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	<title>Psicologia e Motivação &#187; Relacionamentos&#187;</title>
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	<description>Psicologia e Motivação</description>
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		<title>Como reforçar os laços emocionais no relacionamento?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Oct 2012 14:42:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
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<p style="text-align: justify;">Por vezes, à medida que a tensão sobe entre os relacionamentos, emergindo desavenças e pontos de vista opostos, a tolerância vai diminuindo, a irritabilidade e a frustração vão aumentando. É usual que a luta pelo controle e pela supremacia tome o lugar principal.  As lutas de poder e falta de igualdade são visíveis no que os casais realmente fazem uns aos outros nas suas interações, nas suas decisões, e na forma com se comportam uns com os outros e como expressam as diferenças de necessidades, desejos e personalidades. Perante tais cenários é premente aprender a relacionarem-se mais como iguais, como parceiros de cooperação, isso é crucial. É semelhante ao que muitas pessoas tiveram de <a title="aprender numa rápida mudança" href="http://www.escolapsicologia.com/guia-completo-para-implementar-qualquer-mudanca-na-sua-vida/" target="_blank">aprender numa rápida mudança</a> do local de trabalho, por necessidade. É importante perceber que uma nova forma de estar, de dialogar e abordar temas de tensão tem de emergir.  É mais do que apenas aprender novas habilidades de comunicação ou de novas técnicas sexuais. Isso não irá criar reciprocidade ou igualdade por si mesmo. O que importa &#8220;revolucionar&#8221; é afastar-se daquilo que aprendeu e não serviu, para iniciar uma nova abordagem. Esta nova abordagem é suportada pela ideia de ter comportamentos e atitudes que sirvam e promovam o relacionamento, e não apenas os desejos e necessidades individuais.</p>
<p style="text-align: justify;">Lutas de poder, de supremacia, e de prisão emocional, são um modelo de amor egoísta, de amor adolescente. A maioria das pessoas carregam esse modelo com elas nos seus relacionamentos adultos, consciente ou inconscientemente, dificultando uma aceitação mútua e uma conexão amorosa entre parceiros. No entanto as pessoas querem sentir-se plenas, e não terem de viver o medo da rejeição, do castigo ou abandono.</p>
<p style="text-align: justify;">As relações convencionais com caraterísticas fundadas em torno da domínio e controle, conjuntamente com o modelo que transita da adolescência, criam produtos emocionais destruidores de relacionamentos. Esta falta de igualdade e desconexão emocional correspondente torna-se visível nas relações, distorcendo a forma como os casais vivem os relacionamentos, levando na grande maioria das vezes ao t<em>errorismo íntimo</em>.</p>
<p style="text-align: justify;">O que proponho é a mudança da sua mentalidade sobre o seu relacionamento e igualmente os comportamentos que o suportam.  Não é uma fórmula, mas sim algo que você tem que trabalhar e praticar.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Algumas orientações que podem ajudar:</strong></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>DÊ SEM TENTAR OBTER</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Não quero ser radical ao ponto de transmitir-lhe a mensagem que não deve esperar obter nada das suas ações ou atitudes relativamente ao seu parceiro, nada disso.  Todos esperamos algo. Mas esse algo deve ser muito mais uma consequência, do que propriamente uma troca contratual. Deixe de olhar o seu relacionamento como uma transação, um dar e receber imperativo, um investimento para o qual se espera um retorno específico. Nós vivemos numa cultura comercial, não comercialize o seu relacionamento. Em vez disso, pondere a possibilidade de comprometer-se em demonstrar apoio e amor ao seu parceiro, sem esperar nada de concreto ou idealizado em troca. Você diz que sente amor? Mostre-o para o seu próprio bem, ponto final. Essencialmente, isso significa deixar de mover-se por um auto-interesse secundário. Abandone a sua ânsia de &#8220;obter&#8221; algo para si mesmo.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dica:</strong> Redirecione as suas energias para apreciação que cada um pode ter relativamente ao outro, e distancie-se do objetivo autocentrado de tentar obter algo de volta. Vivencie, esse é o seu retorno.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Talvez tudo isto lhe soe demasiado &#8220;angelical&#8221; e altruísta. Sim, à primeira vista até posso concordar. No entanto, se fizer uma análise mais apurada, é fácil perceber que  &#8221;conseguir o amor que você quer&#8221;, não é através da avidez ou ficando sôfrego. Se vier livremente, do seu parceiro, até você, isso é ótimo. Mas não faça disso o seu principal objetivo. Observações de pesquisa clínica têm mostrado o valor desta forma de relacionamento. Por exemplo, estudos realizados pelo investigador <a title="John Gottman" href="http://www.gottman.com/51326/Dr-John-Gottman.html" target="_blank">John Gottman</a> concluíram que o apoio mútuo é fundamental para uma relação positiva. Isso significa renunciar a grande parte dos interesses pessoais como o seu objetivo principal e colocar as necessidades do seu parceiro acima das suas, por difícil e paradoxal que possa parecer.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-8229" title="casal" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/10/couple.jpeg" alt="casal" width="629" height="349" /></p>
</div>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>NIVELE O CAMPO DE AÇÃO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Tentar controlar ou dominar o seu parceiro através de manobras ostensivas ou subtis, certamente ajudará a cavar um buraco no relacionamento. Se for o caso, pondere reformular a sua ideia de relacionamento, abandone a busca de poder e substitua para: <em>ter poder com&#8230;</em></p>
<p style="text-align: justify;">Para <a title="melhorar um relacionamento" href="http://www.escolapsicologia.com/20-solucoes-para-manter-e-melhorar-um-relacionamento/" target="_blank">melhorar um relacionamento</a>, demonstre reciprocidade e igualdade através das suas ações. Isso é mais do que apenas comprometer-se em torno das diferenças. Mostre através das suas ações que você reconhece e apoia o seu parceiro como um ser igual, não um &#8220;objeto&#8221; para servir, ou frustrar o seu próprio ego. Embarque na experiência da partilha do poder. Por exemplo, em decisões diárias ou conflitos tente descobrir o que melhor serve o relacionamento, entre os dois, em vez de qualquer um de vocês. Que ações, atitudes e ideias constrói maior consideração, respeito e empatia pelo outro? Além disso, a pesquisa mostra que a decisão compartilhada entre parceiros, realmente leva a melhores decisões.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Exemplo: </strong>Se você tem uma discussão com o seu parceiro, e qualquer um de vocês consegue distanciar-se do impacto emocional que a disputa possa ter em vós, ou seja, você não deixa o assunto transbordar para outras áreas do relacionamento, então ambos os parceiros sentem-se mais ligados positivamente, em relação ao outro.</p>
</blockquote>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>COLABORAR PARA O CRESCIMENTO MÚTUO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Se você foi condicionado em papéis rígidos que o empurram constantemente para um relacionamento de <em>terrorismo íntimo</em> associado a um modelo mais tradicional (como a maioria das pessoas ainda são), reconhecer que isso pode ser mudado é um fator impulsionador da <a title="mudança para melhor" href="http://www.escolapsicologia.com/como-mudar-a-sua-vida-para-melhor/" target="_blank">mudança para melhor</a>. Ter o objetivo de fazer crescer o relacionamento, deve ser suportado por uma forte <a title="honestidade emocional" href="http://www.escolapsicologia.com/honestidade-emocional-uma-mais-valia-para-si-e-seus-relacionamentos/" target="_blank">honestidade emocional</a>. A capacidade de expressar os sentimentos, sem ofensas, e sem restrições formam a base necessária à abertura para expressar os incómodos e as insatisfações, sem medos. Se os parceiros, forem construindo um campo psicológico aberto à livre expressão, sem críticas cortantes por parte do outro, mas sim, vontade para a procura de soluções, certamente o relacionamento desenvolve-se de forma saudável, beneficiando a ambos.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como um homem</strong>, demonstre o apoio ativo da autonomia da mulher, independência e competência, e ao mesmo tempo, mostre que valoriza e apoia a sua sensibilidade emocional e necessidade de conexão.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como uma mulher</strong>, mostre apoio à capacidade do homem para a abertura,  crescimento, e vulnerabilidade, além de afirmar a sua capacidade para as soluções orientadas, forças e tendências.</p>
<p style="text-align: justify;">Você vai <a title="fortalecer o seu relacionamento" href="http://www.escolapsicologia.com/como-potenciar-o-seu-relacionamento/" target="_blank">fortalecer o seu relacionamento</a>, incentivando e apoiando o seu parceiro para promover e desenvolver as capacidades subdesenvolvidos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>APOIAR UM AO OUTRO COMO PESSOAS INDIVIDUAIS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Olhe para as diferentes perspetivas, interesses e desejos como uma experiência a abraçar, não algo a ser temido ou suprimido. Abraçar as diferenças fornece uma &#8220;mentalidade&#8221; que ajuda a manter a relação energizada. Você vai sentir uma maior estimulação e conexão positiva quando se tratam como seres humanos iguais, como pessoas distintas, que estão também ligadas. Sentir e demonstrar interesse um no outro, promover o crescimento e desenvolvimento como indivíduos, constrói maior ligação e energia emocional, relacional, sexual e espiritual sustentável. Ambos estão interligados.</p>
<p style="text-align: justify;">Sendo ambos separados enquanto individualidades, mas juntos na vontade de terem um relacionamento saudável, auxilia o crescimento pessoal, compartilha de propósito e significado como parceiros. A reciprocidade é reforçada quando também compartilham uma visão maior da vida, valores e propósito geral. Tenha em mente que a vida próspera do seu relacionamento, é uma troca de energia em movimento. A energia saudável está sempre fluindo, é flexível, equilibrada e associada a sentimentos positivos. A energia insalubre é redutora, rígida, e associada a <a title="emoções negativas" href="http://www.escolapsicologia.com/descubra-o-poder-dos-sentimentos-negativos/" target="_blank">emoções negativas</a>. Com esta perspetiva os parceiros têm a capacidade para construir entre eles, um estado de energia fluída e saudável. A reciprocidade é uma parte crítica para mantê-lo conectado em torno de uma visão acerca da razão porque está nessa relação. Se essa é a viagem que pretende fazer, comece hoje mesmo a <a title="mudar para melhor" href="http://www.escolapsicologia.com/como-mudar-a-sua-vida-para-melhor/" target="_blank">mudar para melhor</a>.</p>
<p>Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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		<title>Como potenciar o seu relacionamento</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2012 14:00:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A maioria dos casais foca-se em evitar conflitos. Mas os casais felizes sabem como maximizar os acontecimentos positivos, potenciando-se uns aos outros, fornecendo suporte em segredo, e, quando for o caso, não se focam em demasia no seu parceiro. Se você já tentou melhorar o seu relacionamento, provavelmente já ouviu muitas proibições. Não critique. Não seja [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<div id="content-content">
<div id="node-34088" style="text-align: justify;">
<p>A maioria dos casais foca-se em evitar conflitos. Mas os casais felizes sabem como maximizar os acontecimentos positivos, potenciando-se uns aos outros, fornecendo suporte em segredo, e, quando for o caso, não se focam em demasia no seu parceiro. Se você já tentou <a title="melhorar o seu relacionamento" href="http://www.escolapsicologia.com/20-solucoes-para-manter-e-melhorar-um-relacionamento/" target="_blank">melhorar o seu relacionamento</a>, provavelmente já ouviu muitas proibições. Não critique. Não seja rancoroso. Não culpe. Não deixe a tampa da sanita levantada, não esprema a pasta de dentes no meio. Bem, isto é totalmente errado. Os casais mais felizes focam-se em fazer o que tem de ser feito e não naquilo que não devem fazer. Ao invés de apenas se focarem nas interações negativas, eles trabalham ativamente para a construção da positividade nos seus relacionamentos. Eles executam o que nós psicólogos chamamos de &#8220;<em>abordagem de orientação</em>&#8220;, movendo-se para o que é bom, ao invés de afastarem-se do que é ruim.</p>
<p>Tradicionalmente, a pesquisa nos casais centrou-se  em minimizar os aspetos negativos (argumentos, a distância emocional, a infidelidade) do que em maximizar os aspetos positivos. Mas uma nova onda de investigação está a mudar tudo isso. Psicólogos orientados para a <a href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">psicologia positiva</a>, tal como eu próprio, achamos que manter um equilíbrio favorável das emoções positivas relativamente às negativas ajuda as pessoas e respetivos relacionamentos a prosperar.</p>
<blockquote><p><strong>A saber:</strong> Há toda uma ciência nova de como construir boas emoções.</p></blockquote>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>PUXE PELA SUA RELAÇÃO</strong></span></h3>
<p>O positivismo tem uma força imensa para mudar a nossa perspectiva: enquanto as emoções negativas nos &#8220;resignam&#8221;, as emoções positivas tornam-nos receptivos. As emoções e <a href="http://www.escolapsicologia.com/5-passos-para-conseguir-uma-atitude-positiva-na-vida/" target="_blank">atitudes positivas </a>ajudam-nos a &#8220;ampliar, construir e criar&#8221;. As emoções positivas realmente estimulam o pensamento, gerando benefícios como uma perspetiva mais alargada, aumento da criatividade e consequentemente promoção de um melhor relacionamento.</p>
<p>Encontrar maneiras de injetar humor, leveza e <a href="http://www.escolapsicologia.com/15-razoes-para-ser-positivo-em-situacoes-dificeis/" target="_blank">ser positivo numa situação difícil</a>, não é apenas uma estratégia de distração. É um processo que ajuda as pessoas a olhar para outras possibilidades. Parceiros que se encontrem presos ao seu passado e a um único tipo de atitude tendencialmente derrotista, devem mover-se para uma <a title="maior positividade" href="http://www.escolapsicologia.com/pense-positivo-insista-no-pensamento-positivo/" target="_blank">maior positividade</a>, aproveitando &#8220;micro-oportunidades&#8221; e fazendo &#8220;<a href="http://www.escolapsicologia.com/micro-compromissos-uma-via-para-o-entendimento-nos-relacionamentos/" target="_blank">micro-compromissos</a>&#8220; para reforçarem a sua ligação. Trabalhar as emoções positivas é mais do que apenas divertir-se, inclui a gratidão, empatia, compreensão, inspiração, alegria, curiosidade e sobretudo uma orientação comum face aos valores estabelecidos no relacionamento.</p>
<blockquote><p><strong>A reter:</strong> Quando os parceiros estabelecem um compromisso &#8221;bondoso&#8221;, uma forma de consciência focada em gerar sentimentos calorosos, meigos em relação ao outro, o quociente de emoções positivas aumenta largamente nas suas vidas, que por sua vez aumenta a satisfação com o relacionamento.</p></blockquote>
<p>Na verdade, ao estabelecer mais objetivos positivos no relacionamento pode <a title="promover a felicidade" href="http://www.escolapsicologia.com/8-fundamentos-para-alcancar-a-felicidade/" target="_blank">promover a felicidade</a> mútua do casal. Os casais que procuram aumentar o bem-estar nos seus relacionamentos, concentrando-se na partilha de experiências significativas em conjunto, promovem o crescimento e desenvolvimento do relacionamento, e criam satisfação e intimidade (<em>abordagem orientada para objetivos</em>), comparativamente aos casais que se focam na esquiva da negatividade (<em>objetivos orientados para a esquiva</em>).</p>
<p>Não é humanamente possível atingir todos os aspectos positivos que você procura, mas facilmente percebemos que a positividade é importante para definir metas, e que os resultados obtidos refletem essa mesma positividade. A recompensa é grande: mais divertimento, mais crescimento, melhor sexo e mais intimidade sustentada.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6879" title="relacionamento saudável" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/04/relacionamentosaudavel.jpg" alt="relacionamento saudável" width="630" height="293" /></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>SEJA GRATO</strong></span></h3>
<p>Agradecer o seu parceiro parece simples, mas a gratidão pode fornecer a dose diária de incentivo que o mantém motivado a longo prazo. A gratidão ajuda a lembrar-nos das boas qualidades dos nossos parceiros. Não só a gratidão mas também o reconhecimento. Saber agradecer, elogiar, reconhecer ações, vincar atitudes, e reconhecer virtudes no parceiro permite reforçar o envolvimento do <a title="relacionamento saudável" href="http://www.escolapsicologia.com/34-questoes-para-um-relacionamento-saudavel/" target="_blank">relacionamento saudável</a> e criar emoções fundamentadas.</p>
<p>Alguns estudos revelam que os casais que coabitam, nos dias em que um  dos parceiro expressa mais gratidão, o outro sente-se mais satisfeito com o relacionamento. Na azáfama do dia-a-dia e dos enormes afazeres, as distrações são enormes, corremos o risco de &#8220;adormecer&#8221; na relação e dar o parceiro como garantido. Com se não fosse necessário dizer mais nada hoje do que já foi dito ontem. Estes esmorecer emocional e até mesmo de envolvimento pode contribuir para esfriar o relacionamento.</p>
<p>Mas a gratidão pode funcionar como uma dose de reforço, injetando emoções positiva no relacionamento. Expressar a gratidão é um combustivel para o bom desenvolvimento dos relacionamentos. Claro que essa gratidão tem de ser genuína. Tudo é um hábito, e estes podem ser desenvolvidos, treinados e aperfeiçoados. E a gratidão também.</p>
<p>No entanto, e como as palavras e o diálogo têm um enorme poder e impacto na forma como fazemos passar a mensagem, é preciso ter alguns cuidados acrescidos e sermos criteriosos. Dou exemplo de algumas frases:</p>
<blockquote><p><strong>Gratidão de impacto negativo:</strong> Obrigado por fazer o jantar, eu estava realmente com fome</p>
<p><strong>Gratidão de impacto positivo:</strong> Você é um grande cozinheiro, foi tão gentil da sua parte ter cozinhado para mim</p></blockquote>
<p>Nem todos temos a mesma forma de nos expressarmos. E na expressão de gratidão é importante que no conteúdo do discurso a outra pessoa seja o alvo da gratidão. A expressão de gratidão deve focar-se na outra pessoa. Certamente ela irá sentir-se bem, podendo emergir sentimentos de reconhecimento dos seus valores, esforços, caraterísticas, entre outros.  Promove-se os bons sentimentos no parceiro, e consequentemente um reforço nos laços emocionais entre ambos.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>PROMOVA A ALEGRIA E O GOZO</strong></span></h3>
<p>A alegria e a boa disposição podem ser uma das primeiras vítimas de uma vida ocupada. Quando a sua vida consiste recorrentemente em trabalho, pagar contas, arrumar a casa e dormir, e todo um conjunto de coisas de ordem rotineira, o tempo para a diversão e gozo podem desaparecer de um relacionamento. É primordial manter viva a alegria, divertindo-se, brincando, usando linguagem e expressões de cumplicidade que expressem bom humor.</p>
<p>Você pode pensar que a comunicação sincera e analítica é a melhor maneira de lidar com um problema sério. Dacher Keltner no seu livro,<em> <a href="http://www.amazon.com/Born-Be-Good-Science-Meaningful/dp/0393337138/ref=sr_1_1?ie=UTF8&amp;qid=1334323098&amp;sr=8-1" target="_blank">Born to Be Good: The Science of a Meaningful Life</a>, </em>diz que os casais que utilizam o bom humor no calor de um conflito sentem-se mais ligados após os acontecimentos. Quando ele encenou uma discussão de um conflito no seu laboratório e comparou os casais que se comunicavam de forma direta e lógica, com os que usavam o conflito, ele descobriu que os casais que gracejam são mais felizes e alcançam resoluções mais pacíficas.</p>
<p>Utilizar o sentido de humor de forma sensata pode ser uma estratégia que se comprova muito eficaz para lidar com algumas das situações difíceis que todos nós enfrentamos nos relacionamentos. Mesmo apelidos e expressões &#8220;bobos&#8221; podem ajudar a transformar alguns dos conflitos em trocas pacíficas.</p>
<blockquote><p><strong>Lembre-se de brincar:</strong> Graceje de forma lúdica, não hostil, use sinais não-verbais que transmitem que você está-se divertindo. Por exemplo, usando uma expressão facial tola ou uma mudança de tom de voz.</p></blockquote>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>APROVEITE E POTENCIE AS BOAS NOTÍCIAS</strong></span></h3>
<p><span style="color: #ff0000;"><strong> </strong></span>Procuramos o apoio do nosso parceiro quando enfrentamos tempos difíceis, mas a forma como os casais durante os bons momentos se reforçam joga um papel tremendamente importante na estabilidade e florescimento do relacionamento. Os Parceiros que respondem entusiasticamente aos sucessos do outro, fazendo perguntas, dando elogios, e incentivando-se mutuamente, relatam maior satisfação do relacionamento ao longo do tempo.</p>
<blockquote><p><strong>A saber:</strong> A capacidade de um casal para &#8221;capitalizar&#8221; os bons momentos e para celebrar os eventos positivos, ficam numa situação vantajosa para enfrentar os momentos em que se debatem com eventos negativos.</p></blockquote>
<p><span style="color: #000000;">Quando algo de bom acontece ao seu parceiro, como uma promoção, um elogio de um colega de trabalho, ou mesmo uma grande gargalhada de alguém que gostou de uma piada que disse, aproveite a oportunidade para reforçar o acontecimento. Você não precisa de um grande evento como &#8220;desculpa&#8221; para potenciar o outro.</span><strong style="color: #ff0000;"><br />
</strong></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>USE AS EXPETATIVAS  ELEVADAS A SEU FAVOR</strong></span></h3>
<p>Podemos ter algumas reticências em colocar o companheiro num pedestal, mas na verdade, os que promovem esse tipo de atitude e comportamento vêem retorno positivo no seu relacionamento. Manter-se neutro na elevação do companheiro, ou ao invés depreciá-lo, criticá-lo duramente ou fazer dele a razão de grande parte dos problemas do outro, não é por certo algo que possamos considerar como construtivo.</p>
<p>Todos sofremos influências e somos influenciados, em <a title="psicologia" href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">psicologia</a> podemos chamar a este fenómeno de efeito pigmaleão. Se você transmitir uma boa imagem do seu parceiro, se espelhar satisfação e o reforçar nos comportamentos adequados, existe uma elevada probabilidade de o influenciar positivamente. Atenção que ao referir-se à palavra &#8220;influenciar&#8221; não pressuponho manipulação indevida, mas sim promoção e construção de emoções positivas e realce dos valores e virtudes.</p>
<p>Se você valoriza avaliar e analisar aos seus olhos as outras pessoas, incluindo o seu parceiro, pode ser hora de relaxar um pouco e concentrar-se no que você gosta no seu parceiro. Focando-se nas suas expetativas elevadas, e olhando através de uma lente composta de <a title="flexibilidade de pensamento" href="http://www.escolapsicologia.com/como-melhorar-a-sua-flexibilidade-de-pensamento/" target="_blank">flexibilidade de pensamento</a>, pode ajudar a construir uma imagem genuinamente positiva ao longo do tempo.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6877" title="potenciar relacionamento" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/04/potenciarrelacionamento.jpg" alt="potenciar relacionamento" width="630" height="350" /></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>ENCONTRE O SEU &#8220;EU&#8221; IDEAL NO SEU PARCEIRO</strong></span></h3>
<p>Os casais mais felizes e com melhor entendimento fazem sobressair o melhor de si. Mas quando os parceiros se assemelham mais a cada um dos outros nos seus ideais, os casais saem-se melhor, elevam o benefício para a relação oferecida pelo quão semelhantes são.</p>
<p>Alguém que descreve o seu eu ideal, como estando em boa forma física, por exemplo, pode ser feliz com um atleta disciplinado, alguém que deseja ser mais criativo pode prosperar com um parceiro artístico. Caryl Rusbult, um pesquisador da Universidade Vrije, em Amesterdão chamou-o “<strong>efeito de Michelangelo</strong>“, referindo-se à maneira pela qual os parceiros “esculpem-se” um ao outro de forma a ajudá-los atingir os objetivos valorizados por cada um deles.</p>
<p>Então, tente listar os seus objetivos pessoais. Pense sobre as qualidades que você mais gosta no seu parceiro. Depois verifique se há sobreposição entre o que você aspira ser ou conquistar e os aspectos do seu parceiro que você aprecia mais. Em seguida, solicite ao seu parceiro para ajudá-lo a melhorar nos domínios que mais interessam a você. Este pequeno exercício pode permitir que você se aproximar do seu ideal, mas também pode promover a aproximação ao seu parceiro.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>PERCEBA O QUE HÁ DE NOVO NO SEU PARCEIRO</strong></span></h3>
<p>Sermos surpreendidos de forma construtiva pelo parceiro é vital para sustentar e promover as emoções positivas no relacionamento. Mas, para ser surpreendido, primeiro você tem que prestar atenção. O problema é que a maioria de nós vamos ficando tão familiarizados com o nosso parceiro, que corremos o risco de deixarmos de reparar nele. Mas o fato de você parar de olhar e de reparar em coisas novas não significa que ele tenha parado de mudar. É apenas a ilusão de estabilidade que nos leva a concluir que os nossos parceiros são fixos, como se fossem entidades estáticas. Com se já não existisse nada para descobrir ou que se possa olhar de forma curiosa.</p>
<p>Por vezes, constrói-se uma imagem mental do outro, esta passa a ser confortável, e mantêmo-la. Isto pode ser devastador. Tudo muda, nós mudamos, nós aprendemos, nós crescemos e desenvolvemo-nos. E por certo, o seu parceiro também. Quando chegamos ao ponto de julgarmos que conhecemos o outro tão bem que já não vale a pena prestarmos mais atenção a ele, é como se o outro deixa-se de ser visto. Criamos uma &#8220;cegueira mental&#8221; em relação ao parceiro, deixando de reparar nele e nas suas novidades e alterações.</p>
<p>Olhar para o parceiro com elevado crédito, como alguém dinâmico, interessante e em constante crescimento pode ser promotor de um relacionamento ativo, construtivo e desafiador.</p>
<blockquote><p><strong>Portanto: </strong>Dedique algum do seu tempo para notar ativamente as diferenças no seu parceiro. Procure cinco coisas que são diferentes desde a última vez que você olhou para ele. Essas diferenças podem ser tão simples quanto uma gravata nova e tão profunda como uma mudança de crenças espirituais.</p></blockquote>
<p>Este exercício de &#8220;<em>consciência atenta</em>&#8220;, aumenta o nosso compromisso com o parceiro. Permite que se construa um envolvimento entre ambos, permite que o outro perceba na prática o quão é levado em consideração. Permite conhecer um pouco mais o mundo do outro, e que se quisermos podemos tentar entender o entusiasmo do outro por determinada atividade. Experimente reparar mais no seu parceiro, envolver-se mais com ele, nas suas escolhas, nos seus interesses, e até mesmo nas suas dificuldades. Por certo crescerá um maior interesse, envolvimento e muitas coisas novas irão ser descobertas e valorizadas.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>FORNEÇA APOIO EM SEGREDO</strong></span></h3>
<p>Certamente o apoio explicito torna-se importante de realizar quando o outro anda stressado, com problemas e a necessitar de ajuda. No entanto, por vezes este sentido de obrigação pode conduzir ao lado mais negro do suporte. Pode levar à análise e comparação, pode conduzir ao sentimento de ingratidão por parte do outro. Como se não se estivesse a fazer senão a nossa obrigação. O que leva ao aumento de stress entre ambos, isto porque o que dá suporte pode ver como uma obrigação, e o outro pode ver como um compromisso.</p>
<p>Não quero ser taxativo e dizer que o apoio mais eficaz é o &#8221;invisível&#8221;. Ambos são necessários. Mas certamente o mais promotor de bem-estar entre o casal, é o apoio secreto, é o apoio de envolvimento e de compaixão. Os atos escondidos de bondade, como por exemplo, alegrar o dia de seu companheiro, especialmente quando ele ou ela está passando por um momento desafiador podem ser tremendamente restauradores. Então, ao invés de fazer grandes gestos, tente encontrar maneiras subtis para tornar a vida do seu parceiro mais fácil. Coloque a bebida preferida na geladeira ou arrume o espaço de trabalho que se encontra desordenado. Ser solidário secretamente e por vontade própria é uma boa maneira de exercitar a sua<a title="atitude positiva" href="http://www.escolapsicologia.com/5-passos-para-conseguir-uma-atitude-positiva-na-vida/" target="_blank"> atitude positiva</a>, mesmo a uma pequena escala.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>REFORCE E RENOVE O CONTATO COM O SEU PARCEIRO</strong></span></h3>
<p>O mimo, o carinho e o sexo regular fazem maravilhas para a satisfação  e bem-estar no relacionamento. Mas para os casais cuja vida sexual está parada, o carinho e o mimo já são apenas miragens, mesmo apenas um pequeno toque ou gesto carinhoso pode fazer a diferença.</p>
<p>Um simples &#8220;toque atencioso&#8221;, em que os parceiros se tocam suavemente no pescoço, ombros e mãos, aumenta a oxitocina, uma hormona que facilita a ligação, e reduz a pressão dos parceiros diminuindo os níveis de stress fisiológico. Cultivar a consciência do sentido corporal e perceber a necessidade que todos nós temos do toque é essencial como promotor da conexão entre os parceiros. Não só para um bom relacionamento sexual, mas durante toda a convivência. Por outras palavras, você pode colher os benefícios da proximidade física, mesmo quando não tem tempo ou energia para uma intimidade muito ativa. Apenas um abraço rápido ou um toque carinhoso pode impulsionar o seu humor e a sua conexão com o seu companheiro.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>CUIDE DE SI</strong></span></h3>
<p>Como tenho vindo a transmitir, dar atenção ao outro, olhar para as mudanças que ocorrem, projetar-se no parceiro, aproveitar as elevadas expetativas para promover boas emoções, são tudo formas de reforçar a relação e potenciá-la para o próximo nível. No entanto, nada disto é possível de forma eficaz se você não estiver bem consigo mesmo. Para que isso aconteça é necessário investir em si mesmo, é preciso cuidar de si. Investir na sua própria vida e felicidade vai promover também o seu relacionamento.</p>
<p>Se você está passando por uma fase difícil, muitas vezes a coisa mais eficaz que  pode fazer é remover cuidadosamente a sua excessiva atenção da relação, por um período razoável. Descentralizar-se do outro,  do que a outra pessoa está fazendo mal, ou não está fazendo, e concentrar-se em tomar uma ação positiva na sua própria vida, em primeiro lugar. Por exemplo, na sua <a title="autoestima" href="http://www.escolapsicologia.com/como-melhorar-a-auto-estima/" target="_blank">autoestima</a>, <a title="autoconfiança" href="http://www.escolapsicologia.com/estrategias-extraordinarias-para-melhorar-a-auto-confianca/" target="_blank">autoconfiança</a>, relação consigo mesmo, no seu trabalho, nos seus hobbies, no seu bem-estar geral.</p>
<p>Ao contribuir para que a sua vida seja mais satisfatória, você pode conseguir tirar a pressão excessiva do seu relacionamento como sendo a sua única fonte de felicidade. Além disso, quando você se cuida, você fortalece-se promovendo uma atitude mais positiva no relacionamento. A outra pessoa vai começar a tratá-lo de forma diferente, sem você ter feito grande coisa no seio do relacionamento. Ao mudar o seu foco e a sua energia de volta para você, isto permite capacitar-se, renovar-se e injetar esse animo de volta na relação.</p>
<p>Quando você opta por dizer obrigado, quando fornece apoio invisível, ou expressa um apelido bobo, as emoções de positividade emergem e fazem sentir-se num retorno de bem-estar no relacionamento. Não se esqueça, os pequenos gestos importam bastante. Presentes caros e exóticos e férias de sonho são agradáveis e bem-vindas, mas não são tão significativas a longo prazo, como ações simples, como ter tempo para notar uma roupa nova ou aplaudir o sucesso de um parceiro. A positividade expande a sua consciência, gerando mais atitudes positivas, mais entendimento, mais envolvimento, mais valorização, e mais confiança. Pequenas ações ajudam a construir um reservatório de boa vontade que irá manter o seu relacionamento a bom ritmo.</p>
<blockquote><p><strong>Dica: </strong>As oportunidades para encher o reservatório da boa vontade e emoções positivas, dependem de si. Dependem do quanto você que fazer coisas para contribuir para a saúde do seu relacionamento.  Não deixe de investir em si, no outro e no seu relacionamento.</p></blockquote>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-6876" title="bom relacionamento" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2012/04/bomrelacionamento.jpg" alt="bom relacionamento" width="630" height="350" /></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>O QUE AMBOS QUEREM É IMPORTANTE PARA A UNIÃO SAUDÁVEL</strong></span></h3>
<p>De acordo com a Teoria da Troca Social que é uma perspectiva dentro da psicologia social que descreve as relações humanas (Kelly &amp; Thibaut, 1978; Thibaut &amp; Kelly, 1959). Essencialmente, de acordo com a teoria, a estabilidade de todas as relações são o resultado de cada decisão individual sobre o seguinte:</p>
<ul>
<li><strong>A relação entre custos e benefícios:</strong> O saldo do que nós colocamos na relação contra o que recebemos dela.</li>
<li><strong>O nível de satisfação:</strong> Como o relacionamento se compara às expectativas que cada um de nós acha que devemos ter.</li>
<li><strong>O grau de dependência:</strong> As nossas chances de ter um melhor relacionamento com uma pessoa diferente.</li>
</ul>
<div>
<p>Assim, formamos relacionamentos com as pessoas que dão tanto para nós como nós damos a eles (rácio), tratam-nos de acordo com as nossas expectativas (satisfação), e são as nossas melhores alternativas no momento e local (dependência). Mas, o outro faz os mesmos cálculos sobre nós. Assim, os rácios, satisfação e dependência influenciam os relacionamentos. Os desejos e necessidades de ambos os parceiros interessam para o bem-estar no relacionamento.</p>
<p>Este cenário não é muito &#8221;romântico&#8221;, mas essa é a essência desta perspetiva. Os relacionamentos (de amigos-com-benefícios para o casamento) são um processo de troca no núcleo. Quando uma relação é um bom negócio para ambos os parceiros, eles ficam juntos e estabelecem laços duradouros. Quando não é, pelo menos, um eventualmente escolhe ir para outro lugar.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>6 DICAS PARA FORTALECER O ENTENDIMENTO E AS TROCAS SAUDÁVEIS</strong></span></h3>
<h3><span style="color: #333333;"><strong>Baseado na Teoria da Troca Social, apresento algumas dicas:</strong></span></h3>
<p><strong>1) Descubra o que você quer.</strong> Tudo começa com você. Algumas pessoas realmente passam por cima desta etapa. Ficam tão embrulhadas em &#8220;encontrar o amor&#8221; ou &#8220;agradar aos outros&#8221; que se esquecem de descobrir o que querem num relacionamento.Você tem uma palavra a dizer sobre o seu relacionamento, tem opção de escolha. Você pode ter uma ideia do que pretende. No entanto, você também não precisa ficar obcecado sobre cada pequeno detalhe. Construa uma ideia geral do que você gostaria de melhor num parceiro. Como você gostaria que ele se comportasse? O que você gostaria que ele fizesse? Como gostaria que ele o tratasse? Que tipo de relação você está procurando? Tire um momento (ou mais) e tente descobrir isso. Mesmo que você já esteja a ter um relacionamento.</p>
<p><strong>2) Decida o que você vai dar em troca.</strong> Não existe tal coisa como investir em algo para nada. O namoro e os relacionamentos não são excepção. Então, o que você está planejando dar ao outro. Como está pensado em potenciar o relacionamento e o seu parceiro? Seja honesto, não se subestime nem exagere acerca de si mesmo. Pense em todos os pontos fortes, os benefícios e qualidades positivas que você tem para compartilhar com um parceiro ou com o seu parceiro. Construa uma ideia do que você está disposto a compartilhar, a abrir mão e da forma de envolvimento e dedicação que está disposto a expressar.</p>
<p><strong>3) Verifique as suas expectativas.</strong> Dê uma boa olhada no que você quer, versus o que você está disposto a dar. Será que combinam? É um objetivo realista? Tal como expliquei anteriormente, as expetativas podem ser utilizadas de forma positiva e construtiva a favor do parceiro e consequentemente da relação. No entanto, é preciso analisar as suas expetativas, principalmente face ao que você acha que consegue fazer e dar ao relacionamento.</p>
<p><strong>4) Conheça o que o seu parceiro quer.</strong> É importante levar em consideração o que o seu potencial parceiro ou o atual quer, os seus ideias, os seus desejos, visões, sonhos, entre outros.</p>
<p><strong>5) Avalie as suas opções.</strong> Nem sempre as coisas correm bem entre os parceiros. Mas se você está seguro que vale a pena, que é a pessoa com quem está ou quer vir a estar que tem o potencial que julga ser necessário para construir um relacionamento sólido, avalie as suas opções. Quer dar-se bem, investir na outra pessoa, fazer algumas cedências, discutir alguns assuntos, são alguns dos caminhos construtivos a poder escolher. Qualifique  e avalie a sua relação, não de forma taxativa, mas de forma simples. É importante ter uma noção do que gosta e do que pretende melhorar, para depois tomar boas decisões. Por vezes é preciso negociar um pouco e ver o que funciona. É uma boa opção? Você pode fazer um acordo? É um abordagem ganha-ganha? Veja quais são as opções que a &#8220;troca entre parceiros&#8221; lhe parece.</p>
<p><strong>6) Escolha uma opção ou reavalie o seu plano.</strong> Se você encontrar uma boa estratégia para ambos, siga em frente. Especialmente quando a relação é justa, satisfatória, e encontram a melhor alternativa para ambos. No entanto, se você não gosta das suas opções, então é hora de repensar os passos acima descritos. Reveja-os novamente. O que você quer é um pouco irrealista? Você precisa dar um pouco mais para conseguir o que você realmente quer? Você precisa tentar uma nova abordagem?</p>
<blockquote><p><strong>Dica:</strong> Repita, refine e refaça o processo. Eventualmente, você vai encontrar uma conexão (ou vários) que funciona.</p></blockquote>
<h3><strong><span style="color: #333333;">DESEJO-LHE BOAS ATITUDES, E UM BOM RELACIONAMENTO!</span></strong></h3>
<p>Abraço</p>
</div>
</div>
</div>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/como-potenciar-o-seu-relacionamento/">Como potenciar o seu relacionamento</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Honestidade emocional: Uma mais valia para si e seus relacionamentos</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 17:03:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[como melhorar um relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[emoções]]></category>
		<category><![CDATA[honestidade emocional]]></category>
		<category><![CDATA[mais valia para os relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[mais valia para si próprio]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[ser honesto emocionalmente]]></category>

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		<description><![CDATA[As emoções são poderosas, enérgicas e motivam-nos para a ação, ou pelo contrário, são incapacitantes, e podem paralisar-nos a vontade para agir. Todos os nossos comportamentos são movidos por um determinado estado emocional, que podemos apreciar ou pelo contrário causar-nos um terrível incómodo. As emoções e os consequentes estados emocionais são voláteis, fluidos e temporários. Sabermos [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As emoções são poderosas, enérgicas e motivam-nos para a ação, ou pelo contrário, são incapacitantes, e podem paralisar-nos a vontade para agir. Todos os nossos comportamentos são movidos por um determinado estado emocional, que podemos apreciar ou pelo contrário causar-nos um terrível incómodo. As emoções e os consequentes estados emocionais são voláteis, fluidos e temporários. Sabermos estabelecer <a title="equilíbrio emocional" href="http://www.escolapsicologia.com/como-desenvolver-equilibrio-emocional/" target="_blank">equilíbrio emocional</a> e <a title="gerir as emoções" href="http://www.escolapsicologia.com/aprenda-a-gerir-as-emocoes-e-a-ter-controlo-na-sua-vida/" target="_blank">gerir as emoções</a> no nosso dia a dia é preponderante para alcançarmos bem-estar e sermos bem sucedidos nos objetivos a que nos propomos ou na forma como nos relacionamos com os outros.</p>
<p style="text-align: justify;">John Powell, no seu livro, <em>Why Am I Afraid to Tell You Who I Am? diz-nos que: &#8220;A maioria de nós sentimos que os outros não vão tolerar a nossa honestidade emocional, e por essa razão preferimos defender a nossa desonestidade, alegando que isso poderia ferir os outros, e tendo racionalizado a nossa falsidade em nobreza, contentamo-nos com relacionamentos superficiais.&#8221;</em></p>
<blockquote><p><em><strong>Citação:</strong> &#8220;Aquele que não ousa ofender não pode ser honesto.&#8221; &#8211; Thomas Paine</em></p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">Se gerir as nossas emoções no que diz respeito à forma como lidamos com os sentimentos que temos acerca de nós mesmos não é tarefa fácil, o que dizer daquilo que sentimos acerca dos outros, ou em relação aos outros significativos?</p>
<h3 style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-5723" title="emoções verdadeiras" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/12/emocoesverdadeiras.jpg" alt="emoções verdadeiras" width="630" height="350" /></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>HONESTIDADE EMOCIONAL</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Honestidade emocional significa expressar os seus verdadeiros sentimentos. Para ser emocionalmente honesto, devemos primeiro trabalhar a nossa consistência ou musculatura emocional. Essa musculatura emocional está relacionado com a nossa inteligência emocional. É a nossa inteligência emocional (autocontrole, empatia<span style="font-family: Arial;"><span style="font-size: x-small;"> </span></span>, auto motivação, autoconsciência, habilidades na relação com os outros)  que combinada com a capacidade de identificar com precisão os nossos sentimentos, permite-nos sermos emocionalmente honestos.</p>
<p style="text-align: justify;">A inteligência emocional também potencia a capacidade de decidir sermos emocionalmente honestos quando é do nosso interesse , compartilhando os nossos verdadeiros sentimentos. Há momentos em que não é saudável ou seguro para nós sermos emocionalmente honestos. No entanto, porém, acredito que seria melhor individualmente e para a sociedade, se na grande maioria das situações e durante a maior parte do tempo fossemos emocionalmente honestos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando conseguimos ser emocionalmente honestos connosco mesmos promovemos o auto conhecimento, ficamos com mais clareza para conhecer o nosso &#8220;verdadeiro eu&#8221; a um nível mais profundo. Quando conseguimos expressar adequadamente aquilo que sentimos damos um passo no caminho da auto-aceitação. Com um nível mais elevado de auto conhecimento e uma melhor auto aceitação ficamos mais propensos a conseguirmos melhores escolhas na vida.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando a nossa atitude é emocionalmente honesta com os outros, certamente aumentamos a probabilidade deles nos espelharem. Quando estamos cientes dos nossos sentimentos, convivemos com eles e sabemos interpretá-los, estamos mais aptos para fazer as coisas da forma que achamos que nos serve melhor, evitando <a title="comportamentos indesejados" href="http://www.escolapsicologia.com/entenda-os-seus-comportamentos-nao-desejados/" target="_blank">comportamentos indesejados</a> e desajustados. Ficamos ainda numa posição favorável para respeitarmos os nossos sentimentos sem que necessariamente nos perturbem.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>INTIMIDADE EMOCIONAL UM POTENCIADOR DE RELACIONAMENTOS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Um dos principais fatores que define os relacionamentos extremamente significativos para além de meramente bons é a profundidade da intimidade emocional. É claro que existem outros fatores que contribuem, mas a autenticidade, vulnerabilidade, e ligação emocional profunda estão no topo da lista. Quando duas pessoas se comprometem com o processo enriquecedor da viagem profunda (<em>da alma ou da mente</em>) tornam-se dois aventureiros à conquista do êxtase que podem encontrar na exploração do seu coração e mente, tal como os astronautas que exploram a conquista do espaço. Ambos os tipos de exploração requerem coragem, curiosidade, motivação, desenvolvimento, crescimento e espírito de aventura.</p>
<p style="text-align: justify;">Somos seres que inevitavelmente temos de caminhar de mãos dadas com a razão e com a emoção, ambos são parte intrínseca de nós. A nossa espécie chegou aos dias de hoje aprendendo a articular estas duas partes antagónicas, que quando conhecidas e bem geridas se completam em harmonia elevando a sabedoria e crescimento do Homem.</p>
<p style="text-align: justify;">Conseguirmos ligar-nos a nós mesmos  ao nível sentimental é para muitos de nós, muito mais fácil dizer do que fazer, mas com a prática, podemos aprender a linguagem das emoções e tornarmo-nos hábeis em reconhecer os sentimentos quando eles surgem, identificando-os, experimentando-os e, finalmente, levando-os em consideração para elaborarmos as nossas comunicações e/ou ações. <strong>Este processo promove uma profunda intimidade e autenticidade nos nossos relacionamentos, mas também permite-nos criar a sensação de completude dentro de nós mesmos.</strong> Quando somos confrontados com as nossas emoções é importante aprender a senti-las e tentar perceber o que nos transmitem, o que nos dizem acerca de nós, das nossas vontades, necessidades, valores, medos, no fundo o que nos dizem acerca de nós e da nossa relação com os outros. Negá-las ou reprimi-las pode conduzir-nos a um sem número de caminhos confusos, desonestos e superficiais. Este é o preço que pagamos quando estamos mais empenhados em evitar perturbações do que estamos em viver e interagir com autenticidade e integridade.</p>
<p style="text-align: justify;">Por vezes tentar controlar os nossos sentimentos é uma forma de auto-manipulação que realizamos num esforço para controlar as respostas que nos são dadas pelos outros, na esperança de ganhar a sua aprovação ou minimizar as chances deles sentirem-se magoados, irritados, ou descontentes connosco. Os casais que compartilham um maior grau de intimidade e realização em conjunto, não são os que têm poucos conflito ou o mínimo de transtornos, mas sim aqueles que estão dispostos a relacionar-se de forma honesta e expressando a sua sensibilidade. Neste tipo de interrelação e atitude perante o relacionamento, promovem-se e desenvolvem-se as habilidades de comunicação e aprendem a lidar respeitosamente com as diferenças que inevitavelmente surgem, até mesmo nos melhores relacionamentos. Eles são, como Daniel Goleman diria, &#8220;emocionalmente inteligentes&#8221;</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>PONDERE ARRISCAR UMA VIDA SIGNIFICATIVA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Para propor-se à aventura da honestidade emocional consigo mesmo e nos seus relacionamentos, é importante pensar que tem de estar disposto a lidar com um conjunto de emoções, competências e habilidades. No fundo é necessário estar disposto a utilizar o que apelido de &#8220;<a title="caixa de ferramentas psicológicas" href="http://www.escolapsicologia.com/caixa-de-ferramentas-psicologicas-para-a-vida/" target="_blank">Caixa de Ferramentas Psicológicas</a>&#8220;. Acredito que a maneira mais adequada de podermos prosperar na bem-aventurança do carinho, empatia, sensibilidade, excitação sexual, paz, alegria e amor, é estando aberto à interpretação da  nossa raiva, ciúme, medo, <a title="sentimento de culpa" href="http://www.escolapsicologia.com/como-lidar-com-o-sentimento-de-culpa/" target="_blank">sentimento de culpa</a>, vergonha, frustração, tristeza, <a title="angústias do passado" href="http://www.escolapsicologia.com/como-libertar-se-das-angustias-do-passado/" target="_blank">angústias do passado</a> e até mesmo ódio.</p>
<p style="text-align: justify;">Defendo que se quisermos ou tivermos o desejo de viver uma vida próspera ao invés de uma vida insalubre e ausente de significado, é importante estarmos dispostos a enfrentar alguns dos nossos medos, não nos deixarmos paralisar pelo passado e assumir que inevitavelmente teremos de enfrentar algumas adversidades que fazem parte da vida e da própria dificuldade de atingir algumas das nossas metas. jogar pelo seguro e tentar evitar o risco,  arrisco a dizer que muito provavelmente você irá acabar por comprovar que tomou o maior risco de todos, e perdeu a coisa mais valiosa que  provavelmente pode perder: <em>uma vida cheio de significado, sentimento e alegria, que podia encher o seu próprio espírito, mas igualmente transbordar e promover o crescimento dos outros que podiam ter sido movidos e inspirados por você.</em></p>
<p style="text-align: justify;"><em><img class="alignnone size-full wp-image-5721" title="amor" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/12/amor.jpg" alt="amor" width="630" height="350" /><br />
</em></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>O VALOR DA AUTENTICIDADE</strong></span><em><br />
</em></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando não somos autênticos na nossa vida, negamos a nós mesmos a possibilidade de sermos amados verdadeiramente por aquilo que somos, e consequentemente, percorremos uma busca incessante pelo amor que muito dificilmente pode ser satisfeito ou sustentado. Como posso confiar que alguém me ama de verdade, se eu não mostrar quem realmente sou? Pense por breves momentos acerca desta questão. Agora pondere se o seguinte lhe faz sentido:</p>
<blockquote><p>Se o seu parceiro ou parceira lhe diz que o ama, muito provavelmente algo do género poderá ecoar na sua mente: &#8220;você ama quem você pensa que eu sou. Mas se você realmente soubesse quem eu era, provavelmente não me amaria.&#8221;</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">É somente quando ambos os parceiros se revelam plenamente que o mais profundo e puro amor pode ser trocado. O que pode desenvolver a honestidade emocional é promovendo o contato com o que estamos sentindo e expressá-lo, em vez de reprimi-lo, é conectar-se ao invés de proteger-se, é revelar-se ao invés de esconder-se.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>PRATIQUE A AUTENTICIDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Como qualquer nova habilidade que queremos implementar, pode demorar um pouco para aprender a viver de coração aberto. Não estou a querer dizer que deve praticar este tipo de atitude com todas as pessoas e a todo o momento, isso podia comprovar-se  catastrófico. Refiro-me especificamente a si mesmo e em geral às pessoas que considera como muito significativas.</p>
<blockquote><p><strong>A reter:</strong> Os velhos hábitos, especialmente os de proteção, muitas vezes demoram largos meses até serem substituídos.</p></blockquote>
<p style="text-align: justify;">A tendência é que numa primeira fase em que começa a colocar em prática o hábito de ser autentico, pode por vezes esbarrar com algumas dificuldades e receios, considere isso como fazendo parte do processo. Pode ser que  nas primeiras tentativas de expressar-se venha a sentir-se desajeitado e atrapalhado. Mas, certamente  valerá o esforço despendido.  À medida que se tornar mais hábil na prática da sua honestidade emocional o conhecimento sobre si mesmo irá crescer, e se a outra pessoa reagir positivamente aos seus comportamentos muito provavelmente também irá conhecê-la melhor.</p>
<p style="text-align: justify;">A prática da autenticidade consigo e com os outros significativos é um hábito que quando devidamente instituído potencia em larga escala o bem-estar e conhecimento mutuo, não só comportamental, mas também interior: as feridas, mágoas e áreas sensíveis, sentimentos de inadequação, nossos erros e fracassos, a culpa, vergonha e medos, as nossas tragédias e os triunfos, assim como os nossos maiores sonhos, os nossos sucessos, esperanças, conquistas, e nossos dons únicos e extraordinários.</p>
<p style="text-align: justify;">As mais-valias que emergem da satisfação de conexão e realização, provavelmente não podem ser quantificadas de forma exata.  O risco que corre ao embarcar nesta aventura, pode vir a ser um preço pequeno a pagar  comparativamente ao retorno que pode conquistar. Mas cuidado, porque quando você começar a fazer esse caminho provavelmente não irá ter vontade de parar. Muito dificilmente quererá ou conseguirá voltar à vida superficial novamente. Não é porque você não deva, mas porque os benefícios e alegrias de ser real, mesmo em dias ruins, ultrapassam largamente os preços que a autenticidade requer e dificilmente algo se lhe comparará.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>REVELE AS SUAS REAÇÕES EMOCIONAIS, POSITIVAS E NEGATIVAS PARA O SEU PARCEIRO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Algumas pessoas acham difícil expressar abertamente as reações negativas. Talvez por medo de que a sua resposta possa ser interpretada de forma crítica, ou podem sentir-se envergonhados das suas próprias reações, dizendo a si mesmo que não devem sentir-se daquela maneira. Eles podem querer aceitação incondicional de seus parceiros e considerar que as suas reacções negativas podem inviabilizar essa aceitação. Com este pensamento em mente, e independentemente das razões, tentarão evitar expressar as suas reações emocionais negativas.</p>
<p style="text-align: justify;">Enquanto que as reações positivas são mais fáceis de expressar e melhor aceites, muitos casais não aprenderam a comunicar esses sentimentos. Esta falha não só perde uma oportunidade importante para comunicar com precisão sentimentos básicos, mas também perde-se uma oportunidade para fortalecer o amor.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Por exemplo:</strong> Sempre que o seu parceiro fez você sentir-se bem, se expressar esses sentimentos com clareza e entusiasmo, pode ter um impulso para recompensá-lo por ter feito algo que valoriza. Que, por sua vez, faz o seu parceiro sentir-se bem.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Se você quer conhecer as necessidades emocionais do outro, um ingrediente essencial é uma expressão honesta das suas reações emocionais. Um dos fatores que contribui grandemente para que um relacionamento possa ser bem-sucedido é a sua vontade e capacidade para acomodar os sentimentos do outro. E sem o conhecimento sobre os sentimentos do parceiro, um casal feliz pode tornar-se muito infeliz com as inevitáveis mudanças de vida.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>PERCEBENDO A HONESTIDADE EMOCIONAL</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;">No inicio do artigo foi explicado o termo honestidade emocional. Para que o leitor não seja induzido em erro, não estamos a falar de você ser desonesto, querer deliberadamente omitir <span style="color: #000000;">conscientemente a sua identidade ou forma de ser, não é isso que aqui tenho vindo a retratar. Existem certamente muito de nós que temos extrema dificuldade em entender, interpretar e expressar as nossas emoções e sentimentos. Não pretendendo transmitir qualquer tipo de estigma a quem até hoje não tem conseguido praticar a honestidade emocional. Muito provavelmente se não pensou acerca do assunto ou ainda não optou por experimentar orientar-se na vida com essa atitude em mente, é porque não sabe como fazê-lo. </span></span></p>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Para um melhor entendimento, temos de olhar as emoções por aquilo que elas são:</span></span><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"> <em>movimentos de energia que podemos sentir no nosso corpo físico</em>. Qualquer forma de emoção tem uma sensação física a ela associada, ou então nós não poderíamos &#8220;sentir&#8221; a emoção. Quando as pessoas têm medo, por exemplo, sentem os seus sintomas e sensações nos diversos órgãos. Que memória teria do seu medo se não sentisse um tremendo disparo do seu batimento cardíaco, um aperto no estômago, tensão nos ombros, mãos suadas?</span></span></p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"><strong>A reter:</strong> Essas sensações físicas são as emoções reais a expressarem-se no corpo.</span></span></p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;"><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;">Na prática, aquilo que acontece é que temos tendência para usar o nosso tradutor de sensações, que são as palavras, e atribuímos um conjunto de nomes rotulando o que está acontecendo no nosso corpo: &#8220;</span></span><span style="color: #000000;"><span style="color: #000000;"> Estou chateado, estou apavorado, estou sem saída, estou desesperado, estou desacreditado, e todo o tipo de estados que possa imaginar.</span></span></p>
<p style="text-align: justify;">Nenhuma dessas subtis interpretações do estado do corpo realmente ajuda a pessoa a entender as suas próprias sensações/emoções e &#8220;<em>como realmente se sente</em>&#8220;, e também não ajuda a que os outros entendam como verdadeiramente nos sentimos.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-5725" title="relacionamentos" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/12/relacionamentos.jpg" alt="relacionamentos" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>Apresento em seguida três passos que facilitam a interpretação da suas emoções e a promoção da honestidade emocional:</strong></span></h3>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>PASSO 1: ENCONTRE O SENTIMENTO NO SEU CORPO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong></strong>Quando pergunta a si mesmo: &#8221;Como me sinto agora?&#8221; A tendência é para que dirija a sua atenção para as sensações no seu corpo e para a parte específica em que está sentindo algum tipo de incómodo ou mal-estar. Não adianta tentar colocar um rótulo em forma de palavra (<em>usualmente adjetivos</em>) acerca de como realmente se sente. Quando interpretamos as nossas emoções de forma restrita e comprimida numa ou duas palavras, como por exemplo, raiva, tristeza, felicidade e assim por diante, corremos o risco de fazer avaliações obtusas e que nos remetem para padrões de pensamentos cristalizados. O que sentimos no corpo, usualmente é uma combinação de sentimentos, e quando dizemos que estamos a sentir raiva, apenas categorizámos o que julgamos ser a raiva. No entanto, a raiva de uma pessoa nada pode ter a ver com a raiva de outra, mas ela está sentido raiva. Mas o que é a raiva e como ela emerge no nosso corpo?</p>
<p style="text-align: justify;">A raiva ou outra emoção e sentimento, são um construto que se relacionam com outros sentimentos, competências, valores, expetativas, humores, crenças, entre outras coisas. Aquilo que sentimos é circunstancial, está dependente e condicionado por múltiplos fatores.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>PASSO 2: DESCREVA A SENSAÇÃO NO SEU CORPO DE FORMA MAIS SIMPLES POSSÍVEL</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Então, ao invés de dizer: &#8220;Sinto-me preso e angustiado&#8221;, diríamos honestamente o que estivéssemos a sentir no corpo. Por exemplo, &#8220;<em>Eu sinto a minha garganta como se tivesse a ser apertada, e uma pressão enorme na minha cabeça</em>.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Este é o tipo de descrição a que podemos chamar de &#8221;<em>honesta</em>&#8220;. Isto é real. Essas são as emoções reais, descreveu-se de forma direta, simples e tão honesta quanto possível. Este foi um exemplo da descrição idónea de como podemos interpretar as emoções e sentimentos quando estão a acontecer no corpo.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>PASSO 3: RECUSE-SE A ROTULAR OS SENTIMENTOS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Um dos efeitos colaterais e pouco favoráveis de cem anos de psicologia pop e psicoterapia baseada no diálogo e na escuta, foi o desenvolvimento de uma perspetiva demasiado adjetivada e romancista sobre os sentimentos, em vez de aprender-se a lidar e a interpretá-los numa base fisiológica e adaptativa.  Isto foi-nos conduzido pouco a pouco a um conjunto de mal-entendidos emergindo um alargado leque de emoções secundárias, confusão, e uma ruptura total na forma de comunicar o que se sente.</p>
<p style="text-align: justify;">No entanto, ainda corremos outros tipos de risco no mundo da interpretação das emoções, que está relacionado como os outros entendem a mensagem. Por exemplo, quando você diz: &#8220;Eu <em>sinto a minha garganta como se tivesse a ser apertada, e uma pressão enorme na minha cabeça</em>&#8220;, pode acontecer que a outra pessoa, parceiro ou até mesmo o seu terapeuta/psicólogo ou amigo, da mesma forma, diga: &#8220;Então você quer dizer é que está a sentir-se preso e angustiado? Caricato não é?</p>
<p style="text-align: justify;">O circulo vicioso e altamente tóxico como fomos aprendendo a ler as nossas emoções e sentimentos coloca-nos numa posição promotora de mal-estar e possíveis <a title="problemas psicológicos" href="http://www.escolapsicologia.com/o-que-esta-na-raiz-dos-problemas-psicologicos-e-dependencias/" target="_blank">problemas psicológicos</a>, sem sequer termos qualquer tipo de noção do que está acontecendo.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Como quebrar este ciclo prejudicial e tendencialmente tóxico?</strong></p>
<p style="text-align: justify;">Reiterando, contestando: &#8220;<em>Não, eu não disse isso. Eu disse aquilo que sinto, o que eu sinceramente sinto agora, é uma sensação de aperto na garganta, e uma pressão na minha cabeça</em>. &#8221; Esta assertividade de colocar as coisas onde elas pertencem, permite evitar muitos equívocos e muitas dissertações acerca do que aquela pessoa pode estar sentido. É aquilo e apenas aquilo que a pessoa sente, sem que necessariamente se parta para a rotulagem e interpretações gratuitas mas altamente prejudiciais.</p>
<p style="text-align: justify;">Dar significados que fogem à realidade daquilo que está a acontecer é um promotor de problemas psicológicos e outros.  Ao invés de seguir a sua usual trilha de caminhos cheios de acusações e de mas,ses, porquês e para quês, devemos começar a repensar toda a situação e entendimento das nossas emoções.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;">Então, como podemos esclarecer melhor o entendimento das emoções? Como podemos fazer isso melhor? Como é que você pode sentir-se melhor? O que é que você pode fazer para não entrar num ciclo de interpretações negativas quando alguns sentimentos desconfortáveis ​​se fizerem sentir no seu corpo sob determinadas circunstâncias?</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">A resposta para isso é parar de catalogar e deixar de querer descrever de forma pormenorizada e exaustiva com adjetivos aquilo que sente. Na situação descrita anteriormente, muito provavelmente o problema poderia ser resolvido massajando a garganta, a cabeça ou beber uma xícara de chá, tomar um banho relaxante ou ouvindo música tranquila.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>APRENDA A SER HONESTO COM AS SUAS EMOÇÕES</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Encentivei-o à prática da honestidade emocional, mas relembro-o que é necessário boa prática. De acordo com os três passos anteriores reforço a ideia que você deverá (caso pretenda) ser honesto por si mesmo e consigo mesmo levando em consideração aquilo que sente no seu corpo. Pontualmente pode dedicar algum tempo à análise das suas emoções, perguntado: &#8220;<em>Como me sinto agora?</em>&#8221; Mas, alerto-o para não cometer erros de catalogação, como por exemplo:  &#8221;<em>Estou com medo</em>&#8221; ou &#8220;<em>Estou stressado</em>&#8221; ou &#8220;<em>Estou deprimido</em>&#8220;.</p>
<p style="text-align: justify;">Vá mais longe na sua honestidade emocional e tome nota do que você realmente sente no seu corpo, e em que parte do seu corpo os seus sentimentos se expressam. Essa é a verdade de como você está a sentir-se, essas são as suas emoções reais.</p>
<p style="text-align: justify;">Depois de entender este princípio simples na interpretação e começar a prestar atenção aos seus sentimentos, você pode clarificar a sua honestidade emocional, e assim evitar entrar no ciclo de avaliações tóxicas e desadequadas da nossa cultura de <a title="psicologia" href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">psicologia</a> pop.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/honestidade-emocional-uma-mais-valia-para-si-e-seus-relacionamentos/">Honestidade emocional: Uma mais valia para si e seus relacionamentos</a></p>
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		<title>Será o seu relacionamento uma maldição ou bênção?</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Aug 2011 14:50:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
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		<category><![CDATA[como melhorar o relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[como tornar o relacionamento mais forte]]></category>
		<category><![CDATA[como tornar o relacionamento mais saudável]]></category>
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		<category><![CDATA[relação]]></category>
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		<description><![CDATA[As dificuldades no seu relacionamento  são uma maldição ou bênção? Qual é o propósito do seu relacionamento? Para algumas pessoas, uma relação de parceria é compartilhar os encargos financeiros, para alguns é criar os filhos, para alguns é para agradar aos seus pais, para alguns é uma fonte de sexo seguro. E, claro, há tantos propósitos quantos relacionamentos existirem. [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As dificuldades no seu relacionamento  são uma maldição ou bênção? Qual é o propósito do seu relacionamento? Para algumas pessoas, uma relação de parceria é compartilhar os encargos financeiros, para alguns é criar os filhos, para alguns é para agradar aos seus pais, para alguns é uma fonte de sexo seguro. E, claro, há tantos propósitos quantos relacionamentos existirem. Mas algumas pessoas vêem a relação como a cereja em cima do bolo, têm como objetivo que a sua relação ajude o casal a expandir-se em sabedoria e poder pessoal, a construir um terceira entidade: <em>o seu relacionamento</em>. Para essas almas corajosas, o propósito da relação é potenciarem-se, é puxarem-se para cima, tanto quanto possível e construírem algo que lhes seja comum. O objetivo principal é <a title="Construir um relacionamento extraordinário" href="http://www.escolapsicologia.com/como-construir-um-relacionamento-extraordinario/" target="_blank">construir um relacionamento extraordinário</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">Existem no entanto, alguns outros casais que focam as suas energias na competitividade, em ficarem melhor e terem razão em relação ao outro provando que o outro está errado, essas pessoas restringem o seu progresso através da irritação constate e da excessiva argumentação, constroem uma estrutura mental esculpida no orgulho pessoal e não na construção e desenvolvimento.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-4226" title="relação" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/08/relacao.jpg" alt="relação" width="630" height="350" /></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>IMPACIÊNCIA, UMA ARMA PRONTA A DISPARAR</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Vamos ser peremptórios e levar em consideração que na grande maioria das vezes a impaciência transforma-se em raiva. Expressar a energia da raiva pode ser viciante. Porquê? Bem, porque dá um senso de utilidade, de capacidade e ação, há um imediato alívio da angústia subjacente à raiva, embora a curto prazo. Esta é a mesma razão porque bebemos quando temos medo, ou comemos quando nos sentimos sós,  mas estas estratégias têm o reverso da medalha, só funcionam por poucos minutos. É o ganho a curto prazo, que se transforma no principio da dor a longo prazo.</p>
<p style="text-align: justify;">Outra forte razão que solidifica a noção da que a raiva pode ser viciante, é que quanto mais vezes nos deixamos absorver pelo momento quente da impaciência, o &#8220;hábito&#8221; torna-se mais enraizado. A tolerância para o sentimento de raiva aumenta. E, quando disparada, podemos inconscientemente, automaticamente, aumentar a irritabilidade com as pessoas que interagimos ou mesmo os nossos ente queridos. A pessoa num estado de raiva,  entra normalmente em negação sobre os efeitos da raiva sobre os outros, bem como nela mesmo. Esta tolerância crescente para a expressão da raiva explica o facto de que a violência doméstica pode começar com observações de desprezo, e ao longo do tempo aumentar para mais, podendo emergir para perigosos ataques físicos.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Para aprofundar este assunto, pondere ler o artigo:</strong> <a href="http://http://www.escolapsicologia.com/micro-compromissos-uma-via-para-o-entendimento-nos-relacionamentos/" target="_blank">Micro-compromissos, uma via para o entendimento nos relacionamentos</a></p>
</blockquote>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>A VULNERABILIDADE DA RAIVA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Raramente temos explosões de raiva de forma espontânea, ou seja, vindas do nada. No que toca aos relacionamentos, a raiva pode ser considerada como uma construção a longo prazo. Pouco a pouco vão crescendo algumas ervas daninhas que constroem o substrato da raiva, alimentam-na, fazem-na crescer ao ponto em que se torna autónoma e automática.</p>
<p style="text-align: justify;">As nossas irritações diárias, julgamentos e erros que experimentamos nos relacionamentos podem ser subtis. Podemos nem mesmo reconhecer que estamos sendo impacientes. Mas essas irritações menores podem ser muito destrutivas para a manutenção do &#8220;porto seguro&#8221; que todos nós queremos nos nossos relacionamentos mais íntimos.</p>
<p style="text-align: justify;">Quando tudo está indo às mil maravilhas nas nossas relações, não há problema. Mas, nem sempre  é assim, vem o dia em que  por exemplo alguém nos faz esperar quando estamos prontos para sair, ou nos dá &#8220;aquele olhar frio&#8221;, ou faz uma observação sarcástica, ou fala sobre nós, ou critica o nosso pais, ou chama-nos estúpidos e nós ficamos fora de nós, pensamos: &#8220;Ninguém  me vai tratar assim&#8221;.</p>
<p style="text-align: justify;">O ciclo passa a ser contínuo e vai crescendo, a paz primeiro, e depois alguém faz ou não faz alguma coisa, o outro sente-se insultado, julgado, ou com medo. Em seguida, retraimo-nos ou atacamos. E, depois, à distância a pressão interna vai aumentando. Chega a um ponto em que  inevitavelmente o vulcão emocional entra em erupção, deixando ainda mais dor no seu rescaldo. Pode voltar a existir um breve período de paz mas, em seguida, o ciclo começa novamente. E isto torna-se cansativo.</p>
<p style="text-align: justify;">Bem, se você quiser escapar dos ciclos intermináveis ​​de farpas e bálsamos, e ao mesmo tempo crescer e procurar <a title="entendimento no relacionamento" href="http://www.escolapsicologia.com/micro-compromissos-uma-via-para-o-entendimento-nos-relacionamentos/" target="_blank">entendimento no relacionamento</a>, há uma saída. Tem de trabalhar arduamente na virtude da paciência à moda antiga.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>QUANDO PRECISAMOS DE PACIÊNCIA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>A necessidade de termos paciência ocorre quando somos desafiados numa das duas maneiras:</strong></p>
<ul>
<li>Obtemos algo que não queremos/gostamos</li>
<li>Não obtemos algo que queremos/gostamos.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Nestes casos, temos a sensação de que as coisas não estão indo no caminho certo. É quando os nossos egos chocam. Com impaciência, emerge a irritação com algumas coisas que parecem atrasar-nos, ficamos com a percepção de que as coisas estão movendo-se a um ritmo mais lento do que queremos.</p>
<p style="text-align: justify;">Estes desafios fazem sentir-nos mais vulneráveis​​, possivelmente com medo, e o mais provável é que passemos a ter respostas instintivas para nos protegermos, aos nossos valores e a tudo o que é &#8220;nosso&#8221;. A pressão interna e <a title="ansiedade" href="http://www.escolapsicologia.com/sofre-de-ansiedade-perceba-porque/" target="_blank">ansiedade</a> vão subindo à medida que as frustrações se vão somando. A ausência de paciência empurra-nos de forma urgente para continuar o nosso caminho à nossa maneira. Sempre que a tensão interna aumenta, sempre que a frustração se faz sentir e a luta de egos entra em ação, acionar a virtude da paciência é imperativo.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>O QUE É A PACIÊNCIA?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">De acordo com a Wikipédia, <strong>Paciência</strong> é uma virtude de manter um controle emocional equilibrado, sem perder a calma, ao longo do tempo. Consiste basicamente de tolerância a erros ou fatos indesejados. É a capacidade de suportar incómodos e dificuldades de toda ordem, de qualquer hora ou em qualquer lugar. É a capacidade de persistir em uma atividade difícil, tendo ação tranquila e acreditando que você irá conseguir o que quer, de ser perseverante, de esperar o momento certo para certas atitudes, de aguardar em paz a compreensão que ainda não se tenha obtido, capacidade de ouvir alguém, com calma, com atenção, sem ter pressa, capacidade de se libertar da ansiedade. A tolerância e a paciência são fontes de apoio seguro nos quais podemos confiar. Ser paciente é ser educado, ser humanizado e saber agir com calma e com tolerância.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-4225" title="coração" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/08/coracao.jpg" alt="coração" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>VIRAR-SE PARA NÓS MESMOS É DO NOSSO INTERESSE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">A paciência é o processo de nos voltarmos para dentro de nós mesmos e entrar em contato directo com a pressão interna, e igualmente com a calma e tranquilidade. É tomar consciência dos sentimentos vulneráveis (<a title="pensamentos e sentimentos negativos" href="http://www.escolapsicologia.com/como-lidar-com-pensamentos-e-sentimentos-negativos/" target="_blank">pensamentos e sentimentos negativos</a>) ​​e inquietação, e em consciência não inflamar os acontecimentos ou situações que fizerem disparar a defesa do ego. Devemos fazer um esforço para não escalar e exacerbar os pensamentos e sentimentos negativos avaliando o quão &#8220;maus&#8221; são. Tente apenas presenciar a sensação de desconforto, sem que necessariamente tenha de agir nesse estado. É preciso coragem. É preciso treinamento mental para enfraquecer os hábitos antigos que nos conduzem para o insulto, ou retirada.</p>
<p style="text-align: justify;">O que é então a paciência? É entrar em contato com o impulso emocional para fazer alguma coisa em reação ao que nos provocou e conseguir travá-lo. O impulso emocional pode ser para criticar, para nos defendermos, para comer em excesso, para usar uma substância aditiva.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Não é um traço de caráter fácil de desenvolver. Então, porque devemos desenvolver a paciência?</strong></p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>SENTIR RAIVA É UMA CAUSA DE DOR</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Uma das razões para trabalhar na impaciência da raiva  é que o hábito da raiva torna-se mais e mais fortes ao longo do tempo. Pense na forma como um alcoólico desenvolve uma tolerância ao álcool. O mesmo acontece com a raiva, quanto mais nos deixamos experimentar e viver essa sensação, mais enraizado fica esse disparo emocional tremendamente forte. E à medida que o tempo vai passando a irritabilidade vai aumentando. A raiva alimenta o mau-humor, a intolerância e tolda o raciocínio e a clareza de pensamento.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;">A IRRITABILIDADE SEPARA-NOS DOS OUTROS E BLOQUEIA O ACESSO À SABEDORIA INTERIOR</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando accionamos o nosso ciclo aparentemente interminável de &#8220;velhas histórias&#8221; perdemos a presença de espírito connosco e com os outros.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Exemplo:</strong> &#8220;Eu não posso acreditar que ela fez isso de novo! Eu disse-lhe que aquilo me incomodava. Como é que ela pode estar no mundo da representação desta forma? Isto nunca irá dar certo&#8221;.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Num estado de irritabilidade accionado por &#8220;velhos&#8221; problemas, accionamos igualmente os mesmos padrões  de pensamento e comportamento. Não conseguimos trazer luz aos assuntos e fazemos disparar as velhas lenga-lengas do costume. Não damos a nós mesmos oportunidade de aceder a formas mais assertivas e sábias de raciocínio e resolução de problemas.</p>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>QUANDO CONSEGUIMOS CONFIAR EM NÓS MESMOS PARA SERMOS PACIENTES, ACCIONAMOS O AUTO-RESPEITO E FORÇA INTERIOR</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Quando acedemos ao momento que fica entre os estímulo e a resposta, abrimos uma janela à consciência e sabedoria interna. Percebemos que podemos não ser <a title="vítimas de nós mesmos" href="http://www.escolapsicologia.com/abandone-a-mentalidade-de-vitima/" target="_blank">vítimas de nós mesmos</a>, que não precisamos de &#8220;morder o anzol&#8221;. Percebemos que temos oportunidade de fugir aos &#8220;velhos&#8221; hábitos que tantos problemas nos têm dado. No espaço entre o estímulo e a resposta fica alojada a paciência. Quando ficamos nesse intervalo de bem-aventurança, emerge em nós uma força interior tremenda que nos permite ter <a title="confiança em nós mesmos" href="http://www.escolapsicologia.com/3-passos-e-10-formas-para-construir-a-sua-auto-confianca/" target="_blank">confiança em nós mesmos </a>no sentido de permanecermos calmos, tranquilos e conseguirmos encontrar uma resposta assertiva para o problema entre mãos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>PERCEBERMOS O QUE QUEREMOS SER</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Para refletirmos é necessário acalmarmos a nossa mente. Para fazermos uma pausa introspectiva na nossa vida é necessário cultivar a virtude da paciência. A paciência permite-nos entrar num estado de reflexão interna, permite a ponderação e a análise de várias opções e possibilidades. Permite-nos aceder à razão e assim em consciência conseguimos perceber como queremos ser e agir em determinadas situações.</p>
<blockquote>
<p style="text-align: justify;"><strong>Dica:</strong> Nos relacionamentos, mas igualmente na vida em geral a paciência é uma virtude que alimenta as decisões ponderadas. A paciência deixa-nos aceder ao momento presente e atualizarmos as respostas em função dos acontecimentos do momento. ﻿A paciência ou ausência dela é um factor chave na transformação dos relacionamentos em maldição ou bênção.</p>
</blockquote>
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
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		<title>Micro-Compromissos, uma via para o entendimento nos relacionamentos</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Feb 2011 15:57:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[como manter um compromisso]]></category>
		<category><![CDATA[como ter um relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[compromissos]]></category>
		<category><![CDATA[micro-compromissos]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos saudáveis]]></category>
		<category><![CDATA[relações]]></category>

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		<description><![CDATA[A semana passada li num jornal diário Português, que os casais discutem à volta de 352 vezes por ano, o que quer dizer &#8220;praticamente&#8221; todos os dias. E na grande maioria dessas vezes por questões domésticas e/ou sexuais. Não afirmo que seja exatamente assim, estatísticas são apenas isso, expressam comportamentos de uma amostra da população. [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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<a href="http://www.escolapsicologia.com/micro-compromissos-uma-via-para-o-entendimento-nos-relacionamentos/">Micro-Compromissos, uma via para o entendimento nos relacionamentos</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">A semana passada li num jornal diário Português, que os casais discutem à volta de 352 vezes por ano, o que quer dizer &#8220;praticamente&#8221; todos os dias. E na grande maioria dessas vezes por questões domésticas e/ou sexuais. Não afirmo que seja exatamente assim, estatísticas são apenas isso, expressam comportamentos de uma amostra da população. No entanto, quer por experiência própria, quer por outros estudos que já li, assim como conversas que venho tendo com amigos e com pacientes em consulta, a realidade das relações entre casais que vivem juntos não deve fugir muito às estatísticas.</p>
<p style="text-align: justify;">Por esta razão os micro-compromissos podem ser considerados uma boa estratégia como tentativa de minimizar as discussões entre casais.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O que é que queres para jantar? Pergunta o marido.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Não sei, respondeu ela. O que é que queres?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Quer tal hambúrguer?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Não, eu não quero hambúrguer.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;O que é que queres então?&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Não sei bem, e se fosse massa.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Estou um pouco farto de massa. E se fosse Pizza?&#8221; disse o marido.</p>
<p style="text-align: justify;">&#8220;Eu apetece-me mesmo massa.&#8221;</p>
<p style="text-align: justify;">Silêncio. Depois: Ok, Massa então.</p>
<h3><img class="alignnone size-full wp-image-2295" title="relacionamentos" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/02/relacionamentos.jpg" alt="" width="630" height="350" /></h3>
<h3><span style="color: #ff0000;"><strong>TODOS NÓS FAZEMOS COMPROMISSOS PARA O BOM E/OU PARA O MAU<br />
</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Os problemas que minam os relacionamentos estão quase sempre presentes desde o início. Estes são problemas típicos  que foram negligenciados ou conscientemente ignorados no calor da paixão, na adrenalina da esperança e do desejo não se admitiu que interferissem no estabelecimento da relação, mas que estavam esperando a paixão arrefecer, (o que sempre acontece até certo ponto), para ressurgirem mais tarde como possíveis barreiras para o relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A natureza dessas questões é tão variada quanto as próprias pessoas e inclui as diferenças de abordagem e atitude: dinheiro, atividades de lazer, educação dos filhos (ou mesmo a possibilidade de ter filhos), religião, educação, desejo sexual, organização do lar e preferência de localização. Estas são grandes questões, as questões que se tornam mais claras à medida que o relacionamento progride, muitas vezes levando à necessidade de se optar por terapia de casal e, às vezes levando ao divórcio ou separação. Não quero ser taxativo, certamente existirão outras incompatibilidades como diferenças na personalidade e no comportamento, que podem condenar um relacionamento, mas em situações em que ambos os parceiros estão emocionalmente saudáveis, geralmente, estas &#8220;pequenas&#8221; questões são muitas vezes o que levam ao desentendimento.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>A SEPARAÇÃO BANALIZOU-SE?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">O divórcio está hoje tão banalizado, a percentagem é tão elevada que já ninguém fica surpreendido quando um amigo lhe diz: &#8220;Olha divorciei-me.&#8221; Este acto tornou-se tão banal, que já se aceita como uma &#8220;coisa&#8221; do nosso dia-a-dia. Será que a nossa tolerância para os grandes compromissos que todos nós fazemos na formação dos relacionamentos românticos diminui com o  passar do tempo? Será que o nível de tolerância das pessoas diminui drasticamente? Estaremos todos nós mais egoístas? Será que já não conseguimos fazer o exercício de nos colocarmos no ponto de vista do outro?</p>
<p style="text-align: justify;">Também eu não tenho resposta para as questões que coloquei. No entanto, acredito que milhares e milhares de pequenas concessões estão contribuindo para os mal-entendidos entre os casais. Apelido  esses pequenos compromissos diários de: <strong><em>micro-compromissos</em></strong>. São compromissos tão pequenos que quase não reparamos que os estamos fazendo, mas que, se estivéssemos sozinhos não os estaríamos fazendo. <strong>Coisas como:</strong> desligar a luz que tínhamos deixado acesa, ir almoçar neste restaurante em vez de outro, virar à esquerda nesta rua ao invés de ir em frente e virar na próxima à esquerda, macarrão para o jantar ao invés de hambúrgueres, e até mesmo o quase proverbial deixar (ou não) levantado o assento da sanita quando vamos ao banheiro.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>A FORÇA DESTRUIDORA QUE OS MICRO-COMPROMISSOS PODEM TER!</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">A sua lista de coisas que provocam discórdia, ou pelo contrário que necessita de micro-compromissos será diversificada dependendo dos casos, mas certamente também você não lhes escapará! Estes tipo de situações estão na origem de  muitos  problemas que atingem até mesmo aqueles que ficam  frustrados por eles serem ridiculamente pequenos. Não se deixe enganar pela sua pequenez, eles têm a força destruidora capaz de avassalar muitos relacionamentos. Parecem quase grãos de areia, dificilmente perceptíveis à primeira vista, vão caindo nos relacionamentos pouco a pouco, até que se começam a acumular  construindo uma barreira que irá restringir a nossa capacidade de movermo-nos livremente como desejamos, eventualmente ameaçando a morte da relação.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>MICRO-COMPROMISSOS, UM PARADOXO BENÉFICO?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Pergunto-me, se não há para muitos de nós, um efeito negativo de aumento gradual, que emerge de tornarmos estes compromissos aparentemente insignificantes, para depois insidiosamente desgastar-nos a capacidades de tolerar o nosso espaço pessoal com outra  pessoa, talvez até com o passar do tempo envenene a nossa habilidade para nos relacionarmos positivamente com o nosso parceiro(a). <strong>O caricato é que os micro-compromissos são paradoxais, se não os fizermos, a relação não terá  pernas para andar, se os fizermos, corremos o risco de eles se voltarem contra nós, seja porque julgamos estar a ceder aos desígnios do outro, ou porque o outro não cede com tanta frequência como nós.</strong> Poderíamos dizer que é um pau de dois bicos. Certamente que o é.</p>
<p style="text-align: justify;">Eu acho que quando isso acontece é porque esses micro-compromissos restringem o nosso senso de liberdade. Embora nem todos requeiram o mesmo grau de liberdade, todos nós exigimos um certo senso de autonomia. E porque não há duas pessoas  que queiram exatamente a mesma coisa ao mesmo tempo, quando você vive com outra pessoa no seu espaço pessoal ou de compromisso ou de conflito, invariavelmente, isso acontece. Mesmo que um parceiro consistentemente ceda as suas micro-necessidades para o outro, a pessoa muitas vezes desenvolve um sentimento de ressentimento com o passar do tempo, o que pode levar a uma explosão súbita, ou uma série de explosões, em que o outro parceiro fica chocada ao saber da frustração para o qual eles contribuíram de alguma forma.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-2297" title="rosas" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2011/02/rosas.jpg" alt="" width="630" height="350" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>A SOLUÇÃO</strong></span></h3>
<p>Então, o que é que podemos fazer para impedir que os micro-compromissos que todos nós fazemos todos os dias, envenenem a nossa capacidade de nos relacionarmos positivamente com os nossos parceiros e, preservar a saúde dos nossos relacionamentos e, simultaneamente, preservar o nosso senso da elevada importância de independência e liberdade para fazer o que queremos?</p>
<p><strong>Deveremos levar em consideração que:</strong></p>
<ul>
<li>Ninguém é absolutamente livre em todos os sentidos.</li>
<li>Liberdade é sempre um termo relativo.</li>
<li>Nem todas as coisas têm de ser necessariamente como nós queremos que sejam.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Mesmo nos países democráticos, em que temos liberdade de opinião, a nossa liberdade está longe de ser absoluta. Eu não posso bater em alguém só porque essa pessoa me irrita, pelo menos sem sofrer consequências. <strong>O simples facto de termos qualquer tipo de relacionamento obriga-nos a alguma forma de constrangimento, mesmo que seja apenas em relação ao tempo reservado para nós mesmos, os nossos amigos e familiares ocupam sempre algum desse tempo.</strong> Poderíamos optar por viver numa ilha (mesmo literalmente), mas rapidamente aprenderíamos da necessidade que temos para a interacção social e, o quão importante é para a nossa felicidade.</p>
<h3><span style="color: #333333;"><strong>NÃO DESDENHE DAQUILO QUE ESCOLHEU PARA SI</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Se conseguirmos reconhecer que algumas restrições à nossa liberdade é o preço que pagamos por qualquer tipo de relacionamento que temos, pode ajudar a silenciar a frustração dos micro-compromissos que esses mesmos relacionamentos exigem. Lembre-se, foi você que escolheu a sua relação actual. Se você entrar na relação com os olhos bem abertos (e isso é um grande se), relembre-se disso quando você ficar frustrado com o acumular  dos micro-compromissos, isto pode ajudar a restaurar a perspectiva de responsabilidade, e esta pode aliviar a frustração até determinado grau que emerge dos micro-compromissos.</p>
<p style="text-align: justify;">Olhe para os micro-compromisso como uma bênção. Este simples facto, muda a sua perspectiva, efetivando-se como uma estratégia útil na luta contra a frustração em ter que fazer micro-compromissos, evitando desta forma o acumular do ressentimento. <strong>Ao invés de sentir que tem de se comprometer, você deve escolher olhar para cada micro-compromisso como um pequeno presente que dá à outra pessoa</strong>, <strong>e vice-versa</strong>. Importante, porém, é ter noção da sua capacidade e/ou habilidade para recusar comprometer-se quando julga não fazer sentido, permitindo assim manter a sua sensação de liberdade desejada. Ou seja, é por esse motivo (quando assim o entende) que nem sempre se deve comprometer.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>CEDA POR VONTADE PRÓPRIA</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Os micro-compromissos estão diretamente relacionados com micro-cedências que se fazem. Se você se compromete a fazer algo, de certa forma está a ceder à vontade do outro (mas, de acordo com aquilo que tenho vindo a explicar, essa cedência convém ser de forma intencional, por vontade própria). Por exemplo se o marido não quer fazer uma micro-cedência  a esposa  pode satisfazer a sua necessidade, cedendo à sua micro-necessidade, e o marido por sua vez reconhece a escolha da esposa como um &#8220;presente&#8221; para ele. Se você conseguir olhar para as interacções como a do exemplo que dei, como pequenos &#8220;presentes&#8221; e/ou &#8220;mimos&#8221; promoverá a troca e o envolvimento entre ambos (podendo até expressar da seguinte forma: &#8220;gosto muito de fazer algumas coisas ao teu gosto&#8221;). Isto permite desenvolver uma apreciação mútua, promovendo o orgulho que um tem pelo outro.</p>
<p style="text-align: justify;">Tenho vindo a explicar que a chave para uma relação saudável é o comprometimento, mas este nem sempre tem de ser numa relação de 50/50. Existem alturas em que um dos parceiros necessita de 100% das suas necessidades satisfeitas, e o outro ter de comprometer-se completamente com isso. <strong>A chave para um relacionamento saudável (ou pelo menos uma das chaves importantes), será reconhecer que os micro-compromissos são bênçãos/mais valias que necessitam ser trocadas, ao invés de exigências que precisam de ser arrancadas à outra pessoa.</strong> Se ambos os parceiros conseguirem abordar  o seu relacionamento desta forma, quando existir necessidade de se comprometerem com grande compromissos, é provável que menos ressentimento possa estar presente para interferir no raciocínio, promovendo uma clarificação e melhores decisões para ambos os parceiros.</p>
<blockquote><p>No fim o casal comeu massa, mas a seguir, muitos dias houve que comeram hambúrguer.</p></blockquote>
<p>Não hesite, para bem da sua relação comprometa-se, ceda e faça disso um bênção.</p>
<p>Abraço</p>
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		<title>Como construir um relacionamento extraordinário</title>
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		<pubDate>Fri, 10 Dec 2010 16:05:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[como construir um relacionamento extraordinário]]></category>
		<category><![CDATA[como criar um relacionamento extraordinário]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento de qualidade]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento extraordinário]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamentos]]></category>

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		<description><![CDATA[As melhores coisas na vida como o sucesso, felicidade, amor, dependem da nossa habilidade para criar e manter relacionamentos bem sucedidos e duradouros. A grande maioria de nós tem nota excelente no inicio dos relacionamentos, para mais tarde nos desleixarmos e acabarmos com uma classificação de não satisfaz. Porque razão os relacionamentos criam problemas tão [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">As melhores coisas na vida como o sucesso, felicidade, amor, dependem da nossa habilidade para criar e manter relacionamentos bem sucedidos e duradouros. A grande maioria de nós tem nota <em>excelente</em> no inicio dos relacionamentos, para mais tarde nos desleixarmos e acabarmos com uma classificação de <em>não satisfaz</em>. <strong>Porque razão os relacionamentos criam problemas tão preocupantes? </strong>Por vezes os problemas de relacionamento devem-se a uma falha nas habilidades da inteligência emocional. Afortunadamente, nunca é tarde demais para desenvolver estas habilidade e melhorar a capacidade de se relacionar de forma emocionalmente inteligente. Assim que implementar no seu reportório emocional e relacional as 5 funções chave das habilidades da inteligência emocional, ficará habilitado para criar relacionamentos mais seguros, bem sucedidos e duradoros.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Como é que a inteligência emocional pode ajudar os nossos relacionamentos?</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Muitas pessoas colocam a sua melhor motivação e atitude no seu novo emprego ou quando pretendem conquistar um novo companheiro, mas tropeçam, quando tentam manter os seus relacionamentos a longo prazo. Isso porque manter uma relação saudável e satisfatória requer uma habilidade única que muitos de nós não temos. <strong>Esta habilidade é conhecida como inteligência emocional</strong>.</p>
<p style="text-align: justify;">A inteligência emocional é a habilidade para reconhecer, controlar, e comunicar efetivamente as nossas emoções, e reconhecer as emoções nas outras pessoas. Quando as nossas habilidades associadas à inteligencia emocional estão bem desenvolvidas, asseguramos uma sólida fundação emocional que nos ajuda a construir um forte relacionamento e a saber comunicar com clareza.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-1691" title="relacionamento" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/12/relacionamento.jpg" alt="" width="630" height="300" /></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>As habilidades da inteligência emocional irão ajudá-lo a:</strong></h2>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Construir um relacionamento gratificante e duradouro</li>
<li>A ficar calmo e focado, mesmo em situações de tensão</li>
<li>Entender as suas próprias motivações, sentimentos e necessidades</li>
<li>Reconhecer a diferença entre comunicação prejudicial e útil. Saber &#8220;ler&#8221; bem as outras pessoas</li>
<li>Refutar argumentações e reparar sentimentos feridos</li>
<li>Encontrar mais diversão e alegria no seu relacionamento</li>
<li>Transformar os conflitos numa oportunidade para construir a confiança</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Se você tiver problemas com qualquer uma destas habilidades e gostaria de construir fortes relacionamentos e mais satisfatórios, tenha esperança. <strong>A inteligência emocional não é algo com que nascemos &#8211; é aprendido</strong>. Você pode continuar a aprender e desenvolver as competências da inteligência emocional durante toda a sua vida.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>PORQUE É QUE O ACONSELHAMENTO NO RELACIONAMENTO NEM SEMPRE FUNCIONA?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">As emoções são os blocos de construção de cada relacionamento nas nossas vidas, e o poder dessas emoções não pode ser negligenciado. As emoções na grande maioria da vezes sobrepõem-se  aos nossos pensamentos e influenciam profundamente o nosso comportamento, quase sempre sem a nossa consciência. A maioria das pessoas procuram o aconselhamento no relacionamento para encontrarem respostas para problemas em que  acreditam serem as responsáveis pelos seus conflitos, sem perceberem que existem questões  mais fundamentais no cerne do problema. Elas estão a tentar curar os sintomas superficiais de seus relacionamentos disfuncionais, sem examinar as verdadeiras questões emocionais que estão em lume brando. Mas até que as questões fundamentais sejam abordadas, os problemas e os conflitos continuarão.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Consideremos os problemas de relacionamento destas pessoas fictícias:</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O António teve experiências de dor física e emocional no início da sua vida, e está determinada a manter sua família unida. Mas a sua esposa tem vindo a ameaçá-lo com o divórcio. Num livro, bestseller, António encontrou a forma de implementar alguns passos para mudar o seu comportamento e tomou coragem para iniciar uma discussão aberta na sua relação com a sua esposa. Infelizmente, a maioria das boas intenções a que o António se propôs perderam-se, dado que a sua comunicação não-verbal (a verdadeira linguagem do amor) transmitiu apenas as suas necessidades e ignorando as da esposa.</p>
<p style="text-align: justify;">A Juliana chama a atenção para a sua boa aparência e sentido de humor, mas ela nunca se sente confortável com ela mesma. Ela tem lido muitos livros sobre o que os homens querem, ela tem muitos encontros, mas cada vez que ela encontra alguém que ela realmente gosta, a relação dura pouco tempo. Ela culpa aqueles que a desapontam, mas ela não percebe que a sua incapacidade de relaxar e mostrar-se interessada  são as causas dos seus problemas de relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;">A Margarida, cuja mãe estava deprimida quando ela era jovem, tem uma licenciatura em direito numa das mais prestigiadas faculdades de Direito do país. Ela normalmente, parece e age como alguém responsável, mas tem um calcanhar de Aquiles. A incapacidade para enfrentar o conflito tem prejudicado a sua carreira. Apesar da terapia em coaching, e das suas boas intenções, ela permanece presa e incapaz de avançar.</p>
<p style="text-align: justify;">Em cada um destes exemplos, supostamente o aconselhamento no relacionamento prova a sua ineficácia. Porquê? Porque a verdadeira fonte dos problemas na relação, as questões relacionadas com a inteligência emocional, nunca foram abordadas.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>AS HABILIDADES DA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL E O SEU RELACIONAMENTO</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">A sua inteligência emocional é o conjunto de habilidades de relacionamento ou habilidades-chave que ajudam a estabelecer relações fortes e a lidar com problemas de relacionamento. Encontre o seu nível de habilidade da inteligência emocional, respondendo às questões deste questionário breve. <strong>Responda com:</strong> <em>normalmente, às vezes, ou raramente</em>.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Você sente-se ligado quando fala com a maioria das pessoas? Ou distrai-se facilmente?</li>
<li>Você sente-se confortável com as pausas? Você sente-se à vontade quando ninguém está a falar?</li>
<li>Você sente quando alguém se sente incomodado antes de o expressar?</li>
<li>Você julga ou crítica alguns dos seus sentimentos e emoções?</li>
<li>Você presta atenção à sua intuição ao tomar decisões importantes?</li>
<li>Você percebe logo, assim que fica stressado?</li>
<li>Você sabe como se acalmar rapidamente quando fica stressado?</li>
<li>Você ri e brinca com os outros?</li>
<li>Você usa o humor para negociar situações difíceis?</li>
<li>Você lida bem com as diferenças e desacordos?</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Responder a grande parte destas questões indica que você está a ter um bom inicio para melhor aplicar as habilidades de comunicação com inteligência emocional na sua relação. Se as suas respostas foram maioritariamente, às vezes ou raramente, você provavelmente necessita de algum tipo de ajuda para desenvolver algumas habilidades na sua relação.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>AS CINCO HABILIDADES CHAVE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Embora cada relacionamento seja único, existem cinco habilidades da inteligência emocional, que são de vital importância para a construção e manutenção de relacionamentos saudáveis.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Habilidade chave nº1: Habilidade para gerir o stress</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">O stress diminui a sua capacidade de sentir, de pensar racionalmente, e de estar emocionalmente disponível para a outra pessoa, essencialmente, bloqueando a boa comunicação. Isto prejudica a relação. Ser capaz de regular o stress, permite-lhe manter-se emocionalmente disponível. O primeiro passo para comunicar com inteligência emocional é reconhecer quando é que os níveis de stress estão fora de controlo e reverter a situação, sempre que possível, para um estado de relaxamento e em consciência. Pondere ler: <a href="http://www.escolapsicologia.com/6-estrategias-para-combater-o-stress/" target="_blank">6 estratégias para combater o stress</a>.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Habilidade chave nº2: Habilidade para reconhecer e gerir as suas emoções</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Trocas afetivas reforçam o processo de comunicação. Estes intercâmbios são desencadeados por emoções básicas, incluindo a raiva, tristeza, medo, alegria e desgosto. Para comunicar de uma forma que se envolva com os outros, você tem que ser capaz de aceder às suas emoções e reconhecer como elas influenciam as suas acções e relacionamentos. No entanto, as suas emoções podem ser distorcidas, anestesiadas, ou recalcadas, especialmente se você já experimentou precocemente alguns traumas na sua vida , como perda, traição, isolamento ou abuso. Infelizmente, sem consciência emocional, somos incapazes de compreender as nossas próprias motivações e necessidades, ou comunicarmos efetivamente com os outros. A fim de ser emocionalmente saudável e emocionalmente inteligente, você deve trabalhar no sentido de ligar-se ao âmago das suas emoções. Para um melhor esclarecimento acerca deste assunto, pondere ler: <a href="http://www.escolapsicologia.com/aprenda-a-gerir-as-emocoes-e-a-ter-controlo-na-sua-vida/" target="_blank">Aprenda a gerir as suas emoções e a ter controlo na sua vida.</a></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Habilidade chave nº3: Habilidade para comunicar de forma não-verbal</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">As formas mais poderosas de comunicação não contêm palavras, e acontecem num ritmo muito mais rápido do que o discurso. Utilizar a comunicação não-verbal é a forma de atrair a atenção dos outros e manter os relacionamentos no bom caminho. Contato ocular, expressão facial, tom de voz, postura, gestos, toque, intensidade, tempo, ritmo e sons que transmitem compreensão ativam o cérebro e influenciam os outros, muito mais do que só as suas palavras. A nossa maneira de falar, ouvir, olhar e movimentarmo-nos produz uma sensação de interesse, confiança, emoção e desejo de conexão, ou pelo contrário, vão gerar medo, confusão, desconfiança e desinteresse. A comunicação não-verbal não é sobre palavras, mas não se processa necessariamente em silêncio, o tom de voz ou um suspiro bem colocado pode dizer muita coisa.  A comunicação não-verbal tem muito de linguagem visual. Se um conversador está de pé rigidamente, a mensagem que ele envia podem ser bastante diferente do que se ele estiver visivelmente relaxado. Um óbvio olhar rasgado ou um encolher de ombros subtil, pode querer dizer muito, mesmo sem intenção consciente da pessoa. Desta forma, a comunicação não-verbal é vital para manter os relacionamentos forte e saudáveis.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Parte da melhoria da nossa comunicação não-verbal envolve a atenção para:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li>Contacto ocular</li>
<li>Expressão facial</li>
<li>Tom de voz</li>
<li>Postura</li>
<li>Gestos</li>
<li>Toque</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A comunicação não-verbal é um regulador da qualidade das relações, consciente ou inconscientemente envia sinais positivos ou negativos para os outros. Nada revela mais sobre nós para os outros, ou atrai outros para nós, que a comunicação sem palavras. Por este motivo, devemos esforçarmo-nos para conseguirmos ser coerentes entre a forma como nos expressamos e as emoções. que estamos a sentir. Normalmente quando estamos num estado emocional muito ativo, as nossa expressões falam por nós, são sinceras e revelam aquilo que estamos a pensar.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-1692" title="casalnapraia" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/12/casalnapraia.jpg" alt="" width="630" height="300" /></p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Habilidade chave nº4: Habilidade para usar humor e brincar no seu relacionamento</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">Ser brincalhão e usar o humor pode ajudá-lo a lidar com situações problemáticas e embaraçosas. Compartilhar mutuamente experiências positivas também eleva a moral, pode ajudá-lo a encontrar recursos internos necessários para lidar com a decepção e desgosto, e dar-lhe a vontade para manter uma conexão positiva ao seu trabalho e às pessoas significativas da sua vida.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Utilizar a comunicação lúdica no seu relacionamentos ajuda-o a:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Ultrapassar dificuldades</strong>. Ao permitir-nos ver as nossas frustrações e decepções de novas perspectivas, risos e brincadeiras  permitem-nos ultrapassar alguns aborrecimentos, dificuldades, e contratempos.</li>
<li><strong>Ajustar diferenças</strong>. Usar o humor suave, muitas vezes ajuda-nos a dizer coisas que possam ser difíceis sem a criação de um apaziguador.</li>
<li style="text-align: justify;"><strong>Relaxar e recuperar energia</strong>. Brincar e rir, relaxa o corpo e recarrega as nossas baterias emocionais.</li>
</ul>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Habilidade chave nº5: Habilidade para resolver conflitos nas suas relações</strong></h2>
<p style="text-align: justify;">A forma como cada um de nós reage às diferenças e divergências nas relações pessoais e profissionais podem criar distanciamento e hostilidade irreparável, ou pelo contrário pode promover a construção da segurança e confiança.</p>
<p style="text-align: justify;">A forma como você reage às diferenças e divergências nas relações pessoais e profissionais podem criar clivagens  e hostilidade irreparável, ou pode iniciar a construção da segurança e confiança.  A capacidade que cada um de nós tem para gerir os conflitos e perdoar facilmente é apoiada pela capacidade de gerir o stress, e estar emocionalmente disponível para se comunicar verbalmente, e de usar bom humor. O conflito é normalmente o combustível que alimenta a mágoa, injustiça e perda de respeito. Duas pessoas não podem ter sempre as mesmas necessidades, opiniões e expectativas e isto não tem que ser necessariamente uma coisa ruim! Quando o conflito é resolvido de uma forma saudável, transforma-se na pedra fundamental para a confiança entre as pessoas. <strong>Quando o conflito não é percebido como ameaçador ou punitivo, promove a liberdade, a criatividade, confiança e segurança nos relacionamentos</strong>.</p>
<h2 style="text-align: justify;"><strong>Resolver os conflitos de uma forma positiva envolve: </strong></h2>
<ul>
<li><strong>Estar focado no presente</strong>. Quando estamos emocionalmente presentes e sem alimentar velhas mágoas e ressentimentos, podemos reconhecer a realidade da situação actual e vê-la como uma nova oportunidade para a resolução de antigos sentimentos sobre os conflitos anteriores.</li>
<li><strong>Escolher os seus argumentos</strong>. Considere o que vale a pensa discutir e o que pode ignorar. Escolha as suas batalhas com sabedoria.</li>
<li><strong>Ser capaz de perdoar.</strong> Se você continua a sentir-se prejudicado, deverá proteger-se. Mas se não for o caso, a resolução de conflito, envolve renunciar à vontade de punir.</li>
<li><strong>Colocar um ponto final nos conflitos que não podem ser resolvidos</strong>. São necessárias duas pessoas para manter um argumento ativo. Se você não consegue encontrar um ponto comum, abandone o argumento.</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Depois de saber como manter-se emocionalmente presente, e controlar o stress, você pode evitar uma reacção exagerada ou reagir de forma assertiva em situações emocionalmente tensas. E com a ajuda da comunicação não verbal e do humor você pode evitar e acabar com muitos problemas antes de se transformarem em conflito.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;">COMO MELHORAR A SUA INTELIGÊNCIA EMOCIONAL</span></h3>
<p style="text-align: justify;">Felizmente<strong> </strong>a inteligência emocional pode ser ensinada e desenvolvida. Há muita literatura e muitos testes disponíveis para o ajudar a determinar a sua inteligência emocional atual e identificar onde é que você pode precisar fazer algumas melhorias.</p>
<ul>
<li>
<div style="text-align: justify;"><strong>Torne-se consciente de si</strong>. Aprenda a reconhecer as suas emoções e seus efeitos, como você reage ao seu ambiente e como as suas emoções afetam seu comportamento. Use-as para encontrar maneiras de fazer as melhores decisões e resolver problemas em áreas onde você se sente vulnerável.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;"><strong>Observe como é que você reage em situações stressantes</strong>. Você fica chateado muito rapidamente? Você culpa os outros e fica zangado? Como é que você age quando as coisas ficam tensas? Ser capaz de manter a calma e manter as suas emoções sob controlo em situações difíceis, é importante em casa e no trabalho.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;"><strong>Gerencie as suas emoções</strong>. Exercite o controlo dos seus sentimentos e comportamentos. Lide com as suas emoções de uma forma saudável. Tome a iniciativa, mostre-se ser digno de confiança por parte do outro e adapte-se à mudança e circunstâncias.</div>
</li>
<li>
<div style="text-align: justify;"><strong>Torne-se socialmente consciente</strong>. Gaste algum do seu tempo e observe a maneira como interage com as outras pessoas. Examine a forma como as suas acções afetam os outros. Você ouve e pensa sobre aquilo que os outros dizem? Você é uma pessoa de mente aberta e aceita a opinião dos outros? Aprenda a estar atento às pistas emocionais que os outros expressam. Aprecie os que as outras pessoas dizem e porque razão estão a dizer determinada coisa.</div>
</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">A inteligência emocional é uma inteligência que tem a ver com discernimento e compreensão de informação emocional. Uma compreensão intelectual da inteligência emocional é muito importante, mas aquilo que é mesmo necessário para o seu desenvolvimento e aprendizagem, depende de muita prática sensorial não-verbal.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>PREPARADO PARA CONSTRUIR UM RELACIONAMENTO EXTRAORDINÁRIO?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Deixe os seus comentários ao artigo e participe com a sua opinião sobre este assunto tão problemático que são os relacionamentos e a criação de relacionamentos extraordinários. Comente!</p>
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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<a href="http://www.escolapsicologia.com/como-construir-um-relacionamento-extraordinario/">Como construir um relacionamento extraordinário</a></p>
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		<title>20 soluções para manter e melhorar um relacionamento</title>
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		<pubDate>Mon, 13 Sep 2010 11:00:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[como manter um relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[como melhorar um relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[dicas para relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[dicas para relações]]></category>
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		<category><![CDATA[soluções para manter relacionamento]]></category>
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		<description><![CDATA[Lembra-se da última vez que entrou numa discussão ou numa briga com o seu parceiro? Não foi frustrante? Não foi doloroso? Foi mesmo necessário? O que é que nós podemos fazer para lidar melhor com estas situações sem arruinar os nossos relacionamentos? A relação com o nosso parceiro pode ser um dos aspectos mais recompensadores [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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<a href="http://www.escolapsicologia.com/20-solucoes-para-manter-e-melhorar-um-relacionamento/">20 soluções para manter e melhorar um relacionamento</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Lembra-se da última vez que entrou numa discussão ou numa briga com o seu parceiro? Não foi frustrante? Não foi doloroso? Foi mesmo necessário? O que é que nós podemos fazer para lidar melhor com estas situações sem arruinar os nossos relacionamentos? A relação com o nosso parceiro pode ser um dos aspectos mais recompensadores na nossa vida. Guardamos num lugar especial a pessoa com a qual partilhamos os inúmeros momentos de alegria. Diferenças na personalidade são inevitáveis, e aquilo que faz de nós seres únicos e individuais pode contribuir para o desacordo e conflito durante qualquer relacionamento. Aquilo que nos define enquanto individuo é na grande maioria das vezes o nosso principal obstáculo para um <a href="http://www.escolapsicologia.com/34-questoes-para-um-relacionamento-saudavel/" target="_blank">relacionamento saudável</a>.</p>
<p style="text-align: justify;">A gestão de diferentes personalidades, com interesses e gostos diferentes pode ser o alimento da discussão, ou não. Quando as discussões não são entendidas adequadamente, diferenças triviais de opinião podem tornar-se em verdadeiras batalhas, e provavelmente poderá afectar aquilo que levou meses ou anos a construir. Claro que existem formas de estar nas relações que são incompatíveis, podendo ambos beneficiarem da separação. No entanto grande parte das separações são desnecessárias, pois poderiam aprender a gerir a zanga ou a fúria e impedir a construção de um ciclo negativo de discussões. Estas quando acontecem, são causadoras de muita dor e desestabilização emocional. Encarando o parceiro de forma conscienciosa e com um desejo genuíno de entendimento, acredito que se consiga desenvolver a chave para o bem-estar da relação.</p>
<p style="text-align: justify;"><img class="alignnone size-full wp-image-527" title="maurelacionamento" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/09/maurelacionamento.jpg" alt="" width="630" height="300" /></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>MUDANÇA REPENTINA DE ESTADO DE HUMOR</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Grande parte das discussões parecem começar sem razão aparente significativa, mais parecendo lutas entre egos. Provavelmente já lhe aconteceu ter um período muito bom com o seu parceiro, tudo corre como imaginado, excelente empatia e compreensão. Mas, como todos sabemos o dia tem 24 horas e muitas coisas sucedem nesse intervalo de tempo, pequenas trocas de ideias que não coincidem, pequenos interesses que diferem, incapacidade de atender às necessidades do outro e assim sucessivamente até que o nosso estado interno se altera, passamos para um estado não colaborativo e aquilo que tínhamos falado, sentido e vivido à momentos atrás, transforma-se no pior dos nossos pesadelos. Inicia-se então uma discussão acérrima entre egos.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>A VERDADE</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Antes de abordar as formas como se pode ultrapassar a argumentação, desacordos, e lutas numa relação, vamos ponderar o que acontece quando nos encontramos neste estado de desconforto. O que apresento em seguida é aquilo que provavelmente você já viveu quando está num padrão de argumentação.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Fazer a birra de criança:</strong> em determinada altura da discussão, um dos dois está calmo, enquanto o outro torna-se numa criança. Essa pessoa torna-se irracional, extremamente emocional e defensiva. Diz coisas das quais se irá arrepender mais tarde. Assim que aquela “criança” pare de se expressar, pouco a pouco irá ficando mais calma, verificando-se depois um fenómeno extraordinário. Os papeis invertem-se e o outro torna-se agora a criança com birra.</p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>Atenção, apreciação, reconhecimento</strong> &#8211; Quando se entra no modo de criança com birra, estamos à procura de atenção, apreciação e reconhecimento. O nosso estado emocional tem a sua raiz na necessidade que temos de procurar reforço para aquilo que é importante para nós.</li>
<li><strong>Egoísmo e auto-centramento</strong> – quando a nossa birra de criança se expressa, tornamo-nos egoístas e auto-centrados. Não conseguimos entender porque razão o nosso parceiro não percebe o nosso ponto de vista. Quanto mais nos esforçamos, menos o outro consegue estar sensível aquilo que nos está a aborrecer. Neste estado, não conseguimos colocar-nos no ponto de vista do outro, não levamos em consideração os seus sentimentos, e esquecemo-nos que ele também está magoado e sofre com a situação.</li>
<li><strong>Mentalidade de vítima</strong> – quando estamos neste estado, sentimo-nos como vítimas. A nossa mente foca-se nas evidências que suportam a nossa história de vitimização. A mente é ávida em construir histórias coerentes, e quando nos encontramos num estado de incapacidade, vamos arranjar tudo o que nos for possível para justificar aquilo que estamos a sentir, necessitamos de sentir que existem razões para estarmos a comportarmo-nos daquela maneira. Assim sendo a outra pessoa parece-nos a que não está a ser razoável. Sentimo-nos magoados, e vemos cada vez mais razões para a nossa dor. Pode-se dizer que num determinado grau de inconsciência, passa-se a gostar daquele cenário, pois de certa forma gostamos da dor que sentimos, dado que permite-nos representar na perfeição o papel de vitima. Alimentamos os nosso medos e receios de que a vida é feita de relacionamentos dolorosos e que ninguém nos entende.</li>
<li><strong>Certo e errado</strong> – superficialmente, a batalha pode definir-se ao conjunto de argumentos que confirma quem está certo. Um dos parceiros acredita ter razão e que o outro está errado. O desacordo, rapidamente transforma-se numa batalha de egos. Tem-se uma forte e urgente necessidade de provar ao outro que estamos certos.</li>
<li><strong>Emoções engarrafadas</strong> – no papel de criança com birra vai-se expressando os pensamentos auto-centrados que invadem a mente. As emoções engarrafadas na cave da nossa mente são a causa desses pensamentos, que na verdade na grande maioria das vezes não estabelecem qualquer tipo de relação com a situação que se está a desenrolar. Todos transportamos em nós algumas emoções que estão comprimidas, não se manifestando nas situações normais do dia-a-dia, e por este mesmo motivo não temos consciência delas. A não ser nestas situações de máxima tensão.</li>
<li><strong>Significado alternativo</strong> – temos tendência para pegar em algumas palavras expressas pelo outro, saltando para conclusões, assumindo-se o pior. Encontra-se um significado que nos serve, mas que na verdades não é o verdadeiro significado das palavras transmitidas pelo outro. A pessoa diz a si próprio que este significado é absoluto, e permanente. A verdade é que todos nós em determinada altura portamo-nos de forma irracional, dizemos todo o tipo de coisas que não diríamos se não tivéssemos num estado emocional alterado.</li>
<li><strong>Diferenças entre os sexos</strong> – os homens são tão emocionais e sensíveis quanto as mulheres. A diferença está na forma como homens e mulheres se expressam, e isto é usualmente mal entendido. Apresento-vos em seguida algumas diferenças. No entanto deverá levar em consideração duas coisas enquanto lê: 1) isto é uma generalização e nem todos as pessoas poderão encaixar-se; 2) quando me refiro às mulheres ou homens, refiro-me às qualidades e tendências femininas ou masculinas e não ao género.</li>
<li><strong>Como mulher</strong> – as mulheres tendem a esconder os seus pensamentos. Quando estão aborrecidas ou chateadas com alguma coisa, assumem que a outra pessoa consegue ler mentes, e por isso deveria saber exactamente aquilo que estão a pensar sem que fosse necessário verbalizar. Normalmente verbalizam algumas pequenas dicas quando estão nesse estado. Isto é extremamente ingrato e injusto para a outra pessoa, dado que até pode querer ajudar, mas não consegue perceber como, nem entender porque razão a parceira está tão zangada. Na incapacidade do parceiro não perceber as pistas ou dicas, a mulher fica ainda mais zangada e magoada.</li>
<li><strong>Como homem</strong> – os homens tendem a ser mais verbais, pensando alto. O homem até pode internalizar alguns dos seus sentimentos, mas os seus pensamentos são exteriorizados através da palavra. Porque os homens verbalizam os seus pensamentos, arranjam facilmente problemas com a parceira da sua vida, dado julgarem  que não vão magoar com aquilo que dizem. A sociedade condiciona o homem a ter um ego macho-alfa, que se comporta como se fosse uma parede, defendendo a integridade e a força dos seu carácter. Esta força define os seus pensamentos, mantendo as suas emoções invulneráveis e bem guardadas. O homem é muito mais perspicaz e sensível do que a sociedade o admite. O homem tem a capacidade para perceber quando a sua companheira está infeliz e certamente contribuir para a sua felicidade ou restabelecimento do bem-estar entre ambos. No entanto, a tendência é que a parceira não colabore, pois não transmite as suas razões de forma clara e simples.</li>
</ul>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-528" title="relacionamento" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/09/relacionamento.jpg" alt="" width="630" height="300" /></p>
<p style="text-align: justify;">
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>AS SOLUÇÕES</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">É inevitável que os parceiros irão ter na grande maioria das vez opiniões diferentes, todos as pessoas têm dias em que não conseguem gerir da melhor forma as suas emoções. O problema não é a existência de conflitos entre os parceiros, o problema coloca-se na forma como lidam com as situações. Quando os nossos egos se colocam no caminho, as nossas mentes tornam-se turvas entrando-se num sem número de argumentos descabidos. Algumas pessoas usam esses conflitos como uma oportunidades para obter respostas: “ É o meu relacionamento mais forte que o problema?” Usam as situações como uma forma de medir a estabilidade da relação. Não percebendo que a própria questão contribui para o conflito, dado que força ao uso da comparação. Ao invés existe uma forma bem mais efectiva de fazer a questão: “Somos maduros o suficiente para resolver o conflito com consideração, consciência e elegância?”</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Apresento em seguida alguns pontos que têm por objectivo contribuir para um relacionamento mais efectivo:</strong></p>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>1. <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-consciencializacao-e-o-primeiro-passo-para-a-mudanca/" target="_blank">Consciencialização</a></strong> – trazer consciência à situação em questão. Torne-se no observador dos seus pensamentos, emoções, necessidades, e ego. Pergunte a si próprio:- O que é que eu quero neste momento?<br />
- O que eu quero vem do meu coração ou do meu ego?<br />
- Conseguir o que quero, permite-me ser melhor pessoa?<br />
- Conseguir o que quero, permite-me trazer felicidade e realização a mim e aos outros significativos?<br />
- Quais são os aspectos mais significativos na minha vida? Isto encaixa-se nos meus valores?</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>2. Expresse não suprima</strong> – fale livremente e abertamente. Sim, a verdade pode magoar, mas se você assumir a responsabilidade pelas suas palavras e falar de forma respeitosa para o outro, a sinceridade e honestidade expressa na sua mensagem irá sobressair. A outra pessoa irá apreciá-lo profundamente por isso. Esta abordagem irá permitir aliviar a tensão emocional, mas igualmente promover o entendimento mútuo.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>3. Reconheça a criança birrenta</strong> – ao trazer consciência para a situação, irá ficar mais capacitado para reconhecer quando é que o seu parceiro se encontra no estado de criança com birra. Quando ele está nesse estado, será extremamente benéfico manter-se calmo. Não personalize aquilo que é dito pelo outro enquanto ele estiver naquele estado, ele não queria dizer aquilo e provavelmente mais tarde irá arrepender-se.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>4. Como acalmar a criança</strong> &#8211; o estado de criança com birra, é um estado primário. Em determinadas alturas todos nos tornamos irracionais e excessivos. Sentimo-nos como se fossemos crianças novamente e fazemos birras para obter atenção ou conseguirmos aquilo que desejamos. Com isto em mente, o que é que o outro poderá fazer para nos acalmar quando estamos no estado de criança? Sente-se com o seu parceiro o tempo suficiente para abertamente abordar o assunto acerca do que é que poderia fazer para que ele se sentisse melhor quando está nesse estado. Por exemplo, podem criar um palavra código para dizer ao outro quando ele está prestes a entrar nesse estado. E você que estratégia usa?</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>5. Padrão de interrupção</strong> – quando fazemos algo repetidamente, isso torna-se um hábito. Em vez de iniciar um conjunto de acções em que mais tarde se venha a arrepender, é importante trabalhar no sentido de arranjar qualquer coisa que interrompa definitivamente os <a href="http://www.escolapsicologia.com/entenda-os-seus-comportamentos-nao-desejados/" target="_blank">comportamentos não desejados</a>. De forma imaginada veja-se na situação desconfortável, pare, agora substitua mentalmente os comportamentos e emoções que desejaria vir a ter na próxima vez que possa sentir que está a perder o controlo. Agora, tente perceber como se sente, provavelmente bem melhor que a última vez que perdeu a calma. Óptimo, agora reforce esse sentimento, e diga a você mesmo que é isso que fará na próxima situação de desacordo com o seu parceiro. Tudo terminará bem melhor.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>6. “Olha-me nos olhos”</strong> – se você verificar que o seu parceiro está a ficar no estado irracional de criança ou a ficar chateado, peça-lhe para o olhar nos seus olhos, mesmo que seja por breves momentos. Este pequeno exercício de direccionar a atenção para a presença dos dois, pode fazer com que se lembrem quem são, e o quanto gostam um do outro. Para alem disso, transmite uma indicação directa de sinceridade e objectividade.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>7. Respire</strong> – feche os seus olhos e foque-se na sua respiração. Faça algumas respirações profundas e depois continue a respirar normalmente. Continue a fazer isto pelo menos durante 5 minutos. Depois preste atenção aos seus pulmões e sinta-os a expandirem-se e a contraírem. Sinta a energia que recebe ao respirar. À medida que vai mudando o foco, conseguirá igualmente mudar a seu estado mental e emocional. Para uma abordagem mais aprofundado sobre este assunto leia o artigo: <a href="http://www.escolapsicologia.com/10-tecnicas-poderosas-de-relaxamento/" target="_blank">10 técnicas poderosas de relaxamento</a></li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>8. Pergunte a si próprio: “ estou a argumentar com o objectivo de ganhar a discussão?</strong> – se a resposta for sim, pergunte a si próprio em que é que a vitória desta discussão fará diferença na sua vida daqui a 5 anos, ou para a semana, ou então amanhã? Este exercício coloca a discussão em perspectiva e por vezes pode fazer cair por terra toda a sua postura colocada na situação.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>9. Pergunte a si próprio: “O que é que se passa comigo que eu não gosto?”</strong> – na maioria da vezes, os argumentos que defendemos são simplesmente extensões de nós mesmos, facto que poderemos não ter consciência até que possamos reflectir mais tarde, depois do erro já ter sido cometido. Quando nos percepcionamos com um forte impulso para criticarmos as outras pessoas, nós estamos na realidade a projectar aquilo que não gostamos em nós e que vemos nos outros. Observando os nossos pensamentos e comportamentos face aos outros, podemos colocar à nossa frente as inseguranças no assunto em questão.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>10. Coloque-se na pele do outro</strong> – imagine-se a si próprio no papel do outro. Usando o melhor das suas habilidades, tente sentir a dor que o outro está a experienciar. Como é que ele se sente? Como é que é esta nova perspectiva? Durante alguns segundos, finja isso. O “eu” deixa momentaneamente de existir, e agora você é a outra pessoa. Experiencie as suas palavras e sentimentos como se fossem seus. Este simples exercício ajuda-o a desenvolver a compaixão e a levar em consideração o ponto de vista do outro.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>11. “Como é que ele me faz sentir.”</strong> – quando consegue comunicar os seus pontos de vista, fala sempre de forma a transmitir como é que alguma coisa que aconteceu o fez sentir. Por exemplo, “quando eu não obtenho a tua opinião, isso faz-me sentir que eu não sou importante para ti”. Expressar como é que alguma coisa nos faz sentir, ao invés do que nós pensamos do que é que o outro fez de errado, reduz a necessidade instintiva de se defender. Quando as pessoas não estão num estado defensivo, estão mais receptivas a ouvir e a resolver o assunto.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>12. Altere rotinas, refresque-se</strong> – vá para uma divisão diferente da casa, para um sitio que não lhe seja comum, tente colocar as coisas em perspectiva. Procure clareza e entendimento acerca dos seus sentimentos e aquilo que quer para si e para a sua relação. Veja se existe alguma coisa diferente que possa fazer e acrescente valor ao seu relacionamento. Reenquadre esta nova e fresca motivação face a uma atitude positiva e construtiva, caminhe nesse sentido e coloque a estratégia em acção.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>13. Oiça</strong> – Oiça a outra pessoa. Oiça-a realmente. Dê-lhe o respeito que ela merece ser, ou não fosse a pessoa que escolheu para amar. Dê-lhe uma possibilidade de falar e expor a sua questões, opiniões, sentimentos ou ideias sem julgá-la. Renda-se a esse momento de abertura, e concentre-se nele. Ouça o outro com se estivesse a ouvir a si próprio. Ouça o outro da mesma forma como gostaria que o ouvissem a si.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>14. Perdoe e aceite</strong> – relembre-se que no nosso intimo a tendência é para que sejamos “boas” pessoas. Todos nascemos inocentes, amorosos, amigáveis e generosos. Tente ver isso nos outros, tal como deverá procurar isso em si. Todos temos em nós potencial para as boas acções. Somos seres gregários, gostamos de viver em grupo, necessitamos e tiramos prazer de estabelecer contacto e laços fortes com ou outros que nos são significativos.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>15. Desculpe e explique</strong> – diga, desculpa, e mostre que é isso que pretende, explicando porque razão pede desculpa. Não se intimide ou deixe que o seu orgulho se intrometa. A vida encarrega-se de nos mostrar que é curta, por isso tente fazer as coisas correctas, ao invés das coisas correctas para o seu ego. Claro que nós somos a nossa prioridade, mas as coisas que vivemos só fazem sentido, se lhes atribuirmos um propósito que normalmente passa pelo relacionamento que temos com as coisas ou com as pessoas.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>16. Renuncie à defensiva</strong> – renuncie à necessidade de se colocar na defensiva quando existe um discussão. Esteja atento quando o outro expressa os seus sentimentos. Não trate aquilo que o outro expressa usando a critica, ouça com aceitação e com um desejo genuíno de amor ao outro. Esta não é uma luta pelo poder é uma conversa. A expressão dos sentimentos e das necessidades do seu parceiro nada tem a ver consigo.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>17. Foque-se no que o outro fez bem</strong> – quando estamos chateados com o nosso parceiro, tendemos a focar-nos naquilo que fez de errado ou que não gostamos que faça ou diga. Lembre-se: aquilo no qual nos focamos expande-se. E esta capacidade torna-se uma desvantagem, dado que amplifica as coisas negativas nas quais nos focamos. Isto transforma-se em mais negatividade e aborrecimento. Foque-se naquilo que o outro fez de correcto. Foque-se naquilo que gosta nele. Foque-se nas características pelas quais se orgulhou e fez com se apaixona-se, e que consequentemente faz dele um ser único e extraordinário.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>18. Pare de apontar o dedo</strong> – colocar a culpa no outro matem a luta viva. É uma progressão natural culpar os outros ou as situações pela nossa infelicidade e desconforto. Na verdade as Coisas que poderemos ter controlo são os nossos pensamentos, acções e reacções às situações de vida. Poderemos nós culpabilizar os outros pela nossa infelicidade? Não será mais assertivo e realista colocar-se numa situação de fazer algo proactivo no sentido de direccionar os seus pensamentos e percepcionar-se com capacidade de resolução face á situação desencadeada. “não podemos controlar o vento, mas podemos direccionar a vela”. Isto é verdadeiro e capacitante. Coloca assim a vida nas suas próprias mãos, direccionando-a para o caminho que pretende percorrer.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>19. Gratidão</strong> – a capacidade que todos temos para colocar a nossa vida em perspectiva é uma bênção. Mudando o nosso foco, mudamos também o nosso estado de ser, permitindo desta forma afastarmo-nos de más sensações e estados incapacitantes. Faça uma lista das coisas pelas quais se sente agradecido, feche os seus olhos e agradeça todas as funcionalidades existente no seu corpo, principalmente a capacidade que todos temos para gerar pensamentos e assim podermos construir soluções que nos servem. Podemos através desta capacidade extraordinária apreciar o que a vida tem de melhor.</li>
</ul>
<ul style="text-align: justify;">
<li><strong>20. Construir um forte senso de valor</strong> – as inseguranças que se expressam nos relacionamentos, são o resultado das inseguranças que transportamos em nós próprios. Devemos propor-nos ao exercício de gostarmos de nós antes de nos propormos a amar os outros. Dedique algum tempo a construir uma relação forte consigo mesmo, neste processo tem a oportunidade de se deparar com as suas inseguranças e lentamente desintegrá-las, aproximando-se de si e apreciando-se pelo que é. Passe algum tempo de qualidade consigo próprio e encontre-se. O que é que gosta de fazer que gostaria de fazer mais?</li>
</ul>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #333333;"><strong>O que funciona para você quando lida com esses momentos de desconforto no relacionamento? Qual é o seu ideal de relacionamento?</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Compartilhe os seus pensamentos nos comentários.</p>
<p style="text-align: justify;">Abraço</p>
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		<title>34 questões para um relacionamento saudável</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Aug 2010 15:57:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Miguel Lucas</dc:creator>
				<category><![CDATA[Relacionamentos]]></category>
		<category><![CDATA[como ter um relacionamento saudável]]></category>
		<category><![CDATA[dicas para um relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[exercício de relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[questões para um relacionamento]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento saudável]]></category>

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		<description><![CDATA[Algumas das melhores coisas da vida &#8211; sucesso, felicidade, amor (não necessariamente por esta ordem) &#8211; dependerão da nossa capacidade de criar e manter relacionamentos satisfatórios. A maioria de nós começa muito bem no inicio, com grande energia, motivação e empenho. Então qual a razão pela qual os relacionamentos por vezes se tornam tão destrutivos, [...]<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
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<a href="http://www.escolapsicologia.com/34-questoes-para-um-relacionamento-saudavel/">34 questões para um relacionamento saudável</a></p>
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: justify;">Algumas das melhores coisas da vida &#8211; sucesso, <a href="http://www.escolapsicologia.com/a-felicidade-e-possivel-mas-e-opcional/" target="_blank">felicidade</a>, amor (não necessariamente por esta ordem) &#8211; dependerão da nossa capacidade de criar e manter relacionamentos satisfatórios. A maioria de nós começa muito bem no inicio, com grande energia, <a href="http://www.escolapsicologia.com/" target="_blank">motivação</a> e empenho. Então qual a razão pela qual os relacionamentos por vezes se tornam tão destrutivos, incapacitantes ao ponto de nos conduzirem à <a href="http://www.escolapsicologia.com/porque-e-que-nao-consigo-ser-feliz/" target="_blank">infelicidade</a>?</p>
<p style="text-align: justify;">Muitas vezes, são problemas de relacionamento devido a um desajuste nas competências da inteligência emocional. Felizmente, nunca é tarde demais para desenvolver essas habilidades e aumentar a eficácia da inteligência emocional.</p>
<p style="text-align: justify;">As flutuações na satisfação da relação também são influenciados por outros factores, incluindo o nosso próprio nível de cansaço, habilidades em comunicação, resolução de problemas e gestão de stress, a nossa capacidade de lidar com pressões externas, tais como trabalho, família, finanças e os nossos próprios sonhos, metas e expectativas para a nossa vida e nosso relacionamento.</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/08/ajudanorelacionamento.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-111" title="ajudanorelacionamento" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/08/ajudanorelacionamento.jpg" alt="" width="630" height="220" /></a></p>
<p style="text-align: justify;">As situações podem ser inúmeras, mas na grande maioria das vezes aquilo que falha nas relações é o desenvolvimento e crescimento de uma linha de orientação face a um objectivo, (sentimental ou outro) para o qual se queira caminhar, e a partir daí tal qual um atleta quando inicia uma época desportiva e pretende melhorar um conjunto de capacidades físicas, ou uma equipa que pretende melhorar a técnica e táctica do seu jogo, assim também deverá fazer o casal. Deverá empenhar-se em identificar os seus pontos fortes e fracos, face ao seu objectivo a alcançar.</p>
<p style="text-align: justify;">Na grande maioria das vezes os relacionamentos não são bem sucedidos porque não são traçados objectivos de relacionamento. Para que um relacionamento possa satisfazer aqueles que nele intervêm, devem estabelecer metas claras e específicas. A maioria das pessoas entra nos relacionamentos com uma vaga ideia do que querem. Quando questionadas, muitas vezes são incapazes de especificar as suas metas para um relacionamento a longo prazo ou definir o que para ela é amor ou o que representa amar alguém.</p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>ESTABELECER AS METAS</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;"><strong>Os objectivos podem ser declarados ou colocados por escrito, mas eles devem ser acordadas pelos parceiros no início do relacionamento.</strong> Os objectivos de relacionamento são ditados pelo comportamento. No entanto, para um relacionamento aumentar a probabilidade de vir a ser bem sucedido, as metas estabelecidas devem ser apenas aquelas em que ambos os parceiros possam concordar. O objectivo da relação deve ficar bem clarificado e explicito, e ser revisto com alguma regularidade face às necessidades sentidas. Durante a revisão, as metas podem ser modificadas face aos resultados/objectivos que pretendam vir a alcançar. As metas de relacionamento devem ser estabelecidas a longo prazo, mas devem ser flexíveis o suficiente para dar aos parceiros a liberdade suficiente para serem satisfatórias, exequíveis e fáceis de alcançar.</p>
<p style="text-align: justify;">O estabelecimento das metas deve ser desenvolvido para tratar as questões-chave envolvidas no relacionamento, mas podem abranger qualquer área do comportamento humano. A fim de melhor saber como e quais as metas que devem ser estabelecidas, você tem que perguntar a si mesmo uma série de questões para se conhecer a si mesmo e ao seu parceiro.</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Proponho o preenchimento de um pequeno questionário breve. </strong></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>QUESTIONÁRIO DE ESTABELECIMENTO DE METAS</strong></span></h3>
<ul style="text-align: justify;">
<li>1. Como é que podemos melhorar o apoio que damos um ao outro?</li>
<li>2. Como é que iremos comunicar um com o outro diariamente?</li>
<li>3. Qual será o grau de dependência face ao outro, sendo saudável?</li>
<li>4. Como é que a nossa intimidade mútua pode contribuir para impulsionar o relacionamento?</li>
<li>5. Como é que vamos garantir que respeitamos os direitos um do outro no relacionamento?</li>
<li>6. Como é que nos vamos ajudar um ao outro para crescer no relacionamento?</li>
<li>7. Como é que podemos manter a diversão na nossa relação?</li>
<li>8. Como é que vamos incluir os outros na nossa relação, sem perder o apoio um do outro?</li>
<li>9. Como devemos abordar os problemas no nosso relacionamento?</li>
<li>10. Como é que vamos resolver os problemas?</li>
<li>11. Como é que vamos lidar com as várias diferenças de opinião?</li>
<li>12. Como é que vamos lidar com a irritação um do outro?</li>
<li>13. Como é que vamos lidar com as brigas e trazê-las para uma resolução saudável?</li>
<li>14. Até que ponto vamos procurar ajuda se a nossa zanga ficar fora da nossa capacidade de resolução, por exemplo, vamos procurar aconselhamento juntos?</li>
<li>15. Será que vamos concordar em discordar?</li>
<li>16. Como podemos garantir um crescimento mútuo na relação?</li>
<li>17. Até que ponto estamos receptivos a tomarmos responsabilidade conjunta e individual para a nossa relação?</li>
<li>18. Como podemos garantir que a nossa individualidade não se perde neste relacionamento?</li>
<li>19. Até que ponto estamos receptivos para sermos assertivos no nosso relacionamento?</li>
<li>20. Como podemos usar, as nossas personalidades individuais para nos ajudarmos um ao outro e ao crescimento do nosso relacionamento?</li>
<li>21. Que medidas é que iremos tomar se um de nós ou ambos começar a sentir-se sufocado pela relação?</li>
<li>22. Quais os passos que estamos dispostos a dar em caso de um de nós ou ambos termos a necessidade de assistência à saúde mental?</li>
<li>23. Como vamos promover a saúde física do outro e dar apoio um ao outro?</li>
<li>24. Que medidas podemos ter para lidar com o ciúme, o sentimento de competição, ou ressentimento em relação um ao outro?</li>
<li>25. Como vamos agir na hora de fazer todas as coisas que queremos realizar?</li>
<li>26. Como é que vamos organizar ao nossos horários para que possamos prosseguir com os nossos interesses individuais e ainda assim passar bons momentos juntos?</li>
<li>27. Até que ponto somos livres para perseguir os nossos interesses distintos?</li>
<li>28. Até que ponto estamos comprometidos na criação de metas de relacionamento a longo prazo e estabelecer objectivos de curto prazo para <a href="http://www.escolapsicologia.com/como-conseguir-atingir-objetivos-na-sua-vida/" target="_blank">atingir as nossas metas</a>?</li>
<li>29. Até que ponto estamos comprometidos para dar apoio ao outro quando necessário e assim manter o nosso relacionamento no bom caminho?</li>
<li>30. Como é que podemos estruturar formas para conseguirmos “executar” as tarefas necessárias à manutenção e promoção do nosso relacionamento?</li>
<li>31. Como é que podemos delegar as tarefas de manutenção e promoção do relacionamento de modo a que nenhum de nós sinta que está a fazer demais?</li>
<li>32. Que lugar irão ter a religião, passatempos, desporto e outras actividades do nosso interesse no nosso relacionamento?</li>
<li>33. Quão importantes são as coisas anteriores para o nosso relacionamento?</li>
<li>34. conseguimos apoiar as nossas diferenças?</li>
</ul>
<p style="text-align: justify;">Talvez pense que sejam demasiadas perguntas, mas se formos realistas, conseguimos concluir que todas as questões são pertinentes e necessárias. Se não podemos ou não queremos responder a estas questões, como poderemos querer iniciar, e/ou desenvolver um relacionamento sério?</p>
<p style="text-align: justify;"><a href="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/08/relacaosaudavel.jpg"><img class="alignnone size-full wp-image-112" title="relacaosaudavel" src="http://www.escolapsicologia.com/wp-content/uploads/2010/08/relacaosaudavel.jpg" alt="" width="630" height="220" /></a></p>
<h3 style="text-align: justify;"><span style="color: #ff0000;"><strong>COMO FAZER A PONTUAÇÃO:</strong></span></h3>
<p style="text-align: justify;">Para cada resposta idêntica adicione um ponto, e para cada resposta diferente retire um ponto</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se você e o seu parceiro obtiveram uma pontuação abaixo de 17</strong>, isso não significa que você deve terminar, ou que não irá ter sucesso na relação, significa apenas que ambos têm que ponderar decidir sobre os vossos objectivos pessoais na relação e estabelecer um compromisso que sirva aos dois.</p>
<p style="text-align: justify;">Todos os relacionamentos exigem compromisso de ambas as partes para que se possa desenvolver de forma saudável e vir a ser bem sucedido. Você só precisa reavaliar os objectivos que vai querer comprometer-se</p>
<p style="text-align: justify;"><strong>Se você e o seu parceiro obtiveram uma pontuação acima de 17</strong>, significa que você está no bom caminho. Você ainda vai ter que continuar a comprometer-se com o seu desenvolvimento e igualmente com acções que promovam o bom entendimento (você é humano) para manter o relacionamento no bom caminho. Mas você está indo bem.</p>
<p style="text-align: justify;">O que você precisa perceber é que a definição de metas de relacionamento surte melhor e mais efeito quando ambas as partes estão envolvidas no processo. Se apenas um está trabalhando para a melhoria do relacionamento, ele está fadado ao fracasso, porque afinal um parceiro irá sentir-se sempre mais sobrecarregado do que o outro no relacionamento. Definir metas de relacionamento não é diferente do que a criação de qualquer outro tipo de meta. A maior diferença, é que você tem que definir os seus objectivos com a outra pessoa envolvida, trabalhar neles e para eles para assim alcançar o resultado desejado – um relacionamento saudável, duradouro e satisfatório.</p>
<p style="text-align: justify;">Boas metas e bons relacionamentos!</p>
<p><a href="http://www.escolapsicologia.com/seja-um-vencedor" target="_blank" title="Seja um Vencedor!"><img src="http://escolapsicologia.com/images/ebookdownload.png" border="0" alt="Seja um Vencedor!" /></a>
<br />
<a href="http://www.escolapsicologia.com/34-questoes-para-um-relacionamento-saudavel/">34 questões para um relacionamento saudável</a></p>
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