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	<title>Psicologia e Motivação &#187; Felicidade&#187;</title>
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	<description>Psicologia e Motivação</description>
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		<title>5 Obstáculos à felicidade e como superá-los</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Feb 2013 14:45:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[infelicidade]]></category>
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		<description><![CDATA[A felicidade é um termo subjetivo. Felicidade pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Mas há elementos comuns que se aplicam a todos nós, e que podem não estar devidamente explícitos para você. Deixe-me explicar. A maioria de nós acha que os obstáculos  à felicidade envolvem coisas como não ter dinheiro suficiente, estar num  relacionamento ruim, não ter [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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<a href="http://www.escolapsicologia.com/5-obstaculos-a-felicidade-e-como-supera-los/">5 Obstáculos à felicidade e como superá-los</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A felicidade é um termo subjetivo. Felicidade pode significar coisas diferentes para pessoas diferentes. Mas há elementos comuns que se aplicam a todos nós, e que podem não estar devidamente explícitos para você. Deixe-me explicar. A maioria de nós acha que os obstáculos  à felicidade envolvem coisas como não ter dinheiro suficiente, estar num  relacionamento ruim, não ter sucesso, ou não sentir-se realizado. Seja qual for o caso, na ausência daquilo que não conseguimos obter ou alcançar, por vezes, justificamos a nossa infelicidade com coisas ou pessoas exteriores a nós. Ainda que alguns acontecimentos ou pessoas possam contribuir para a vivência de experiências menos boas, cada um de nós tem sempre em si mesmo a responsabilidade de tomar uma atitude. O caminho da felicidade ou infelicidade estabelece uma relação muito mais forte com a nossa reação aos acontecimentos, do que com aquilo que nos acontece. É óbvio que temos sempre de ser razoáveis na análise do impacto que determinados acontecimentos têm na vida de cada um de nós. Mas, ainda assim, mesmo nas situações mais catastróficas há sempre pessoas que conseguem erguer-se acima do seu sofrimento e encontrar um novo significado na vida e, consequentemente recuperar a sua felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Para você que pode estar a sentir a sua felicidade negativamente afetada e certamente pretende superar os seus dissabores, importa superar aquilo que se apresenta como obstáculos à sua felicidade. A boa notícia é, que existem algumas estratégias e esclarecimentos que podem funcionar como um enorme incentivo no resgate da sua felicidade.  São passos, dicas e formas de pensar que podem ser aplicadas no seu dia a dia, e que podem estar sobre o seu controle.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A seguir apresento alguns dos obstáculos mais comuns à felicidade e como superá-los:</strong></p>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #ff0000;"><strong>FALTA DE AUTOVALORIZAÇÃO E AUTOACEITAÇÃO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando não valorizamos a nós mesmos, aquilo que possuímos, que sabemos fazer, e quando não sentimos apreço e estima pela pessoa que somos, afastamo-nos da criação de uma base sólida que possa edificar a <a title="construção da felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/felicidade-construa-o-seu-suporte/" target="_blank">construção da felicidade</a>. Quando não aceitamos as nossas fraquezas, as nossas lutas, ou até mesmo as nossas dificuldades e incapacidades, colocamo-nos numa posição de desvantagem acerca de nós mesmos. Voltamo-nos contra nós mesmos, impedindo-nos de aceitar o estado ou situação que nos encontramos, dificultando as ações que poderiam solucionar os problemas e restituir o sentimento de bem estar e <a title="felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando não reconhecemos que somos os principais responsáveis pelas forma como encaramos o estado de infelicidade em que nos encontramos, não conseguimos ser capazes de reconhecer que somos igualmente os agentes da possível melhoria e que ela é possível e depende de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 1: Assuma a responsabilidade pela sua própria vida.</strong> Essa é a única maneira de recuperar a sua autoestima e controle sobre a mudança a implementar.  Verifique onde você está fazendo autosabotagem e pare com este tipo de comportamento. Comece a falar para si mesmo, e sobre si mesmo, em termos de autoresponsabilidade  e certamente vai  ver as circunstâncias da sua vida e você mesmo a mudar drasticamente para melhor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 2: Defina limites saudáveis acerca da sua responsabilidade sobre os acontecimentos de vida.</strong> Tente perceber que as atitudes negativas em nada melhoram o estado em que se encontra e que apesar de poderem existir pessoas e circunstâncias desfavoráveis, é a sua reação que mais impacto tem acerca da forma como você se sente na sua vida. Em seguida, faça escolhas sobre quem você quer ser na sua vida, tal como expliquei no artigo: <a title="que tipo de pessoa você quer ser?" href="http://www.escolapsicologia.com/que-tipo-de-pessoa-voce-quer-ser/">Que tipo de pessoa você quer ser?</a> Quais são as relações que são importantes para você? Quais são tóxicas? Tome as suas decisões com amor e compaixão e tente entender que isso não significa que você tem de se sentir diminuído ou subjugado. Quando nos beneficiamos e nos elevamos a nós mesmos todos saem beneficiados, começando por você.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2013/01/tristeza.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-9653" title="tristeza" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2013/01/tristeza.jpg" alt="tristeza" width="639" height="349" /></a></p>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #ff0000;"><strong>FALTA DE CONFIANÇA E PROCURA DE APROVAÇÃO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando você procura a aprovação dos outros para viver a sua vida, você pode acabar correndo atrás de algo que não esteja de acordo com aquilo que lhe é significativo e o faz vibrar. Você permite que outros ditem o quão feliz você está  com base na aprovação ou não de quem você é ou o que está fazendo. Certamente, haverá sempre alguém que discorda de você ou não entende as suas escolhas, e se você vive a sua vida tentando fazer com que todos o aprovem, estará perdendo muito da sua energia pessoal. Isso, então, esgota a sua reserva de ímpeto para realizar coisas que o encaminhem rumo a uma felicidade sustentada por você. Esforce-se por <a title="desenvolver a autoconfiança" href="http://www.escolapsicologia.com/estrategias-extraordinarias-para-melhorar-a-auto-confianca/" target="_blank">desenvolver a autoconfiança</a>, e melhore a  autoestima de forma a que não tenha de ficar drasticamente agarrado à opinião de alguém. Então, viva a sua vida como você melhor se sente, sem desculpas e sem ter que se defender ou justificar-se a alguém. Aqueles que realmente importa na sua vida certamente irão apoiá-lo de qualquer maneira, porque eles amam-no por aquilo que você é.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 1: Desenvolva a sua confiança interior</strong>. Embora às vezes isso pareça mais fácil dizer do que fazer. É possível se você decidir que é aquilo você quer fazer. O primeiro passo para a confiança é a aceitação. Então, aceitar-se e aceitar o seu momento menos bom é primordial na sua recuperação. Você está exatamente onde eventualmente precisa estar para encaminhar-se no sentido de desenvolver-se em termos pessoais. Não descarte o seu valor e não se compare com os outros. Todos nós temos o nosso próprio caminho na vida, às vezes eles se cruzam, e às vezes não, mas de qualquer forma, cada um de nós somos valiosos da forma como somos, ainda que possamos mudar para melhor de acordo com os nosso objetivos. Pondere ler: <a title="3 passos e 10 formas para construir a sua autoconfiança" href="http://www.escolapsicologia.com/3-passos-e-10-formas-para-construir-a-sua-auto-confianca/" target="_blank">3 passos e 10 formas para construir a sua autoconfiança</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 2: Faça as suas próprias escolhas.</strong> Conheça as suas motivações e faça o seu melhor para garantir que as suas escolhas são próativas, construtivas e alinhados com os seus verdadeiros desejos (e não os desejos do seu ego ou dos outros). Então, você vai construir a confiança necessária para seguir com essas escolhas. Acresce ainda o fato da sua confiança aumentada permitir enfrentar alguns dos seus medos, porque você vai perceber que quando as suas escolhas estão enraizadas na sua paixão e no seu verdadeiro querer, na verdade não existem fracassos, erros ou más escolhas, mas sim oportunidades de aprendizagem e crescimento. Sugiro que  pare de questionar a si mesmo e comece a tomar medidas para a sua <a title="melhoria de vida" href="http://www.escolapsicologia.com/como-mudar-a-sua-vida-para-melhor/" target="_blank">melhoria de vida</a>, agora mesmo.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong><a href="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2013/02/infelicidade1.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-9655" title="infelicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2013/02/infelicidade1.jpg" alt="infelicidade" width="639" height="350" /></a> </strong></span></h3>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #ff0000;"><strong>FALTA DE ÍMPETO PRÓPRIO, SEGUINDO OS CAPRICHOS DO EGO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando você não tem a noção clara do caminho que quer percorrer ou não constrói os seus próprios motivos, pode ficar à mercê daquilo que os outros e a sociedade lhe transmitem. Corre o risco de movimentar-se por uma competitividade desmedida, pretendo obter mais do que os outros têm, ou comparar-se em demasia com a vida dos outros.  Quando você corre atrás de sonhos que são baseados em lacunas percebidas a coisas externas a você, como coisas materiais ou até mesmo relacionamentos, então você está procurando a felicidade no lugar errado. Não são as coisas ou as pessoas que mais contribuem para a felicidade, é sempre a motivação e as intenções por trás das nossos desejos que mais importam. Encontre a base da sua felicidade interior e todos os fatores externos poderão ser benéficos se funcionarem  como um reforço para a sua vida, ao invés de você depender deles para a sua plena felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 1: Saber o que quer e porquê.</strong> Distinga os seus desejos autênticos dos não autênticos. Para fazer isso você  precisa prestar atenção aquilo que sente acerca dos seus desejos. O que você está sentido é uma falta que precisa preencher, uma espécie de desespero? Ou você está a sentir-se tranquilo e animado para manifestar o que sabe que quer e dentro de suas capacidades de conseguir fazer, ser e ter? Os seus motivos e intenções são o que determinam o curso de ação das suas experiências de vida? Se você conseguir descobrir &#8220;o que&#8221; e depois o &#8220;porquê&#8221;, você vai desenvolver um enorme ímpeto que o colocará numa posição vantajosa para viver e <a title="tornar reais os sonhos" href="http://www.escolapsicologia.com/tornar-os-sonhos-realidade/" target="_blank">tornar reais os sonhos</a> que idealiza  E a melhor parte é que você vai estar fazendo isso a partir de um estado de alegria e confiança interna, em vez de um estado de tensão e incerteza.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 2: Muitas vezes a infelicidade resulta de sentimentos de &#8220;não ter o suficiente.&#8221;</strong>  Quando você sente algumas faltas na sua vida às quais dá uma extrema importância e significado, pode fazer com que  se sinta deprimido e solitário. Mas você pode mudar isso, adotando uma <a title="atitude positiva" href="http://www.escolapsicologia.com/5-passos-para-conseguir-uma-atitude-positiva-na-vida/" target="_blank">atitude positiva</a>. No entanto, isso não significa fingir ser algo ou alguém que não é. Tudo isso significa que você se está tornando mais sensível e atento acerca daquilo que já tem na sua vida. Quando você está apreciando, significa que você não está desvalorizando. Portanto, não importa o quão pequeno possa ser aquilo que você contempla, encontrar algo para ser grato no momento, e construir o seu caminho sedimentado nesse sentimento permitir-lhe-á ver o mundo como um lugar próspero.</p>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #ff0000;"><strong>FALTA DE UM PROPÓSITO MAIOR, OBJETIVOS E VISÕES MAIS GRANDIOSAS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando você não traça um propósito bem definido pode perder, sendo muito mais fácil deixar levar-se pelos caminhos do ego que podem conduzi-lo à infelicidade. É por isso que é tão importante  descobrir o que mexe consigo, o que o impulsiona, o que o apaixona, e qual o propósitoem que você está direcionado e focado. Descubra aquilo que é significativo para você, invista nas ações e atividades que no seu retorno o fazem sentir-se bem, com um senso de felicidade. Pondere ler: <a title="Clarifique a sua visão de sucesso" href="http://www.escolapsicologia.com/clarifique-a-sua-visao-de-sucesso/" target="_blank">Clarifique a sua visão de sucesso</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 1: Faça perguntas capacitadoras.</strong> A fim de encontrar o seu propósito, o que acabará por lhe trazer imensa alegria e satisfação, pergunte a si mesmo questões do género: &#8220;O que me motiva na minha vida? Porque coisas eu sou apaixonado? Quais as qualidades que eu tenho que podem ser valorizadas e compartilhadas com o mundo? No que eu sou excecionalmente bom? Que tipo de pessoa quero eu ser? O  legado quero deixar? &#8220;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 2: Funda-se ao seu propósito.</strong> Lembre-se que o seu propósito é algo que beneficia do seu total envolvimento. Não tem apenas a ver com a sua vocação. Olhe para as suas paixões e desejos mais verdadeiros e lá você vai encontrar o seu propósito.</p>
<p style="text-align: justify;"><div class="post-banners-buttons"><span><a href="http://www.escolapsicologia.com/como-mudar-a-sua-vida-para-melhor/" title="Ebook &#8211; Como Mudar Sua Vida para Melhor"><img src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/11/Banner-Ebook.png" alt="Ebook &#8211; Como Mudar Sua Vida para Melhor"></a></span></div></p>
<h3 style="text-align: left;"><span style="color: #ff0000;"><strong>FALTA DE PRIORIDADES E ENERGIA DISPERSA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">É importante definir o que a felicidade significa para você, pessoalmente, e depois priorizar as coisas, pessoas e atividades que mais significado têm para você. Em seguida, dê tempo para que as coisas possam surtir efeito. É uma questão de equilíbrio e de delegação, quando necessário. Trata-se de encontrar a sua <a title="força interior" href="http://www.escolapsicologia.com/a-verdadeira-forca-esta-em-compreender-e-aceitar-a-dor-emocional/" target="_blank">força interior</a>, o que lhe dá a energia e <a title="motivação" href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">motivação</a> para tudo que você pretende realizar na vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 1: O que é importante para você?</strong> Se você retirar as distrações da sua vida por um momento, o que resta?  Descubra o que é mais importante para você e, em seguida, certifique-se de fazer disso uma prioridade em sua vida. Pondere ler: <a title="Construa a base do seu poder" href="http://www.escolapsicologia.com/construa-a-base-do-seu-poder/" target="_blank">Construa  a base do seu poder</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Lição 2: Compreender que ser equilibrado na sua vida é extremamente importante para a sua felicidade e bem estar.</strong> Isso não significa que às vezes algumas coisas não irão ser alvo da sua atenção mais do que outras. Significa simplesmente que se você olhar para cada ano ou até mesmo a cada mês da sua vida, por exemplo, que você vai ser capaz de dizer que deu a cada área da sua vida a devida atenção. Isso significa que você percebe que a vida não é um lugar onde obtém tudo o que deseja, mas sim, que terá tanto mais sucesso quando mais investir nas vária áreas da sua vida que contribuem para a sua felicidade e realização pessoal. Assim, aprender a priorizar permitirá menos arrependimentos acerca daquilo que desejava ter feito e não deu a devida atenção. Faça com que a sua vida seja preenchida com o seu propósito, energia e motivação, fazendo com que cada momento conte, e você fertilizará o terreno para a felicidade. Pondere ler: <a title="Felicidade, construa o seu suporte" href="http://www.escolapsicologia.com/felicidade-construa-o-seu-suporte/" target="_blank">Felicidade, construa o seu suporte</a>.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>CONCLUINDO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Nem sempre os obstáculos à nossa felicidade são facilmente percetíveis. Estes cinco obstáculos estão fortemente relacionados com a forma como interpretamos as nossas prioridades de vida, o significado que damos ao que fazemos e à interpretação daquilo que nos acontece. Se você pretende realmente construir uma felicidade e bem estar sustentado, torna-se premente abordar estas questões de uma forma ou de outra. Mas a escolha é sempre sua, e essa é a parte mais capacitadora.</p>
<p> Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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<a href="http://www.escolapsicologia.com/5-obstaculos-a-felicidade-e-como-supera-los/">5 Obstáculos à felicidade e como superá-los</a></p>
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		<title>Felicidade: construa o seu suporte</title>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2012 15:15:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[como ser feliz]]></category>
		<category><![CDATA[construir o suporte da felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[estratégias práticas para a felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[experiência a felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[viver a felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Todos queremos ser felizes. Certamente, todos nós perspetivamos sermos felizes e manter a felicidade. Fazemos tudo o que é suposto fazer para nos certificarmos que estamos no caminho certo. Diligentemente seguimos algumas instruções que nos parecem viáveis, praticamos técnicas, ouvimos os mais experientes,  mas, com mais frequência do que deveria ser (dada a quantidade de esforço que [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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<a href="http://www.escolapsicologia.com/felicidade-construa-o-seu-suporte/">Felicidade: construa o seu suporte</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Todos queremos ser felizes. Certamente, todos nós perspetivamos sermos felizes e manter a felicidade. Fazemos tudo o que é suposto fazer para nos certificarmos que estamos no caminho certo. Diligentemente seguimos algumas instruções que nos parecem viáveis, praticamos técnicas, ouvimos os mais experientes,  mas, com mais frequência do que deveria ser (dada a quantidade de esforço que fazemos) para a maioria de nós, não somos consistentemente felizes. Provavelmente está familiarizado com o termo: <em>procura da felicidade</em>. Como psicólogo e igualmente como pessoa comum, tenho passado a última década a verificar que muitas pessoas alimentam o seu vício de felicidade. Nessa busca incessante de felicidade, procuram a solução a curto prazo, aqui e ali, mas acabam de volta à <em>procura da felicidade</em>, mais uma vez, ainda mais desesperados. Entram num ciclo crescente composto por uma roda de: felicidade encontrada &#8211; felicidade perdida. Para muitos de nós, aquilo que mais queremos e passamos a maior parte do nosso tempo tentando realizar, escapa-nos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>A VOLATILIDADE DA FELICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Nós, seres humanos, somos criaturas notáveis. Nós podemos propor-nos a fazer o que queremos fazer. <strong>Então, porque razão a felicidade não é duradoura?</strong> Porque é que existe tal divisão entre o nosso desejo de felicidade e a nossa capacidade de encontrá-la ou mantê-la? Depois de muitos anos a ouvir as pessoas falar sobre as suas tentativas fracassadas para se manterem num estado de felicidade, eu comecei a equacionar as seguintes questões:</p>
<ul>
<li>O que é essa coisa que chamamos de felicidade?</li>
<li>É alcançável?</li>
<li>É confiável?</li>
<li>É sustentável?</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Ao estudar o estado de felicidade, fiquei intensamente consciente da sua fragilidade. Quando as circunstâncias da nossa vida mudam e nós perdemos o &#8220;objeto&#8221; que contribuía para nos fazer felizes, puf, a nossa felicidade desaparece. Quando os <a title="sentimentos negativos" href="http://www.escolapsicologia.com/descubra-o-poder-dos-sentimentos-negativos/" target="_blank">sentimentos negativos</a> e desconfortáveis aparecem dentro do nosso estado de felicidade ou o &#8220;objeto&#8221; que era o promotor de felicidade não funciona mais, a felicidade desaparece novamente. Estamos constantemente a adquirir e a perder a felicidade. <strong>Então a felicidade parece não ser mais que um mero estado, como a alegria, contentamento ou a excitação?</strong> Respondo afirmativamente, desde que a consideremos um estado, e não um objetivo de vida. Exemplo disso, é aquilo que todos, e eu incluído, corriqueiramente dizemos:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>&#8220;Eu quero é ser feliz.&#8221;</strong></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">E é legítimo querermos isso, tal como é querermos estar contentes, bem-dispostos, realizados, em paz de espírito, entre outros sentimentos. É claro que estou a entrar num assunto que pode tornar-se polémico, numa altura em que a felicidade se tornou o &#8220;objeto&#8221; de estudo mais desejado. Por esse motivo, ou seja, de existir alguma controvérsia no termo felicidade, começa-se a usar o termo: <em>bem-estar</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">Desenvolvi a ideia de que não são os nossos esforços para criar felicidade que estão falhando, mas sim, a nossa escolha de felicidade como um objetivo último. A felicidade é o objetivo errado (disfuncional) para a nossa vida. A felicidade (tal como usualmente é abordada) depende da nossa capacidade de controlar as circunstâncias que, não importa o quanto tentemos, não podemos controlar na grande maioria das vezes. A felicidade depende das circunstâncias manterem-se iguais ou praticamente inalteráveis. A vida sempre muda, sentimentos desconfortáveis sempre surgem, e o que nós temos de mais certo é o fluxo da vida. Esta é a natureza da vida. A vida flui, a vida muda a cada instante.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dica: </strong>A escolha de felicidade contínua como uma busca e propósito de vida é irremediavelmente um falhanço.</p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O SUPORTE DA FELICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Provavelmente, e caso o leitor tenha lido alguns dos meus anteriores artigos em que abordei a felicidade, nos quais a &#8220;usei&#8221; com um sentimento apetecível e que pode ser promovido, poderá colocar em questão o que estou a transmitir neste artigo. No entanto se observar mais atenciosamente, os artigos têm um elo de ligação que é a construção de uma <a title="estrutura mental positiva" href="http://www.escolapsicologia.com/estrutura-mental-positiva-o-elixir-da-felicidade/" target="_blank">estrutura mental positiva</a> que permita suportar ações que tenham um retorno satisfatório e consequentemente a criação do sentimento de felicidade. Que é muito diferente de ser algo que tenhamos de procurar como se fosse um objeto a adquirir e assim ficasse imutável até ao fim da nossa vida. Nada disso.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Deixo-lhe alguns artigos caso tenha curiosidade em ler:</strong></p>
<ul>
<li><a title="Como posso ser feliz?" href="http://www.escolapsicologia.com/como-posso-ser-feliz/" target="_blank">Como posso ser feliz?</a></li>
<li><a title="A felicidade é possível mas é opcional" href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">A felicidade é possível mas é opcional</a></li>
<li><a title="4 conceitos e 4 dicas para mudar e ser feliz" href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">4 Conceitos 4 dicas para mudar e ser feliz</a></li>
</ul>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Para muitos de nós a vida não é fácil. <strong>Porque razão, criamos então a noção que deveremos ser felizes o tempo todo?</strong> Provavelmente irá responder: &#8220;</span><em style="text-align: justify;">mas claro que eu sei que isso não acontece</em><span style="text-align: justify;">.&#8221; Sendo assim, porque é que a maioria de nós, quando sentimos que estamos a passar por dificuldades, nos sentimos infelizes? Provavelmente, porque ilusoriamente criámos a noção emocional de que deveríamos ser felizes o tempo todo. Esta expetativa tola cria um sofrimento tremendo.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Ao invés de tentar manter algo de natureza transitória, podemos promover um estado de bem-estar e de ótimo funcionamento do ser humano que seja capaz de dar suporte e florescer dentro da volatilidade inerente à vida humana.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A reter:</strong> Nós devemos ser gratos pelo estado de felicidade quando este se faz sentir, mas querê-lo como um objetivo último para a vida, não é sábio.</p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Importa por isso levantar algumas questões esclarecedoras:</span></h3>
<ul>
<li>Existe algo maior, mais profunda, mais duradouro do que a felicidade?</li>
<li>Existe um estado de bem-estar que pode sustentar as novas circunstâncias e as mudanças emocionais que a vida inclui?</li>
<li>Existe uma maneira fundamentada de regular os estados emocionais, mesmo quando o conteúdo da nossa vida é instável?</li>
<li>Se assim for, que mudança devemos fazer para descobrir este estado que é mais profundo e mais elevado do que a felicidade?</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-8265" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/10/felicidade1.jpeg" alt="felicidade" width="629" height="349" /></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ACIMA DA FELICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">É usual quando enfrentamos provações na vida, quando perdemos algo muito significativo ou tardamos em alcançar algo que desejamos muito, que um sentimento de infelicidade se instale. Diferentes pessoas, adotam diferentes estratégias, técnicas ou abordagens para recuperarem o sentimento de felicidade que foi perdido. Retiros espirituais, meditação, grupos de apoio, terapia, medicamentos. Há ainda quem fique mais confuso e procure alguns escapes menos recomendados, acabando por perder o pouco que ainda restava. Evidentemente que algumas das coisas que referi anteriormente podem ajudar a pessoa a recuperar o seu estado incapacitante. No entanto algo mais é possível de desenvolver ou ficar consciente, que se torne útil ao longo de uma vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Aquilo que tanto procuramos fora de nós, se olharmos mais de perto, se olharmos para dentro de nós, sempre nos acompanhou. Na verdade, aquilo que pode comprovar-se como mais elevado e como mais permanente, e que pode permitir restabelecermos o <a title="equilíbrio emocional" href="http://www.escolapsicologia.com/como-manter-o-equilibrio-emocional-face-as-adversidades-da-vida/" target="_blank">equilíbrio emocional </a>e resgatar a felicidade, é muito mais um construto do que um sentimento. É uma noção construída de que nós temos a capacidade de não estarmos satisfeitos com algo, com alguém ou com a nossa vida e ainda assim estarmos conscientes que nós não somos o nosso sentimento de infelicidade, mas somos sim, <strong><em>aquele que tem o poder</em></strong> de voltar a resgatar o sentimento de felicidade, sempre que isso se justifique.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;">Explicando na prática, este é o processo simplificado:</span></h3>
<ul>
<li>O primeiro passo a ser dado é parar de procurar, é parar de julgar que a felicidade está nas coisas ou nos outros. Nada disso. Claro que muitas coisas que obtemos, assim como as pessoas que nos são queridas podem propiciar-nos belíssimos momentos, mas isso não é a base de algo sustentável.</li>
<li>Depois, é focar a sua atenção naquilo que sente quando a felicidade o abandonou.</li>
<li>O passo seguinte é não querer não sentir os sentimentos e/ou sensações desagradáveis.</li>
<li>Segue-se então o ato de vivenciar a experiência. Você toma assim contato com o que está acontecendo consigo e dentro de si, o que sente no seu corpo e aquilo que se passa na sua mente.</li>
<li>Você não é aquilo que sente, você é aquele que sente e tem a noção que necessita fazer algo para voltar a <a title="restabelecer o equilíbrio emocional" href="http://www.escolapsicologia.com/como-manter-o-equilibrio-emocional-face-as-adversidades-da-vida/" target="_blank">restabelecer o equilíbrio emocional</a>.</li>
<li>Consciencialize-se da noção de desapego, vivenciando a realidade, interna e externa, mas ao mesmo tempo percebendo que não é uma coisa nem outra.</li>
<li>Você não é a sua felicidade, como tal, quando esse sentimento fica distante, você não tem necessariamente de considerar-se infeliz. Você está passando por algo, e experienciado sentimentos, sensações e momentos desagradáveis, mas tem em si próprio a possibilidade de perspetivar ações que o encaminhem para o sentimento de bem-estar.</li>
<li>A sua capacidade de resgatar a felicidade ou o bem-estar é o construto que está acima do sentimento de felicidade.</li>
<li>Você é mais que os seus sentimentos, positivos ou negativos, felicidade ou infelicidade, você é o agente de ações que permitem <a title="alcançar um equilíbrio emocional" href="http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-equilibrio-emocional/" target="_blank">alcançar um equilíbrio emocional</a> e criar um mecanismo de sustentabilidade da sua força de vida.</li>
<li>Você é essa força.</li>
<li>Essa força está dependente da noção que você tem, ou não tem, de que a sua força depende da sua vontade para usar essa mesma força.</li>
<li>Você e a sua força são um só. Quando você está mal, deve acionar essa força, quando a força está em baixo, você deve fazer coisas para recuperar a força.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Seguindo a linha de raciocínio do meu artigo: <a title="Superar o passado, torne-se mais do que aquilo que você era" href="http://www.escolapsicologia.com/superar-o-passado-torne-se-mais-do-que-aquilo-que-voce-era/" target="_blank">Superar o passado, torne-se mais do que aquilo que você era</a>, que resumidamente descreve a ideia que você é o seu futuro, transmite-nos a noção de que existe algo muito mais elevado do que os nossos sentimentos, pensamentos e acontecimentos. O mesmo será dizer: <em>Você</em>. Nós somos o observador que nos observa e temos a capacidade de mudar o observador para que possa ver um novo observado. <em>Você. </em></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A saber: </strong>Nós somos aquilo que posso apelidar de um <strong>metaser. </strong>Um ser que pode desenvolver a noção de conseguir vir a ser mais do que aquilo que é, aplicando a vontade de elevar-se a si mesmo.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na prática, se eu estou a experienciar sentimentos ou sensações em que avalio como <a title="infelicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/" target="_blank">infelicidade</a>, dado que eu sou mais do que aquilo que sinto, que penso e que me acontece, eu posso fazer coisas para que me elevem acima da minha experiência do momento, e pouco a pouco caminhar para a construção sustentado do meu bem-estar, onde entre outras coisas incluo o sentimento de felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Foi esta mudança de consciência ou de noção, que eu comecei a vislumbrar um estado de ser que é radicalmente diferente e surpreendentemente mais capacitado, um estado que é mais profundo e mais consistente do que a felicidade. Na verdade, foi o estudo da volatilidade da felicidade que me permitiu descobrir uma porta para algo muito mais elevado do que a felicidade jamais me ofereceu. A felicidade é um estado passageiro e vivenciado dentro de mim, como tal, é um reflexo de uma parte de mim, é criada em mim, umas vezes imposta, outras vezes promovida.</span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;"><strong>A reter: </strong>O que está acima da felicidade e que pode suportá-la e resgatá-la, é a noção (consciência) de que o ser humano possui em si próprio a vontade de elevar-se a si mesmo, por ação da sua vontade. É uma força dentro da força. É a <a title="força de vontade" href="http://www.escolapsicologia.com/forca-de-vontade-uma-decisao-que-depende-de-nos/" target="_blank">força de vontade</a> acionada pela força vital (você) que permite elevar-se acima de qualquer experiência que possa estar a acontecer-lhe.</span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">Com esta noção em mente, caso esteja a <a title="sentir-se infeliz" href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/" target="_blank">sentir-se infeliz</a>, redefina essa personalização para: &#8220;<em>Sentir um sentimento de infelicidade em mim</em>.&#8221; Ao abordar o assunto desta forma, promove o desapego da experiência e a aceitação da mesma. Ao olhar de forma distanciada para o sentimento de infelicidade que está a experienciar, isso permite-lhe tomar consciência que nada pode afetar a sua força vital. A força que suporta todo e qualquer sentimento que você queira promover. </span></p>
<h3 style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-8266" title="força" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/10/superman.jpeg" alt="força" width="629" height="349" /></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong><span style="text-align: justify;">A FELICIDADE QUE EMERGE DA APLICAÇÃO DA FORÇA VITAL </span></strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="text-align: justify;">No artigo: <a title="O lado oculto da felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/o-lado-oculto-da-felicidade/" target="_blank">O lado oculto da felicidade</a>, falei acerca da força transcendente na capacidade humana para florescer sob a maioria das circunstâncias difíceis. Muitas pessoas, e eventualmente você também já experienciou reacções positivas às experiências profundamente perturbadoras. E, esta capacidade extraordinária não se limita apenas aos mais fortes ou aos mais bravos, mas a qualquer pessoa que ganhe noção que tem em si a opção de canalizar a sua força para uma <a href="http://www.escolapsicologia.com/5-passos-para-conseguir-uma-atitude-positiva-na-vida/" target="_blank">atitude positiva</a> de acordo com a realidade que têm em mãos.</span></p>
<p style="text-align: justify;">Se abordarmos uma definição mais ampla (acima da felicidade) em que fundimos a parte da alegria, desafios, objetivos, bem-estar, gozo, satisfação com a capacidade que temos para a superação, para a aceitação dos sentimentos negativos, traumas, dor, obstáculos e adversidade. O profundo construto mais elevado que a felicidade é edificado por sentimentos felizes e capacitadores, mas também temperado com nostalgia, arrependimento e dor. A <a title="felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a> é apenas um entre muitos valores na vida humana. <strong>A compaixão, sabedoria, altruísmo, intuição, <a title="criatividade" href="http://www.escolacriatividade.com/" target="_blank">criatividade</a>, realização, satisfação geral, por vezes só emergem perante a experiência da adversidade.</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A reter:</strong> As situações drásticas forçam-nos a enfrentar o doloroso processo de mudança. Para viver uma vida humana plena, uma existência num ambiente tranquilo, alegre, despreocupado e facilitado não é suficiente. Nós não necessitamos apenas de viver, também precisamos crescer, realizar-nos, superar-nos, desenvolvermo-nos, e isso às vezes dói.</p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ACEITAR O DESAGRADÁVEL PARA ABRAÇAR A ELEVAÇÃO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Passamos as nossas vidas tentando chegar a um lugar imaginário, onde a felicidade duradoura espera por nós. O que não sabemos é como chegar aqui, onde estamos, e elevar-nos acima do que possamos estar a experienciar. Descobrimos o bem-estar quando mudamos o nosso foco para este momento que realmente está aqui, e relembramos a nós mesmos a força que vive em nós, superior a tudo o que possa estar a acontecer no nosso ser.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dica:</strong> O segredo para o bem-estar é contra-intuitivo: permite que o que está sentindo dentro de você aconteça, não faça nada com isso, não o julgue, não tente mudá-lo, não o transforme numa identidade  (qualquer coisa que diga algo sobre quem você é).</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Permita experienciar os sentimentos e os pensamentos, deixe que todas as experiências aconteçam dentro de você sem transformar isso numa história sobre você e a sua vida. Quando deixamos de alcançar um resultado em particular com a nossa experiência e conhecemos essa mesma experiência, tal como ela é, quer queiramos ou não, nós descobrimos um estado de profundo contentamento que não depende de nada nem de ninguém, e é inerentemente e eternamente nosso. Na verdade, descobrimos quem realmente somos: <strong><em>uma força viva acima da experiência que acontece dentro de nós</em></strong>. Perante sensações, pensamentos e sentimentos desagradáveis ou perturbadores, é importante estarmos cientes que devemos aceitar isso como uma experiência, que não somos isso, e relembrar a nós mesmos que acionando a nossa força vital por ação da nossa vontade, elevamo-nos acima de tudo o que está acontecendo em nós, e passamos a ser quem realmente somos. Um metaser que se orienta  e se cria a si mesmo, acionando os mecanismos necessários para superar-se acima da sua experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Agarrar o seu filho nos braços, aquecer-se à frente de uma fogueira acolhedora, ou mesmo, apenas beber um bom vinho talvez possa fazê-lo sentir-se feliz. Certamente muitas são as coisas que podem propiciar-nos ótimas sensações que nos colocam um sorriso nos olhos. E, somos uns afortunados por podermos viver essas experiências. A felicidade é importante e todos nós devemos experienciá-la, e ser livres para promovê-la, nos nossos próprios caminhos. Eu não tenho nenhuma &#8220;problema&#8221; com a felicidade, ou a busca da felicidade. Eu, realmente não tenho. Apenas sou um defensor acérrimo que não é tudo aquilo que devemos perseguir.</p>
<blockquote><p><strong>A reter:</strong> A felicidade vem a felicidade vai. É fugaz.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Não é possível estar feliz o tempo todo. Se fosse, como saberíamos o que é felicidade? No mínimo precisamos de experimentar estados de <em>não felicidade, </em>de modo que possamos ter um termo de comparação.</p>
<p style="text-align: justify;">Em vez de estarmos constantemente tentando alcançar um estado de ser que nos faz felizes, devemos tentar equilibrar a balança e gastar mais da nossa energia mental vivendo o presente com a noção de que independentemente do que possamos estar a experienciar, possuímos em nós a opção de acionar a nossa força vital por ação da nossa força de vontade, e como isso em mente fazer dessa capacidade a nossa <em>ELEVAÇÃO</em>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>ELEVAÇÃO: </strong>Capacidade de conduzir-nos e elevar-nos a nós mesmos.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/felicidade-construa-o-seu-suporte/">Felicidade: construa o seu suporte</a></p>
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		<title>Como posso ser feliz?</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Mar 2012 13:59:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como posso ser feliz? Esta é uma pergunta que nos invade a mente muitas vezes e que faz correr muita tinta em jornais, revistas, livros, blogs, artigos científicos, programas de televisão, entre outros. É no fundo a pergunta que nos vai acompanhando ao longo da vida, tendo mais relevância em determinadas alturas, principalmente quando surgem [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/como-posso-ser-feliz/">Como posso ser feliz?</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Como posso ser feliz? Esta é uma pergunta que nos invade a mente muitas vezes e que faz correr muita tinta em jornais, revistas, livros, blogs, artigos científicos, programas de televisão, entre outros. É no fundo a pergunta que nos vai acompanhando ao longo da vida, tendo mais relevância em determinadas alturas, principalmente quando surgem problemas que nos causam dor emocional, diminuem o nosso bem-estar ou colocam em causa o nosso propósito de vida. Em tempos de amargura, quando o infortúnio nos bate à porta e as coisas parecem nunca mais tomar um rumo que nos beneficie, lá vem a pergunta: &#8220;Como posso ser feliz?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">No artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/" target="_blank">Porque é que não consigo ser feliz?</a> Passei a mensagem de que é possível construirmos a nossa felicidade, que isso depende de nós, e que acima de tudo podemos aprender a ser felizes se levarmos em consideração um conjunto de estratégias e as passarmos à ação. Reforcei esta ideia através do artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">A felicidade é possível mas é opcional</a>.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ASPETOS GERAIS QUE CONTRIBUEM PARA A INFELICIDAD</strong>E</span></h3>
<p style="text-align: justify;">O artigo, <em>porque é que não consigo ser feliz</em> permitiu-me recolher centenas de testemunhos dos leitores, os quais na grande maioria respondi prontamente. Consegui perceber através dos variadíssimos motivos dos leitores, que a grande maioria, independentemente da legitimidade para se sentirem infelizes, incorrem em <em>erros de processamento da informação</em> oriunda dos estímulos desencadeantes de mal-estar, insatisfação e desagrado. A forma como processamos a informação, como a relacionamos com a noção que temos de nós mesmos, e as decisões que tomamos tendo por base as estratégias de controle do pensamento que utilizamos, jogam um papel tremendamente importantes no caminho para a construção do sentimento de felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-6657" title="mulher feliz" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/03/mulherfeliz.jpg" alt="mulher feliz" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #888888;"><strong><span style="color: #333333;">Apresento alguns aspetos que decorrem de erros de processamento da informação:</span></strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Generalização.</strong> A pessoa estende a aprendizagem de uma situação isolada de uma das suas áreas de vida, usualmente muito significativa e que não aconteceu como esperado, passando a condicionar todas as outras áreas de vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fusão.</strong> Agregado à generalização, acontece um fenómeno de <em>dupla fusão</em> catastrófica relativamente aos sentimentos de mal-estar e dor emocional. A pessoa funde-se aos sentimentos de momento (ou do passado) associados ao acontecimento significativo que provoca a noção de infelicidade, e passa a agir apenas de acordo com esse estado de incapacidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Personalização.</strong> Num estado de incapacidade, de desmotivação, de abatimento, frustração, vitimização e miserabilismo a pessoa julga ser exatamente tudo isso, <em>personaliza</em> esses estados como se ela fosse apenas <em>aquilo que sente</em> e também a <em>ideia que formou dela mesmo</em>, baseada e influenciada pelo momento menos bom, traumático, deprimido ou catastrófico que possa estar a enfrentar. Mas, como explicarei mais adiante, nós somos muito mais do que aquilo que nos acontece, mais do que os nossos sentimentos, pensamentos e comportamentos. Somos aquele que comporta tudo isso, e que pode mudar, aprender e progredir a seu próprio favor.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Filtragem</strong>. Focamo-nos nos detalhes negativos e aumentamo-los enquanto filtramos todos os aspectos positivos de uma situação, ignorando-os. Por exemplo, uma pessoa pode escolher um detalhe único, desagradável, focando-se exclusivamente nele. Sendo que a sua visão da realidade torna-se distorcida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Perfeccionismo.</strong> A pessoa que têm a noção ou crença que tudo na sua vida tem de ser perfeito e quando sente algum incómodo para o qual não encontra justificação, faz uma hiperavaliação do seu estado, exacerbando os seus sentimentos ou sensações físicas, identificando isso com a infelicidade, quando na verdade é apenas um erro de avaliação da experiência que vive ou já vivida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Passado perturbador.</strong> As situações relacionadas com o passado, usualmente um passado amargurado, pessoas que sofreram nas mãos de outros, que foram abusadas, que foram denegridas, enxovalhadas, pessoas que passaram por situações traumáticas, que nunca recuperaram totalmente de situações incapacitantes, entre outras situações, são motivo suficiente para gerar <a title="infelicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/" target="_blank">infelicidade</a>. A pessoa ficou condicionada pelas suas experiências de grande impacto emocional, transportando isso consigo e afetando-lhe a vida em geral.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O medo</strong>. Uma outra questão fortemente ligada ao sentimento de infelicidade é o <em>medo</em>. O <a title="medo de fracassar" href="http://www.escolapsicologia.com/8-dicas-para-superar-o-medo-do-fracasso/" target="_blank">medo de fracassar</a>, de cair no ridículo, o medo de perder o controle, o <a title="medo de falar em público" href="http://www.escolapsicologia.com/medo-de-falar-em-publico-saiba-como-melhorar/" target="_blank">medo de falar em público</a>, o medo de enfrentar uma entrevista de emprego, o medo de não conseguir arranjar parceiro para a vida. No geral, o sentimento de medo quando se torna recorrente inibe a pessoa de fazer um conjunto de coisas nas várias áreas da sua vida. A pessoas vai restringindo o seu leque de opções e consequentemente trás prejuízo para a satisfação de vida, conduzindo à infelicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Apresento em seguida alguns exemplos retirados dos comentários do artigo, e que complementei com um enquadramento explicativo acerca do conteúdo dos relatos dos leitores, fazendo ainda uma análise com sugestões para melhoramento e apresentando estratégias, conceitos e abordagens que permitem enquadrar uma forma mais esclarecida acerca de tudo o que envolve a questão da felicidade:</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">EXEMPLO 1:</span></h3>
<blockquote><p><strong>Luciano:</strong> O que me impede de ser feliz com certeza é a falta de ser amado por alguém, não meu pai, nem minha mãe, mas sim um amor de mulher, se é que você me entende.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Este é um exemplo de generalização de um acontecimento de vida isolado, obviamente bastante significativo para a pessoa em questão, mas que mina e assombra todas as outras áreas de vida que possam estar a criar bons estímulos, a serem funcionais e a gerar alguma forma de bem-estar. <strong>Colocar um sentimento tão abrangente como a felicidade em questão baseado apenas numa avaliação de momento e centrada numa só área de vida, pode ser devastador.</strong> É imperativo percebermos que ao avaliarmos o nosso grau de felicidade importa estabelecermos relações com os vários papéis que representamos na vida, com as várias áreas em que nos movimentamos e ainda com o passado, com presente e com a perspetiva de futuro. Se ignorarmos estes fatos, corremos o risco de pagarmos uma fatura muito cara. Paga-se com uma noção distorcida de infelicidade. Uma vez que exista a crença e a noção construída que a pessoa não está a ser feliz, <em>assim sendo não está feliz</em>.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>EXEMPLO 2:</strong></span></h3>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>José Carvalho:</strong> O que me impede de ser feliz, nem eu próprio sei porquê. Sou estudante tenho amigos, nunca tive problema com miúdas, sou popular sou bonito, alto, bom físico. Não tenho problemas económicos nem familiares, não passo fome e tenho excessos, consigo tudo aquilo que quero mas por vezes falta a felicidade. Sou uma pessoa inteligente, bom amigo, não dou confiança a pessoas que não gosto, vivo muito bem, sou social não tenho problemas em conversar com as pessoas e até me destaco pela positiva. Faço exercício regularmente, ginásio, surf, etc.. Por amor de Deus, <em>o que me falta para a felicidade</em>? Sinto que tenho um dom para a psicologia, e sinto facilidade em analisar a personalidade das pessoas, e em 10 minutos de conversa falo da vida toda da pessoa, e acerto bastante. Daria um bom psicólogo, só não consigo analisar-me a mim próprio. <em>O que falta para ser feliz</em>? Acho que é falta de energia, talvez dormir pouco simplesmente. Chego cansado à escola de manha e fico um pouco inactivo devido ao cansaço, cansaço este acumulado à meses. <em>Será possível uma fadiga levar à minha infelicidade?</em></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na descrição de infelicidade do José Carvalho, e tal como ele afirma, não existem razões significativas para se sentir infeliz. Então porque se sente ele infeliz? Este é um caso de associação de algumas sensações físicas desagradáveis (no caso dele, fadiga extrema) ou eventualmente um sentimento de incapacidade para lidar com os baixos níveis de energia.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que respondi diretamente ao José Carvalho acerca da descrição dele foi:</strong> <em>Respondendo à sua questão, não direi taxativamente que a fadiga provocará infelicidade. No entanto, sem dúvida que pode contribuir para algum mal-estar. Dificulta o raciocínio, a concentração a disponibilidade para enfrentar algumas situações mais difíceis, altera o nosso estado de humor (diminui). </em></p>
<p style="text-align: justify;">A fadiga é condição suficiente para alterar o estado de humor, tensão física, promove os estados deprimidos, aumenta a irritabilidade e consequentemente a pessoa sente um enorme desagrado. Mas considerar o estado do José carvalho e catalogá-lo como infelicidade, é tudo menos sensato. Como é óbvio a pessoa que sente a sua vida abalada pode interpretar o seu estado como infelicidade. E se interpreta dessa forma, obviamente sente-se infeliz. No entanto se conseguir fazer uma avaliação mais cuidada pode perceber que não se trata de infelicidade mas de um outro aspeto que necessita da sua atenção e cuidado.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dica:</strong> Só porque nos sentimos insatisfeitos com algo ou com alguma situação da nossa vida, extrapolar e fazer uma avaliação drástica no domínio de um sentimento alargado como a infelicidade, considero como um erro de raciocínio.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A felicidade, ou ao invés a infelicidade é um tema que anda na boca do mundo, e na grande maioria das vezes referimo-nos a esses sentimentos complexos e dinâmicos erradamente e desadequadamente. Usar estes termos na nossa avaliação de vida, requer cuidados acrescidos, avaliações claras, sensatas e acima de tudo fundamentadas com prós e contras acerca do que se sente, do que se enfrenta no momento, e da capacidade que se tem para lidar com a situação. A tendência para associar prematuramente más sensações ou maus momentos com um estado de infelicidade, a meu ver, passa por uma crescente sensibilidade e consequente incapacidade de aceitar e aguentar algumas dessas sensações e situações como condições naturais da vida de cada um de nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-6654" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/03/felicidade.jpg" alt="felicidade" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>EXEMPLO 3:</strong></span></h3>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Jocilene:</strong> Olá Miguel, boa tarde. Identifiquei-me muito com esse artigo, praticamente tudo que foi citado acima faz sentido na minha vida. Esse sentimento de impotência que faz com que eu fique congelada diante da minha vida, com medo dos meus objetivos não darem certo. Com medo de ir à luta e “quebrar a cara”, isso faz com que eu fique paralisada, e com isso eu não tenha forças para mudar essa situação. Sinto-me incapaz também, e isso me deixa super triste. Pensei até em passar em um psicólogo para que ele possa me ajudar a ter uma expectativa de vida melhor, objetivando tirar esses pensamentos ruins da minha mente. Ah, e existe outro motivo o qual não me permite tentar ser feliz, o passado. Amo meu ex-namorado, mas não consigo tirá-lo da minha vida, e ele também não faz o menor esforço para nos deixar abandonar o passado. Já ouvi dizer que agente precisa se livrar de coisas que não nos fazem bem, e a questão está aí, essa relação não me faz bem, por que nós nunca podemos ficar juntos, pois sempre aparece algo ou alguém para impedir que possamos ficar juntos e somos completamente diferentes um do outro, e isso me deixa super mal, por que não temos uma relação estável, mas também não nos separamos definitivamente. E isso me causa um desgaste enorme, emocionalmente falando, e isso interfere sim de maneira indireta nas “<em>causas que não me permitem ser feliz</em>”.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Como a Jocilene descreveu, o seu sentimento de impotência devido a uma série de medos, paralisou-lhe grande parte das ações que podia ter tomado para ir ao encontro dos seus desejos e objetivos. Esta é uma questão inerente a muitos de nós. Isto sucede porque o sentimento de medo coloca-nos num estado exagerado de proteção, fica-se tremendamente receoso que algo de mal nos aconteça se fizermos determinadas coisas. Quando não nos propomos aos desafios, nem a colocar em marcha estratégias e ações que nos conduzam ao que queremos, gera-se um sentimento de frustração e de tristeza. Se a pessoa recorrentemente adota este tipo de atitude negativa irá ver a sua felicidade negativamente afetada.</p>
<p style="text-align: justify;">Relativamente à questão que por vezes tanto sofrimento inflige na vida de cada um de nós, falo aqui especificamente dos relacionamentos íntimos. Esta era uma preocupação acrescida da leitora.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apresento uma parte da resposta à Jocilene:</strong> <em>Relativamente ao seu relacionamento, tente perceber o que gostaria de mudar e/ou melhorar, escreva isso numa folha de papel, depois tente falar com o seu parceiro e ver se é possível fazer algo para alcançar alguns desses objectivos. Caso não seja, pondere repensar o que quer para a sua vida, sem o seu parceiro. Se depois dessa avaliação julgar que não vale a pena investir na relação, pense numa forma saudável de a abandonar e seguir com a sua vida.</em></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>EXEMPLO 4:</strong></span></h3>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Vanessa:</strong> O que me impede de ser feliz não se restringe a uma situação única, mas sim a várias. Sempre sinto que falta algo, até quando não devia sentir, ou então quando algo de bom acontece, tenho a sensação que algo de pior está por vir. Sou uma pessoa muito ansiosa, desde a infância. Hoje, adulta, carrego a <a title="ansiedade" href="http://www.escolapsicologia.com/sofre-de-ansiedade-perceba-porque/" target="_blank">ansiedade</a> junto a solidão, <a title="tristeza" href="http://www.escolapsicologia.com/tristeza-qual-o-seu-proposito/" target="_blank">tristeza</a> e muitas decepções. Não tenho amigos, com quem conversar, namoro um rapaz mas não consigo confiar nele, nem me sinto feliz ao seu lado. Não consigo mudar essa minha realidade, por mais que tente.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na descrição das razões da infelicidade da Vanessa conseguimos perceber alguns dos erros de processamento da informação que se enraizaram em crenças disfuncionais. Avalia o seu grau de felicidade fazendo uma <em>fusão</em> aos seus sentimentos, dizendo que lhe falta algo, não sabe identificar o motivo, mas sabe que se sente mal. Ao seguir esse sentimento tremendamente subjetivo e isolado de fatos, incorre na <em>fusão sentimental</em> que decorre posteriormente num ciclo de mal-estar que vai enraizando a ideia (crença) que lhe falta algo para <a title="alcançar a felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/8-fundamentos-para-alcancar-a-felicidade/" target="_blank">alcançar a felicidade</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">O outro aspeto, é a incapacidade de conetar-se às suas boas sensações, levá-las em consideração e fazer um avaliação positiva que reforce a sua noção de satisfação e consequentemente de felicidade. Ela refere que quando algo de bom lhe acontece, teme depois que algo pior possa acontecer. Agregado à desvalorização das suas boas sensações, ativa a <a title="preocupação" href="http://www.escolapsicologia.com/abandone-a-preocupacao-passe-a-acao/" target="_blank">preocupação</a> face ao futuro, a algo inespecífico que teme vir a acontecer, podemos chamar a este fenómeno um erro de pensamento (<a title="distorção cognitiva" href="http://www.escolapsicologia.com/distorcoes-do-pensamento-saiba-porque-causam-problemas-e-como-as-mudar/" target="_blank">distorção cognitiva</a>) que em <a title="psicologia" href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">psicologia</a> se apelida de <em>cartomancia</em>, acreditar prever o futuro, neste caso um futuro catastrófico.</p>
<p style="text-align: justify;">O último aspeto relatado pela Vanessa prende-se com o fato de caminhar na vida agarrada ao passado, evidenciando uma <em>dupla fusão</em>, ou seja, transporta para a  sua vida momento a momento os acontecimentos incapacitantes do passado e igualmente as emoções e sentimentos vividos nessa altura. Refere ainda desconfiar do namorado. Independentemente de poder ter razões concretas para este fato (que desconhecemos no relato da Vanessa), o que acontece é que no estado de receio, medo e ansiedade em que se encontra é possível que na grande maioria do tempo esteja em modo de proteção, numa situação de &#8220;luta&#8221; ou &#8220;fuga&#8221;, não estabelecendo laços sociais duradouros. Por isso relatar que não tem amigos. Evidentemente não consegue mudar a sua realidade, dado que vive sempre no mesmo estado dia após dia, impedindo que possa viver feliz.</p>
<p style="text-align: justify;">Caso pretenda aprofundar o assunto da possibilidade de criar uma outra realidade para si e consequentemente fazer uma mudança positiva na sua vida, leia o artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/obstaculos-a-mudanca-de-vida-positiva/" target="_blank">4 Obstáculos à mudança de vida positiva</a>.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Redefinição de conhecimentos:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Caro leitor, caso se identifique com alguns dos erros de pensamento e estes possam estar a contribuir para a sua infelicidade, é importante redefinir alguns dos seus conhecimentos acerca do seu ótimo funcionamento enquanto ser humano, da influência que as avaliações que faz têm nos seus estados de humor e da tremenda armadilha que é julgar que você é os seus sentimentos, pensamentos e comportamentos. Isto é esperançador no sentido de ter a possibilidade de resgatar a sua felicidade. Uma forma de termos um sinalizador que nos permita termos <a title="equilíbrio emocional" href="http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-equilibrio-emocional/" target="_blank">equilíbrio emocional</a> são os nossos <em>valores, </em>que podemos seguir através da nossa capacidade de autoregulação.</p>
<p style="text-align: justify;">Transcrevo uma parte do artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/autoregulacao-para-sentir-se-melhor-foque-se-no-mais-importante/" target="_blank">Auto-regulação, para sentir-se melhor foque-se no mais importante</a>, em que dou um breve esclarecimento acerca da ideia de que somos muito mais do que as coisas às quais nos fundimos e consequentemente nos toldam as possibilidades de perspetivar a mudança positiva de vida:</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Excerto: &#8220;</strong>Em grande parte dos artigos tenho vindo a expressar a informação que não somos os nossos sentimentos, nem pensamentos, nem comportamentos. Nós somos aquele que sente, pensa e age de acordo com um conjunto de <em>valores</em>, motivações, interesses e objetivos. Desta forma, se agirmos erradamente e comprovamos não estarmos alinhados com os nossos valores ou interesses, temos sempre a possibilidade de numa próxima oportunidade agir de forma mais adequada. Se fracassarmos, não nos tornamos automaticamente num fracassado. Se agirmos com hostilidade, não passamos necessariamente a ser daí para o futuro pessoas hostis. Mas não passamos a ser se conseguirmos regular-nos de acordo com as referências que escolhemos para orientar as nossas escolhas e caminhos a tomar na vida. Sem isto, ficamos à mercê das nossas emoções, que são voláteis, temporárias, fluídas e subtis.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Partindo do principio que o fim último de qualquer ação, desejo, objetivo ou propósito na vida é experienciar um determinada emoção ou sentimento, conseguirmos regular e gerenciar os nossos estados emocionais joga um peso tremendo para o alcance da nossa felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma das capacidades a desenvolver para a promoção da nossa felicidade e consequente promoção de sentimentos elevados, capacitadores, alegres e satisfatórias é a <em>autoregulação</em>.</strong> Na perspetiva comportamental, a autoregulação é a capacidade de agir no seu melhor interesse a curto, médio ou longo prazo, de forma consistente e comprometido com os seus valores mais profundos. A violação dos seus valores  pode fazer disparar <a title="sentimento de culpa" href="http://www.escolapsicologia.com/como-lidar-com-o-sentimento-de-culpa/" target="_blank">sentimento de culpa</a>, vergonha e <a title="ansiedade" href="http://www.escolapsicologia.com/sofre-de-ansiedade-perceba-porque/" target="_blank">ansiedade</a>, que prejudicam o bem-estar. Na perspetiva do bem-estar emocional, a <a title="autoregulação" href="http://www.escolapsicologia.com/autoregulacao-para-sentir-se-melhor-foque-se-no-mais-importante/" target="_blank">autoregulação</a> é a capacidade de acalmar-se quando está chateado, irado, fulo ou descontrolado e motivar-se, energizar-se e elevar-se quando você está para baixo, triste ou infeliz. A autoregulação estabelece assim uma forte relação com a capacidade que cada um de nós tem para <a title="gerir as emoções" href="http://www.escolapsicologia.com/aprenda-a-gerir-as-emocoes-e-a-ter-controlo-na-sua-vida/" target="_blank">gerir as emoções</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-6656" title="homem feliz" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/03/homemfeliz.jpg" alt="homem feliz" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>EXEMPLO 5:</strong></span></h3>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Rochelly: </strong>Olá! Com certeza suas palavras devem ser maravilhosas para tudo, mas minha tristeza é tão profunda que não consegui ler. Não sei o que quero, nem do que gosto, nem por que me sinto infeliz, será que você me entende? Porque nem eu mesma consigo entender…tenho vontade de dormir, dormir, dormir,ou seja, de ficar em um lugar inconsciente para não precisar pensar em nada. Me sinto tão só, mesmo acompanhada, nunca descobri o que gosto de fazer profissionalmente, sou casada há 17 anos e tenho um casal de filhos lindos e mesmo assim sou infeliz. Será que você me entende? Parabéns pelo trabalho.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">O problema da Rochelly, provavelmente está relacionado com a incapacidade de <a title="estabelecer objetivos" href="http://www.escolapsicologia.com/para-ter-sucesso-estabeleca-um-objetivo-especifico-e-poderoso/" target="_blank">estabelecer objetivos</a>, fazer planos e perceber o que a reforça e é significativo para a sua auto-realização. Inevitavelmente quando caminhamos na vida sem estabelecermos laços emocionais com algo que possa contribuir para a nossa satisfação, caímos num vazio devido à ausência de reforço. Todos necessitamos de um sentido de eficácia na nossa vida, onde possamos aplicar as nossas habilidades, qualidades e interesses. Na ausência de estímulos que captem a nossa atenção estabelecendo uma forte ligação emocional, a tristeza instala-se, enraíza-se, e o nosso valor, <a title="autoestima" href="http://www.escolapsicologia.com/estrategias-para-promover-a-sua-auto-estima/" target="_blank">autoestima</a> e autoconceito fica abalado. Neste cenário o sentimento de infelicidade emerge.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Descubra o que o reforça:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Se enfrenta na sua vida a mesma situação de indecisão e de indefinição de <a title="estabelecimento de objetivos" href="http://www.escolapsicologia.com/para-ter-sucesso-estabeleca-um-objetivo-especifico-e-poderoso/" target="_blank">estabelecimento de objetivos</a> por não saber o que gosta ou gostava de vir a fazer, importa investir algum do seu tempo no entendimento do que pode ser significativo na sua vida de acordo com alguns dos seus valores pessoais. Para ajudá-lo nessa tarefa, pondere ler os artigos:</p>
<ul>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/7-conceitos-para-descobrir-o-seu-poder/" target="_blank">7 Conceitos para descobrir o seu poder</a></li>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/clarifique-a-sua-visao-de-sucesso/" target="_blank">Clarifique a sua visão de sucesso</a></li>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/construa-o-seu-futuro/" target="_blank">Construa o seu futuro</a></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">As nossas emoções têm uma função orientadora na nossa vida, estando constantemente, momento a momento a enviarem-nos estímulos que sentimos no nosso corpo sobre a forma de sensações corporais, e que convertemos em sentimentos (a forma apurada das emoções) quando ficamos cientes do que estamos a sentir. Associamos um sentimento à experiência do momento. Vejamos o seguinte, se não soubermos aquilo que nos transmite boas sensações (interesses, objetivos, metas, desafios), tendemos a ficar desorientados, dado que não geramos estados internos relacionados com as nossas realizações ou experiências do momento, pois nas experiências anteriores (acontecimentos do passado) não memorizámos uma sensação de realização, satisfação ou de alegria emparelhado a algo que nos faça disparar as emoções. Permanecendo neste registo de ausência de ligações fortes entre os acontecimentos e as supostas emoções, as que emergem no dia-a-dia estabelecem uma relação com o estado geral de infelicidade oriundo da não realização pessoal. Essas emoções são essencialmente negativas.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>EXEMPLO 6:</strong></span></h3>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Bel:</strong> Bom dia Miguel Lucas são exatamente 7:04 horas da manhã estou acordada desde as 5:00 horas, não consigo dormir, sinto muita tristeza algo que não consigo explicar, me sinto frustrada, não me sinto realizada. Estou com 38 anos me sinto velha e desmotivada. Sou casada tenho um filho mas me sinto muito infeliz, desde da minha infância que sinto falta do amor de mãe. Fui criada pela minha mãe e pai mas sempre me senti diferente. Tenho cinco irmãos mas acho que minha mãe gosta mais dos outros do que de mim, isso me deixa muito triste pois nas atitudes dela deixa transparecer que tem preferências pelos outros e não por mim. Uma vez ela conversando chegou a dizer-me que quando engravidou de mim, ela não queria e pensou até em tomar remédio, mas por ser religiosa deixou a gravidez continuar. Mas ela não criou amor à criança que eu era e por isso nunca fui amada e cuidada como deveria ser. Quando eu tinha 8 anos, ela foi embora, abandonou a casa e deixou-me com os outros irmãos mais velhos. Eu me lembro que eu chorava muito com saudades dela, isso me prejudicou nos estudos e tive muita dificuldade no aprendizado pois não conseguia estudar, eu só chorava, ia para a escola chorando e voltava chorando. Já me casei mas não consigo ser feliz, meu marido e um ótimo marido, tenho um filho, mas essas lembranças do passado me acompanham me fazendo ser infeliz. Hoje estou cursando o quarto semestre de serviço social. Me ajude, preciso me libertar dessas lembranças que me atrapalha de viver meu presente com felicidade.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Se verificarmos atentamente o discurso da Bel, podemos constatar que referiu-se sempre à sua infelicidade em termos de sentimento:<em> &#8220;sinto muita tristeza, me sinto frustrada, não me sinto realizada, me sinto velha e desmotivada, me sinto infeliz, me senti diferente.&#8221; </em>O fim último de qualquer ação, objetivo ou desejo é obter um determinado sentimento. Somos seres emocionais, sensíveis e como tal o que sentimos toma automaticamente a nossa especial atenção. Desta forma, as avaliações que fazemos sofrem uma forte (em alguns casos a totalidade) influência daquilo que sentimos em relação ao acontecimentos, e de igual forma de como nos sentimos em geral na nossa vida. As nossas emoções e sentimentos são formas rudimentares e muito subtis de nos transmitirem informações acerca dos eventos da nossa vida e, se existem ou não discrepâncias entre o que desejamos e aquilo que obtemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Como as emoções nos enviam sinais subtis, informando-nos através de boas ou más sensações acerca do que estamos a viver, quando estamos a enfrentar maus momentos, as sensações enviadas vão ser desagradáveis, vão fazer sentir-nos mal. Estas más sensações, ou maus sentimentos (sentimentos negativos) servem apenas para alertar-nos acerca da discrepância detetada entre o que desejamos e o que não estamos a obter. Informam-nos que algo não está a correr como desejaríamos, algo não está bem, ou precisa da nossa atenção redobrada.</p>
<p style="text-align: justify;">Como essas más sensações nos fazem sentir mal, se processarmos essa informação de forma incapacitante e incorrermos em erros de processamentos da informação que nos chega em forma de sentimento, vamos cair certamente em análises do género:</p>
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;">Generalização</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Personalização</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Fusão, ou dupla fusão</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Receio extremo (medo)</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Cartomancia</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Punição de nós mesmo (<a title="autosabotagem" href="http://www.escolapsicologia.com/reinicie-a-sua-vida-deixe-de-fazer-auto-sabotagem/" target="_blank">autosabotagem</a>)</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Preocupação extrema (ruminação)</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Filtragem</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Culpabilização</div>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Como a Bel, ao longo da sua vida foi vivendo acontecimentos que lhe geraram mal-estar e consequentemente sentimentos incapacitantes aos quais se colou, se fundiu, levando à personalização e avaliação catastrófica da sua vida, o sentimento de infelicidade foi estando sempre presente. Isto acontece porque a pessoa fica presa ao seu passado, aos acontecimentos de vida que a marcaram emocionalmente. Ao ponto de ter accionado a<em> filtragem</em>, ignorou ou não deu valor a grande parte dos acontecimentos de vida positivos que teve e ainda tem na sua vida, ficando a sua atenção focada nos aspetos negativos, frustrantes e decepcionantes.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Já me casei mas não consigo ser feliz, meu marido é um ótimo marido, tenho um filho, mas essas lembranças do passado me acompanham me fazendo ser infeliz.&#8221; &#8211; Bel</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Se você se identifica com esta situação e pretende mudar para melhor, superar o problema e ganhar uma perspetiva positiva da vida, é necessário implementar novo conhecimento na sua forma de raciocinar.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Vejamos: </strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Perante cenários deste género, importa olhar os acontecimentos a outra luz, com nova informação acerca da razão que conduz a pessoa aos <a title="sentimentos de desesperança" href="http://www.escolapsicologia.com/combater-a-sensacao-de-incapacidade-e-desesperanca-parte-um/" target="_blank">sentimentos de desesperança</a> e infelicidade. Perceber porque fez determinadas avaliações de acordo com a forma como pensava no momento dos acontecimentos, aceitá-las, mas igualmente separar-se delas. isto permite que a pessoa possa iniciar uma <a title="reestruturação do pensamento" href="http://www.escolapsicologia.com/reestruturacao-do-pensamento-faca-perguntas-capacitadoras/" target="_blank">reestruturação do pensamento</a>, entender que pode agir de novas formas para criar novos sentimentos alinhados com os seus valores e objetivos de vida, e não necessariamente por aquilo que sente. Dado que aquilo que sente tem as suas raízes em acontecimentos passados e não descrevem a pessoa que é, nem os seus objetivos no presente momento.</p>
<p style="text-align: justify;">Para que este processo possa ser eficaz, importa que a pessoa aprenda a monitorizar as más sensações, associá-las aos acontecimentos passados e não se orientar por esses sentimentos (informação subtil e desatualizada). Tem posteriormente que reorientar a sua atenção para a forma como quer ser, como quer sentir, pensar e agir, para que possa vir a sentir-se como deseja. Neste caso, passar de um estado de infelicidade para um estado de felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;"><object width="630" height="350"><param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/FhPytrT8i5M?version=3&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0"></param><param name="allowFullScreen" value="true"></param><param name="allowscriptaccess" value="always"></param><embed src="http://www.youtube.com/v/FhPytrT8i5M?version=3&amp;hl=pt_PT&amp;rel=0" type="application/x-shockwave-flash" width="630" height="350" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Link do Vídeo: <a href="http://youtu.be/FhPytrT8i5M?hd=1" target="_blank">http://youtu.be/FhPytrT8i5M?hd=1</a><br />
Escola Psicologia TV: <a href="http://www.youtube.com/escolapsicologia" target="_blank">http://www.youtube.com/escolapsicologia</a></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>POTENCIADORES DA  FELICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">De acordo com muitos estudos feitos um pouco por todo o mundo, os investigadores vão recolhendo material que permite perceber uma série de atitudes, comportamentos e formas de estar na vida que promovem o estado de felicidade. Eu concordo com a grande maioria desses autores, nomes como <a href="http://www.authentichappiness.sas.upenn.edu/Default.aspx" target="_blank">Martin Seligman</a>, <a href="http://www.faculty.ucr.edu/~sonja/" target="_blank">Sonja Lyubomirsky</a>, <a href="http://en.wikipedia.org/wiki/Robert_Biswas-Diener" target="_blank">Robert Biswas-Diener</a>. Apontam algumas estratégias comportamentais potenciadoras do estado de felicidade. <strong>Como por exemplo:</strong></p>
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;">Escrever um carta de gratidão</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Voluntariado</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Saborear os momentos diários</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Evitar comparações</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Ter metas significativas</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Tomar iniciativa no trabalho</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Fazer amigos e estabelecer laços afetivos com a família</div>
</li>
<li>Praticar exercício físico</li>
<li>Expressar admiração, apreciação e afeto</li>
<li>Aprender a perdoar e libertar o rancor</li>
<li>Cultivar o otimismo</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Eu próprio em outros artigos, já abordei algumas questões relacionadas com alguns dos conceitos anteriores:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/e-importante-colocar-alegria-na-sua-vida/" target="_blank">É importante colocar alegria na sua vida</a></li>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/crie-um-desafio-que-lhe-de-esperanca/" target="_blank">Crie um desafio que lhe dê esperança</a></li>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/11-formas-de-promover-a-sua-saude-e-capacidade-fisica/" target="_blank">11 Formas de promover a sua saúde e capacidade física</a></li>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/como-ser-obsessivamente-produtivo-sem-perder-a-sanidade-mental/" target="_blank">Como ser obsessivamente produtivo sem perder a sanidade mental</a></li>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/viva-no-presente-nao-se-paralise-pelo-passado/" target="_blank">Viva no presente não se paralise pelo passado</a></li>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/estrutura-mental-positiva-o-elixir-da-felicidade/" target="_blank">Estrutura mental positiva: O elixir da felicidade</a></li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Embora cada um destes artigos comporte dicas, estratégias, conceitos e ensinamentos que possam contribuir para a sua felicidade, não foram especificamente pensados para esse fim, mas sim para abordar cada questão relacionada com o tema do artigo, no sentido de ir ao encontro da necessidade individual de alguns dos leitores. As estratégias, ações ou ideias referidas nos pontos anteriores podemos agrupá-las na área comportamental. Ou seja, através da tomada de iniciativa de algumas atividades o retorno desse envolvimento promove as boas sensações, sentimentos de realização, utilidade, autonomia, envolvimento, socialização, autoestima, entre outros. E, por certo promove igualmente sentimentos de alegria e consequentemente de felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, tão ou mais importante do que aquilo que se faz e das iniciativas tomadas, a forma como se faz, como se pensa e como conseguimos estabelecer novos significados para velhas formas de pensar, sentir e agir é que pode ser o fator diferenciador e esperançador para que a pessoa consiga encontrar e desenvolver em si mesmo um conjunto de estratégias mentais que possa aplicar nas mais variadas situações da sua vida. Na posse das estratégias mentais (formas assertivas e funcionais de processar a informação) a pessoa irá conseguir lidar melhor com os seus problemas de forma a criar soluções positivas e construtivas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A saber: </strong>No fundo, é conseguir perceber como você consegue influenciar-se a si mesmo, orientar-se de acordo com os seus objetivos e valores, e regular os seus estados emocionais para caminhar na sua vida de forma satisfatória e com um senso de <a title="felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade </a>geral.</p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Se está mesmo interessado em promover a sua vida para melhor, passar a ter sentimentos mais elevados e capacitadores que possam promover a sua noção de felicidade, é preciso investir em conhecimento. Mais propriamente em saber formas de conseguir:</strong></span></h3>
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;">Eliminar o ressentimento dos acontecimentos passados. <strong>Leia:</strong> <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-libertar-se-das-angustias-do-passado/" target="_blank">Como libertar-se as angústias do passado</a></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Dar um novo significado ao passado. <strong>Leia:</strong> <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-dar-um-novo-significado-aos-acontecimentos-passados/" target="_blank">Como dar um novo significado aos acontecimentos passados?</a></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Entender os seus pensamentos e sentimentos. <strong>Leia:</strong><a href="http://www.escolapsicologia.com/passos-para-entender-os-seus-pensamentos-e-sentimentos/" target="_blank"> 7 Passos para entender os seus pensamentos e sentimentos</a></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Reestruturar o seu pensamento. <strong>Leia:</strong> <a href="http://www.escolapsicologia.com/reestruturacao-do-pensamento-faca-perguntas-capacitadoras/" target="_blank">Reestruturação do pensamento, faça perguntas capacitadoras</a></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Implementar o <a title="pensamento positivo" href="http://www.escolapsicologia.com/pense-positivo-insista-no-pensamento-positivo/" target="_blank">pensamento positivo</a> na sua vida. <strong>Leia:</strong> <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-implementar-o-pensamento-positivo-na-sua-vida/" target="_blank">Como implementar o pensamento positivo na sua vida?</a></div>
</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>OBSTÁCULOS À FELICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Com a participação dos leitores expressa nos comentários deixados no artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/" target="_blank">Porque é que não consigo ser feliz?</a>, e das respostas que fui dando e continuo a dar, constatei que apesar do sentimento de infelicidade ser legítimo e as pessoas sentirem que o seu estado lhes afeta a vida, percebi também que a maioria dos problemas daí recorrentes deve-se essencialmente a <em>avaliações específicas</em>, usualmente de cariz catastrófico suportadas pelos erros no processamento de informação. Não quero passar a mensagem que os eventos que os leitores descreveram não possam ser esmagadores, não é isso que pretendo. É claro que alguns serão, e causam transtornos e angústia nas suas vidas. No entanto, o que posteriormente pode aliviar, ou ao invés aumentar ainda mais o sofrimento causado é a forma como a pessoa lida com os acontecimentos, com os seus estados emocionais e ainda que tipo de decisões toma de acordo com o que perspetiva para o seu futuro.</p>
<p style="text-align: justify;">Perante um conjunto de incapacidades de ordem emocional e  consequentemente de ordem funcional a pessoa deixa de conseguir adequar-se eficazmente às exigências da sua vida. O ciclo de negatividade vai crescendo, a pessoa nesta condição vai-se desprezando a si mesmo, caminhando ainda mais para sua auto-derrota e subvalorização.</p>
<p style="text-align: justify;">Certamente, para cada história, para cada problema ou situação incapacitante, algumas destas causas isoladamente ou em associação estarão na raiz da infelicidade sentida. É na verdade preciso muito mais do que provavelmente uma causa isolada. Mas, abordar um questão tão vasta quanto a <a title="felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a> é sempre uma tarefa megalómana.</p>
<p style="text-align: justify;">Não consigo, nem é meu objetivo encontrar a solução específica para cada pessoa, ou para todas as pessoas, isso não existe enquanto algo que sirva para todos e muito menos existe num formato já pronto (tipo: aplique isto, ou faça desta forma durante “X” tempo e passará a <a title="ser feliz" href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser feliz</a>). Não acredito que isso seja possível, pelo simples fato que cada caso é um caso, cada pessoa vê o mundo de maneiras diferentes.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>No entanto acredito que posso passar a seguinte mensagem: </strong>Sim é possível recuperar, sim é possível melhorar, sim é possível sentir-se melhor, sim é possível trabalhar na sua felicidade. É possível superar a grande maioria das condições de vida incapacitantes, com esforço, dedicação, persistência, <a href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">motivação</a>, <a href="http://www.escolapsicologia.com/10-exercicios-para-melhorar-a-sua-forca-de-vontade-e-auto-disciplina/" target="_blank">força de vontade</a>. Tanto mais, quanto a pessoa perceba que é capaz de orientar os seus pensamentos, criar outros mais funcionais, segui-los e ir ao encontro do que pretende vir a sentir.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Os problemas resultantes de um estado recorrente de infelicidade, são ervas daninhas que se sobrepõem à sua vontade de vir a <a title="ser feliz" href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser feliz</a>. Na verdade, os problemas manifestam-se na alteração dos comportamentos, atitudes, disfuncionalidade, alteração de humor, sintomas físicos, etc. O problema sente-se, mas não se vê.</p>
<p style="text-align: justify;">Este grau de dificuldade está associado à incapacidade de ver os “erros” de pensamento (raciocínio) que fazemos, e nos conduzem ao estado de infelicidade. Existem todo um conjunto de processamento de informação efectuado por todos nós, que grande parte das vezes conduz-nos a uma imensidão de subterfúgios, associações desadequadas, ruminações, preocupações, evitamentos, lamurias, punições, que levam ao enraizamento de um padrão mental negativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Perante esta imensidão de estratégias de pensamento desadequadas, que aumentam a susceptibilidade às más sensações, aos pensamentos e <a title="sentimentos negativos" href="http://www.escolapsicologia.com/descubra-o-poder-dos-sentimentos-negativos/" target="_blank">sentimentos negativos</a>, é necessário um elevado conhecimento das técnicas de resolução dos erros de processamento da informação a implementar no dia-a-dia.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-6653" title="familia feliz" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/03/familiafeliz.jpg" alt="familia feliz" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>TÉCNICAS PROMOTORAS DA FELICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">No artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-mudar-pensamentos-negativos-para-pensamentos-positivos/" target="_blank">Como mudar pensamentos negativos para pensamentos positivos</a>, e no respetivo vídeo, explico duas técnicas eficazes que você pode aplicar no seu dia-a-dia para melhor regular e controlar os pensamentos indesejados que o empurram para um estado de infelicidade.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dica:</strong> Não é aquilo que as pessoas pensam que mais peso tem para a vulnerabilidade psicológica, mas sim como as pessoas pensam e reagem aos conteúdos dos seus pensamentos.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Felizmente, já existem modelos que permitem entender  as razões porque perante determinados acontecimentos de vida, alguns de nós desenvolvemos sentimentos de incapacidade e vulnerabilidade psicológica que nos conduz ao sentimento de infelicidade.</strong> Aponta-se para um problema comum que está relacionado com a forma como cada um de nós trata a informação. Esta informação sofre ainda influência das nossas crenças, <a title="autoconfiança" href="http://www.escolapsicologia.com/melhore-a-sua-auto-confianca-em-3-passos/" target="_blank">autoconfiança</a> no controle do pensamento e nas estratégias utilizadas para resolução do problema.</p>
<h3><strong> </strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Digamos, que de acordo com a Teoria da Aceitação e Compromisso (ACT) o antídoto para a vulnerabilidade psicológica é a <em>f</em><em>lexibilidade psicológica</em>. O Objetivo é desenvolver mais <em><a title="flexibilidade psicológica" href="http://www.escolapsicologia.com/como-melhorar-a-sua-flexibilidade-de-pensamento/" target="_blank">flexibilidade psicológica</a> </em>no padrão de pensamento da pessoa. Desenvolve-se a habilidade de mudar ou persistir nos comportamentos funcionais quando estes permitem uma melhor adequação e adaptação às situações de vida.</p>
<p><strong>O modelo de desenvolvimento da flexibilidade psicológica (<em>hexaflex</em>), é suportado por seis processos chave:</strong></p>
<ul>
<li>
<div>Contacto com o momento presente</div>
</li>
<li>
<div>Desapego / Desfusão</div>
</li>
<li>
<div>Aceitação</div>
</li>
<li>
<div>O “Eu” como contexto</div>
</li>
<li>
<div>Valores</div>
</li>
<li>
<div>Compromisso com a ação</div>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Contacto com o momento presente.</strong> Isto significa estar psicologicamente presente, estar conscientemente ligado com os acontecimentos que surgem no momento presente. Normalmente passamos demasiado tempo absorvidos nos nossos pensamentos sobre o passado e o futuro. Ou, ao invés de estarmos totalmente cientes da nossa experiência, operamos em piloto automático, deixamo-nos meramente “ir na corrente”.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Desapego / Desfusão.</strong> Significa simplesmente aprender a retirarmo-nos, a separarmo-nos ou desligarmo-nos dos nossos pensamentos, imagens e memórias. O termo correto é <em>Desfusão Cognitiva</em>. Ao invés de sermos apanhados pelos nossos pensamentos ou sermos forçados por eles, deixamo-los aparecer e desaparecer tal como se fossem automóveis a passar à nossa porta de casa. Afastamo-nos e olhamos para os nossos pensamentos ao invés de emaranharmo-nos neles. Devemos olhar para os nossos pensamentos tal qual aquilo que eles são: nada mais, nada menos que palavras na nossa mente.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Aceitação. </strong>Significa ter abertura e dar espaço para os sentimentos dolorosos, sensações e emoções. Deixamos de debatermo-nos com a nossa experiência interna e aceitamo-la tal qual ela é. Ao invés de querermos combater, inibir, resistir ou fugir-lhe, abrimo-nos à experiência e sentimos o que se passa dentro de nós. Isto não significa querer sentir ou gostar de ter sentimentos, sensações ou emoções negativas, nem tão pouco gostar delas. Significa simplesmente dar-lhes espaço para se manifestarem em nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O “Eu” como contexto.</strong> Isto remete-nos para as duas partes constituinte do <em>Eu</em>. O <em>Eu</em> pensante e o <em>Eu</em> observador. Nós somos aquele que tem a possibilidade de observar e analisar os seus próprios pensamentos, emoções, crenças, memórias, julgamentos, fantasias, planos, etc. Temos a possibilidade de observar aquilo que sentimos e pensamos num determinado momento e num determinado contexto. E ao observarmos se não estiver de acordo com aquilo que desejamos, ou o conteúdo dos nossos pensamentos e sentimentos não nos servir, temos a possibilidade de decidir o que fazer ou gerar outros pensamentos e sentimentos mais adequados ao contexto.</p>
<p><strong>Valores.</strong> Referem-se aos aspetos da vida que valorizamos, mais propriamente às escolhas de vida direccionadas e intencionais que fazemos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Compromisso com a ação.</strong> Significa tomar ações efetivas e guiadas pelos nossos valores. É importante saber os nossos valores, mas é apenas através da contínua ação congruente com os valores que a vida se torna rica, preenchida e significativa. As ações guiadas pelos valores promovem um vasto leque de pensamentos e sentimentos, ambos, agradáveis e desagradáveis, prazerosos e dolorosos. Então, o compromisso com a ação significa “fazer o que é preciso” para viver de acordo com os nossos valores, mesmo que isso nos traga dor e desconforto.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Aplicando os seis fatores (hexaflex) na sua vida</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se no desenrolar da sua vida tiver bem presente o seu propósito, o que o reforça, aquilo que valoriza e que valores o orientam quando a dúvida e a confusão se instala, certamente funcionarão como um marco orientador. Quando alguns sentimentos e pensamentos o conduzirem para um estado de infelicidade, os seus valores podem permitir resgatar a forma como usualmente você se via a si mesmo quanto tudo corria pelo melhor. </span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">Se você se comprometer em fazer coisas tendo por base os seus valores e estes estiverem em sintonia com os seus objetivos e desejos. Se focar a sua atenção no momento presente, no que importa fazer no aqui e agora, contextualizando a situação que está a lidar ou a enfrentar, entendê-la, aceitando-a como algo inequívoco, aceitando igualmente os sentimentos e os pensamentos que emergem, fica numa posição muito favorável para se manter emocionalmente equilibrado e saudavelmente adaptado às circunstâncias. Agregado a esta nova visão, quanto mais perceber que não é a sua tristeza, nem a sua infelicidade, que você é aquele que pode fazer uma nova interpretação fazendo um desapego, ou mais propriamente um duplo desapego das circunstâncias e dos seus pensamentos e sentimentos negativos, e intencionalmente querer ir ao encontro do que é melhor para você, irá estar um passo mais perto de alcançar a felicidade desejada.</span></p>
<h3><span style="color: #ff0000;">RESGATAR A FELICIDADE</span></h3>
<p style="text-align: justify;">A felicidade é um sentimento ou um estado inerente à condição humana, em psicologia aplica-se o termo:<em> Felicidade Hedónica </em>- tem a ver com o retorno positivo das atividades consideradas prazerosas, sem esforço, sem intervenção das nossas habilidades ou competências da pessoa, como por exemplo o prazer de comer, de sentir o sol, ouvir uma música ou tirar prazer do movimento motor. É o prazer ligado aos nossos cinco sentidos. Desta forma, quando perdemos a capacidade de sentir prazer, alegria, bem-estar e consequentemente diminuímos o sentimento de felicidade oriundo de atividades inerentemente prazerosas é porque passou a existir interferências nos canais que permitem sentirmos prazer e satisfação. É porque ouve interferência ou perda de sentido no processamento de determinados estímulos (informação) para os quais estamos preparados e programados para sentir.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se continuamos a ter a capaciadade para sentirmo-nos bem, então porque razão nos sentimos mal até ao ponto de emergir a infelicidade?</strong> Talvez seja, porque temos igualmente a capacidade para criarmos a nossa própria realidade, a nosso favor ou contra nós.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Então sendo assim, o que existe em nós que permite criarmos a nossa própria realidade?</strong> É certamente aquilo que nos distingue dos outros seres vivos, <em>a nossa capacidade de pensar</em>, e mais propriamente a nossa capacidade de pensarmos acerca de nós e fazermos avaliações do quão estamos contentes ou tristes com o desenrolar da nossa vida. E, se condicionamos toda a nossa vida baseada num sentimento de tristeza e insatisfação, ou se conseguimos perspetivar a construção de uma realidade mais positiva para além do que sentimos nos momentos difíceis da vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Quer dizer que a forma como nós interpretamos o que nos acontece e a forma como contamos a nossa história dos fatos joga um papel preponderante para o noção que temos de estarmos a ser felizes, ou ao invés, infelizes?</strong> Claro que sim.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Expliquei aprofundadamente esta questão no artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/curar-o-passado-resignifique-os-acontecimentos-traumaticos-numa-historia-capacitadora/" target="_blank">Curar o passado, resignifique os acontecimentos traumáticos numa história capacitadora</a>.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para quem está a passar por uma fase complicada na vida e a sentir-se infeliz, talvez seja bastante difícil perspetivar que pode ter uma outra noção das coisas, que pode mudar o impacto do significado dos acontecimentos que enfrenta ou enfrentou. Se a avaliação que fez daquilo que tem acontecido na sua vida, ou do que não tem feito, ou ainda do que gostaria de vir a fazer está a contribuir para o seu estado de infelicidade, saiba que é possível mudar o ponto de vista, e fazer uma reavaliação mais capacitadora e que promova melhores sentimentos que o conduzam pouco a pouco rumo à felicidade.</p>
<p style="text-align: justify;">Para conseguir mudar o ponto de vista, é necessário libertar-se do ressentimento que os acontecimentos lhe possam estar a provocar e aceitar os fatos. A aceitação daquilo que nos ultrapassa, que é exterior a nós e está fora do nosso controle é um ponto chave para iniciar o processo de mudança positivo. Assim, como a aceitação dos sentimentos desagradáveis que sentimos é um passo importante para não estarmos constantemente a rejeitá-los. Ao aceitá-los pode conseguir perceber que os sentimentos negativos se justificam, e que inevitavelmente são inerentes a si, expressam-se em si como um sinal de alerta. Se conseguir desapegar-se deles, não se orientar no seu dia-a-dia por esses sentimentos debilitantes, fica numa posição mais vantajosa para não se deixar afetar e, mais importante que isso, fica liberto para promover sentimentos positivos, construtivos e capacitadores que possam promover o estado de felicidade.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>TOME A FELICIDADE NAS SUAS MÃOS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Ainda que ao longo do artigo eu tenha vindo a falar que um dos fatores preponderantes para resgatar a sua felicidade seja a forma positiva de processar a informação, evitando cair em erros de raciocínio. E, que o antídoto para não cair nesses erros é a prática dos seis elementos que permitem desenvolver a flexibilidade psicológica. Importa, contudo levar em consideração que você é o único agente promotor da sua própria felicidade. Você é quem pode, pela sua vontade e querer, decidir-se intencionalmente a implementar as estratégias mentais facilitadoras e promotoras de bons sentimentos e atribuir significado ao que o reforço.</p>
<p style="text-align: justify;">Mesmo estando numa situação de humor diminuído e enfrentando dificuldades que limitam a sua esperança de poder <a title="ser feliz" href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser feliz</a>, pondere contestar a sua avaliação negativa, e tente perceber que está a processar a informação dos fatos de forma a prejudicar-se ainda mais do que as próprias circunstâncias possam estar a contribuir. Mantenha-se firme na sua caminhada, insista, persista e não desista de caminhar rumo à sua felicidade mesmo sentido-se menos bem. Continue até que os bons sentimentos, bem-estar e felicidade floresçam.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/como-posso-ser-feliz/">Como posso ser feliz?</a></p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>13 perguntas que irão mudar a sua vida!</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Oct 2011 15:36:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[como melhorar a felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas para fazer]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas para fazer a si próprio]]></category>
		<category><![CDATA[perguntas que irão mudar a sua vida]]></category>
		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
		<category><![CDATA[questione-se]]></category>

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		<description><![CDATA[Boas perguntas podem mudar a sua vida para melhor, más respostas podem arruiná-la. Muitos de nós dedicamos muito do nosso tempo tentando responder a várias questões, quando finalmente encontramos a resposta, rapidamente a esquecemos.  Toda a interação que fazemos está dependente da forma como comunicamos, seja connosco mesmos ou com os outros. Não podemos não [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/perguntas-que-irao-mudar-a-sua-vida/">13 perguntas que irão mudar a sua vida!</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Boas perguntas podem mudar a sua vida para melhor, más respostas podem arruiná-la. Muitos de nós dedicamos muito do nosso tempo tentando responder a várias questões, quando finalmente encontramos a resposta, rapidamente a esquecemos.  Toda a interação que fazemos está dependente da forma como comunicamos, seja connosco mesmos ou com os outros. Não podemos não comunicar, e isto é uma evidência. Perante esta constatação, o <a title="diálogo interno" href="http://www.escolapsicologia.com/cuidado-com-as-suas-palavras-8-formas-de-otimizar-o-seu-dialogo-interno/" target="_blank">diálogo interno</a> que temos influencia a nossa vida. Se aquilo que dizemos é extremamente importante, as perguntas que fazemos a nós mesmos são cruciais na orientação da nossa vida. Uma das maneiras de evitar mal-entendidos é fazer perguntas mais eficazes e esclarecedoras. Consequentemente, as respostas que você tem obtido dependem das perguntas que você faz.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-4917" title="vida" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/10/vida.jpg" alt="vida" width="630" height="351" /></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>ESTOU REALMENTE FELIZ NO TRABALHO QUE ESTOU FAZENDO?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Gastamos quase um quarto da nossa vida a trabalhar. Se não formos felizes no nosso trabalho, isso significa que estamos insatisfeitos por quase um quarto das nossas vidas. A maioria de nós tem que trabalhar e muitas pessoas não estão fazendo aquilo que gostam, no entanto é por vezes difícil ter um trabalho que nos realize e coloque dinheiro na mesa. Há sempre algo que podemos fazer sobre o nosso trabalho, você nunca é velho demais para mudar de carreira, talvez seja necessário treinamento para uma mudança de carreira, mas sacrificar-se e dedicar-se 3 a 4 anos da sua vida estudando em prol de uma nova carreira, é melhor do que passar 20 anos sentido-se miserável no seu trabalho.</p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que mudar de trabalho possa contribuir para a sua felicidade, nem sempre é possível. Desta forma, importa reformular a pergunta:</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>O que é que posso fazer para tornar o meu trabalho mais satisfatório e sentir-me mais feliz?</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;">Numa perspetiva positiva, existe sempre a possibilidade de fazermos algo a  nosso favor, de minimizar alguns problemas e <a title="ultrapassar obstáculos" href="http://www.escolapsicologia.com/dicas-para-superar-adversidades-da-vida/" target="_blank">ultrapassar obstáculos</a>. É importante igualmente focarmos a atenção nos benefícios que temos e retiramos do trabalho que fazemos, do retorno que nos dá, daquilo que nos permite realizar através do ordenado. Uma <a title="atitude positiva" href="http://www.escolapsicologia.com/5-passos-para-conseguir-uma-atitude-positiva-na-vida/" target="_blank">atitude positiva</a>, permite encarar algumas dificuldades com esperança, com otimismo e cursos de ação que possam minimizar a angústia de não estar no trabalho ideal. Foque-se naquilo que ainda tem de bom, esforce-se para olhar para as pequenas coisas que lhe possam trazer satisfação.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ESTOU REALMENTE FELIZ NO MEU RELACIONAMENTO?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Se sim, ótimo. Se você é infeliz e já tentou fazer as coisas funcionarem e não encontra uma solução para o entendimento. É importante que avance com uma outra questão complementar:</p>
<h2><span style="color: #333333;"><strong>Eu quero continuar infeliz neste relacionamento?</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;">Se sim, pois pouco há que possa fazer. O problema não está resolvido, mas a decisão está tomada. Se não, pense numa estratégia para terminar o seu relacionamento e seguir em frente. Não estou a querer simplificar o que por vezes parece ser um trabalho de hércules. O que lhe quero transmitir é que por ser difícil não quer dizer que seja impossível. É importante no entanto, perceber se está preparado para enfrentar as consequências e ir ao encontro daquilo que deseja.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>COMO POSSO TER UM MELHOR RELACIONAMENTO COM O(S) MEU (S) FILHO(S)?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Outra questão extremamente importante para perguntar a si mesmo. Se você não tem filhos, como é evidente esta questão não se aplica a si. As nossas relações com os nossos filhos são muito importantes, como deve concordar.  As crianças aprendem e copiam grande parte dos nossos comportamentos, pensamentos e formas de raciocinar. Servimo-lhes como modelos, como primeira linha de orientação, suporte e compreensão. Eles estruturam-se através daquilo que fazemos, daquilo que lhes dizemos.</p>
<p style="text-align: justify;">Investir na compreensão e funcionamento da criança ou jovem, é um passo importante para a contribuição de um melhor relacionamento. Se recorrentemente incorre nas mesmas discussões e problemas com o seu filho, sem ver uma luz ao fundo do túnel, importa fazer uma pergunta mais capacitadora:</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #333333;">O que posso fazer para melhor compreender e comunicar com o meu filho?</span></strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Flexibilize o seu pensamento, não queira ser adversário do seu filho. Não se trata de uma batalha ou medição de forças. O que importa é tentar perceber as prioridades e opiniões do seu filho. O caminho a tomar para uma melhor comunicação e consequente relacionamento é o de perceber que deve discutir ideias e não vontades, que deve esclarecer caminhos e não decisões. Que é mais útil e saudável ponderar questionar comportamentos e não necessariamente a sua forma de ser.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O QUE ME FAZ FELIZ?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">A resposta a esta pergunta pode realmente mudar a sua vida. Muitos de nós  por vezes não paramos para nos questionarmos acerca do nosso propósito de vida. É importante percebermos o que mexe connosco, a que tipo de coisas damos significado? O que é que nos retém a nossa atenção, nos motiva e impulsiona? Que acontecimentos, situações, pessoas ou projetos nos dão um incremento de energia?</p>
<p style="text-align: justify;">Se perante a resposta a algumas destas questões ou a outras idênticas permanece confuso, e não consegue clarificar ou encontrar as coisas que o fazem feliz, importa reformular a pergunta.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>O que é que eu me proponho a fazer para contribuir para a minha felicidade?</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;">Quando os acontecimentos externos por si não nos conduzem ao sentimento de <a title="felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>, podemos ter tendência para nos vitimizarmos, para reclamarmos que a vida não nos corre bem e que tudo e todos estão contra nós. Mas, provavelmente estaremos a fazer uma falsa avaliação. É preciso mudar a perspetiva, arregaçarmos as mangas e colocarmos a responsabilidade da felicidade nas nossas mãos. Tente perceber qual a mais pequena coisa que consegue fazer para contribuir para a sua felicidade e execute-a. Pouco a pouco, vá aumentando a quantidade de pequenas coisas que faz. Estabeleça objetivos facilmente alcançáveis. Não queira de um dia para o outro alcançar esse sentimento que depende de tantos outros sentimentos e de um conjunto de ações, decisões, conquistas e até mesmo de fracassos. A felicidade depende em larga escala daquilo que faz, e do prazer e satisfação que isso lhe dá. Caminhe e faça coisas para <a title="alcançar a felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/8-fundamentos-para-alcancar-a-felicidade/" target="_blank">alcançar a felicidade</a>.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>COMO POSSO GANHAR MAIS DINHEIRO?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Há literalmente milhões de maneiras de <a title="ganhar dinheiro" href="http://www.escoladinheiro.com/" target="_blank">ganhar dinheiro</a> hoje em dia. Se você puder fazer um extra de 1€ por dia e guardá-lo por 30 anos, você terá mais de 24.000€, se o depositar numa conta bancária rendendo 5%, daqui a 30 anos  terá 67,000€.</p>
<p style="text-align: justify;">Poupar 1€ por dia parece-lhe pouco não é? Até posso concordar com isso, dado que quando tentamos ganhar mais dinheiro pensamos em grandes números. Tentamos num curto espaço de tempo juntar uma enorme quantia e eventualmente pagar a hipoteca da casa, o que seria ótimo. Mas isto tem o reverso da medalha, para as nossas mentes os números que pensamos são muito grandes, leva-nos a perspetivar a tarefa como tremendamente difícil, o que nos retira esperança e consequentemente iniciativa. Por outro lado, pensar a longo prazo e num valor tão reduzido, retira igualmente o foco da nossa mente, já que não é prioritário, os esforços e a disciplina são relegados para segundo plano. E poupar passa a ser uma miragem.</p>
<p style="text-align: justify;">Como podemos ver pelo exemplo dado, poupar pode ser uma tarefa de hércules. O dinheiro é uma fonte de stress para muitos de nós. Esforce-se por perceber de que forma pode ganhar um dinheiro extra para conseguir viver confortavelmente e incrementar a sua  felicidade. Importa então, operacionalizar melhor a pergunta:</p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>O que me proponho a fazer para ganhar mais &#8220;x&#8221; (euros/reais) extra?</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;">Se poupar é uma tarefa complicada e com pouca probabilidade de se efetuar (se este for o seu caso), assim você tem mesmo que fazer algo para incrementar algum dinheiro ao seu plafon. Pense e aja. Pense e coloque a estratégia em ação.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O QUE ME PROPONHO A FAZER PARA FAZER A DIFERENÇA PARA ALGUÉM?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Não pretendo transmitir-lhe a mensagem de que deve passar a agir de forma altruísta. Mas que por vezes ajudar alguém pode fazer a diferença para essa pessoa.  Ajudar outras pessoas a atingir os seus objetivos ou simplesmente ajudar alguém com as compras pode fazer a diferença. Perceba que ajudar os outros vale a pena, que os outros tal como você mesmo por vezes precisam de ajuda, precisam de um ombro amigo, precisam de um empurrão. Se acreditar que ajudar os outros é uma mais valia, é porque provavelmente também acredita que os outros o podem ajudar a si. E isto é esperançador. É útil em momentos de dificuldade, de retrocesso.</p>
<blockquote><p><strong>Dica:</strong> Com este espírito elevado, com fé em si e nos outros, o mundo parece-nos um lugar bom para vivermos.</p></blockquote>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>O QUE POSSO FAZER PARA TORNAR-ME MAIS SAUDÁVEL?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">A maioria de nós sabe a resposta a esta pergunta, só que raramente fazemos esta pergunta por medo de que a resposta envolva ação e esforço e que precise ser efetivada. Trinta minutos de exercício físico por dia pode mudar a sua vida se você estiver disposto a isso. Você não precisa necessariamente de ir para a academia fazer exercícios. Com alguma dedicação e procura de informação, certamente será capaz de desenhar um plano que possa ser efetuado por você pelo menos três vezes por semana.</p>
<p style="text-align: justify;">Você não precisa de mim para lhe dar conselhos sobre a sua saúde, você sabe o que tem que fazer. Seja corajoso o suficiente para fazer a pergunta?</p>
<blockquote><p><strong>Para aprofundar este assunto, pondere ler os artigos:</strong></p>
<ul>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/29-beneficios-da-atividade-fisica-na-sua-saude/" target="_blank">29 benefícios da atividade física na sua saúde</a></li>
<li><a href="http://www.escolapsicologia.com/29-beneficios-da-atividade-fisica-na-sua-saude/" target="_blank">11 formas de promover a sua saúde e capacidade física</a></li>
</ul>
</blockquote>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>QUAL A PIOR COISA QUE ME PODIA ACONTECER AGORA?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Uma pergunta esclarecedora, que pode ajudá-lo em tempos de stress. Estive em muitas situações aparentemente stressantes e fiz a mim mesmo esta pergunta. Quando estou stressado, tento relativizar a situação e encaminho os meus pensamentos para uma situação imaginada de perda ou dificuldade. &#8220;Qual a pior coisa que pode acontecer?&#8221; E, geralmente, a resposta minimiza automaticamente a percepção do problema. &#8220; Não é grande coisa&#8221;. Na grande maioria das vezes o stress é causado pela pressão indevida que colocamos em nós mesmos. Eu disse na grande maioria da vezes, como é óbvio em determinadas situações a perda faz-se sentir.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dica:</strong> O stress situacional pode ser aliviado fazendo a nós mesmos esta pergunta, porque a resposta geralmente não é tão ruim quanto você possa imaginar.</p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>PARA ONDE QUERO QUE A MINHA VIDA CAMINHE AGORA E NO FUTURO?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">De vez em quando, você deve sentar-se tranquilamente e examinar a sua vida e a direção que ela está tomando. Você deve sempre tentar perspetivar uma vida melhor no seu futuro. Se assim não for, algo precisa mudar.</p>
<p style="text-align: justify;">As grandes áreas da vida são comuns a todos nós, dinheiro, trabalho, amor, família, relacionamentos, amigos e outras. Num determinado ponto da sua vida, uma ou mais dessas áreas devem ser alvo do seu foco em termos de melhoria. Se sua vida  parece não estar ficando melhor em relação aos seus objetivos, você precisa descobrir o que está acontecendo e tomar medidas para melhorá-la. Para que isso se efetive  pode ser necessário fazer algum exame de consciência, meditação e reflexão, mas vale a pena. Pondere sobre isso!</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>EXISTE ALGO QUE SEMPRE QUIS FAZER, MAS AINDA NÃO FIZ?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">A sua resposta a esta pergunta provavelmente irá girar em torno de uma experiência que você deseja vir a realizar, como viajar pelo mundo ou poderia envolver um hábito que você quer quebrar, como algum comportamento indesejado como ter <a title="medo de falar em público" href="http://www.escolapsicologia.com/medo-de-falar-em-publico-saiba-como-melhorar/" target="_blank">medo de falar em público</a>, ou fazer aquele curso que sempre sonhou, ou trabalhar como <a title="freelancer" href="http://www.escolafreelancer.com/" target="_blank">freelancer</a>. Certifique-se de que a sua resposta é realista.</p>
<p style="text-align: justify;">Seja o que for, que você queira vir a fazer é importante começar a trabalhar nisso o quanto antes. Se você não está fazendo o que quer fazer, certamente está perdendo algo que percepciona como muito importante para a sua <a title="felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>. Seja o que for, faça algo. É a sua vida. Faça o que você quer agora, ou pelo menos comece a fazer algo que o coloque mais próximo do seu objetivo, ou então, o que você tanto quer pode nunca realizar-se por desmobilização sua.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-4915" title="mudar de vida" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/10/mudardevida.jpg" alt="mudar de vida" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O QUE ESTOU FAZENDO PARA ESTAR ABERTO A NOVAS OPORTUNIDADES?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Às vezes as melhores maneiras de melhorar a nossa vida é abrirmos a nossa mente para as oportunidades que se cruzam no nosso caminho. Woody Allen disse uma vez, <em>&#8220;80% do sucesso está aparecendo.&#8221;</em> E às vezes isso é tudo o que precisamos.</p>
<p style="text-align: justify;">Abrir-se para novas oportunidades implica assumir e correr alguns riscos. Você não pode apenas sentar-se no sofá assistindo TV toda a sua vida ou protelar para sempre um desejo antigo de fazer algo. Aprender a reconhecer quando a vida nos apresenta uma nova oportunidade é enriquecedor e transformador. Isso não significa que você deve apenas esperar que as coisas aconteçam. Na maioria das vezes você tem que fazer as coisas acontecerem, mas igualmente estar atento às oportunidades, certamente elas irão surgir. Se você implementar uma mentalidade de abertura perante as oportunidades, provavelmente a sua vida pode tornar-se mais rica e mais fácil.</p>
<p style="text-align: justify;">Um velho provérbio diz que você faz a sua própria sorte. O que é verdade até certo ponto. Aqueles que capitalizarem as novas oportunidades, provavelmente irão sentir isso como <em>sorte</em>.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para aprofundar este assunto, pondere ler o artigo:</strong> <a href="http://www.escolapsicologia.com/7-formas-de-conseguir-ou-construir-boa-sorte/" target="_blank">7 formas deconseguir ou constuir boa sorte</a></p>
</blockquote>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>ESTOU CONFORTÁVEL COMIGO MESMO?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Esta pergunta refere-se tanto ao seu conforto físico como psicológico. Estar confortável consigo mesmo é importante em muitos aspetos. Estar confortável consigo mesmo pode inspirar confiança, promover-lhe a auto-estima e aumentar-lhe a resiliência contra <a title="problemas psicológicos" href="http://www.escolapsicologia.com/o-que-esta-na-raiz-dos-problemas-psicologicos-e-dependencias/" target="_blank">problemas psicológicos</a> e ainda facilitar a resolução dos seus <a title="problemas pessoais" href="http://www.escolapsicologia.com/como-ultrapassar-os-problemas-pessoais/" target="_blank">problemas pessoais</a>. Sem <a title="equilíbrio emocional" href="http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-equilibrio-emocional/" target="_blank">equilíbrio emocional</a>, todas as outras perguntas anteriores terão a sua resposta dificultada. Quando nos sentimos bem na nossa pele, sem dúvida que conseguimos colocar-nos num estado facilitador, num estado energético que permite com mais <a title="motivação" href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">motivação</a> enfrentar dificuldades e desafios. Conseguimos olhar o mundo por uma perspetiva otimista.</p>
<p style="text-align: justify;">Nem sempre isto é possível, inevitavelmente por vezes somos afetados na nossa saúde. Mas, ainda assim, podemos sempre fazer algo para melhorar o nosso conforto. É possível fazermos algo para melhorar o conforto connosco mesmos. Neste aspeto a aceitação joga um papel importante. Algumas coisas temos de saber aceitar, para que não fiquemos paralisados nelas. Depois, seguir em frente e voltar a capacitar-nos e dentro do possível e real, propor-nos a fazer algo que possa melhorar o conforto do nosso caminho, na nossa vida.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O QUE ME IMPEDE DE FAZER O QUERO PARA MIM?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Esta é a pergunta subjacente a todas as outras perguntas. Mesmo que você saiba o que quer para a sua vida e as áreas que você não gosta e quer mudar, algo pode estar a impedir que isso aconteça. Se você tem dívidas, compromissos ou problemas incapacitantes que não podem ser superados de forma viável, certamente  você vai encontrar dificuldades em atingir o que você quer para si. Se tiver obstáculos que se provam como difíceis de remover e impeçam que consiga <a title="atingir os objetivos" href="http://www.escolapsicologia.com/como-conseguir-atingir-objetivos-na-sua-vida/" target="_blank">atingir os objetivos</a> pretendidos, pense numa melhor estratégia do que aquela que tem usado até agora.  Provavelmente a sua atitude até é positiva. No entanto, nada lhe vale ter uma <a title="atitude positiva" href="http://http://www.escolapsicologia.com/5-passos-para-conseguir-uma-atitude-positiva-na-vida/" target="_blank">atitude positiva</a> se a estratégia estiver condenada ao fracasso.</p>
<p style="text-align: justify;">Mas, se os obstáculos se comprovam como irresolúveis, infelizmente, você só tem que aceitar a sua situação e avançar para o que consegue mudar. Para o que depende de si, e da sua <a title="força de vontade" href="http://www.escolapsicologia.com/forca-de-vontade-uma-decisao-que-depende-de-nos/" target="_blank">força de vontade</a> para ir em frente e propor-se a fazer o que está ao seu alcance.</p>
<p style="text-align: justify;">Verifique se os seus maiores obstáculos não serão o medo e as desculpas (que é apenas outra forma de medo). Isso precisa mudar. Não deixe que o medo o paralise. Ao fazer esta pergunta, você vai desenterrar medos e desculpas que podem estar a paralisá-lo. Reconheça esses medo e essas desculpas e faça algo para superá-los. Na verdade, você deve fazer as coisas porque está com medo de fazê-las. A melhor forma de suprimir o medo é enfrentá-lo. Se aprender a fazer isso, você vai ser imparável.</p>
<p>Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/perguntas-que-irao-mudar-a-sua-vida/">13 perguntas que irão mudar a sua vida!</a></p>
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		<title>O lado oculto da felicidade</title>
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		<comments>http://www.escolapsicologia.com/o-lado-oculto-da-felicidade/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 02 May 2011 14:48:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[como lidar com a felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[como lidar com a infelicidade]]></category>
		<category><![CDATA[como prosperar nos momentos difíceis]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[lado oculto da felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[lidar corretamente com a felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[o que esperar da felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma vida rica e gratificante, muitas vezes exige uma complicada batalha com a adversidade. Os furacões, incêndios, cancro, acidentes, quedas de aviões, ataques brutais à integridade física, ninguém pede para que qualquer destas coisas aconteça. Mas surpreendentemente, muitas pessoas depois de suportarem tal provação angustiante conseguem relativizar as situações, superá-las e por vezes tomar um [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/o-lado-oculto-da-felicidade/">O lado oculto da felicidade</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;"><strong></strong>Uma vida rica e gratificante, muitas vezes exige uma complicada batalha com a adversidade. Os furacões, incêndios, cancro, acidentes, quedas de aviões, ataques brutais à integridade física, ninguém pede para que qualquer destas coisas aconteça. Mas surpreendentemente, muitas pessoas depois de suportarem tal provação angustiante conseguem relativizar as situações, superá-las e por vezes tomar um novo rumo nas suas vidas. A sua reestruturação pode expressar-se mais ou menos assim: &#8220;Eu gostaria que não tivesse acontecido, mas eu sou uma pessoa melhor devido a isso.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Gostamos de ouvir histórias de pessoas que foram transformadas pelas suas tribulações, talvez porque elas testemunham a verdade da boa-fé psicológica, que às vezes se perde no meio de uma infinidade de relatos de desastres: Há uma força transcendente na capacidade humana para florescer sob a maioria das circunstâncias difíceis. Reacções positivas às experiências profundamente perturbadoras não se limitam apenas aos mais fortes ou aos mais bravos. Na verdade, cerca de metade das pessoas que lutam contra a adversidade dizem que suas vidas têm melhorado em alguns aspectos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-3513" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/05/felicidade.jpg" alt="" width="630" height="349" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>PROSPERAR PERANTE A ADVERSIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">A constatação que tem vindo a verificar-se sobre os efeitos da mudança de vida a partir das crises, são um tema  que a nova ciência do crescimento pós-traumático tem vindo a ocupar-se. Não sou apologista da velha máxima de que aquilo que não nos mata torna-nos mais forte. Certamente existem alguns acontecimentos traumáticos que irão deixar marcas jamais possíveis de esquecer e causando algum tipo de incapacidade ou dificuldade. Aquilo que quero dizer é que que o stress pós-traumático está longe de ser o único resultado possível. Na sequência de uma experiência mais aterrorizante, apenas uma pequena proporção de pessoas se tornam cronicamente perturbadas. Mais comumente, as pessoas recuperam, e muitas delas conseguem prosperar. E prosperam não pelo facto dos acontecimentos não deixarem marcas (porque inevitavelmente por vezes deixam), mas porque arranjam formas alternativas de solucionar as situações mais difíceis, escolhendo em consciência encarar a vida com uma <a href="http://www.escolapsicologia.com/5-passos-para-conseguir-uma-atitude-positiva-na-vida/" target="_blank">atitude positiva</a> de acordo com a realidade que têm entre mãos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>FELICIDADE: UM SENTIMENTO COM DUAS CARAS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Aqueles que lidaram bem com as adversidades são a prova viva de um dos <em>paradoxos da felicidade</em>: <strong>Precisamos mais do que o prazer de viver a melhor vida possível.</strong> A nossa busca contemporânea da <a href="http://www.escolapsicologia.com/8-fundamentos-para-alcancar-a-felicidade/" target="_blank">felicidade</a> reduziu (retirou) alguns <a href="http://www.escolapsicologia.com/8-fundamentos-para-alcancar-a-felicidade/" target="_blank">fundamentos para alcançar a felicidade</a>: uma vida protegida dos sentimentos negativos, livre de dor, confusão e angústia.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta definição redutora de bem-estar e felicidade deixa de fora a melhor metade da história, a alegria e o propósito que obtemos de uma vida significativa. É o lado oculto da felicidade, a qualidade extraordinária que admiramos nos homens e mulheres que pretendemos cultivar nas nossas próprias vidas. Algumas das pessoas que sofreram desaires, que foram forçados a enfrentar os choques  e traumas que nunca julgaram ter de enfrentar e conseguiram repensar o significado das suas vidas, podem ter mais a dizer-nos sobre  o significado da vida, da felicidade e bem-estar de uma forma profunda e intensamente do que provavelmente eu próprio ou alguns filósofos que procuram explicar o significado da vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Faz mais sentido (sentido realista e otimista) abordarmos uma definição mais ampla em que fundimos a parte da alegria, desafios, objetivos, bem-estar, gozo, satisfação com a capacidade que temos para a superação, para a internalização dos sentimentos negativos, traumas, dor, obstáculos e adversidade. A <a href="http://www.escolapsicologia.com/8-fundamentos-para-alcancar-a-felicidade/" target="_blank">profunda felicidade</a>, é dominada por sentimentos felizes, mas também temperada com nostalgia e arrependimento. A felicidade é apenas um entre muitos valores na vida humana. <strong>A compaixão, sabedoria, altruísmo, intuição, criatividade, por vezes só emerge perante a experiência da adversidade.</strong> Por vezes só as situações drásticas nos forçam a enfrentar o doloroso processo de mudança. Para viver uma vida humana plena, uma existência num ambiente tranquilo, despreocupado e facilitado não é suficiente. Nós não necessitamos apenas de viver, também precisamos crescer e desenvolvermo-nos e isso às vezes dói.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>EXPERIÊNCIAS LIMITE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas sofrem uma mudança radical na sua forma de olhar o mundo, essa experiência é sentida intensamente e a pessoa por vezes fica surpreendida com essa alteração. Mas, esse sentimento de transformação é em alguns aspectos típico das pessoas que passam por experiências limite.  Rich Tedeschi, um professor de psicologia na University of North Carolina, cunhou o termo &#8220;<em>crescimento pós-traumático</em>&#8220;. Ao estudar algumas pessoas que passaram por acontecimentos extremos como a guerra, criminalidade violenta ou doença súbita grave, mostram que a maioria sente-se confusa e ansiosa no rescaldo. Essas pessoas ficam preocupadas com a ideia de que suas vidas foram despedaçadas. Alguns são assombrados algum tempo depois por problemas de memória, problemas do sono e sintomas semelhantes ao transtorno de stress pós-traumático. Mas, Tedeschi e outros descobriram que para muitas pessoas, talvez mesmo a maioria, a vida acaba por tornar-se mais rica e gratificante.</p>
<p style="text-align: justify;">Estas alterações na forma de olhar a vida e o mundo acontecem como um relâmpago. <a href="http://keith.campbell.socialpsychology.org/#overview" target="_blank">W. Keith Campbell</a>, professor de psicologia social na Universidade da Georiga em Athens nos Estados Unidos da América, fez uma investigação onde se focou no &#8220;self&#8221; em contexto das relações próximas, e chamou a este tipo de fenómeno (alterações repentinas na forma de encarar o mundo) de &#8220;<em>choque do ego</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ele descobriu que um sério golpe na <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-melhorar-a-auto-estima/" target="_blank">auto-estima</a> pode congelar temporariamente os mecanismos psicológicos de proteção. A maneira como reagimos a uma ameaça súbita do ego  (uma rejeição dos outros, um fracasso profissional) é muitas vezes suficiente para abalar o <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-equilibrio-emocional/" target="_blank">equilíbrio emocional</a>: Apenas por um instante, o tempo pára, a mente fica em branco e de repente o mundo parece estranho.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>TRANSCENDÊNCIA LIBERTADORA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Campbell acredita que algo semelhante acontece com muitas pessoas que experimentam uma aterradora ameaça física. Naquele momento, o nosso senso de invulnerabilidade é comprometido, e as armas de auto-proteção mental que normalmente nos protegem das <a href="http://www.escolapsicologia.com/dicas-para-superar-adversidades-da-vida/" target="_blank">adversidades da vida</a> ditas &#8220;normais&#8221; tornam-se disfuncionais.  As nossas rotinas da vida quotidiana, os nossos hábitos, auto-percepções e suposições, são deitados janela fora, e ficamos com uma experiência fria do mundo.</p>
<p style="text-align: justify;">O fenómeno é semelhante ao que os budistas Zen se esforçam por atingir na meditação ou o que as pessoas relatam sobre o arrebatamento religioso. As cores ficam mais vivas, objetos comuns, de repente parecem mais bonitos. É uma experiência de perplexidade tingida de medo, quase a roçar a admiração. &#8220;Quando você retira o seu &#8220;Eu&#8221; da equação, por vezes, o mundo surge como mais poderoso e maravilhoso. Vive-se uma experiência de abertura: &#8216;Oh meu Deus, olhe para este mundo, ele é maravilhoso.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Neste tipo de acontecimentos algumas pessoas no seu momento de desespero, sentem um sentimento de euforia. Quando o perigo passa, ou a pessoa aceita os acontecimentos é como se visse  a verdade das coisas. Estranhamente tudo fica OK. Tudo é perfeito e bom. Não há absolutamente nada a temer.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Após um choque intenso, as pessoas costumam dizer que as suas vidas foram transformadas involuntariamente e que os seus antigos valores ou hábitos evaporam-se num instante.</strong> Campbell descobriu que mais da metade das pessoas nos seus estudos que tiveram um &#8220;<em>choque do ego&#8221; </em>disseram que finalmente tinham sentido efeitos positivos a longo prazo nas suas vidas.</p>
<blockquote><p><strong>Opinião: </strong>Realmente os eventos negativos podem conter em si a capacidade de sacudir o<em> status quo </em>da nossa vida, abrindo portas para a mudança. Você pode  tornar-se deprimido, cair nas malhas da bebida ou pode  tornar-se numa pessoa muito melhor, mais capaz, funcional e de bem com a vida.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Ainda assim, na verdade, a implementação dessas mudanças, bem como enraizar plenamente uma nova forma de olhar a nova realidade, geralmente exige esforço consciente. Estar disposto e capaz de assumir este processo é uma das principais diferenças entre aqueles que crescem com a <a href="http://www.escolapsicologia.com/dicas-para-superar-adversidades-da-vida/" target="_blank">adversidade</a> e os que são destruídos por ela.</p>
<p><strong>As crises desafiam as nossas <a href="http://www.escolapsicologia.com/mude-as-suas-crencas-evolua-a-sua-mente-parte-i/" target="_blank">crenças</a> mais profundas: </strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Que as coisas ruins não acontecem com pessoas boas.</li>
<li> Que a vida faz sentido.</li>
<li> Que temos controlo sobre o que acontece.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">É uma mudança sísmica, porque derruba os pressupostos básicos sobre os quais a vida é construída. Depois, um novo quadro tem de ser construído. Isto não é fácil. É preciso que algumas pessoas façam grandes mudanças, não só na forma como elas pensam, mas no que fazem e como escolhem passar a viver. Refletindo sobre o que aconteceu perante as circunstâncias, um perigoso sinal de alerta de <a href="http://www.escolapsicologia.com/compreender-depressao-sintomas-causas-tratamento/" target="_blank">depressão</a> pode ser realmente essencial para o processo de crescimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-3514" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/05/felicidade.png" alt="" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ADAPTABILIDADE ÀS CIRCUNSTÂNCIAS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span id="result_box" lang="pt"><span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">Notavelmente</span><span title="Clique para obter traduções alternativas">, as pessoas</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">que</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">encontram</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">valor</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">na <a href="http://www.escolapsicologia.com/dicas-para-superar-adversidades-da-vida/" target="_blank">adversidade da vida</a></span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">não</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">são as mais &#8221;fortes&#8221;</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">ou</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">as</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">mais racionais</span><span title="Clique para obter traduções alternativas">.</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">Pelo contrário</span><span title="Clique para obter traduções alternativas">,</span> verifica-se que<span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas"> tendem</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">a ser pessoas</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">comuns</span><span title="Clique para obter traduções alternativas">,</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">nem</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">os melhores</span><span title="Clique para obter traduções alternativas">,</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">nem</span> os <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">piores</span><span title="Clique para obter traduções alternativas">.</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">O que</span> a<span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">s torna</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">diferentes</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">é que elas</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">são</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">capazes de incorporar</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">o que aconteceu</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">na história</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">da</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">sua própria vida</span><span title="Clique para obter traduções alternativas">.</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">Elas estão</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">dispostas a</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">empreender</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">um doloroso processo de</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">repensar</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">quem</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">são e</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">desistir de</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">um</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">padrão</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">antigo que</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">já não se aplica, nem faz mais sentido. </span></span></p>
<blockquote><p><span lang="pt"><span title="Clique para obter traduções alternativas"><strong>Opinião:</strong> Talvez</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">uma das</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">chaves</span> <span title="Clique para obter traduções alternativas">do &#8220;crescimento&#8221; seja</span><span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas"> a capacidade</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">de</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">admitir</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">que</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">você</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">foi</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">modificado</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">pela</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">experiência. </span><span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">O que</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">significa</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">admitir que</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">você</span> é<span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas"> vulnerável (às vezes),</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">e admitir</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">que</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">não teria acontecido</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">coisas boas</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">na</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">sua vida se</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">não tivesse</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">que</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">passar por</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">esses</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">eventos</span> <span class="hps" title="Clique para obter traduções alternativas">negativos.</span></span></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Os <em>choques do ego </em>e as possíveis e consequentes <em>mudanças sísmicas </em>ou <em>crescimento pós-traumático</em>, podem levar à libertação de condicionalismo de uma maneira que as pessoas nunca imaginaram até algo de semelhante lhes acontecer.  Os sobreviventes dizem que muitas vezes tornam-se mais tolerantes e empáticos, capazes de trazer a paz às relações anteriormente complicadas e desajustadas. Muitas pessoas relatam que os bens materiais, os problemas do-dia-dia que eram incomodativos parecem agora insignificantes. Relatam que a crise lhes permitiu reorganizar a vida em sintonia com as novas prioridades.</p>
<p style="text-align: justify;">As pessoas que cresceram com a <a href="http://www.escolapsicologia.com/dicas-para-superar-adversidades-da-vida/" target="_blank">adversidade </a>muitas vezes sentem menos medo, apesar das coisas assustadoras pelas quais passaram. Essas pessoas são surpreendidas pela sua própria força, sentem-se confiantes de que podem lidar com qualquer outra coisa que lhes surja na vida.</p>
<blockquote><p><strong>Esclarecimento:</strong> As pessoas não dizem que o que lhes aconteceu foi maravilhoso. Essas pessoas não desejaram crescer a partir de acontecimentos traumáticos. Numa fase inicial, estavam apenas tentando sobreviver. Mas, em retrospetiva, o que elas ganharam foi mais do que alguma vez tinham pensado.</p></blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>RECOMPENSA NA DIFICULDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando passamos por aquilo que podemos chamar de pior cenário possível. Isso pode tornar-se na melhor experiência de vida.  Há uma enorme liberdade quando você consegue sair daquilo que esperava nunca vir a acontecer ou a conseguir lidar. Há como que um conforto e ao mesmo tempo um enorme incremento de força de vida que emerge da noção que ficamos de nós mesmos. Uma noção de capacidade de superação, uma noção de capacidade de encontrar significado no limite da experiência.</p>
<p style="text-align: justify;">Felizmente, as verdadeiras crises são raras. A maioria das pessoas passam por uma única na sua vida, ou talvez nenhuma. Mas as experiências extremas têm semelhanças com a vida comum. Uma mudança bem-vinda, mas avassaladora, como ser-se promovido, uma conversão religiosa, uma segunda oportunidade no amor, ou aquilo a que chamamos uma oportunidade única (por exemplo: mudar para o nosso lugar de sonho)  podem provocar uma versão mais suave de transformação. <strong>Tal como uma ameaça grande ao ego, uma mudança positiva pode igualmente  libertar o senso de identidade.</strong> Sempre que uma pessoa está nessa situação de liberdade em queda livre, em que ainda não estamos ligados ao que vai acontecer a seguir, existe uma oportunidade muito boa para o crescimento e desenvolvimento pessoal.</p>
<p style="text-align: justify;">Para um exemplo mais comum de crescimento através da adversidade, observemos um dos maiores desafios da vida: A parentalidade. Ter um bebé, por vezes diminuí os níveis de felicidade. A privação do sono e da necessidade de colocar de lado os prazeres pessoais, a fim de cuidar de uma criança, significa que as pessoas com recém-nascidos são mais propensos à depressão e a poder criar problemas no seu relacionamento. No entanto, a longo prazo, criar um filho é um dos mais gratificantes e significativos propósitos dos seres humanos. O sacrifício da <a href="http://www.escolapsicologia.com/8-fundamentos-para-alcancar-a-felicidade/" target="_blank">felicidade</a> a curto prazo é compensado por outros benefícios, como a satisfação, o altruísmo e a chance de deixar um legado significativo.</p>
<p style="text-align: justify;">A capacidade de, simultaneamente, aderir tanto à perda como ao crescimento é uma parte normal da vida, um complexo e agudo estado emocional, que talvez seja a maior recompensa de maturidade. Mesmo as memórias positivas do passado são agridoces. Há uma incrível riqueza e bem-aventurança sobre essas memórias, mas igualmente a <a href="http://www.escolapsicologia.com/tristeza-qual-o-seu-proposito/" target="_blank">tristeza</a> também se faz sentir, sabendo que esses acontecimentos estão associados a um determinado momento da sua vida e que você  nunca terá essas experiências novamente.</p>
<p style="text-align: justify;">Em última análise, a recompensa emocional pode compensar a dor e dificuldade da adversidade. Esta perspectiva não anula o que aconteceu, mas coloca tudo isso num contexto diferente: que é possível viver uma vida extremamente gratificante, mesmo dentro das limitações e das lutas que enfrentamos. De uma forma ou de outra,  todos nós acabamos por passar por esta transformação e realização. Você não vai ser a pessoa que você pensou que fosse, mas pode adaptar-se da forma como acha que deve e acabar por ter uma vida bem conseguida.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>A EXPERIÊNCIA DE FELICIDADE É UMA CONSTRUÇÃO E INTERPRETAÇÃO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Inevitavelmente, mais tarde ou mais cedo a vida encarrega-se de confrontar-nos com a as suas adversidades, com o outro lado da conquista, do desafio, do êxtase, da alegria e satisfação. O lado oculto da felicidade tem as raízes no sofrimento, na derrota, na perda, na dificuldade, na injustiça, na <a href="http://www.escolapsicologia.com/tristeza-qual-o-seu-proposito/" target="_blank">tristeza</a> e angústia de tudo o que nos faz sofrer e <a href="http://www.escolapsicologia.com/mude-as-suas-crencas-evolua-a-sua-mente-parte-i/" target="_blank">mudar crenças</a>. Somos levados a retirar significado das coisas mais banais, das coisas às quais nunca tínhamos dado importância. Mas esta é uma condição da vida, viver a nossa própria experiência. Por muito que possamos aprender a observar os outros, ou com aquilo que nos dizem, há experiências que têm de ser vividas, sentidas, têm que fazer parte de nós para que possamos retirar a &#8220;riqueza&#8221; inerente ao acontecimento, versus, a nossa interpretação.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Opinião: </strong>A felicidade é forjada, é construída na intrepretação das coisas da vida, sem necessariamente serem em si boas ou más.</p>
</blockquote>
<h3><span style="color: #333333;"><strong>E VOCÊ, JÁ EXPERIMENTOU O LADO OCULTO DA FELICIDADE?</strong></span></h3>
<p><span style="color: #000000;">Partilhe connosco as suas experiências, gostava muito de ouvir de si, algumas histórias que possam estar de acordo ou não com a matéria aqui apresentada. Comente!</span></p>
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/o-lado-oculto-da-felicidade/">O lado oculto da felicidade</a></p>
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		<title>A felicidade é possível mas é opcional</title>
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		<pubDate>Mon, 14 Feb 2011 15:23:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[a felicidade é opcional]]></category>
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		<category><![CDATA[como alcançar a felicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[estratégias para ser feliz]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Já alguma vez se perguntou, &#8220;Porque é que a vida parece ser tão difícil?&#8221; Eu penso nisso muitas vezes. Comparada com os vastos seis biliões de pessoas no planeta, provavelmente a minha vida até tem sido fácil. Bons pais, abrigo e boa comida, nenhuma doença problemática até à data, trabalho e realização pessoal, bons amigos. [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/">A felicidade é possível mas é opcional</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Já alguma vez se perguntou, &#8220;Porque é que a vida parece ser tão difícil?&#8221; Eu penso nisso muitas vezes. Comparada com os vastos seis biliões de pessoas no planeta, provavelmente a minha vida até tem sido fácil. Bons pais, abrigo e boa comida, nenhuma doença problemática até à data, trabalho e realização pessoal, bons amigos. Ainda assim, quase todos os dias a minha mente gera alguns pensamentos subtis e outros não-tão-subtis de sofrimento emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">O sofrimento emocional expressa-se das mais variadas formas e feitios. Você pode preocupar-se com o futuro, ficar zangado ou triste, sentir-se culpado ou envergonhado, ficar chateado por estar com dores, ou simplesmente sentir-se aborrecido ou stressado. Por vezes este sofrimento é bastante subtil, &#8220;Não me sinto bem&#8221;, &#8220;Estou sem sorte.&#8221; Outras vezes somos apanhados nas malhas da <a href="http://www.escolapsicologia.com/sofre-de-ansiedade-perceba-porque/" target="_blank">ansiedade</a>, <a href="http://www.escolapsicologia.com/compreender-depressao-sintomas-causas-tratamento/" target="_blank">depressão</a>, vício, dor, sintomas relacionados com o stress, que é praticamente impossível funcionarmos e levarmos a nossa vida para a frente. A grande maioria do tempo, para alguns de nós, ser-se humano não é fácil.</p>
<p style="text-align: justify;">Talvez o problema se prenda com o facto de não termos evoluído para <a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">sermos felizes</a>. A selecção natural, o processo natural que conduz a evolução, favorece a adaptação que permite reproduzirmo-nos com sucesso. Isto significa sobreviver o tempo suficiente para encontrar parceiro e apoiar a sobrevivência dos nossos filhos. O processo evolutivo não se &#8220;preocupa&#8221; particularmente com o facto de gostarmos ou não da nossa vida, a não ser que isso aumente as nossas hipóteses de sobrevivência ou &#8220;acasalamento&#8221;.  Também não se &#8220;preocupa&#8221; com aquilo que nos possa acontecer depois de terminado o nosso período fértil.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-2566" title="feliz" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/02/feliz.jpg" alt="" width="630" height="320" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>HIPERSENSIBILIDADE ÀS EMOÇÕES NEGATIVAS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Mas nós preocupamo-nos</strong>. Enquanto a maioria de nós pensa que a sobrevivência da humanidade é uma boa ideia, também gostamos de conseguir apreciar a vida enquanto estamos por cá. Não me parece ser, pedir muito. No entanto, nós debatemo-nos com isso. Como psicólogo, tenho a oportunidade de &#8220;aceder&#8221; à vida de muitas pessoas, e a quase totalidade delas acham que a vida é difícil. Claro que os meus clientes estão numa situação diferente da pessoa dita comum. <strong>No fundo, não são apenas as pessoas com problemas que procuram um psicólogo?</strong> Ainda que exista uma dose de verdade nisso, eu suspeito que a maioria deles, não estão mais angustiados que os outros que não andam em terapia. Eles estão apenas mais motivados para fazerem alguma coisa para resolver o seu problema. Aquilo que vos transmito é, que as pessoas que supostamente não têm nenhum problema que para eles justifique a ajuda de um psicólogo, também a sua vida provavelmente é emocionalmente angustiante.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>O que é que se passa connosco?</strong> A vida em si parece ser tão extraordinária.  A vida natural, e a cultura humana é fascinantemente complexa e interessante, e de um ponto de vista histórico praticamente todas as pessoas nos países desenvolvidos vivem vidas privilegiadas de abundância e riqueza. Afortunadamente, muitos de nós nunca vivemos nenhum acontecimento trágico, como vemos por vezes nas notícias, como ser atacado por um exército hostil, perder a família num desastre natural, ou ficar com incapacidades várias após um acidente. Estas pessoas, evidentemente que têm toda a legitimidade para se sentirem mal, angustiadas, tristes, desesperadas e desesperançadas, ainda assim, muitas são as que conseguem retomar pouco a pouco a &#8220;normalidade das suas vidas&#8221;, outras existirão que lhes é muito difícil e necessitam de ajuda. Existem situações que nada pode reparar o &#8220;mal&#8221; que lhes sucedeu. Só a aceitação e o voltar a ver significado na vida lhes pode restituir a alegria de viver. Para aprofundar este assunto, pondere ler: <a href="http://www.escolapsicologia.com/combater-a-sensacao-de-incapacidade-e-desesperanca-parte-um/" target="_blank">Combater a sensação de incapacidade e desesperança</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>E a todos aqueles que nada disto lhes aconteceu?</strong> Digo-vos que a grande maioria de nós, ainda assim, vivemos um surpreendente mal-estar e quantidade enormes de stress e dor emocional. <strong>Teremos na actualidade atingindo uma data histórica na evolução humana para sermos infelizes?</strong> Do meu ponto de vista , acho que temos vindo a ficar cada vez mais hipersensíveis às emoções negativas à medida que as condições de vida melhoram. Repugnamos os sentimentos negativos e fugimos deles como o diabo da cruz. Certamente não sonhamos, nem desejamos sentir pensamentos negativos, nem tão pouco projetamos isso como um objetivo. Ainda assim, esses sentimentos negativos pertencem-nos enquanto seres humanos, os quais, ao longo da nossa evolução têm-nos sido úteis e, acima de tudo necessitamos deles.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #ff0000;">AS EMOÇÕES SÃO FONTES DE INFORMAÇÃO</span></strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Enquanto seres humanos percebemos algumas das coisas da vida por contraste, por antípodas, por opostos, por exemplo não saberíamos o que é o frio se não soubéssemos o que é o calor. Precisamos de ter um termo de comparação que nos sirva de orientação. Os sentimentos e as emoções têm exatamente essa função, servem-nos como uma orientação, transmitem-nos informação acerca daquilo que gostamos e daquilo que detestamos, daquilo que é bom para nós ou que não nos é útil. E sabemos isso porque sentimos diferentes emoções e sentimentos que conseguimos distinguir pelo grau de desconforto/insatisfação ou pelo grau de contentamento/satisfação que experienciamos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Estaremos a evoluir para a infelicidade? </strong>De certa forma, sim. O que conta na selecção natural é a sobrevivência da espécie, tal como nos relata, Richard Dawkins no seu livro: O Gene Egoísta. Onde o autor tenta explicar o “problema profundo de nossa existência” e coloca-nos como sendo apenas máquinas de sobrevivência para os nossos genes. Não querendo adoptar nenhuma perspetiva radicalista, não posso deixar de levar em consideração determinados instintos e habilidades intelectuais que ajudaram a nossa espécie a prosperar ao longo dos últimos milhares de anos, criando algumas consequências negativas, para nós enquanto indivíduos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>CÉREBROS MAIORES MAIS IDEIAS PARA GERIR</strong></span></h3>
<h3><span style="color: #333333;">Vejamos um exemplo retratando o passando:</span></h3>
<p style="text-align: justify;">O António e a Maria eram dois <em>Homo sapiens </em>que viviam nas planícies de África à 40.000 anos. Eles evoluíram do seu ancestral <em>Homo herectus</em>, desenvolvendo um cérebro maior. O casal usava o seu cérebro aumentado para fazer todo o tipo de coisas maravilhosas que os ajudaram a sobreviver: Pensar de forma abstrata, fazer planos para o futuro, encontrar novas soluções para os problemas e fazer trocas com os seus vizinhos. Eles eram ainda capazes de fazer pinturas nas suas cavernas e adornos, como colares e pulseiras de pequenas pedras. Mas, nem tudo corria bem na savana, os seus cérebros também lhes causaram problemas.  Eles preocupavam-se com os rinocerontes e leões, tinham inveja das cavernas maiores dos seus vizinhos e argumentavam sobre quem iria procurar água nos dias de extremo calor. Quando estava frio e chovia, ambos ficavam irritados, relembrando-se o quão melhor era quando estava calor.</p>
<p style="text-align: justify;">Eles repararam em algumas alterações ao seu redor, sentiram dificuldades quando não existiam frutos suficientes nas árvores, raízes para comer ou larvas de insectos (um petisco muito apreciado na época) para petiscar. Quando os seus vizinhos ficavam doentes ou morriam eles ficavam angustiados, como medo que isso pudesse acontecer-lhe também. Por vezes a Maria ficava zangada quando o António olhava para outras mulheres. Depois ela não fazia sexo, o que aborrecia muito o António. Mesmo quando algumas coisas iam bem, eles ficavam preocupados com algumas coisas do passado e sobre o que podia correr mal no futuro. A Maria e o António estavam a conseguir sobreviver e o seu filho tinha também boas hipóteses de o conseguir, ainda assim muita coisa continuava a passar-lhes na mente.</p>
<p style="text-align: justify;">Aparentemente, as coisas não mudaram nos últimos 40.000 anos. Os nossos cérebros, maravilhosos como são, continuam a dar-nos problemas. Afortunadamente, todavia, algumas das mesmas habilidades que ajudaram os nossos antepassados a sobreviver, permitiu-nos também desenvolver práticas eficazes para lidar com as problemáticas do nosso cérebro e aumentar as nossa chances para a <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>. Felizmente estas técnicas percorreram um longo caminho desde os tempos da Maria e do António.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-2567" title="yoga" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/02/yoga.jpg" alt="" width="630" height="320" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">MINDFULNESS: UMA PRÁTICA PROMOTORA DE BEM-ESTAR</span></h3>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Mindfulness é uma dessas práticas. Foi-se desenvolvendo ao longo de milhares de anos de evolução cultural, efetivando-se como um antídoto para os hábitos naturais da nossa mente (preocupação excessiva), que faz com que a vida seja muito mais difícil do que precisa de ser. <strong>Mindfulness (<a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Aten%C3%A7%C3%A3o_plena" target="_blank">Atenção Plena</a>), é uma atitude particular acerca da experiência, ou uma forma de nos relacionarmos com a vida, que comporta em si o compromisso de aliviar o nosso sofrimento e tornar as nossas vidas mais ricas e significativas.</strong> E faz isso sintonizando-nos com a nossa experiência do momento, permitindo-nos estar cientes da razão desnecessária pela qual a nossa mente nos causa sofrimento. Quando a nossa mente caí no terrível hábito da <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-quebrar-o-terrivel-habito-da-preocupacao/" target="_blank">preocupação exagerada </a>sobre a possibilidade de não virmos a ser felizes, ou de não alcançarmos o que desejamos, ou sobre o que não realizámos no passado, a prática da mindfulness ajuda-nos a centrarmo-nos na segurança relativa do momento presente. Se pretender explorar um pouco mais o tema da preocupação, pondere ler o nosso artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-quebrar-o-terrivel-habito-da-preocupacao/" target="_blank">Como quebrar o terrível hábito da preocupação</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a nossa mente faz comparações de inveja ou comparações competitivas com os nossos vizinhos, parceiro, ou colegas de trabalho, a prática da mindfulness ajuda-nos a perceber que é o protesto actual, e não o possuir menos, ou ter menos dinheiro em si que causa o sofrimento. Mesmo quando a doença ou a morte nos bate à porta ou das pessoas que mais gostamos, mindfulness ajuda-nos a perceber e aceitar esta ordem natural. Ajudando-nos a observar exatamente como é que criamos a nossa própria angustia e stress, a prática da mindfulness ensina-nos a desapegar-nos do hábito da dor emocional e substitui-la por hábitos mais adequados.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A prática da Atenção Plena pode ser assim resumida:</strong> sustentar a atenção, intencionalmente, no momento presente, sem julgar o que aparece na consciência.</p>
<div style="text-align: justify;"><strong>A Atenção Plena envolve duas componentes.</strong> A primeira é adotar, na experiência, uma atitude particular de curiosidade, abertura e aceitação ao que surge na consciência. A segunda é a ‘Auto-Regulação da Atenção’, que tem como finalidade aumentar o reconhecimento dos eventos mentais daquele momento. Regula-se o foco da atenção para se observar as mudanças nos pensamentos, sentimentos e sensações, momento a momento. Isso conduz a uma sensação de estar presente e atento à experiência. Para se conseguir esse estado é necessário:</div>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Sustentar a atenção por um período prolongado de tempo em algum foco, como a respiração.</li>
<li>Mudar o foco. Detectar e reconhecer os estímulos que surgem na consciência, como um pensamento, sentimento ou sensação física.</li>
<li>Retornar ao foco. Esse movimento de reconhecer o estímulo e retornar incessantemente ao foco é a essência da meditação.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O QUE É ENTÃO ESTA PRÁTICA PRECIOSA?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando se usa o termo mindfulness ou atenção plena, referimo-nos à realidade do momento presente, uma consciência sem julgamento ou crítica. Este termo, deriva das tradições budistas, refere-se à capacidade de prestar atenção no momento presente para qualquer estímulo que nos chegue à consciência, internamente ou externamente, sem ficarmos emaranhados ou &#8220;presos&#8221; julgando ou criticando. <strong>Quando se usa a mindfulness na psicoterapia, na maioria das vezes está-se particularmente focado na consciência plena dos sentimentos internos, sem estar apegado aos valores pessoais ou a tentar banir as dores emocionais.</strong> Para mim, esta aplicação da mindfulness é terapêutica porque ajuda a promover a aceitação das experiências internas e diminui o evitamento. Ou seja, toda e qualquer experiência interna, como sensações corporais, emoções, sentimentos, pensamentos, independentemente de os consideramos positivos ou negativos, &#8220;bons&#8221; ou &#8220;maus&#8221;, são nossos. O ser humano está geneticamente preparado para sentir um espectro alargado de estímulos através dos seus sentidos, não devendo por isso ignorá-los.</p>
<p style="text-align: justify;">O facto de em algumas alturas da nossa vida querermos evitar algumas experiências, ou evitar experiências internas como as já descritas, pode promover ou prepetuar uma variedade de problemas psicológicos. A aceitação através da prática da mindfulness pode servir para diminuir esses problemas. A aceitação, não se trata de ter de aceitar as coisas que lhe estão a acontecer na vida e resignar-se. Não é isso que se pretende, nem é essa forma de aceitação que me estou a referir.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ACEITAÇÃO E COMPROMISSO UMA VIA PARA A RESISTÊNCIA EMOCIONAL<br />
</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">O termo aceitação usa-se na prática da mindfulness, como a aceitação da realidade presente, daquilo que está a sentir, não tendo que ser necessariamente algo de mau (no caso de sentimentos, pensamentos ou sensações físicas desagradáveis). Aquilo que se sente, é informação que nos chega à consciência através de uma mecanismo de feedback do nosso organismo. Ao perceber isto, permite que você não faça uma fusão da sua experiência interna consigo mesmo. <strong>Você não é aquilo que sente, tal como não é aquilo que come, você não é os seus pensamentos, tal como não é aquilo que ouve. Se percebermos esta independência relativamente às nossas experiências internas, ficamos com opção de escolha.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Podemos estar a sentir tristeza e não sermos tristes, podemos estar a ter pensamentos deprimidos e não sermos depressivos, podemos estar a sentir raiva e não sermos pessoas hostis, podemos estar insatisfeitos e não sermos infelizes. Sentimos, mas não somos o que sentimos, e isto é muito capacitador. Ficamos numa posição de conseguir olhar para o nosso problema ou para a nossa dor de uma forma desapegada. Desapego é o oposto de fusão, se nos fundirmos com uma experiência interna considerada negativa ficamos num estado de incapacidade. Se nos desapegarmos da nossa experiência interna negativa, ficamos num estado de capacidade. Diminuímos desta forma a possibilidade de cairmos num situação mental angustiante, e aumentamos as possibilidades de arranjarmos recursos para o nosso <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-equilibrio-emocional/" target="_blank">equilíbrio emocional</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-2564" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/02/felicidade.jpg" alt="" width="630" height="320" /></p>
<p style="text-align: justify;">Na minha prática clínica, utilizo aquilo que se considera a terceira geração de terapias psicológicas que é a Terapia da Aceitação e Compromisso (ACT). Esta é uma abordagem, que explicitamente enfatiza a propensão que o cliente tem para evitar as experiências internas. O que se pretende é alterar a percepção de evitamento, e promover a aceitação daquilo que o cliente sente. No que diz respeito ao compromisso, tem a ver com a construção de um conjunto de acções que o cliente promove no sentido de se orientar por aquilo que valoriza e quer para ele. Seguindo a sua vida sem entraves provocados pelo evitamento daquilo que tem medo ou que não quer sentir. Esta abordagem permite que a pessoa escolha o caminho que quer seguir, optando por trabalhar e comprometer-se com um conjunto de acções que o conduzam ao sentimento desejado, na maioria das vezes traduzido por: &#8220;<a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">Quero ser feliz</a>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao incluir-se a aceitação da experiência interna na vida da pessoa, isto permite que a pessoa consiga trabalhar na sua musculatura emocional, permite que a pessoa consiga ser mais resistente às suas experiências internas de mal-estar, entendendo-as como manifestações da realidade, colocando-se assim numa situação mais capacitada para accionar os seus recursos, construindo uma solução para os seus problemas. <strong>No fundo, a aceitação e o compromisso funcionam como um antídoto à hipersensibilidade emocional, à hipersensibilidade dos sentimentos negativos.</strong>Você não é os seus sentimentos, não é a sua tristeza, não é o seu mal-estar. Se você perceber que não é aquilo que sente, <strong><em>que você é aquele que sente</em></strong>, se tiver esta consciência, fica numa posição vantajosa. Consegue por comparação, isto é, consegue diferenciar-se entre aquilo que sente e aquilo que é ou que pretende vir a sentir, e assim fazer coisas para alcançar o que deseja: Por exemplo, <a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser feliz</a>.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se nos tornarmos mais cientes de como funciona a nossa mente, e porque razão sentimos as coisas que sentimos, ficamos mais aptos a podermos fazer uma opção de escolha. Ficamos mais aptos para escolhermos a possibilidade de sermos felizes.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/">A felicidade é possível mas é opcional</a></p>
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		<title>Porque é que não consigo ser feliz?</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Jan 2011 21:16:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
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		<category><![CDATA[como resolver os problemas de infelicidade]]></category>
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		<description><![CDATA[Porque é que não consigo ser feliz? todos nós, de tempos em tempos fazemos esta pergunta. Se existe alguma coisa que nos une enquanto seres humanos, é o desejo de sermos felizes. Por certo, também todos nós gostamos de comer, dormir, e todas as outras necessidades básicas que nos unem. Existem mil e uma coisas [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/">Porque é que não consigo ser feliz?</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Porque é que não consigo ser feliz? todos nós, de tempos em tempos fazemos esta pergunta. Se existe alguma coisa que nos une enquanto seres humanos, é o desejo de sermos felizes. Por certo, também todos nós gostamos de comer, dormir, e todas as outras necessidades básicas que nos unem. Existem mil e uma coisas que podem contribuir para a nossa <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>, mas por alguma razão, subitamente todas elas perdem a sua importância, a vida tonar-se complicada de gerir, ficamos vulneráveis, angustiados e tristes. Este é o principio da nossa desesperança, da nossa infelicidade. Pelos meus anos de experiência, quer como ser humano comum, quer como psicólogo, posso constatar que <a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser feliz </a>é algo muito fácil de realizar, desde que consiga acertar com as suas setas no alvo certo e que tenha as suas prioridades bem definidas.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Este artigo pretende relembrá-lo do quão acessível e possível é sermos felizes</strong>. Você pode <a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">aprender a ser feliz</a>. Se já se sente uma pessoa feliz, certamente encontrará formas de tornar o seu humor consistente e promover o seu bem-estar. Se está a atravessar um momento menos bom e gostaria de voltar a sentir-se feliz, apresentarei algumas razões plausíveis de praticar. Para que possamos contextualizar o que aqui apresento, importa esclarecer o que entendo por <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>:</p>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><strong>Definição:</strong> Felicidade é o estado de ser em que experienciamos alegria.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-2131" title="autosabotagem" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/01/autosabotagem.jpg" alt="" width="630" height="474" /></p>
<p style="text-align: justify;">Esta definição parece ser um pouco ampla, mas tem de ser. O estado de <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a> pode ocorrer em muitas situações e perante muitas circunstâncias. Pode ocorrer porque ganhou a lotaria ou porque está a assistir à sua série de televisão favorita. Independentemente de tudo, o único fator unificador é o sentimento de <a href="http://www.escolapsicologia.com/e-importante-colocar-alegria-na-sua-vida/" target="_blank">alegria</a>. <strong>O problema e/ou caminho para a infelicidade começa quando deixamos que algumas coisas se coloquem no caminho da alegria e consequentemente tornamo-nos infelizes.</strong> Importa no entanto perceber que quando as pessoas dizem que são felizes nas suas vidas, usualmente não querem dizer que são literalmente alegres ou que experienciam prazer o tempo todo. O que elas querem dizer, é que após refletirem sobre o balanço de prazeres e  infortúnios, sentem que a longo prazo o saldo é bastante positivo.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>DEIXE DE AUTO-SABOTAR A SUA ALEGRIA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Acredito que a principal razão para que as pessoas sejam infelizes é porque simplesmente não se deixam ser felizes</strong>. Obviamente, que esta afirmação parecerá um pouco simplista e aproxima-se daquilo a que chamamos cliché, mas não deixa de ser bastante pertinente. Um cliché é um cliché por alguma razão, certo? Seja, por duvidarmos de nós mesmos, focarmo-nos naquilo que os outros fazem, adiarmos um objetivo, fazer as coisas por fazer, não planejar, viver no &#8220;quase, ou tantas outras coisas em que podemos sabotar-nos a nós mesmos, tudo irá esbarrar no fato de estarmos a tomar o caminho mais árduo e longo acerca dos assuntos e assim cairmos nas malhas da infelicidade. Perdemos o foco nas nossas necessidade básicas e realizações pessoais e enveredamos por um caminho miserável.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ACEITE ALGUNS DOS SEUS CONTRATEMPOS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Um outro problema que se apresenta como um obstáculo à <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a> é que não estamos sintonizados com a condição humana. Nós perdemos tempo com preocupações acerca de coisas normais do dia-a-dia que fazem parte da vida. A não aceitação de algumas coisas que fazem parte da vida de todos nós, como a perda de algo, erros, fracassos e também as exigências sociais  e pessoais, como expectativas elevadas, <a href="http://www.escolapsicologia.com/quando-ser-perfeccionista-se-torna-um-problema/" target="_blank">perfeccionismo</a> desmedido, comparação social, levam-nos a pensar nessas coisas vezes sem conta. Acreditamos que temos de analisar uma e outra vez, até que nos torne a vida num inferno.</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Dica:</strong> Uma forma de ultrapassar este tipo de problemas é perceber que nem tudo tem de ser uma situação ideal ou da forma como nós queremos.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Este é um passo importante para se sentir muito mais contente com a vida. <strong>Se conseguirmos aprender a aceitar determinados fatos acerca de nós próprios e da vida, tal como aceitamos o fato do céu ser azul e a erva verde, o panorama será muito melhor.</strong> Não estou a querer dizer com isto, que deveremos submeter-nos à vida ou às nossas condições de vida, nada disso.  Mas, que existem coisas das quais não controlamos e que inevitavelmente acabarão por acontecer, nem sempre como queremos ou gostaríamos que acontecesse. No entanto, mesmo perante uma catástrofe, podemos decidir o que fazer depois das coisas terem acalmado. Ainda que com legitimidade, poderíamos eternamente lamentarmo-nos, mas nada ajudaria a melhorar a situação!</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>A minha intenção é transmitir que mesmo numa situação complicada e difícil é possível reestabelecer ou minimizar a situação e voltar ao caminho da felicidade e bem-estar</strong>. Independentemente da sensação de incapacidade que possa estar a passar ou a sentir, se conseguir colocar algumas coisas em perspetiva, verá que provavelmente também poderá recuperar aos poucos alguma alegria e permitir-se ser/voltar a <a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser feliz</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Alguns dos obstáculos que enfrentamos/criamos e/ou que se colocam na nossa vida serão mais fáceis de ultrapassar se os aceitarmos.  Aceite-se também a si mesmo, perceba que pode conseguir reestruturar-se, procurar ajuda, redefinir crenças e trabalhar na sua confiança e força interior. Todos nós, na grande maioria das vezes possuímos forças que desconhecemos. Tente perceber quais são as suas, procure ajudar-se a si mesmo. Tente não colocar-se numa posição de vitima eterna, de profeta das desgraças e dos infortúnios. Aceite, aceite-se, reaja, recomponha-se, aja, acredite, avance, a alegria está a caminho.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Vamos então por-nos a caminho da felicidade?</strong></h3>
<p style="text-align: justify;">Sim, existem muitas pessoas que são felizes, é possível <a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser-se feliz</a>. Mesmo para quem está a passar por dificuldades na vida, por muito que seja difícil acreditar, é possível melhorar o seu estado, é possível recuperar o seu estado de desesperança e tristeza. Muitas são as pessoas que partilham desse estado de <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a> e também todas elas apresentam algumas característica em comum. Não acredito que seja coincidência. Existem alguns tópicos que se expressam nas suas atitudes.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Não são excessivamente auto-conscienciosas</li>
<li>Não são excessivamente auto- conhecedores</li>
<li>Não são excessivamente preocupados</li>
<li>Não estão sempre à procura de respostas</li>
<li>Não se levam demasiado a sério</li>
<li>Vivem no presente</li>
<li>Conhecem e aceitam o seu lugar no mundo</li>
<li>Aceitam o fato de nem sempre estar no controlo das coisas</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">O  mais certo, é que também você pratique algumas destas coisas, ou tenha verificado isso em algumas pessoas, mas não juntou 2+2. Talvez ache esses comportamentos como demasiado simples, ou até mesmo pense que essas pessoas sejam demasiado simples. Mas, observe os pais a brincarem com os seus filhos, como lhe parecem? Observe as pessoas que gostam daquilo que fazem e que não correm atrás de uma promoção ou de mais dinheiro? Estas pessoas estão focadas no presente.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-2133" title="infelicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/01/infelicidade.jpg" alt="" width="630" height="366" /></p>
<p style="text-align: justify;">Claro que estas pessoas também pensam no futuro e certamente também o planejam, ou também tiveram um passado, e pensam nele, mas elas não vivem necessariamente por uma coisa que ainda não aconteceu, nem ficam paralisadas por algo que não conseguiram ou que correu mal. Não sacrificam a sua vida por algo que pode ou não vir a acontecer no futuro (refiro-me a algo que esteja a provocar mau-estar, <a href="http://www.escolapsicologia.com/sofre-de-ansiedade-perceba-porque/" target="_blank">ansiedade</a> e <a href="http://www.escolapsicologia.com/medo-livre-se-dessa-sensacao-incapacitante/" target="_blank">medo</a>), nem condicionam o seu presente por &#8220;fantasmas&#8221; do passado. Para aprofundar este assunto, pondere ler: <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-quebrar-o-terrivel-habito-da-preocupacao/" target="_blank">Como quebrar o terrível hábito da preocupação?</a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ABANDONE O EXCESSO DE PENSAMENTO ANALÍTICO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Pensar, este ato deu-nos vantagem sobre todas as outras espécies, é um processo indispensável à gestão da nossa vida e consequentemente da <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>. Num cenário de desvantagem e problemático, pensar é algo que aprendemos no sentido de encontrar soluções e evitar danos ou desapontamento. Nestas circunstâncias o pensamento é algo valioso e adaptativo. <strong>No entanto, o que acontece é que alguns de nós aplicamos isso a qualquer situação, pensamos, repensamos, avaliamos, projetamos todo o tipo de cenários, ao ponto de inibir qualquer <a href="http://www.escolapsicologia.com/e-importante-colocar-alegria-na-sua-vida/" target="_blank">alegria</a> e satisfação</strong>. Ficamos tão preocupados que as coisas corram mal ou se tornem piores de tal forma que fechamo-nos no nosso pensamento. Como resultado, ficamos numa situação de incapacidade para fazer o quer que seja, ficamos congelados pelo medo que alguma coisa má possa acontecer. Pondere ler o nosso artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/medo-livre-se-dessa-sensacao-incapacitante/" target="_blank">Medo, livre-se dessa sensação incapacitante.</a></p>
<p style="text-align: justify;">Se você usa este tipo de pensamento, proponho-lhe que faça um esforço para de forma intencional enfatizar cenários positivos quando está a &#8220;analisar&#8221;. Provavelmente, nem sequer pensa nos melhores cenários possíveis que possam acontecer, ou pensa? Nem sempre tudo acontece como pensamos que venha a acontecer, se você se enquadra no tipo de pessoa que usa o <em>pensamento catastrófico</em> na grande maioria das vezes,  nem tudo está perdido. você pode simplesmente reverter esse tipo de pensamento com treino, dedicação e muita repetição de pensamentos orientados para a solução, pensamentos positivos. <a href="http://www.escolapsicologia.com/pense-positivo-insista-no-pensamento-positivo/" target="_blank">Pense positivo, insista no pensamento positivo.</a></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Atenção:</strong> Relembre-se, intelectualização excessiva não quer dizer necessariamente que esteja a descobrir/perceber/resolver alguma coisa. Da próxima vez que perceber que está a accionar o pensamento catastrófico, accione também o pensamento positivo e tente encontrar alguns cenários favoráveis.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Evite ficar refém do seu próprio pensamento, crie o hábito de pensar  em soluções e agir, crie o hábito de pensar em soluções que possam contribuir para a melhoria do seu estado de humor. <a href="http://www.escolapsicologia.com/deixe-de-dizer-desculpe-eu-nao-sei-eu-nao-consigo-parte-i/" target="_blank">Deixe de dizer: Desculpe, eu não sei, eu não consigo</a>.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>DESESPERANÇA = INFELICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Acredito que uma das maiores causas para que as pessoas se sintam infelizes é quando elas se sentem impotentes para fazerem as coisas acontecerem como desejam. Por outras palavras, quando se torna óbvio para essas pessoas que não estão no controlo da sua vida. Mais uma vez talvez lhe pareça uma explicação muito simples, mas não é. Aborda a questão da perda de controlo, quando temos um grau de percepção de controlo reduzido sobre as nossas acções e/ou acontecimentos de vida, sentimo-nos impotentes, incapazes de levar a vida para a frente.</p>
<p style="text-align: justify;">Por exemplo, digamos que a sua vida está  _______ e você está infeliz por causa disso. Não é por estar _______ que você está infeliz. Você está infeliz porque a sua vida está _______ e você pensa que não consegue fazer nada para alterar a situação. Se conseguisse fazer algo acerca do assunto, a sua infelicidade seria apenas um desconforto momentâneo.  Se você conseguir reconhecer que a razão pela qual está infeliz é porque pensa que é impotente e incapaz, será apenas uma questão de tempo até a sua confiança crescer. Pondere ler: <a href="http://www.escolapsicologia.com/3-passos-e-10-formas-para-construir-a-sua-auto-confianca/" target="_blank">3 passos e 10 formas para construir a sua auto-confiança</a>.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><strong>Quando se sentir em baixo e desesperançado, tente fazer o seguinte:</strong></h3>
<ul>
<li>Mantenha a calma e avalie bem a situação (com cenários positivos e construtivos)</li>
<li>Tente perceber porque razão se sente impotente</li>
<li>Pense sobre o que pode fazer para mudar e melhorar a situação</li>
<li>Formule um plano</li>
<li>Coloque o plano em acção</li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-2132" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/01/felicidade.jpg" alt="" width="630" height="285" /></p>
<p style="text-align: justify;">Ainda que no início algumas das coisas a que se propõe possam não dar certo, não desespere. Agora, já sabe algumas coisas que pode fazer (fazer um esforço para mudar as coisas), persista, certamente irá encontrar uma forma de melhorar a situação. Não lhe quero transmitir a ideia que é fácil, mas pode eventualmente não ser tão difícil como pensa.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Opinião:</strong> Se conseguir ultrapassar os seus sentimentos de impotência, você será capaz de vencer a sua infelicidade.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Todos nós nos sentimos mal acerca de alguma coisa em determinada altura da nossa vida. Este sentimento é humano. A diferença é que algumas pessoas sabem que não é permanente. Estas são as pessoas que aumentam a probabilidade de serem felizes. Aceite que por vezes as coisas na sua vida complicam-se e tornam-se um fardo, mas também por vezes as coisas correm de feição e tornam-se maravilhosas. <strong>Agora que sabe quais os sentimentos que estão na raiz da infelicidade, não há nada que o possa impedir de seguir em frente. Seja feliz.</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não esqueça:</strong> Você só não tem esperança para mudar a sua situação a não ser que se permite a isso.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Para que possa ter uma perspetiva construtiva do que pode fazer, como pode fazer e o que pode contribuir na ajuda aos seus problemas, leia: <a title="Como posso ser feliz?" href="http://www.escolapsicologia.com/como-posso-ser-feliz/" target="_blank">Como posso ser feliz?</a></p>
<h3><span style="color: #333333;"><strong>E VOCÊ, O QUE O IMPEDE DE SER FELIZ? </strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Gostaria imenso de saber as razões que o impedem de <a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser feliz</a>. Com as respostas dos leitores, criarei um artigo com as coisas que mais impossibilitam a <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>, e teria todo o gosto em compartilhar os seus pensamentos, ainda que de forma anônima. Pretendo depois partilhar também os meus conhecimentos e as estratégias que considero serem mais indicadas para a resolução desses problemas!</p>
<p>Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/">Porque é que não consigo ser feliz?</a></p>
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		<title>É importante colocar alegria na sua vida!</title>
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		<pubDate>Wed, 24 Nov 2010 14:42:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Existe uma enorme diferença entre prazer e alegria. Quando conseguimos fazer uma distinção clara, movimentamo-nos muito mais rapidamente para aquilo que pretendemos atingir na vida e com muito mais energia. Mihaly Csikszentmihalyi descreve muito bem esta diferença no seu livro, Flow &#8211; o estado psicológico que entramos quando a noção de tempo desaparece e nos [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/e-importante-colocar-alegria-na-sua-vida/">É importante colocar alegria na sua vida!</a></p>
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Existe uma enorme diferença entre prazer e alegria. Quando conseguimos fazer uma distinção clara, movimentamo-nos muito mais rapidamente para aquilo que pretendemos atingir na vida e com muito mais energia. Mihaly Csikszentmihalyi descreve muito bem esta diferença no seu livro, Flow &#8211; o estado psicológico que entramos quando a noção de tempo desaparece e nos sentimos completamente emersos naquilo que estamos a fazer. Csikszentmihalyi distingue aquilo que fazemos por prazer (sexo, comer, beber, descansar, etc.) daquilo que fazemos por alegria e gozo.</p>
<p style="text-align: justify;">A Alegria e gozo, são mais profundos. A alegria e gozo, envolvem sempre o uso de uma habilidade ou capacidade, e igualmente a noção de desafio. Certamente o objectivo de subir ao Evereste, tem como fim último a alegria e contentamento retirada do facto de ter conseguido ultrapassar o desafio árduo, e assim ter como recompensa todas as sensações vividas. Desta forma, velejar, jardinar, pintar, jogar golfe, cozinhar, cantar, ou outra qualquer atividade, envolvem habilidades, tal como constituem um desafio que leva à alegria, contentamento e gozo. Retirar da vida o que ela tem de melhor, promover as forças e virtudes de cada um de nós é uma perspetiva abraçada pela <a href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">psicologia positiva</a>. Esta é uma abordagem que expresso na grande maioria dos meus artigos, pois olho para a vida de uma forma prospetiva, virada para o futuro e para os objetivos que as pessoas pretendem alcançar através daquilo que melhor nelas existe. A alegria, é algo inato a todos nós, vimos ao mundo com um código genético preparado para o sentimento de esplendor, o nosso corpo é um templo da felicidade, se assim olharmos para ele.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-1529" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/11/felicidade2.jpg" alt="" width="630" height="300" /></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>FACTOR PROMOTOR</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">No entanto para que o gozo na vida possa ser experienciado, é necessário dominar um conjunto de habilidades. O gozo emerge da mais valia expressada pela pessoa, está associado a algo que depende dela e da aprendizagem e aprimoramento que fez. Por outro lado, dedicar-me ao ócio, ao visionamento de filmes, ao sabor de uma bela refeição, de um cigarro, ou dos videojogos, não será necessário grande investimento psicológico ou habilidades para tirar prazer disso. As pessoas que estão conscientes disso, começam a retirar mais gozo e alegria das suas vidas. Elas conseguem alcançar o estado psicológico de preenchimento total, de felicidade e emersão na atividade, conhecido como, &#8220;Fluxo&#8221;. <strong>Melhorar as habilidades e propor-se a desafios para retirar alegria e gozo dessas mesmas habilidade é, um factor promotor para ter uma vida muito mais agradável e realizada.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Não quero transmitir a ideia que não deverá dedicar-se às outras atividades naturalmente prazerosas. Este tipo de prazer é conhecido no mundo da psicologia como adaptação hedónico (adaptação natural a acontecimentos considerados positivos e prazerosos). Este tipo de prazer tem o seu lugar e é importante para o nosso bem-estar, deveremos usufruir dele. É no entanto necessário perceber que este tipo de prazer que nos é natural, é regulado pela lei dos retornos decrescentes. Este tipo de felicidade raramente dura mais que um bom par de horas, atinge um pico e depois desce. Desta forma deveremos tentar coabitar com os dois tipos numa relação saudável e confortável.</p>
<p style="text-align: justify;">Poderemos encaixar o estado psicológico de fluxo, no conceito de <em>capital psicológico</em>. Este conceito, transmite a ideia de que deveremos investir nas habilidades, competências, virtude e valores que possuímos e associar-lhes um conjunto de sensações de bem-estar e realização pessoal. Deveremos aumentar o nosso <em>capital psicológico</em>, com o objectivo de podermos retirar gozo e alegria desse investimento. Se eu não tiver nenhum tipo de capital financeiro, eu não poderei comprar nada, não poderei gastar nada. Para gastar é necessário, ganhar, para ganhar é necessário trabalhar. O mesmo se aplica ao <em>capital psicológico</em> e ao retorno desse investimento.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A reter:</strong> Quanto mais investir, maior será a possibilidade de retorno. Aqui o retorno será em alegria, gozo, contentamento, gratificação e realização pessoal.</p>
</blockquote>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Vejamos o estado que pode ser alcançado através da actividade física, relatado por uma bailarina:</strong></span></h2>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Assim que eu inicio a atividade, eu começo logo a ficar emersa, sinto alegria, sinto-me a movimentar-me por ali&#8230;tenho uma forte sensação física de bem-estar&#8230;fico muito ativa, muito febril, sinto-me muito excitada quando as coisas me correm bem. Movimento-me e tento exprimir-me através desses movimentos. É isso mesmo, é uma forma de linguagem corporal, um tipo de comunicação muito especial entre mim e o meu corpo, é uma via para o gozo. Quando me sinto em pleno comigo mesma, sinto-me ligada à música e às pessoas que estão a assistir.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Artistas, músicos, desportistas, cirurgiões, cozinheiros, seja que profissão for ou atividade de envolvência, todos descrevem componentes de gratificação similares. Apresento algumas:</p>
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;">A tarefa é desafiante e requer habilidades e competências</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Concentração</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Existem metas concretas e clarificadas</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Retiram feedback imediato</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Sentem-se emersos, e envolvidos sem esforço</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Existe um senso de controlo</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">A noção do eu, desaparece</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">O tempo pára</div>
</li>
</ul>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>ACRESCENTAR VALOR</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando estamos envolvidos em atividades de puro prazer, provavelmente estamos apenas a consumir. O cheiro do perfume, a sensualidade de uma pedra preciosa, o sabor de um bom vinho, são sem dúvida momentos de deleite, mas eles não nos acrescentam qualquer valor para o futuro. Não são investimentos, nada está a ser acumulado. Em contraste, quando nos envolvemos (no estado de fluxo), posso admitir com alguma certeza que estaremos a investir, a construir <em>capital psicológico</em> para o futuro. Talvez o estado de fluxo seja um marco no crescimento psicológico. <strong>Imersão, envolvimento, perda de consciência, e paragem do tempo, pode muito bem ser a evolução a dizer-nos que estamos a acumular recursos psicológicos para o futuro.</strong></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Nesta analogia, o prazer marca a realização biológica da saciação (ficar saciado), e a alegria, gozo e gratificação marca a realização do crescimento psicológico.</p>
</blockquote>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>ALERTA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">O que seria de você se toda a sua vida fosse feita de prazeres fáceis, nunca apelando às suas forças, e nunca se propusesse a desafios? Provavelmente este tipo de vida é desencadeador de estados depressivos. Fique alerta de si mesmo, procure um equilíbrio entre estas duas formas de retirar boas sensações da vida &#8211; a prazerosa, não apelando ao esforço e dedicação, crescimento e desenvolvimento e a de &#8211; gozo, alegria e gratificação, que apela à construção de uma realização pessoal onde emerge a alegria e gratificação.</p>
<p style="text-align: justify;">Fique alerta dos atalhos para a felicidade que a nossa sociedade nos &#8220;vende&#8221; constantemente: Televisão em excesso, drogas, compras, sexo, fãs desportivos, chocolate, videojogos, entre outros. Utilize e usufrua o suficiente até ao ponto de não tornar isso no principal motivador na sua vida. Aprenda a colocar alegria nas coisas que gosta de fazer e que dependem de si para o aumento das sensações agradáveis que retira da prática dessa atividade.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>E VOCÊ, EM QUE ATIVIDADE SENTE O PULSAR DA VIDA? </strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Partilhe connosco algumas das atividades em que se sente emerso. Gostaríamos imenso de saber quais as suas aprendizagens e experiências no campo da felicidade. Participe e comente!</p>
<p>Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/e-importante-colocar-alegria-na-sua-vida/">É importante colocar alegria na sua vida!</a></p>
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		</item>
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		<title>Combater a Sensação de Incapacidade e Desesperança &#8211; Parte II</title>
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		<pubDate>Mon, 22 Nov 2010 16:26:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[combater a desesperança]]></category>
		<category><![CDATA[combater a incapacidade]]></category>
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		<category><![CDATA[combater a sensação de incapacidade]]></category>
		<category><![CDATA[como ser feliz]]></category>
		<category><![CDATA[desesperança]]></category>
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		<category><![CDATA[parte dois]]></category>
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		<description><![CDATA[O cérebro é a central de comandos dos sentimentos positivos. No entanto este órgão extraordinário, infelizmente tende a desenvolver alguns mecanismos subtis que nos impedem de sermos tão felizes como poderíamos. Nós aceitamo-los não porque somos submissos, mas porque não os conhecemos. Confundimo-nos com as vicissitudes da nossa vida e com as respostas corporais que [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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<a href="http://www.escolapsicologia.com/combater-a-sensacao-de-incapacidade-e-desesperanca-parte-dois/">Combater a Sensação de Incapacidade e Desesperança &#8211; Parte II</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">O cérebro é a central de comandos dos sentimentos positivos. No entanto este órgão extraordinário, infelizmente tende a desenvolver alguns mecanismos subtis que nos impedem de sermos tão felizes como poderíamos. Nós aceitamo-los não porque somos submissos, mas porque não os conhecemos. Confundimo-nos com as vicissitudes da nossa vida e com as respostas corporais que o nosso cérebro interpreta como preocupantes, enviando um alerta em forma de sentimento. Se confundimos aquilo que estamos a sentir no momento, com aquilo que somos enquanto indivíduos, ficamos vulneráveis e à mercê da funcionalidade desse mesmo sentimento. Nós somos muito mais do que aquilo que sentimos, nós somos &#8220;aquele&#8221; que sente. O sentimento pertence-nos, dá-nos informação, alerta-nos para um determinado perigo ou satisfação, funciona como um marcador. No entanto este marcador deverá ser interpretado pela autoridade da nossa consciência, se deixarmos de fazer este exercício, entramos no caminho conturbado do desequilibro emocional.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-1511" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/11/felicidade1.jpg" alt="" width="630" height="217" /></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong><strong><strong><strong>A MÁ DISPOSIÇÃO E MAU-HUMOR CRIAM REDES NEURONAIS VICIADAS</strong></strong></strong></strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando nos sentimos ameaçados ficamos mais atentos do que em circunstâncias normais. Foi a própria natureza que nos desenvolveu assim, para que possamos reagir ao mais leve sinal de perigo. Essa excitação e impulso para a acção é estimulada por hormonas como o cortisol, que circula no sangue, só voltando a níveis normais quando o motivo ou percepção de alerta deixa de existir. O estado de abatimento ou deprimido, corresponde a uma situação de stress constante. Uma frase infeliz ou um comentário sem importância, são sentidos como uma pequena catástrofe e uma prova de como tudo está contra a pessoa. Este estado leva a que se libertem mais hormonas do stress, o que nos torna ainda mais sensíveis, a tudo o que se apresente como ameaça, fracasso ou perda.</p>
<p style="text-align: justify;">Este círculo vicioso, se permanecer por períodos longos, pode conduzir-nos a situações extremas, sentimo-nos tão afetados e com um erro de raciocínio tão grande, que o refúgio e a solidão passa a ser o pensamento mais viável e lógico. Más há ainda algo mais pejorativo, quando o abatimento e a desesperança se mantém por demasiado tempo, algumas redes neuronais do nosso cérebro começam a ser afetadas. O que acontece é que o cérebro, vai reforçando, mais e mais neurónios às redes neuronais que são ativadas de cada vez que a pessoa se percepciona como infeliz, sem vontade e num estado de tristeza profunda. Dia após dia, estas redes ganham uma força cada vez maior, pois à medida que se confirma o nosso estado de incapacidade, mais associações de situações negativas são acrescentadas à redes neuronais da &#8220;desgraça&#8221;. O cérebro perde alguma da sua plasticidade e capacidade de transformação, o raciocínio cristaliza-se e a pessoa vê a sua vontade paralisada. Uma questão vai tomando forma na sua mente: <a href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/">porque é que não consigo ser feliz?</a></p>
<p style="text-align: justify;">Estudos, investigações e alguns simples testes na área da <a href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">psicologia positiva</a>, provam que quando estamos num estado de humor diminuído, sentimos muito mais dificuldades do que as pessoas em situação &#8220;normal&#8221; em resolver mesmo as tarefas mais simples, como colocar os talheres por ordem. A nossa memória de trabalho fica afetada quando estamos em estados deprimidos, enquanto as hormonas do stress diminuem a nossa capacidade de raciocínio e procura de soluções. Acresce ainda o fato que as capacidades que não são treinadas (usadas) acabam por atrofiar. Pode ler mais sobre este assunto em:<a href="http://www.escolapsicologia.com/29-beneficios-da-atividade-fisica-na-sua-saude/" target="_blank"> 29 benefícios da atividade física na sua saúde</a>. As conexões estabelecidas para a flexibilidade de pensamento, resolução de problemas e de estratégias de lidar com as situações difíceis começam a regredir quando deixam de ser utilizadas, com a inconveniência de as conexões da &#8220;desgraça&#8221; ficarem reforçadas.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A reter:</strong> Se o ciclo de negatividade se mantiver por muito tempo, as consequências acabam por ser devastadoras: As células cinzentas que sustentam a flexibilidade de pensamento definham.</p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ALTERNATIVAS PARA ESCAPAR À INFELICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Nós sentimo-nos desmotivados e deprimidos quando o cérebro carece de atividade. Esta é a razão pela qual a natural reacção à infelicidade não ajuda: quem se desmobiliza acaba por tornar tudo ainda pior, pois o cérebro vê-se privado dos estímulos que lhe permitem retornar à atividade. A falta de vontade para enfrentar as mais pequenas tarefas do dia-a-dia, a paralisação dos sentimentos e do raciocínio vão crescendo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>A reter:</strong> A inatividade não é uma receita aconselhável contra o abatimento.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Podemos enfrentar estes estados de desânimo na nossa vida através de uma dupla estratégia:</strong></p>
<ul>
<li>Esforçar-se para manter as pequenas tarefas e atividades do dia-a-dia, principalmente as mais subtis, vestir-se adequadamente, fazer a cama, alimentar-se, sair com os amigos, ir ao cinema, passear, lavar o carro, ir às compras.</li>
<li>Controlar e dirigir os próprios pensamentos e sentimentos, de forma a que a ruminação e a sensação de tristeza profunda não se torne um hábito.</li>
</ul>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>ESCAPAR AO DESÂNIMO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Sabe-se hoje que a atividade física promove as sensações e sentimentos positivos tal como expliquei nos <a href="http://www.escolapsicologia.com/29-beneficios-da-atividade-fisica-na-sua-saude/" target="_blank">29 benefícios da atividade física na sua saúde</a>. A atividade física é um importante aliado do tratamento antidepressivo devido ao seu baixo custo e sua característica preventiva de patologias que podem levar uma pessoa a situações de stress e depressão. Os estudos que relacionam a atividade física à depressão têm verificado que as pessoas que praticam atividade física de forma regular reduzem significativamente os sintomas depressivos. Para além dos benefícios da libertação de endorfinas (&#8220;químicos do bem-estar&#8221;) no organismo, a prática esportiva permite ainda que a pessoa volte a sua atenção para as boas sensações que o corpo lhe transmite. É restabelecida a ligação às sensações corporais, permitindo desta forma um processamento de estímulos de bem-estar, devolvendo à pessoa o ânimo esquecido. Só o fato de estarmos conscientes de que conseguimos realizar algo para o nosso bem, e contra a resistência do comodismo, ajuda a afastar os estados deprimidos e melancólicos.</p>
<p style="text-align: justify;">Durante as fases de abatimento que enfrentamos na nossa vida, o lado esquerdo do <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_frontal" target="_blank">lobo frontal</a>, que, por um lado, nos orienta para os nossos objetivos e, por outro, nos ajuda a controlar as emoções negativas, permanece pouco ativo. Assim, sempre que nos propusermos atingir um objetivo, por mais pequeno que este seja, estamos automaticamente a ativar esta parte do cérebro que tão importante é para o nosso <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-equilibrio-emocional/" target="_blank">equilíbrio emocional</a>. Quando colocamos o plano de atividades em prática, e o repetimos de forma contínua, os neurónios sinalizam isso mesmo no <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Lobo_frontal" target="_blank">lobo frontal</a>, provocando uma sensação de satisfação, a qual todos faríamos bem em desfrutar.</p>
<p style="text-align: justify;">Algumas formas complementares para ajudar a <a href="http://www.escolapsicologia.com/aprenda-a-gerir-as-emocoes-e-a-ter-controlo-na-sua-vida/" target="_blank">gerir as emoções e ter controlo na sua vida</a>, têm a ver com duas atividades &#8220;naturais&#8221; e ambas restauradoras das nossas energias: O <strong><em>relaxamento e o sono.</em></strong> E uma outra, mas pela negativa, causadora de tensão, frustração e sobrecarga<em>:<strong> o Stress.</strong></em> As duas primeiras  são  armas que podemos e devemos utilizar para nos restabelecermos e melhor controlar os nossos estados de ânimo.  Acontece, que perante as situações negativas da nossa vida e consequentes situações de incapacidade e desesperança, estes dois requisitos são tremendamente afetados pelo terceiro (<em>o stress</em>), prejudicando-nos ainda mais a clareza de pensamento e motivação. Desta forma, se está numa situação negativa da sua vida, com pensamentos derrotistas, de incapacidade e desânimo, pondere praticar algumas das técnicas simples mas igualmente eficazes que descrevo nos seguintes artigos:</p>
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.escolapsicologia.com/6-estrategias-para-combater-o-stress/" target="_blank">6 estratégias para combater o stress</a></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.escolapsicologia.com/10-tecnicas-poderosas-de-relaxamento/" target="_blank">10 técnicas poderosas de relaxamento</a></div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;"><a href="http://www.escolapsicologia.com/6-dicas-para-melhorar-os-seus-problemas-de-insonia/" target="_blank">6 dicas para melhorar os seus problemas de insónia</a></div>
</li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1512" title="ajuda" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/11/ajuda.jpg" alt="" width="630" height="300" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>SOU CAPAZ DE ME AJUDAR</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Acredito que numa situação em que tudo nos corre bem, em que estamos a ser produtivos no trabalho, as nossas relações desenvolvem-se de forma saudável, andamos animados e com boas perspectivas de futuro, possamos não ter necessidade de nos preocuparmos ou ocuparmos com algumas das atividades atrás referidas. No entanto quando a situação é inversa, devemos fazer o esforço de nos voltarmos para nós mesmo e dizer: &#8221; Sou capaz de me ajudar&#8221;. Sim você é capaz de se ajudar a si mesmo, mas para isso é necessário mudar a perspetiva negativa que criou de si, do mundo e dos outros. <strong>É necessário alterar a perspetiva de vítima, para uma perspetiva de produtor, de actor, de protagonista da sua vida</strong>. É você que pode escrever diariamente o guião da sua vida, com uma grande vantagem, se ao produzir e executar esse guião (falas, comportamentos e sentimentos) não estiver como pretendido, pode sempre ter a possibilidade de reescrever novamente o guião, antevendo e imaginado o que quer dizer, fazer ou sentir e que estratégias vai utilizar para se assegurar que irá acontecer como deseja. <strong>Você tem a possibilidade de se ajudar a si mesmo.</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Como já verificámos, o abatimento e a desmotivação, apesar de terem relação com os acontecimentos da nossa vida, estabelecem igualmente relação com a forma como interpretamos as coisas para nós mesmos, e o que fazemos para resolver os nossos problemas. Acrescendo o fato, de o nosso cérebro se tornar viciado nas formas rotineiras do pensamento da desgraça. Agora que sabe as &#8220;partidas&#8221; que o seu cérebro lhe prega, esteja atento às suas manifestações em forma de pensamento derrotista. A estratégia a utilizar é desafiando esses mesmos pensamentos e implementar pequenas atividade com base no que você estabeleceu no seu guião de vida. Em seguida produza o seu próprio filme da &#8220;felicidade&#8221;. Não se iluda, você pode escolher aquilo que pretende sentir e o que deve fazer para lá chegar. Coloque-se no papel de produtor da sua vida e promova sensações de bem-estar e de capacidade.</p>
<h3><span style="color: #333333;"><strong>E VOCÊ, COMO COMBATE OS SEUS ESTADOS DE INCAPACIDADE E DESÂNIMO?</strong></span></h3>
<p>Deixe os seus comentários e partilhe connosco as suas experiências pessoais de incapacidade, desânimo ou infelicidade. Participe! Temos todo o gosto em ajudá-lo a ultrapassar seus problemas!</p>
<p>Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
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		</item>
		<item>
		<title>Combater a sensação de incapacidade e desesperança &#8211; Parte I</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/combater-a-sensacao-de-incapacidade-e-desesperanca-parte-um/</link>
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		<pubDate>Fri, 19 Nov 2010 16:35:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Há dias em que o melhor seria mesmo não sair de casa. Com algum esforço lá nos conseguimos convencer  e enfrentamos o dia-a-dia, com dificuldade em vencer a inércia, sem motivação e com má-vontade. Mesmos as coisas mais simples parecem um trabalho digno de hércules. A mais pequena chatice pode deixar-nos à beira de um [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Há dias em que o melhor seria mesmo não sair de casa. Com algum esforço lá nos conseguimos convencer  e enfrentamos o dia-a-dia, com dificuldade em vencer a inércia, sem motivação e com má-vontade. Mesmos as coisas mais simples parecem um trabalho digno de hércules. A mais pequena chatice pode deixar-nos à beira de um ataque de nervos, ou com a lágrima ao canto do olho. Mais parece que o mundo está contra nós, se nos fosse possível num ato de magia faríamos desaparecer tudo à nossa volta. No entanto estar sozinhos connosco é igualmente insuportável.  Até os próprios pensamento parecem lentificados, não nos saem com a facilidade do costume. Sentimo-nos culpados, criticamo-nos, instala-se uma sensação de vazio e incapacidade, sentimo-nos miseráveis e sem vontade para defrontar os nossos pensamentos negativos.</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>Pensamentos:</strong> &#8220;Também não mereço melhor.&#8221; &#8220;Sou um desgraçado.&#8221; &#8220;Sinto-me injustiçado.&#8221; Estou cansado de lutar e não sair do mesmo sitio.&#8221;</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Todos nós conhecemos estes estados &#8220;cinzentos&#8221;, esses períodos de dúvida, indecisão, melancolia e desesperança. Por mais desagradável que seja, por mais tenebrosa que seja a experiência desta ausência de motivação, esta resposta que a natureza instalou em nós, esse programa que percorre o cérebro pode ter uma função muito proveitosa. O organismo reage com pesar sempre que sentimos a perda de algo ou de alguém, quando não conseguimos alcançar um objetivo a que nos propusemos, e saboreamos o fracasso.  Esse sentimento aparece como que um mecanismo de defesa, como que um sinal para que não se continue a insistir em algo, que devido às circunstâncias já está desprovido de propósito.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes estados deprimidos que se abatem sobre nós, são como que um  programa de poupança de energia da natureza. Quando sentimos as nossas forças a esgotarem-se, quando nos sentimos num beco sem saída, retiramo-nos para dentro de nós, ficamos num estado de introspecção induzida. Tornamo-nos pensativos, examinamo-nos. Este processo na grande maioria das vezes é proveitoso, perspectivamos outras formas de abordar as questões, de caminhos alternativos, renovamos as forças e encontramos soluções.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-1485 alignnone" title="felicidade" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/11/felicidade.jpg" alt="" width="630" height="290" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>UM PROGRAMA DE POUPANÇA DE ENERGIA PERIGOSO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">No entanto demasiado miserabilismo, melancolia, desgosto também nos pode fazer mal. Quando a desesperança se instala, desenvolve uma vida própria que já pouca ou nenhuma relação tem com as causas iniciais. Chegamos a um estado em que já não estamos tristes porque, depois de uma decepção o cérebro necessita de algum tempo para procurar percursos alternativos, mas simplesmente porque se instalou o hábito de estarmos tristes. Ficamos com dificuldade em <a href="http://www.escolapsicologia.com/aprenda-a-gerir-as-emocoes-e-a-ter-controlo-na-sua-vida/" target="_blank">gerir as emoções</a>, estas deixam de nos servir, pela persistência no tempo, e viram-se contra nós. Tem então inicio a espiral descendente dos estados deprimidos e incapacitantes. Sentimentos negativos, irracionais e inadequados provocam pensamentos desesperados, que acabam por exacerbar ainda mais o estado de abatimento em que nos encontramos.</p>
<p style="text-align: justify;">Ao sentirmo-nos sem forças para mudar o rumo à nossa vida, acreditamos que nada poderá mudar para melhor. É assim que os estados deprimidos conduzem de uma forma perversa, uma situação em que o nosso desalento nos parece mais que justificado. Sem dúvida alguma que quem cair neste círculo vicioso não pode <a href="http://www.escolapsicologia.com/4-conceitos-e-4-dicas-para-mudar-e-ser-feliz/" target="_blank">ser feliz</a>. A <a href="http://www.escolapsicologia.com/compreender-depressao-sintomas-causas-tratamento/" target="_blank">depressã</a>o é a antítese da <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Nas suas formas mais profundas a <a href="http://www.escolapsicologia.com/compreender-depressao-sintomas-causas-tratamento/" target="_blank">depressão</a> é uma desordem de humor que requer tratamento especializado. Por isso, quem, ao longo de um período de mais de quatro semanas, se sentiu, durante a maior parte do tempo, sem valor e sem vontade de fazer nada, se sofre de cansaço constante, insónias ou até talvez tenha pensado repetidamente sobre a própria morte, deveria o mais breve possível <a href="http://www.escolapsicologia.com/contactos/consultas-psicologia/" target="_blank">conversar com um psicólogo </a>sobre o assunto.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes estado de abatimento diário não são só incomodativos, como também acabam por tornar-se em autênticos inibidores do prazer e da <a href="http://www.escolapsicologia.com/e-importante-colocar-alegria-na-sua-vida/" target="_blank">alegria de viver</a>. Psicólogos e investigadores na área da neurologia têm vindo a recolher evidências sobre a plasticidade do cérebro e sua adaptabilidade infindável. Ele tem o poder de mudar a sua própria estrutura, permitindo que nós possamos <a href="http://www.escolapsicologia.com/8-fundamentos-para-alcancar-a-felicidade/" target="_blank">aprender a ser felizes</a>, mas também aprender os caminhos da infelicidade. Na verdade tudo indica que a tristeza profunda, a melancolia extrema e as <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-quebrar-o-terrivel-habito-da-preocupacao/" target="_blank">preocupações ruminativas </a>não são mais do que um pedaço de infelicidade aprendida.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>DESAMPARO APRENDIDO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Para conseguirmos atuar contra os sentimentos e pensamentos negativos temos de perceber de onde eles vêm. Atualmente e de acordo com a abordagem da <a href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">psicologia positiva</a>, parte-se do princípio de que um estado de abatimento duradouro advém da experiência de uma situação desagradável e incapacitante para a qual e apesar de a pessoa se ter esforçado, não foi encontrada uma solução satisfatória. A pessoa aprendeu que independentemente dos seus esforços para combater a situação todas as suas acções obtém o mesmo resultado negativo, estamos a falar do &#8220;desamparo aprendido&#8221;. Foi esse o nome que o psicólogo norte americano, Martin Seligman deu para a teoria da depressão:</p>
<blockquote style="text-align: justify;">
<p style="text-align: justify;"><strong>A reter:</strong> O abatimento surge devido à resignação.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Através de experiências particularmente frustrantes ou traumáticas, uma pessoa poderia aprender que seus comportamentos são insuficientes ou inúteis para mudar ou controlar os fenómenos a que se vê exposto. De acordo com Seligman, irá dizer que tal estado de desamparo levaria a pessoa à desmotivação, passividade, falta de agressividade, deficiências sociais e sexuais e apatia geral.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="aligncenter size-full wp-image-1484" title="aexperiencia" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/11/aexperiencia.jpg" alt="" width="630" height="339" /></p>
<p style="text-align: justify;">Na realidade, a coragem e a vontade de viver dependem muito mais do modo como avaliamos uma situação do que da situação propriamente dita. São as nossas crenças que determinam o que sentimos e como vamos agir em determinada situação. É modificando estas crenças que podemos mudar o nosso estilo explicativo para um estilo mais optimista. Para isto, Seligman usa o <strong>modelo, </strong><strong>ABCDE</strong>:</p>
<ul>
<li><strong>A </strong>– <strong>Adversidade</strong>. A situação a analisar.</li>
<li><strong>B </strong>- <strong>Crenças </strong>(Beliefs). Aquilo que pensamos acerca da situação pode não ser totalmente consciente.</li>
<li><strong>C </strong>–<strong>Consequências dessa crença</strong>. A forma<strong> </strong>como agimos ou como<strong> </strong>nos sentimos, consequência<strong> </strong>dos<strong> </strong>pensamentos.<strong> </strong>Os sentimentos dão-nos a pista para descobrir o que pensamos.</li>
<li><strong>D </strong>- <strong>Disputar a crença que já faz parte da rotina. </strong>A<strong> </strong>parte mais importante do<strong> </strong>modelo: questionar as crenças<strong> </strong>que mantemos inconscientemente.<strong> </strong></li>
<li><strong>E </strong>- <strong>Energia que ocorre quando se disputa com sucesso. </strong>Sentimento de bem-estar que<strong> </strong>se sucede após percebermos que não somos obrigados a ver as coisas da mesma forma negativa como antigamente.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;"><strong>Solução:</strong> A parte mais importante deste modelo é a da disputa, que nos permite distanciar das nossas explicações pessimistas para as podermos analisar. Esta deve ser feita como se estivéssemos a disputar as afirmações de outra pessoa que nos quisesse ver infelizes. Devem-se procurar objectivamente as provas que apoiem essa explicação pessimista e, caso os encontremos, questionar a utilidade de manter essa crença e quais as consequências de o fazermos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="size-full wp-image-1486 alignnone" title="desespero" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/11/desespero.jpg" alt="" width="630" height="290" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>COMO A DESGRAÇA SE AUTOMATIZA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Umas quantas frases lidas pode mudar o nosso estado de espírito, mas o inverso é igualmente verdade. O estado de espírito também influencia aquilo que percepcionamos. A percepção e a emoção são permeáveis nos dois sentidos. Quando estamos abatidos temos uma grande propensão para repararmos em frases, situações ou acontecimentos compatíveis com o nosso estado. Ao ler o jornal repara-se em frases  do género &#8220;o futuro é negro&#8221;, repara-se mais nas profecias pessimistas do género &#8220;não conseguiremos sair da crise&#8221;, estamos mais susceptíveis a ler as notícias de desgraças e pessoas sem sucesso.</p>
<p style="text-align: justify;">Esta tendência para a confirmação pessimista do estado deprimido, tem uma razão de ser, o nosso lobo frontal, é uma parte do cérebro responsável pelas nossas memórias e também responsável pelas emoções, ao estabelecer ligações entre os dois canais de informação (memórias e emoções) gera-se uma tendência que todos nós temos para recuperar recordações tristes quando nos sentimos desanimados e deprimidos. É como se víssemos o mundo através de uns &#8220;óculos escuros&#8221;, a tendência do cérebro é manter esse estado de espírito negativo, é fá-lo escolhendo os estímulos que condizem com a situação emocional vivida. Pensamentos obscuros, experiências negativas, acontecimentos traumáticos, fracassos e recordações amargas adquirem primazia, ocupando a nossa consciência e atenção.</p>
<p style="text-align: justify;">Desta forma, como já só vemos desgraças em todo o lado, o organismo reage de forma coerente. Os pensamentos negativos, passam a ter quase a totalidade da atenção de processamento do cérebro. O nosso cérebro é capaz de se aperceber de uma ameaça real, mas igualmente de uma imaginada, dando-lhe a mesma importância. Imaginamos até ao  mais ínfimo pormenor aquilo que poderá vir a acontecer e preocupamo-nos com aspetos e acontecimentos altamente improváveis. O fato de pensarmos neles, gera mal-estar. isto mostra-nos até que ponto o fluir dos pensamentos e fantasia influenciam o nosso estado de espírito. Muitas vezes é a capacidade que temos para imaginar a infelicidade que nos torna infelizes. <strong>Então o que podemos fazer para combater a sensação de incapacidade e desesperança?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Proponho o seguinte método :</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>TRANSFORME O PENSAMENTO OU O SENTIMENTO EM ACÇÃO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Uma forma eficiente de mudar a visão de um problema é simplesmente mudar aquilo a que se está a dar atenção.</strong> Em vez de se concentrar na sua vida interior entre em acção. Em vez de se centrar em colocar a si mesmo questões complicadas, como por exemplo, &#8220;porque estou com este problema?&#8221;, &#8220;o que há de errado comigo?&#8221;, &#8220;o que fiz eu para merecer isto?&#8221;, sugiro que faça perguntas que sejam variações destas: &#8220;porque razão continuo a fazer, pensar e a prestar atenção ao que me coloca em baixo e que não é útil, que outras coisas poderia pensar, ou focar para alterar a situação em que me encontro?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Recomendo-lhe que faça perguntas iniciadas por:</strong> com?, ou o quê? Por exemplo, em vez de se questionar <em>porque só me acontecem a mim estas coisas desagradáveis e incapacitantes?,</em> ou <em>porque fracassam sempre as minhas relações amorosas?</em>, faça perguntas mais produtivas, como <em>o que posso fazer para alterar a situação?</em> ou, <em>como devo agir para que as minhas relações  no futuro possam ser melhor conseguidas?</em></p>
<h2 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Se está numa situação em que sente um forte impulso para levantar questões complicadas, tente algumas destas alternativas:</strong></span></h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>
<div style="text-align: justify;">O que posso ver e ouvir relativamente a esta situação (quais são os fatos) e que conclusões (histórias, julgamentos, críticas) tirei a partir daquilo que vi e ouvi.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Se neste momento não tenho como me sentir bem, o que posso aprender com isto</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Se não posso de forma nenhuma deixar de viver este momento de aflição, o que posso aprender com isto</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">O que posso fazer, para que as coisas corram da forma como desejo</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">O que posso deixar de fazer para que as coisas corram da forma como desejo</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">É com isto que quero gastar a pouco energia que ainda me resta? caso não seja, onde posso vir a focar a minha energia?</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Há alguma coisa que posso fazer para minimizar o meu estado sentimental neste momento? Em caso afirmativo, qual o primeiro passo a dar? Caso contrário, como posso aceitar e lidar com aquilo que não consigo alterar imediatamente?</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Nesta situação, quem me poderá ajudar, quem me poderia esclarecer algumas dúvidas?</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;">Qual foi a melhor forma em que lidei com situações idênticas no passado?</div>
</li>
</ul>
<blockquote style="text-align: justify;"><p><strong>Resumindo:</strong> Mude o tipo de perguntas que faz ou com que vive, ou seja, aquelas que não levam a lado nenhum ou que o fazem sentir pior, para outras que abram possibilidades e levem a soluções ou bons sentimentos.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Na grande maioria das vezes, os nossos estados incapacitantes e duradouros, devem-se a um erro de raciocínio. Este erro de raciocínio é induzido por uma tendência do nosso cérebro para ser coerente na produção de pensamentos que comprovam os nossos sentimentos, e aliado a tudo isto estão as circunstâncias eventualmente desfavoráveis que se enfrenta, e ainda uma possível ausência de competências de combate à frustração e resignação.  Com todos estes ingredientes na ementa da nossa vida, ficamos vulneráveis e gera-se um ciclo de negatividade. <strong>Este ciclo de negatividade pode ser revertido, se tivermos consciência e percebermos que em determinadas situações o estado em que nos encontramos altera a forma como raciocinamos.</strong> Com isto em mente, conseguimos iniciar o processo de desafiar os nossos próprios pensamentos e colocá-los à prova.</p>
<p style="text-align: justify;">Fique atento à <a href="http://www.escolapsicologia.com/combater-a-sensacao-de-incapacidade-e-desesperanca-parte-dois/" target="_blank">segunda parte deste artigo</a>, onde irei abordar os efeitos que estes estados têm na degradação do nosso cérebro, alternativas para escapar à tristeza, como dinamizar o cérebro e muito mais.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>E VOCÊ, COMO COMBATE OS SEUS ESTADOS DE INCAPACIDADE E DESÂNIMO?<br />
</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Deixe os seus comentários e partilhe connosco as suas experiências  pessoais de incapacidade, desânimo ou infelicidade. Participe!</p>
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/combater-a-sensacao-de-incapacidade-e-desesperanca-parte-um/">Combater a sensação de incapacidade e desesperança &#8211; Parte I</a></p>
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