A nosso favor ou contra nós, em algumas alturas da nossa vida apodera-se de nós um sentimento de culpa. Se a interpretação da culpa nos servir, nos engrandecer e for adaptativa e adequada funcionará certamente como um elemento para o nosso desenvolvimento pessoal. No entanto, muito de nós sentimo-nos culpados com bastante frequência levando-nos para caminhos auto-depreciativos e destrutivos. É uma parte natural da vida e realmente desempenha uma função adaptativa que nos ajuda a aprender com as experiências dolorosas ou assustadoras. Apesar da crença comum em contrário, a experiência da culpa não é totalmente negativa, improdutiva e destrutiva. Saiba como lidar com o sentimento de culpa, aprendendo a retirar o que lhe serve, a minimizar os danos e a enfrentar a vida por outra perspetiva.
“Culpa”é o termo que usamos para os sentimentos negativos que repetidamente sentimos quando cometemos um erro que consideramos grave, ou quando fazemos algo que gostaríamos de não fazer ou de não ter de o fazer.
A mente ativa a preocupação, revê vezes sem conta as escolhas ou ações e os resultados envolvidas, experienciamos um enorme sentimento de remorso que, para muitos parece um misto de náusea e um senso palpável de arrependimento muito significativo.

SENTIMENTO DE CULPA: PARA O BOM OU PARA O MAU
Estes desconforto de “opiniões” são percepcionados como indesejáveis, pensamentos intrusivos que geralmente não exercem uma função adaptativa. E muitas vezes eles não são. Mas, em alguns casos eles são realmente adaptativos, assim como praticamente todos os mecanismos físicos e mentais nos nossos corpos. Se adoptarmos uma perspectiva evolutiva, os sentimentos de culpa e remorso têm funções adaptativas, têm um elevado valor de sobrevivência na maioria das situações. No entanto, apesar disso para alguns de nós, e devido a uma avaliação desadequada e exacerbada das situações, a culpa e remorso, viram-se contra nós, tornam-se num terrível problema que assombra a vida e suga a energia e bem-estar.
A reter: A culpa e o remorso podem trazer-nos esclarecimento, mas aplicado de forma inadequada, podem causar-nos complicações. A culpa pode ser saudável, mas igualmente destrutiva.
Aquilo que dizemos a nós mesmos de forma repetida e recorrente vais ficando enraizado na nossa mente. O que dizemos a nós mesmos e a forma como dizemos, na verdade, pode ter efeitos enormes. É como se algumas partes do nosso interior, os processos mentais inconscientes ficassem mais sintonizados com o que dizemos a nós mesmos em silêncio ou em voz alta. É importante ter cuidado acerca da forma como você diz as coisas para si mesmo quando está a passar por dificuldades, lutas ou arrependimentos. Deve tentar ter o mesmo cuidado a falar para si, tal como teria se falasse com um amigo que está a passar por dificuldades ou que tenha feito algo do qual não se orgulhe.
Para aprofundar mais este assunto, pondere: Deixe de dizer desculpe, eu não sei, eu não consigo
A CULPA COMO UM PROCESSO MENTAL DE ENORME POTENCIAL
Após um acontecimento significativamente assustador, embaraço ou doloroso, depois de uma grande dor, um medo, um trauma, um grande erro ou o que quer que o tenha magoado, o cérebro automaticamente inicia uma revisão repetitiva dos elementos envolvidos. Quando este processo é ativado, quando ocorre nas nossas mentes é iniciado por processos inconscientes e vivenciamos isso conscientemente através de sentimentos indesejáveis e fora do nosso controlo. Esta revisão de experiências significativas são apenas pensamentos indesejados ou memórias indesejáveis, quando não há sentimento de culpa. Quando existe um sentimento de culpa ou arrependimento, é porque se accionou o processo repetido de revisão da situação e consequentemente do sentimento recorrente de culpabilização.
Configurar alarmes e alertas da situação
Os nossos cérebros estão preparados para analisar as experiências consideradas intensas e “registando-se” na memória todos os sentimentos desconfortáveis e negativos como elementos, que podem servir como marcadores no futuro, para “lembrar-nos ” de experiências passadas, na esperança de podermos agir de forma mais adequada na próxima vez. Por exemplo, ao caminharmos por uma parte específica da cidade, se formos ameaçados ou atacados, provavelmente posteriormente teremos de lidar com um monte de memórias indesejada, da próxima vez que começarmos a ir novamente nessa direção, mesmo que realmente não nos lembre-mos do que tinha acontecido, uma espécie de alarme soará na mente.
A reter: A culpa pode motivar e estimular uma revisão completa de erros, aumentar a vigilância e cautela no futuro, dar uma sensação de ser responsável e promover a aceitação social e de estima.
No entanto o sentimento de culpa pode torná-lo emocionalmente desequilibrado, deixá-lo transtornado, diminuir a sua auto-estima, destruir a sua esperança, fazê-lo sentir-se estúpido, estragando a sua vida e eventualmente das outras pessoas significativas para si. O sentimento de culpa pode ainda fazê-lo ficar agarrado ao passado, impossibilitando que continue a levar a sua vida para a frente e a viver no presente.
Avaliar as situações com precisão
Ao avaliar com precisão os erros e situações negativas nas quais nos encontramos ou estamos atravessando, leva-nos a atravessar por um período de tempo onde as memórias e pensamentos emergem nas nossas mentes espontaneamente, acompanhado de sentimentos de angustia, acionando-se alarmes de alerta na forma de preocupações. Isso pode ser bom ou pode ser mau, dependendo de como fazemos uso da experiência sentida. Será que a culpa contribui para sermos mais inteligentes? Não. Não, porque o ser humano tem a benção da linguagem e do pensamento complexo. Com uma linguagem que pode manipular conceitos e interpretar situações e emoções como nenhum outro ser vivo. O sentimento de culpa (destrutiva) deve-se ao processo de revisão e ensaios, que é implementada com a nossa decisão de escolha, depois de algo negativo ter acontecido. Mas o que nós ensaiamos na nossa mente, faz a diferença entre tornarmo-nos mais inteligentes e funcionais ou tornarmo-nos menos capazes e inadequados.
Nós, seres humanos podemo-nos tornar mais ou menos inteligentes (com respostas mais ou menos adequadas aos nossos objetivos), porque podemos escolher os elementos que estamos a ligar (“emparelhar”) no nosso processo de raciocínio (forma de pensar). Por exemplo, analise a situação em que alguém depois de ficar acordado a noite toda, vai conduzir, adormece e tem um acidente. Se ele usa o processo natural de culpa para ruminar e recriminar-se acerca de ser irremediavelmente estúpido, e um falhado, ele está a queimar o cérebro desnecessariamente.
A ideia fundamental, é a de que nada lhe serve estar a usar o seu cérebro para pensar/ruminar de forma depreciativa acerca de si mesmo. Ele vai tornar-se mais incapaz do que antes do acidente. Ou, se perante as mesmas circunstâncias, ele usa o processo de culpa e recriminação por ter esquecido o pé de coelho da sorte (ou qualquer outra coisa associada à sorte), ele não vai ser mais esperto e raciocinar de forma mais adequada, provavelmente irá prejudicar-se ainda mais (isto assumindo que o pé de coelho não dá sorte.) Ou, se ele usa medicamentos, álcool, drogas, hipnose ou qualquer um dos milhares de distrações possíveis para evitar qualquer sentimento de culpa, ele não vai ser mais inteligente. Perder a oportunidade de aprender algo realmente importante através da experiência terrível que foi acidente de carro, é o que o sentimento de culpa promove, porque irá aumentar a probabilidade de fazer a mesma coisa de novo, como fez antes do acidente.
Mas, se ele usa a culpa para censurar-se por não dormir o suficiente e, em seguida pensar em ir dirigir sonolento, da próxima vez que esses elementos ocorrerem juntos, ele vai ficar nervoso antes de entrar no carro devido à ideia de ir dirigir, ou ele pode até ficar nervoso na noite em que tiver de permanecer acordado até tarde. Assim, ele pode ter espatifado um carro, mas ficará muito menos propenso a cometer esse erro novamente. Pelo menos ele retirou algo de positivo e construtivo do seu infortúnio (aprendeu que irá proteger-se em situações semelhantes no futuro). Esta é sem dúvida uma forma de pensamento positivo perante uma situação catastrófica.

O TERRÍVEL PESO DA AUTO-PUNIÇÃO
Algumas pessoas sentem que devem punir-se com a negação ou com a auto-sabotagem, como punição, quando se sentem “culpados”. Elas não acreditam que os sentimentos de culpa são castigo suficiente para o seu mal-estar.
Às vezes, retardar uma recompensa ou uma coisa boa, pode ajudar a sentir-se menos culpado. Na verdade, isto não passa de uma ilusão. A auto-punição, na grande maioria das vezes pode machucar ainda mais a pessoa que vive com o sentimento de culpa. Na medida em que a punição sobrecarrega a mente com o sentimento negativo, toda a aprendizagem a partir da experiência e do sentimento de negatividade será distorcida ou perdida. As únicas coisas que realmente são prejudicadas quando a punição é demasiado dura, são o auto-respeito e consciência. Diminuir o auto-respeito fará aumentar probabilidade da pessoa não se preocupar em magoar-se. Diminuir a consciência é o mesmo que diminuir a inteligência. Não se tem uma atitude muito inteligente (adequada) sendo hostis para nós mesmos, isto faz com que o nosso padrão mental fique alterado e nos turve a mente.
Quando não aprendemos com os erros
Porque razão por vezes não conseguimos aprender com alguns erros que cometemos na vida? A razão para tal, é que deixamo-nos turvar por erros de raciocínio. Viramo-nos contra nós numa altura em que mais nos deveríamos ajudar. Reconhecer o erro só é benéfico, se depois conseguirmos manter um equilíbrio emocional que jogue a nosso favor. É necessário que nos coloquemos num estado onde possamos accionar todos os nosso recursos para agir, minimizando o erro, evitando que volte a acontecer, ou antecipando novas situações para que não volte a ocorrer.
Frequentemente atendo pessoas em terapia que se queixam de que as suas vidas parecem estar a desmoronar-se. Elas relatam ter mais problemas com a vida à medida que o tempo vai passando. Dizem-me que acham que deveriam ter aprendido alguma coisa com a vida e com os erros que cometeram. E na verdade todos nós deveríamos, mas como as coisas não acontecem como queremos, o melhor que podemos fazer é, quando tomamos consciência disso, procurar uma forma de não continuar a fazer o que temos vindo a fazer até à data.
Quando nos viramos contra nós, muitos são os problemas emocionais que podem emergir, dificultando-nos o raciocínio. No entanto, alerto para o facto de existir uma mistura de comportamentos e atitudes que aumentam a vulnerabilidade aos problemas psicológicos:
- Auto-punição. Um sentimento de raiva e frustração auto-dirigido, que emerge de se pensar que os sentimentos de culpa não são suficientemente punitivos.
- Auto-avaliação depreciativa. uma avaliação negativa acerca de si mesmo, depreciando o seu carácter e inteligência ao invés de avaliar a situação e comportamentos que levaram ao problema.
Os problemas tornam-se preocupantes por mau uso do sentimento de culpa. Quando nos fundimos a alguns dos nosso sentimentos, e passamos a agir exclusivamente de acordo com eles, corremos o risco de tomar decisões que nos prejudicam porque agimos em modo emocional, deturpando as avaliações e consequentemente os passos para a solução.
Curiosidade: Os ratos e coelhos ou outros animais, executam as suas vidas com base nas emoções. Nos seres humanos as emoções e os sentimentos podem orientar e ajudar, mas não são o pensamento lógico. As emoções na grande maioria das vezes são accionadas de forma inconsciente no nosso cérebro. Elas ajudam, informam, direccionam e sugerem. Facto, que reforça a necessidade e utilidade de aprender a gerir as emoções.
Mas também temos linguagem e pensamento lógico. Temos outras áreas no nosso cérebro onde processamos pensamentos muito complexos, onde podemos manipular ideias complexas de forma complexa. Os sentimentos raramente são mais precisos do que um pensamento lógico e estruturado, embora muitas pessoas possam julgar que são, porque são mais fortes e fazem-se sentir no nosso organismo provocando mal-estar, ou pelo contrário enorme satisfação. Os sentimentos são formas rudimentares de informação (ainda que muito necessária), porque eles são gerados por áreas do nosso cérebro que são primitivas. Os sentimentos por vezes são formas muito subtis de informação, são formas imprecisas que nos podem colocar em apuros, se não forem descodificadas pela consciência. Os sentimentos para nos servirem de forma apurada devem passar pelo filtro do nosso pensamento lógico.
CULPA, APENAS UM SENTIMENTO E NÃO UMA EXPLOSÃO DE INFORMAÇÃO
Ter um sentimento de culpa não implica necessariamente que você tenha de se sentir culpado. A culpa é simplesmente um sentimento, uma experiência mental e física que ocorre no nosso corpo (experiência interna), um programa do nosso cérebro que é executado em resposta a um resultado negativo percebido de alguma natureza. Não é um monte de informações refinado, na verdade é uma informação subtil que emerge de uma reação, não muito mais que isso. É um sinal enviado ao cérebro, ou criado no próprio cérebro que permite accionar um conjunto de processos mentais para pensar de novo sobre as coisas. A experiência de culpa (a culpa descabida e incapacitante) na nossa mente, tem a ver com um processo de ruminação, devido à constante atenção que damos ao assunto que nos perturba e preocupa, criando-se um ciclo vicioso sobre um conjunto de pensamentos que se ligam entre si, mas que no entanto não levam à construção válida de uma resposta ou resultado que ajude na resolução do problema.
Um exemplo de sentimentos de culpa onde não há nada para se sentir culpado é a tristeza como reação à culpa que muitas pessoas experimentam quando morre (neste caso, de acidente) um ente querido. O sobrevivente fica obcecado com as coisas possíveis que poderia ter feito de maneira diferente, e eventualmente evitado a morte. (“Se eu não estivesse no trabalho, ele não teria morrido.” “Se eu me tivesse certificado que tivesse tomado o café da manhã, ele poderia ter tido reacções mais rápidas.” “Se eu não tivesse comprado aquele vestido preto , isso não teria acontecido. “O sobrevivente também pode ficar obcecado com a sensação de que havia um erro que ele ou ela fez, e que o outro era incapaz de identificar. (“Eu sei que havia algo que eu deveria ter feito diferente, mas eu não consigo descobrir o quê.”) Um problema semelhante ocorre quando um indivíduo está envolvido num grave acidente que não tinha nada a ver com o que o indivíduo estava fazendo (ou seja, , um avião cai em casa durante a madrugada, um rajada balas que são disparadas por um atirador enlouquecido num restaurante). Seria normal (mas inadequado) ficar obcecado com a experiência, revendo um e outra vez os acontecimentos e ações antes da catástrofe, mesmo que se reconheceu que, logicamente, não poderia haver nada para se sentir culpado.
O que exemplifiquei, não pretende transmitir a ideia que o sentimento de culpa não possa existir ou que seja um “pecado” quando o sentimos, nada disso. Obviamente que perante determinados cenários catastróficos ou negativos, e em reação a eles, se possam gerar determinados sentimentos de culpa. No entanto, importa referir que na grande maioria das vezes, esse sentimento é muito destruidor, não trazendo alívio nenhum à dor já infligida pelo acontecimento negativo. A reação de culpa é como que uma “fuga” interminável, não dá descanso, não orienta, não permite a reestruturação, devido ao constante sentimento de remorso. Este remorso, consome os recursos mentais, impedindo que a pessoa consiga pensar de forma clara e baseada em factos concretos.
Para aprofundar mais este assunto pondere ler: 5 Dicas para superar as adversidades da vida
SINTONIZE-SE, ACEITE E APRENDA COM O SENTIMENTO DE CULPA
Tenha cuidado, muito cuidado naquilo que vê de errado. As circunstâncias podem ser várias, mas é de sua conveniência esclarecer acerca do quê, e porque é que deve sentir-se culpado, ou se você deve sentir-se culpado acerca de tudo, ou até se é a única pessoa culpada. Ainda que faça mais sentido falarmos de responsabilidade. Uma excelente estratégia de clarificação, embora não infalível, de verificar se você acha que deve sentir os sentimentos de culpa, é perguntar a um amigo: Como é que ele lidaria com a situação se fosse com ele, e estivesse a sentir-se dessa forma?
Você acha que o seu amigo sentir-se-ia culpado como seu comportamento, e em caso afirmativo, por quanto tempo? Se você está esperando mais de si mesmo ou a ser demasiado duro, ou mais crítico do que você pensaria ser adequado para um amigo, pare com isso.
Um filho que se vê forçado a colocar os pais num lar de idosos por terem necessidades médicas, e que como alternativa, seria tê-los em casa e deixá-los morrer por causa da má assistência médica, pode sentir um profundo sentimento de culpa (que não é saudável nem ajudará à situação). Seria desapropriado sentir-se culpado por não ser enfermeiro ou não ter ganhado na loteria para que pudesse ter sido capaz de contratar enfermeiros para prestarem cuidados ao pais em casa.
O SENTIMENTO DE CULPA APROPRIADO
Quando os sentimentos de culpa são apropriados, vivê-los pode não parecer em nada que nos atrapalhem ou nos retirem clareza de pensamento. Esses sentimentos, podem fazer de você uma pessoa melhor, mais consciente, mais inteligente e mais capaz de evitar consequências idênticas no futuro. A auto-punição aplicada de forma prática num grau adequado e de forma saudável, é enriquecedora para si e para aqueles ao seu redor. Por outro lado, a auto-punição que serve e tem como fins a punição de si mesmo é disfuncional, contraproducente, perigosa e prejudicial para si e para os outros.
Como qualquer punição, os sentimentos de culpa e/ou as maneiras de agir consigo devido a sentir-se culpado, são demasiado intensas, então os sentimentos de culpa podem causar danos. A consequência a longo prazo do abuso prolongado imposto por alguém ou por si mesmo, é que você torna-se despreocupado, passando a agir de forma cada vez mais hostil consigo e com os outros (especialmente aqueles se preocupam com você). Você fica mais confuso e menos capaz de aprender com os erros, sentido-se cada vez mais “estúpido” e fora de controlo.
A perda de auto-respeito é prejudicial
Quando perdemos o respeito por nós mesmo, seja por algo que fizemos e nos sentimos culpados e diminuídos, seja porque sofremos consequências impostas por outros, como maus tratos, vergonha extrema, exturpação, desrespeito, na grande maioria das vezes o nosso comportamento sofre mudanças bruscas e desajustadas em resposta à situação traumatizante. Sentimo-nos tão mal, e ficamos com uma ideia tão deturpada de nós, que tendencialmente agimos contra nós. Provavelmente porque, os sentimentos experienciados geram confusão e raciocínios distorcidos, levando a comportamentos baseados em sentimentos desajustados e irrealistas.
Quando a culpa é apropriada, pondere dizer a si mesmo o seguinte: ” Toda a vez que me sentir culpado, tenho de me relembrar que é um sinal de alerta, que é um sinal que me informa que tenho de repensar o que fiz, e o que posso fazer para de forma funcional minimizar os danos e/ou evitar que sucedam no futuro”.
Atenção: Mesmo que se sinta culpado, não é sinónimo que você tenha de fazer coisas que lhe sejam prejudiciais e não sejam do seu interesse. O sentimento deve ser analisado de forma construtiva, reorientando o seu foco atencional para uma atitude positiva e construtiva.
QUANDO A CULPA É DISFUNCIONAL OU PERMANECE MUITO TEMPO
Quando os sentimentos de culpa não estão em de sintonia com a lógica de pensamento, são persistentes e não parecem diminuir, pode ser uma experiência muito frustrante e negativa. Esta situação é desconfortável, e na grande maioria das vezes pode corroer a auto-estima, motivação, produtividade e saúde. Pode ser uma causa de depressão e ansiedade e de comportamentos de auto-sabotagem. Pode sentir-se cada vez mais impotente, hostil para si mesmo e sem esperança.
Procurar ajuda profissional nestas situações de pensamento incapacitante e auto-destruidor, é a melhor coisa que pode fazer. Algumas sessões com um terapeuta, podem contribuir muito para o alívio do seu mal-estar, pode evitar viver com essa terrível dor emocional e/ou auto-sabotagem e raiva auto-dirigida.
Alguns tipos de medicamentos para a ansiedade, num primeira fase também podem ser úteis, principalmente porque podem ajudar a reduzir os sintomas físicos de mal-estar.
No entanto, importa alertar para o facto de que usar medicação ou qualquer tipo de programa de auto-ajuda para forçar-se a si mesmo a parar de pensar de forma depreciativa ou de sentir-se culpado, pode ser contraproducente se isso for contra as suas crenças e coisas em que acredita. Qualquer pessoa que se sinta incapaz de abandonar os sentimentos de culpa incapacitantes depois de uma quantidade razoável de tempo, deve pelo menos procurar um ou dois amigos para discutir a situação. Se isso não for suficiente deverá ponderar a possibilidade de procurar ajuda profissional (consultas de psicologia), para abordar o problema.
Se você acha que está em dívida para com o mundo sentido-se culpado sobre algo que você fez, a auto-sabotagem não é apropriada. Embora possa funcionar como um alívio temporário e sentir-se melhor no momento, esse tipo de comportamento só prejudica e prolonga o sofrimento. Se você sente o peso da responsabilidade através do sentimento de culpa, você precisa cuidar bem de si mesmo, para que possa ser capaz de ter comportamentos e atitudes positivas. O comportamento auto-destrutivo, é uma forma distorcida de processamento mental. Não faz bem a ninguém, nem em nenhuma circunstância.
E VOCÊ, COMO LIDA COM O SENTIMENTO DE CULPA?
Todos nós, num ou outro momento das nossas vidas, tivemos de lidar com o sentimento de culpa e injustiça relativamente a algo. Partilhe connosco as suas histórias e estratégias para lidar com esse sentimento de culpa. Comente!
Abraço









Gostou desse artigo?
Partilhar Comentar
A natureza da culpa? no meu ponto de vista, existem tantas causas do sentimento de culpa quantas pessoas possam existir. Sendo um sentimento é algo pessoal e próprio de cada um de nós, e nada mais é que a consciência de arrependimento e responsabilidade sobre algo. O que torna depois o sentimento de culpa, funcional ou disfuncional depende das estratégias, comportamentos e pensamentos que emergem daí.
Foi isso que fui explicando ao longo de todo o artigo.
Relativamente à questão de tratar o sentimento de culpa. Não se pode olhar para um sentimento, neste caso a culpa, como uma doença, e muito menos de algo que necessita de tratamento. Dado que o ma-estar oriundo do sentimento de culpa é um misto de muitas coisas, dependendo da forma de raciocinar da pessoa.
Excerto do artigo:"Quando os sentimentos de culpa não estão em de sintonia com a lógica de pensamento, são persistentes e não parecem diminuir, pode ser uma experiência muito frustrante e negativa. Esta situação é desconfortável, e na grande maioria das vezes pode corroer a auto-estima, motivação, produtividade e saúde. Pode ser uma causa de depressão e ansiedade e de comportamentos de auto-sabotagem. Pode sentir-se cada vez mais impotente, hostil para si mesmo e sem esperança."
Relativamente às sugestões para aliviar o sentimento de culpa fui dando algumas possibilidades ao longo do artigo:
"Quando a culpa é apropriada, pondere dizer a si mesmo o seguinte: ” Toda a vez que me sentir culpado, tenho de me relembrar que é um sinal de alerta, que é um sinal que me informa que tenho de repensar o que fiz, e o que posso fazer para de forma funcional minimizar os danos e/ou evitar que sucedam no futuro”."
Abraço
Num dado momento cada pessoa só tem possibilidade, capacidade de fazer aquilo que faz, resultante da conjugação das circunstâncias da sua vida com as circunstâncias do momento .
Neste sentido, o sentimento de culpa resultará da ilusão inculcada no ser humano pela cultura vigente da existência do livre arbítrio .
Para todo homem que compreende a ilusão do livre arbítrio como uma construção cultural não tem qualquer condição para sofrer de sentimento de culpa .
A pretensa vantagem evolucionária dum tal sentimento como uma função adaptativa não existe para este ser humano .
Todas as experiências havidas e sentidas serão igualmente positivas no sentido de contribuirem genuinamente para o “cálculo” do que fazer a partir de aqui e agora .
Percebo o que diz. No entanto de um ponto de vista psicológico, as pessoas sentem mesmo sentimento de culpa e isso é um sentimento dito normal. Tal como abordei, o importante é a forma como reagimos e agimos perante esse sentimento. Se conseguimos usar isso a nosso favor ou contra nós. É na forma como interpretamos o sentimento e consequentemente aquilo que fazemos ou deixamos de fazer que pode comprovar-se como problemático ou restaurador.
Abraço
E não concordo pelo simples facto que referi no meu mail de que quem percebesse que o livre arbítrio era uma ilusão, um falso constructo cultural, não teria qualquer condição de sofrer sentimento de culpa . Concedo que, tal como você, a grande maioria das pessoas não entende a grande ilusão do livre arbítrio, que, basicamente, significa que num dado momento alguém teria capacidade de fazer diferente do que aquilo que efectivamente faz .
Para mim, que estou fora desse grupo não existe qualquer condição para sofrer desse sentimento .
E, até que alguém me demonster o contrário, considero-me normal .
Escrevi algo mais desenvolvido sobre este assunto e se estiver interessado terei muito gosto em enviar-lhe .
Gustavo Ferreira
Isto me incomodou, pois ela a tia tem alguns transtornos de comportamento, embora seja saudavel e consciente.
enfim, dependente.
Há uns dois anos atrás, comecei uma campanha para os sobrinhos ( pois ela é solteira e não teve filhos) para que participassem da responsabilidade sobre ela, já que eu era a única sobrinha que acabai sendo envolvida com oproblema e temia ficar com a responsabilidade só para mim, à revelia, inclusive do meu marido.
Cheguei a reunir a familia num orgão de conciliação, alguns comcordaram em ajudar, outros não. Mas eu me senti sozinha para "ajeitar"as contribuiçOes para uma casa de repouso9 a mais em conta era R$1.800,00) e...não obtive respostas imediatas dos participantes.dois deles, diminuiram as suas e eu me senti fraca, já que minha mãe não tomava a frente. A minha unica irmã, nem me respondia(pois mora em outro estado). Senti-me triste e deixei o caso, "com a minha mãe". claro que ela preferiu deixar as coisas como estavam.Recentemente, minha tia ficou doente e acamada, inclusive não saindo da cama. eu ia sim lá, ajudei com compras de algumas coisas de que ela passoun a necessitar. Mas insisti para minha mãe pedir novamente ajuda à familia (sobrinhos), já que teria que ter uma enfermeira em casa. eu e minha irmà mais velha estaríAMOS CONTRIBUINDO COM A MAIOR PARTE. o quadro da minha tia se agravou. A maioria dos sobrinhos disse que não poderia contribuir agora.Só um disse que contribuiria mais e outro levou R$ 50,00. Bem, minha tia foi então internada pela segunda vez, num hospital publico( que trasta muito bem dos pacientes) pois estava mal e nessa ocasião, foi diagnosticado, finalmente, um carcicoma muito evoluído. Agora ela está ainda hospitalizada e sem cahn ces de vida além de pouco tempo, indeterminado. e eu, me sentindo completamente culpada, pois durante esses últimos dois anos, não a atendi quando ela pedia para eu acompanhá-la a algum médico9 tenho uma rotina bem preenchida, mas nada que impedisse que eu a levasse um duia , nas férias) e levá-la fazer compras 9 ela sempre pediu essas coisas para mim e eu sempre fui. Isto para mostrar que eu não seria mesmo a responsável por ela. Puro medo. Agora não sei nem como pedir perdão para ela e minha mãe. Muito remorso.
Acho que você deveria aceitar que tem fraquezas e limitações, já que é um ser humano. Porque se culpar tanto por ter sentido medo? Provavelmente, qualquer outra pessoa em sua situação teria sentido o mesmo. Afinal, você acompanhou a sua mãe cuidando sozinha de uma pessoa doente, o que deve ter gerado bastante sofrimento para vocês. A sua irmã deve ter se afastado por não ter aguentado conviver com esse peso, e é natural que hoje ela nem queira saber da sua tia. Você aguentou, tentou ajudar a sua mãe, mas querer herdar esse fardo, não seria demais, mesmo? Não se julgue tanto, o que aconteceu foi simplesmente que o fardo ficou mais pesado do que aquilo que você podia carregar. Agora, já que você percebeu que faltou com elas (mesmo que não pudesse fazer diferente), vá lá, abra o seu coração, diga o que sente, peça perdão! Diga que gostaria de ter feito mais, mas não pôde! Diga o que sente! Mesmo que elas não te perdoem, tenho certeza de que você se sentirá mais aliviada.
Gostei muito do assuntoo parabens devemos ter proficionais como vc nesse mundoo.
Venho aqui para me aliviar de um sentimento de culpa muito tenso, não consigo as vezes dormir anoite por causa do acontecimento.
Estavamos voltando de uma festa quando eu fui fazer uma rotatoria entrei em uma placa de preferencial e estorei o canto esqerdo do carro, mas o porem e o seguinte nao o prejuizo do carro mas a cara com que minha namorada olhou pra mim me aterrorizou, uma cara de medo com susto junto sabe...
Entao queria saber o que eu posso fazer pois juntou todos meus problemas meu pai de uns 6 meses pra frente esta sofrendo de alzeimer minha mae esta fanatica por igreja agora que virou crente pelo fato da doença de meu pai e meu irmao fica falando que ele não tem pai. E detalhe minha namorada todos os problemas dela foi por causa o alcool ela quase perdeu um irmao por causa o alcool e eu estava dirigindo alcolizado, o que devo fazer pra me cuidar pois não estou aguentando toda hora lembro a cara que ela fes e perco o sono, vejo meu pai tentando ver a hora pois pela doença ele nao consegue identificar qual o horario e meu irmão esta revoltado.
Meu nome e Paulo Afonso tenho 19 anos.
Muito boa tarde
Você está passando por uma situação muito difícil na sua vida. E me parece que, já que o seu pai está impotente, a sua mãe está fugindo do problema através da igraja, o seu irmão através da revolta, você está se sentindo muito sozinho e sobrecarregado, já que se sente na obrigação de salvar a todos.
Talvés este ocorrido no transito tenha sido, inconscientemente, um pedido de socorro, será que não? Afinal, a sua namorada aparentemente é com quem você pode contar hoje, e talvés assustá-la tenha sido uma forma de chamar a atenção dela para o seu desespero.
Além disso, acho que você deveria pegar essa experiencia como um aprendizado. Afinal, graças a deus nada de mal ocorreu, mas esse tipo de descuido com você mesmo nao lhe ajudará em nada, e ainda poderá piorar as coisas. Pode ser um alerta para que você escolha um outro rumo, uma outra atitude.
Bom, eu lhe aconselho a fazer um esforço enorme para não pegar para si a responsabilidade pela vida dos outros. O único que está realmente incapacitado é o seu pai, já a sua mãe e o seu irmão não podem virar mais dois pesos na sua vida. Você precisa deixá-los resolverem-se sozinhos.
Todos vocês estão com muita dificuldade para lidar com a doença do seu pai, o que compreendo muito. Acho que vocês precisam buscar resignação, entender que a vida é feita disso mesmo, feita de perdas, de dores... Todos nós estamos sujeitos a isso... lutar contra, não aceitar, só faz aumentar a dor. Se seu pai ainda está com você, aceite a doença dele, e faça o que estiver ao seu alcance por ele. Deixe que seu irmão e mãe busquem o seu conforto, e se puder, os aconselhe a tentar aceitar a realidade, que busquem ajuda profissional se preciso. Mas não tome a responsabilidade pela sua família para si, você não pode carregar sua família nas costas.
E, sempre que puder, se abra, converse, conte para as pessoas como se sente, chore, se desespere.
Dirigia distraído mexendo no celular. Até que dei uma batida muito forte na traseira de um carro.
O outro condutor ficou com dor nas costas e pescoço, e abalo moral forte.
A culpa surge do fato de eu ter reagido de forma neutra em relação ao outro condutor, pelo fato de ele ser um estranho e eu temer algum tipo de agressão ou chantagem. Não dei nenhuma resposta emocional aos reclamos dele, mas apenas reparo material.
Sinto-me culpado pela imprudência no trânsito e pelo fato de que eu poderia ter matado alguém.
O fato de que algo pior poder ter acontecido me assusta, e me deixa me sentido mais culpado. Acho que, nesse ponto, a culpa é destrutiva, pois o certo é direcioná-la para ter maior cautela no trânsito e maior sensibilidade em relação às pessoas.
Se um desses profissionais lhe receitaria um medicamentos para eliminar o sentimento de culpa, isso eu não lhe posso responder, não sei o que os outros fariam. O que eu sei é que esse tal "medicamento" que você procura não existe. As coisas não funcionam dessa forma, tal como expliquei no artigo. Aquilo que é possível é aprender a lidar com esse sentimento, até ao ponto que deixe de ser incomodativo.
As "pilulas mágicas" são algo que muitas pessoas sonham econtrar para ajudá-los a fazer aquilo que se chama lidar com a vida, mas isso é algo que se aprende e não que se tome.
Abraço
O saentimento de culpa, está usualmente relacionado com arrependimento de algo (uma consciência que emerge à posteriori sobre um acontecimento). Essa consciência serve para relembrá-lo dos seus valores e objetivos de vida.Veja o lado positivo desse acontecimento, pode ter sido uma oportunidade para relembrá-lo daquilo que preserva, daquilo a que dá significado e daquilo que o define enquanto individuo. Por vezes todos nós fazemos coisas que não gostamos, vindo mais tarde a sensação de arrependimento. De nada serve chorar sobre o leite derramado, o que importa é o que aprendeu como isso, e o que esse acontecimento lhe disse acerca de si. provavelmente diz-lhe que preserva a relação com a sua namorada, e orienta-o agora alinhado com aquilo que você pretende ser. Por isso, este acontecimento teve o lado positivo. Foque agora a sua atenção naquilo que pretende viver, e não no acontecimento do qual já retirou um lição.
Abraço
Meu nome é Fernando tenho 32 anos
Acabei de ler algo que me deixou sem palavras e sei que essa pessoa vai morrer com essa culpa,e sei tambem que prejudicara sua vida.
A mãe da menina Yukari aquela que caiu do brinquedo no parque Hopi Hari, acabou de postar assim no facebook.....DEVERIA TER FICADO NO JAPÃO,NÃO DEVERIA TER VINDO PRA O BRASIL...
Oque sera agora dessa mãe, tenho certeza que levara essa culpa pro resto da vida...
Todos nós na nossa vida, em algum momento temos e podemos enfrentar o sentimento de culpa, e é sempre possível saber lidar com isso. Tudo o que tem aver com situações do foro da justiça, devem ser deixadas para esse espaço.
A intenção deste artigo, é explicar e apresentar algumas estratégias para as pessoas que sofrem com o sentimento de culpa e pretendem levar a sua vida para a frente com menos sentimento. Como explico, o sentimento de culpa pode ser um primeiro passo para retirarmos uma lição da vida e podermos melhorar enquanto pessoas.
Abraço
Venho aqui para desabafar,a 1 ano minha sobrinha faleceu...
minha irmã pediu para eu cuidar da minha sobrinha para ela ir a um casamento, eu disse a ela que não iria cuidar da Rayanne, mas minha irmã insistiu e eu acabei ficando com minha sobrinha..
Depois que minha irmã saiu, minha sobrinha estava chorosa, eu fazia de tudo para agrada-lá até que ela parou de chorar e ficou brincando comigo, umas 8 hras da noite ela dormiu, e acordou umas 2 hras a hra que eu estava indo dormir, eu me deitei com ela e fiquei brincando um pouco com ela e ela não parava de sorrir, pensei em me levantar e ficar mais com ela, mas aquela noite fazia muito frio aqui em Curitiba, então acabei ficando com preguiça de levantar, lembro que falei pra ela q agora que eu estava indo dormir ela queria brincar então ela sorriu, eu fechei os olhos por um tempo e quando os abri ela estava bem seria me olhando, falei com ela e então novamente ela sorriu, depois disso eu peguei no sono, acordei umas 4 hrs e ela ainda estava acordada, então eu falei, Vc não vai dormir é princesa, ela sorriu novamente e eu voltei a dormir, essa foi a ultima vez que vi aquele sorriso lindo, pois quando acordei 7:30 +ou- ela já estava roxinha, começei a gritar,a levei ao PS, mas já era tarde..
Em um primeiro momento pensei que eu a matei, pois ela estava na cama comigo e a culpa foi tão grande que não sei nem como explicar.
Foi feito a necropsia e o laudo da morte foi de sindrome da morte subita de lactente..
Mas ainda me sinto muito culpada, posso não ter sido culpada pela morte dela, mas nda me tira da cabeça que eu fui e sou a unica culpada, me culpo por não ter levantado e ficado brincando com ela, me culpo por tudo..
Tenho pesadelos com isso e acordo aos gritos, não está sendo nda facil para mim, e o pior é que não tenho nem com quem conversar e desabafar, pois não sou uma pessoa que fala sobre seus sentimentos, penso nela e choro todos os dias, não tenho vontade de levantar da cama, só faço pq tenho minhas filhas que precisão de mim, acho que estar guardando todo esse sentimento está me fazendo muito mal, estes dias atraz eu acabei bebendo demais e acabei explodindo e quase morri, NÃO SEI COMO LIDAR COM ISSO? OQUE FAZER PRA ESSE SENTIMENTO SUMIR? NÃO AGUENTO MAIS...
Obrigada!
Acontecem-nos coisas na nossa vida, que nada podíamos fazer, não temos o poder de prever o futuro. respeito o seu sentimento de perda, mas perda não é culpa. Confundir as duas coisas pode se aterrador. A aceitação é uma solução. O pesar nunca desaparece, mas a culpa é algo construído por vezes por uma necessidade de punição, como se isso pudesse aliviar o fardo da perda. Mas, isso é pura ilusão.
Coragem e aceitação
Abraço
Porque eu por ex.sinto que muitas coisas deste artigo foram escritas na minha pele.Tenho uma vida por assim dizer maravilhosa,[agora]vim da guerra de Angola,pai quase tirano,muita pobreza,hoge sofro por coisas que muitas vezes não consigo explicar.Só mesmo lendo os seus artigos consigo respostas.
Mais uma vez obrigada.
Depois de ficar horas lendo seu artigo e depoimentos, tomei coragem para desabafar. Depois de alguns anos de casamento onde ja nao nos bastavamos, começamos a ter companhias de casais falidos e bebidas e muitas festas.Onde talvez por inocencia nao tenha percebido que para essas pessoas nao existia a palavra 'culpa' de uma certa forma usei esse tal de livre arbitrio, fui contra tudo que acreditava...so era feliz na cia dessas pessoas que julgava amigas. Me apaixonei, trai meu marido e vive uns 3 anos como se estivesse fora da realidade sempre na cia de bebida e pessoas sem muito a perder,fiz coisas que nao acredito e nao aceito de forma alguma. Me separei, por achar que deveria começar uma vida seria e sem mentiras.Infelizmente percebi tarde que o normal para os outros nao servia para mim e sabia que se continuasse nesse ciclo vicioso acabaria comigo.Conclusao hoje vou a terapia uma vez por semana e psiquiatra uma vez ao mes,durmo com remedio e para me manter de pé mais remedio.Cinco anos se passaram e hoje consigo me culpar umas 100 vezes por dia,antes era a cada segundo.Sinto vergonha e nao me vejo no direito de frequentar lugares onde so vejo pessoas honradas.Acabei com minha vida.Até padres me disseram que eu era cabeça dura e ia me distruir...Nao se passa por cima de sua essencia e criação, isso e mortal. Obrigada
Fico muito agradecido pode partilhar connosco a sua experiência de vida. Estamos sempre a tempo de seguir em frente, de perceber o passado e estabelecer novos objetivos. Se olharmos para o passado com um olhar construtivos, podemos usar mesmo as coisas menos boas para nos melhorarmos. Se vivemos na pele coisas que sabemos não nos servirem, estamos numa excelente posição para decidir futuramente de forma mais assertiva.
Coragem.
Abraço
Qrero desabafar o que aconteceu comigo recentemente e estou me sentido muito mal, me sentindo culpada e com remorso.
Meu cachorrinho estava doente e recebendo cuidados, estava sendo tratado com medicações e inclusive estava tomando injeções. Era eu que o levava para tomar as injeções que eram antibióticos a fim de cortar uma tosse que ele estava tendo. Ele teria que tomar umas três injeções conforme o critério do veterinário para que melhorasse,com intervalos de três dias uma da outra e ele já tinha tomado duas injeções mas ainda não tinha resolvido e então conclui que ele tinha que tomar a terceira e essa por sua vez cairia num dia de sábado. E nesse sábado estava chovendo e muito frio, com muito vento e como eu o levava sempre para tomar injeção à pé, eu fiquei com dó de levá-lo naquela chuva e frio comm medo dele piorar, e então liguei pro veterinário e perguntei se poderia levá-lo na segunda-feira para tomar a injeção, e teria problema se eu o levasse na segunda e ele disse que não, e ele não poderia sair da loja para vir até minha casa para atender meu cachorrinho; então ficou combinado de levá-lo na segunda e os outros remédios que ele tomava que eu tinha ema casa eu dei à ele. No dia seguinte, domingo, quando eu acordei fui direto procurá-lo para ver como ele estava e não o vi; então fui ver na casinha dele onde ele dormia, e notei que ele estava deitado, muito quietinho, e então o chamei e ele não respondeu, toquei nele e vi que estava morto...nossa me desesperei, comecei a chorar muito, e me lamentando: ''porque eu não o levei ontem mesmo para tomar a injeção''! e até agora eu estou assim, eu só choro, me sinto culpada pela morte dele, sinto remorso por não tê-lo levado no sábdo mesmo para tomar a bendita injeção, é horrível, eu estou desanimada para tudo, é que eu gosto muito de animais, gostava muito desse cachorrinho, para mim era como se fosse uma pessoa, um filho, tenho + dois cachorros mas nada me faz equece-lo, a lembrança de vê-lo morto, a minha fraqueza de não ter enfrentado o mau tempo para medicá-lo corretamente,sinto remorso, por favor, o que eu faço com esse sentimento horrível que não passa, me ajude por favor!!! Obrigada.
Mas eu tenho uma dúvida.
Eu cresci aprendendo que tudo era minha culpa.
Mesmo quando eu tentei terminar meu namoro violento, eu me sentia culpada, eu acreditava que eu era errada em terminar, que eu devia ter tentado mais, etc....então vi que algo estava errado e comecei a buscar ajuda profissional - até perceber que as agressões na família, o bullying na escola e o abuso sexual dentro de casa, que eu tinha mantido enterrados - precisavam ser tratados, e não "esquecidos".
Estou me tratando e seguindo em frente - mas cada passo que dou pra frente parece que dou dois pra trás: porque a minha família continua me puxando pra trás.
Eu fiquei a vida inteira calada, apanhava olhando pro chão... Agora eu não aceito mais isso, agora eu quero me defender, quero ter direito à minha opinião, direito à minha vida. Eu sinto, às vezes, que vou enlouquecer e que não tem jeito: não adianta eu fazer terapia porque nunca vou ter uma vida normal.
Semana passada eu ouvi - de novo - o que ouvi a vida inteira: que eu estou errada e tudo é culpa minha. E isso continua ecoando na minha mente: pra quê estudar, pra que tentar melhorar de vida.. se eu estou errada, se não vou conseguir.
Eu só quero sair de casa, preciso sair de perto deles.
Já deu um passo importante na sua vida ao procurar ajuda para melhorar o seu sentimento de culpa (talvez exagerado).
No processo de recuperação é normal existirem alguns retrocessos, no entanto é necessário persistir na aplicação das estratégias e técnicas que possa ter aprendido para continuar a lidar com a situação. A recuperação leva o seu tempo. É importante aprender a não valorizar algumas das coisas que os outros dizem, ou lhe fazem crer, principalmente se essas coisas forem recorrentemente depreciativas.
É sempre mais funcional e positivo, continuar a estudar e a acreditar que um dia conseguirá chegar onde pretende. Pelo caminho deverá manter-se persistente, e continuar a fazer aquilo que sabe que um dia surtirá efeito, e consequentemente terá o retorno positivo do ser investimento.
Força e coragem
Abraço
Sou casado, tenho um filho maravilhoso que e uma esposa que, de tantos problemas, discussões, decepções mútuas, gostaria de estar longe dela. Contudo, não tenho coragem de me separar, vez que penso nos resultados negativos sobre meu filho ou que ele passe a não gostar mais de mim e assim, se distancie. Bem como, tenho medo de me arrepender exaustivamente por isso. Não estou pensando em ser feliz, criando outra família, mas sim, sozinho, sem ter alguém que diga "você é casado e tem filho, não pode mais pensar em assumir riscos ou fazer coisas sozinho, individualmente e de forma egoísta" ou "você só pensa em si" ou até "que exemplo quer dar ao seu filho?" . Entretanto, não sou feliz nessa situação e isso é refletido até no convívio com meu filho, mas não consigo executar a decisão de ir e, à partir daí, sofro de uma culpa antecipada de que será horrível e degradante para mim e para o meu filho, caso eu resolva partir. Assim, caso possa me dar alguma orientação, serei muito grato. Abraço!
O meu nome é Veronica, e cada dia apercebo-me que algo se apodera de mim e que está a sair do meu controle! Tive uma infancia muito contorbada, onde tive um pouco de tudo, deste viloencia domestica, à experiencia de alcoolismo na familia, ao despreendimento familiar que causou na morte de ambos os pais numa idade muito nova! Sempre me esforcei para ao longo da minha vida, agora com 29 anos, lutar, ser responsável e conseguir atingir os meus objectivos de forma positiva! No entanto sem me dar conta, as minhas relações são ciclicas e destrutivas! Pensei e repensei por forma a encontrar o porquê de agir dessa forma, e não há muito tempo cheguei à conclusão que me culpabilizo pela morte da minha mãe, que tive que me separar aos 16 anos por não ter mais capacidade de aguentar tudo o que acontecia! Hoje sou uma pessoa responsável e integra, mas ao mesmo tempo envolvo-me em situações extremistas e muito identicas às do meu passado, e mesmo não querendo, acabo por estar presente nessas situações! E hoje tento ver o que está errado comigo, pois não entendo porque insisto! Julgo ser por culpa de ter "abandonado" a minha mãe e achar que ela não aguentou. E hoje tento perdoar-me através de situaçoes identicas, mas é demasiado prejudicial!
Independentemente de puder ter todas as razões di mundo que justifiquem os seus comportamentos indesejados, quero dizer-lhe que se sabe o que não deve fazer, se sabe o caminho que deve percorrer, basta não fazer aquilo que sabe que não lhe serve e seguir o que pretende. É exatamente assim, tão simples quanto possível. Mova-se pelo que quer e não pelo que não quer, abandone a ilusão que criou de que faz aquilo que não quer, como se existisse uma força que a obrigasse a isso. Pura ilusão, somos sempre nós que decidimos ir por um determinado caminho.
Leia: http://www.escolapsicologia.com/entenda-os-seus-comportamentos-nao-desejados/
Abraço
Obrigada pela ajuda!
Vou ler, e aplicar. No entanto não posso ficar apenas pelo estudo e aplicação autónoma, vou precisar de mais ajuda...já são demasiados anos a corresponder a algo que não sou, que não quero e que torna a minha vida em algo que não é o meu objectivo. No entanto foi bom partilhar e saber que existem soluções. Abraço
Os fatos são os seguintes, quando eu estava na fase de transição da minha infância prfa adolescencia entre 12 e 16 anos mais ou menos, acabei fazendo algumas vezes brincadeiras que invadiam a intimidade com primos, primas, filha de uma prima minha também, as vezes aproveitando da inocencia deles, mas não considero um abuso, pois eram as vezes apenas algum tipo de carícia ou uma brincadeira mesmo.
Acontece que carrego um forte sentimento de culpa por conta disso, com medo de causar algo na personalidade desses familiares, me sinto sujo por ter feito isso. As vezes tento compreender que eu era uma criança/adolescente em fase de curiosidades, mas mesmo assim o sentimento permanece hoje com quase 21 anos.
Gostaria de uma orientação do senhor, fico muito grato. E também se fosse possível tirar a minha dúvida sobre se é necessário falar fato por fato, detalhe por detalhe ao terapeuta, pois confesso ter dificuldade nesse ponto.
Você responde todas as perguntas aqui ou manda elas por e-mail.
Grata
Quando não estou com meus filhos, e fico bem em determinado lugar, de repente me sinto muito mal, me vem um sentimento de errado por eu estar ali me divertindo, penso na falta que estou fazendo a eles, penso no quanto errei com meu ex.
Estava com um garoto, nos dávamos sempre muito bem, mas por vezes eu o tratava mal, mesmo ele sendo muito paciente e compreensivo comigo; num dia eu dizia para ele que não o queria mais, no outro eu o procurava, isso aconteceu por várias vezes. Quando o perguntava por que ele não se cansava, ele me respondia que entendia pelo o que eu estou passando e até isso me irritava, eu buscava em qualquer atitude repreendedora dele, qual quer coisa que ele fizesse para culpá-lo e desprezá-lo. O culpei por tudo isso que está acontecendo. Tentei me afastar dele por diversas vezes por perceber que estava lhe fazendo mal. Certa vez ele me disse que eu agia assim com ele porque eu não aceitava o fato de poder fazê-lo feliz e de ser feliz com ele, por eu achar que falhei com meu ex então não poderia fazer mais ninguém feliz e tão pouco ser, que eu não entendia simplesmente que o meu temperamento e do meu ex eram diferentes, que eu não tinha com meu ex o que queria em alguém, por isso me flagelava ( ele também é separado). Eu ainda o quero bem mas optei me afastar dele por me sentir muito culpada por isso tudo que fiz ao meu ex e aos meus filhos. Ele e os filhos dele gostam muito de mim, até isso me entristece; ele me pediu para não me afastar pois podemos ser amigos, que ele se preocupa comigo e que ainda quer me fazer bem mas não posso ficar perto. Me pediu por diversas vezes para eu procurar ajuda de um profissional.
Sou evangélica e me sinto em divida até com Deus.
Li seu artigo e alguns comentários. Também tenho um desabafo a fazer e gostaria que me escrevesse resposta. Tenho 35 anos, um ano de casada. Há Um ano e meio minha mãe faleceu, de madrugada, em meus braços. Morávamos ela, meu pai e eu. Desde criança minha mãe nos tratava (meus 3 irmãos e eu) com muitos cuidados e proteção. Não gostava que nos envolvêssemos em problemas na escola e com vizinhos e parentes. Dos quatro filhos eu sempre fui a mais perceptiva e mais independente. E a que a minha mãe mais podava. Segundo ela, as decisões da minha vida deveriam ser tomadas por ela e não por mim. Ela escolheu meu curso de ensino médio, interferia em meus relacionamentos amorosos, ameaçando terminar namoros que ela achava que me faziam mal, sem me dar a chance de escolher continuar ou terminar. Os anos se passaram e situações como esta foram se repetindo e me causando um imenso sentimento de impotência e mal estar. Durante alguns momentos desejei a morte dela pra ficar livre dessa pressão que sentia que ela me fazia. Aos 33 anos iniciei meu namoro com meu atual marido e ela também interferiu bastante para que eu terminasse. Desta vez eu resolvi lutar contra ela e todos que quisessem tomar decisões por mim. Discutíamos muito e eu até falava palavras duras com ela na tentativa de fazê-la perceber que estava sendo invasiva demais, me sufocando com tanta cobrança e não me deixando tomar decisões sobre a minha vida já aos 33 anos de idade. Queria que esse domínio excessivo parasse. Um dia saí com meu namorado sem falar com ela, pois ela iria tentar me impedir se eu dissesse. Ela me ligou várias vezes e eu não atendi. Quando atendi ela me disse coisas horríveis e eu fiquei tão revoltada que soltei palavras terríveis ao vento e desejei sua morte. Passado um mês ela faleceu em casa, de infarte, nos meus braços. Só me restou tempo para pedir-lhe perdão enquanto ela dava seus últimos suspiros, já inconsciente. Sofro desde então. Tomo remédios para conter a dor no peito e à noite para dormir. Agora a dor é menor, mas ainda sinto culpa pelo que aconteceu. Gostaria de seus conselhos sobre como encontrar a cura para esse problema.
Meu problema é que confio demais nas pessoas e tenho uma facilidade enorme para falar da minha vida pessoal para outros, em particular colegas de trabalho, que ao longo do tempo, fui descobrindo que a porcentagem dos que eram confáveis é mínima. Então, acabei me envolvendo com um rapaz que tinha namorada e que era discreto em demasia, o que é bom, mas eu na inoscência acabei contando detalhes de nossa relação e o assunto foi se espalhando e chegando aos ouvidos dele, e cada vez mais assuntos eram inventado sobre mim pra ele, que é uma pessoa insegura e fechada. Trabalho com muitas mulheres e isso creio ser complicado, elas falam demais das mulheres que possam ter um corpo bonito, uma aprência atraente. Eu me sinto uma pessoa insegura, não gosto muito da minha aparência e sem muita experência em relacionamentos, o rapaz que me envolvi dentro da empresa era imprevisível, e por uma experiência sofrida que passara com outra pessoa me fez sofrer e quanto mais ele me "enrolava" mais eu me apaixonava, por isso eu sentia a necessidade de me abrir com meninas do trabalho por serem mais experientes, mas elas passaram pra frente de uma forma deturpada, que pra ele, sendo tão discreto foi ruim, ele não queria se afastar de mim, parar de ficar comigo, mas era muito inconstante e não me dava muitas respostas, terminou com a namorada e começou a ficar com outra, mas a mim nunca assumiu só que também, digamos que não me liberava pra ficar com outros..Enfim, entrou uma menina que fiquei com ciúmes, num impulso e chorando muito falei mal dela e chegou no ouvido dela, briguei com o rapaz pela falta de consideração que teve por meus sentimentos e agora esses dois e mais uma pessoa não falam comigo aqui, e eu sou uma pessoa extremamente legal e que os outros costumam muito falar mal de mim, pra mim surge muitos comentários dos outros, mas eu não fico contando, pq sei que dá confusão, por que as pessoas não podem simplismente fazer o mesmo ? Gostaria muito de uma resposta, estou muito necessitada e precisando muito de uma palavra de conforto, por favor. Obrigada !!
Me sinto tão culpada, faz uns 3 meses que isso aconteceu, e ontem foi com certeza um dos piores dias da minha vida, pois ele nunca fez nada de errado comigo, eu nem sabia que existiam homens desse jeito.
Por favor, eu preciso de um conselho do que fazer, não quero perde-lo apesar de já ter perdido. Me ajudem, eu não sei o que fazer.
Gostei demais também da forma simples da narração.
Parabéns!
Marília P. Marques
Estava "surfando" na net quando me deparei com este excelente artigo. Faço uso deste espaço, para um desabafo....tenho 47 anos...meus pais se separaram qdo eu tinha 4 anos, aos 4 anos e meio, sofri um acidente e quebrei os dentes da frente...na época, tomei anestesia geral, extraíram todos os meus dentes, fiquei banguela até os 7 anos.....aos 6 minha mãe conheceu meu padrasto, um homem 20 anos mais velho e com ela, teve um filho, e meu padrastro morreu após 5 anos de convivencia com minha mae sem ter se casado com ela...a vida foi "dura" com minha mãe, tendo q se virar para o nosso sustento.....sempre foi boa mãe.....mas qdo eu era adolescente, ela dizia que eu era neurótica, neurastênica....coisas desse tipo.....ela falava isso...pq eu não conseguia explicar oq se passava comigo......não sabia como dizer a dor que eu sentia....um enorme vazio.....uma melancolia sem fim.....que me acompanhava desde menina.....meus pais não se falavam.....meu pai passava por mim e por minha mae na rua e virava a cabeça....atravessava a rua....tudo para nao nos ver.....estudei....fiz faculdade por minha conta, estudei ingles, viajo constantemente aos estados unidos....tudo por esforço proprio....mas o sentimento de vazio......a melancolia me acompanham e me deixam triste, apática......minha mae mesmo tendo como se sustentar...nao consegue equilibrar as finanças dele....ai eu provenho.......e me sinto muito, muito mal qdo digo a ela que precisa se esquilibrar........que não posso ficar com meu dinheiro preso com ela......(ela tem ajuda de meu irmao,q dá carro pra ela, paga seguro e ainda dá pensão).....em familia, todos me acham inteligente.......bem relacionada.........sabe Miguel, eu me sinto uma fraude muitas vezes....é doloroso demais para mim me relacionar com as pessoas....no trabalho......nossa......as vezes acho q sofro de misantropia...pq vejo as pessoas falando delas o tempo todo.....sendo legais...super gente boa.....e acho isso tudo horrível......tenho vontade muitas vezes de mandá-las se f@#$%¨*....e vivemos em sociedade neh....não sei se é a melancolia mas minha expressão é sempre fechada.....apesar de me esforçar para sorrir sempre....(isso me custa muito).......vejo as pessoas e acho a maioria delas BABACAS demais....um colega de trabalho parou de fumar pq um outro colega disse q ele fedia......parar de fumar foi muito bacana....mas parar pq alguém disse que vc fede a cigaro? entende oq quero dizer? fico de cara com o ser humano......são muitas as relações...sabe aquela coisa de.....vou se bacana com o chefe...pq chefe é chefe...pode indicar pra outro emprego e tals....eu não puxo -saco de ninguém.......nem tãopouco fico de bla bla bla pra ser gente boa com as pessoas.....qdo oq mais eu quero......e que elas se danem pra la...o engraçado, que isso é só no ambiente de trabalho....fora deste ambiente, tenho amigos bacanas......que adoro ajudar...e familiares tb.....o problema é so no ambiente de trabalho.....e não apenas neste onde estou há dois meses.....é na maioria dos lugares que passo.....enfim....obrigada pela oportunidade de desabafar.
Para você partcipar dessa lista tem de estar cadastrado no Twitter. Cadastre-se agora!