectivos...é preciso trabalhar com motivação e confiança.
Fique atento, na próxima sexta feira irei colocar um artigo sobre desportos de combate!
Força e abraço.
Estou ansioso para ver o post dos deportos de combates.
:D
UM DETALHE: "QUALQUER QUE DISSER A ESTE MONTE...= independe de religiao? Jesus afirmava e nao olhava nem para trás para ver se ia acontecer?
Outro exemplo bíblico encontra-se em 1RS 18:01=NAO CAIRA ORVALHO NEM CHUVA, EXCETO MEDIANTE A MINHA PALAVRA(PALAVRA QUE JA TINHA PROCUNCIADO). PARA DESMANCHAR O QUE PRONUNCIARA HA 3,5 ANOS ATRAS TEVE QUE PRONUNCIAR 07 VEZES(DEU MAIS TRABALHO) 1RS 18:44="NA SETIMA VEZ..." .TENHA CERTEZA DISTO: DEUS ESTAH SE AGRADANDO DO SEU TRABALHO, QUE EH UMA OBRA DE ARTE.
É sempre muito reconfortante receber reconhecimento dos leitores, e ainda por cima de uma forma bíblica!
Fico muito agradecido.
Abraço
"Elias, o tisbita, habitante de Guilead, disse a Acab: «Pela vida do Senhor, Deus de Israel, a quem eu sirvo, não cairá orvalho nem chuva nestes anos senão à minha ordem." 1 Rs 17, 1
"À sétima vez, o servo respondeu: «Eis que sobe do mar uma pequena nuvem como a palma da mão!» Disse-lhe então Elias: «Vai dizer a Acab que prepare o seu carro e desça quanto antes, para que a chuva não o detenha aqui." 1 Rs 18, 44
Fonte: http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=B%C3%ADblia_Sagrada
Funciona que é uma beleza.
Um abraço a todos.
Fonte: http://www.capuchinhos.org/biblia/index.php?title=B%C3%ADblia_Sagrada
O que você escreve eu uso tanto pra minha vida de esporte. Porque eu corro. Tanto para minha vida de concurseiro, cristão, e vida sentimental. Realmente espero que Deus te dê mil vezes todos os benefícios que eu tenho tido aos ler, assimilar e praticar tudo que você Miguel escreve.
Aquele Abraço!
Fico muito agradado que o artigo tenha sido útil e que o siga para melhorar alguns aspectos da sua vida. Este é mesmo o objetivo da Escola Psicologia, transmitir conhecimento que possa ser útil no dia-a-dia de quem necessita.
Sim, este tipo de estratégias quer no desporto como na vida em geral são muito importantes e facilitam-nos a obtenção dos nossos objetivos.
Sorte para você e tudo de bom.
Abraço
Seu texto ficou Explendido, faço das palavras de Thiago, as minhas.
Com certeza a Energia Positiva que move nosso Universo, vai sempre acompanha-lo e continuar nesse fluxo positivo, sempre.
MUITO OBRIGADA!!!!!!
Fico muito agradecido pelo reconhecimento do valor do artigo. Escrevo sempre com a intenção de transmitir o máximo de informação, de forma simples para que aquele que pretendem possam melhorar e/ou atingir os seus objetivos.
A divulgação de informação é importante para o desenvolvimento e crescimento de todos nós.
Abraço
Nosso pensamento é como um cavalo arredio, temos de segurar bem ás rédeas...para controlar, parar, para mudar o rumo...
jandira
Nas minhas buscas, identifiquei o seguinte padrão: A percepção ativa os pensamentos, que desencadeiam os comportamentos, que geram as emoções como recompensas... prazer... bem estar.
Faço uma metáfora com o desenho do He Man "Eu tenho a força!" e temos mesmo. A espada são os pensamentos, o escudo são as emoções e a luta o comportamento.
Até breve.
http://www.youtube.com/watch?v=0vwWg7sxiBw
Cumprimentos.
Abracao!
Projeto
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