Você considera-se uma pessoa muito preocupada? Embora todos se preocupem de tempos em tempos, algumas pessoas ficam muito angustiadas pela excessiva preocupação diária. Elas tendem a cair em um padrão de pensamento catastrófico, como se estivessem sempre preparando-se para o pior cenário possível. Isso é mentalmente e emocionalmente desgastante, mas também prejudicial ao nível físico, potencialmente levando a doenças frequentes, por exemplo, úlceras e problemas cardíacos. A preocupação exagerada pode ainda ser a matéria prima para o desenvolvimento de um transtorno de ansiedade.

Imagine o seguinte cenário: O seu ente querido, que chega sempre a horas, está meia hora atrasado. Você tenta ligar, mas vai para o correio de voz. Qual é o seu pensamento inicial? Se você imaginar um desastre e entrar no modo de pânico, provavelmente pode estar exagerando e a sofrer consequências devastadoras na sua vida, prejudicando o seu otimismo, paz de espírito e contentamento. A preocupação exagerada, ou seja, aquele tipo de preocupação que é irracional e deriva apenas da forma negativa de olhar o mundo, é essencialmente devastação negativa. É pura imaginação.

Então, enquanto a excitação nos faz sentir bem ao imaginar cenários positivos, a preocupação excessiva é a imaginação de cenários terríveis a permitir-nos vivenciar como essa experiência seria se fosse verdade. Nós pegamos num gatilho (neste caso, um ente querido que está atrasado) e avançamos rapidamente para o pior medo imaginado, em vez de simplesmente assumir que ele ou ela está atrasado por inúmeros outros motivos benignos.

Porque fazemos isso?

Talvez acreditemos que de alguma forma nos prepara para o pior e nos protegerá daquilo que tememos. Por exemplo, se houvesse um tigre numa sala de espera, nós manteríamos os nossos olhos, observando cada movimento que ele fizesse, certamente não nos sentaríamos a ler um livro na sua presença. Quando nos preocupamos, a catástrofe que tememos faz-nos sentir exatamente como nos sentiríamos na presença do tigre na sala.

Na realidade, porém, a preocupação excessiva não nos prepara nem nos protege do desastre. Ela simplesmente drena os nossos níveis de energia e rouba a nossa alegria e tranquilidade. Se cada vez que o nosso ente querido estiver atrasado, passarmos pela tortura de um cenário de acidente de carro, não estamos de forma alguma evitando ou protegendo-nos que isso realmente aconteça. E mesmo que o nosso parceiro estivesse envolvido num acidente de carro, como teria a preocupação ajudado a minimizar a situação?

preocupações

Só porque imaginamos o cenário catastrófico vezes sem conta, isso não melhora a situação. Corrie ten Boom, uma incrível holandesa que enfrentou as horríveis atrocidades do Holocausto e da Segunda Guerra Mundial para ajudar a salvar 800 judeus, disse que:

“A preocupação não nos retira a tristeza de amanhã, ela esvazia a força de hoje”.

Na verdade, se ela tivesse passado os seus dias envolvida numa preocupação catastrófica, provavelmente deixaria-a emocionalmente paralisada e incapaz de ajudar tantas pessoas. Então, da próxima vez que você estiver tentado a preocupar-se excessivamente, tente imaginar possibilidades alternativas, ao invés de focar a sua mente apenas na possibilidade catastrófica.

Se o seu ente querido estiver atrasado, imagine que você vai ver o nome dele aparecer no seu telefone nos próximos minutos. Imagine o alívio que você sentirá quando isso acontecer. Respire profundamente e sinta o seu corpo relaxar. Assuma o melhor. Sim, coisas ruins acontecem às vezes, mas são a exceção, não a norma. Não se faça sofrer desnecessariamente sobre os cenários imaginados. Deixe que o seu dia hoje seja livre de preocupações desnecessárias.

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Abraço,

Miguel Lucas