A nosso favor ou contra nós, em algumas alturas da nossa vida apodera-se de nós um sentimento de culpa. Se a interpretação da culpa nos servir, nos engrandecer e for adaptativa e adequada funcionará certamente como um elemento para o nosso desenvolvimento pessoal. No entanto, muito de nós sentimo-nos culpados com bastante frequência levando-nos para caminhos auto-depreciativos e destrutivos. É uma parte natural da vida e realmente desempenha uma função adaptativa que nos ajuda a aprender com as experiências dolorosas ou assustadoras. Apesar da crença comum em contrário, a experiência da culpa não é totalmente negativa, improdutiva e destrutiva. Saiba como lidar com o sentimento de culpa, aprendendo a retirar o que lhe serve, a minimizar os danos e a enfrentar a vida por outra perspetiva.
“Culpa”é o termo que usamos para os sentimentos negativos que repetidamente sentimos quando cometemos um erro que consideramos grave, ou quando fazemos algo que gostaríamos de não fazer ou de não ter de o fazer.
A mente ativa a preocupação, revê vezes sem conta as escolhas ou ações e os resultados envolvidas, experienciamos um enorme sentimento de remorso que, para muitos parece um misto de náusea e um senso palpável de arrependimento muito significativo.

SENTIMENTO DE CULPA: PARA O BOM OU PARA O MAU
Estes desconforto de “opiniões” são percepcionados como indesejáveis, pensamentos intrusivos que geralmente não exercem uma função adaptativa. E muitas vezes eles não são. Mas, em alguns casos eles são realmente adaptativos, assim como praticamente todos os mecanismos físicos e mentais nos nossos corpos. Se adoptarmos uma perspectiva evolutiva, os sentimentos de culpa e remorso têm funções adaptativas, têm um elevado valor de sobrevivência na maioria das situações. No entanto, apesar disso para alguns de nós, e devido a uma avaliação desadequada e exacerbada das situações, a culpa e remorso, viram-se contra nós, tornam-se num terrível problema que assombra a vida e suga a energia e bem-estar.
A reter: A culpa e o remorso podem trazer-nos esclarecimento, mas aplicado de forma inadequada, podem causar-nos complicações. A culpa pode ser saudável, mas igualmente destrutiva.
Aquilo que dizemos a nós mesmos de forma repetida e recorrente vais ficando enraizado na nossa mente. O que dizemos a nós mesmos e a forma como dizemos, na verdade, pode ter efeitos enormes. É como se algumas partes do nosso interior, os processos mentais inconscientes ficassem mais sintonizados com o que dizemos a nós mesmos em silêncio ou em voz alta. É importante ter cuidado acerca da forma como você diz as coisas para si mesmo quando está a passar por dificuldades, lutas ou arrependimentos. Deve tentar ter o mesmo cuidado a falar para si, tal como teria se falasse com um amigo que está a passar por dificuldades ou que tenha feito algo do qual não se orgulhe.
Para aprofundar mais este assunto, pondere: Deixe de dizer desculpe, eu não sei, eu não consigo
A CULPA COMO UM PROCESSO MENTAL DE ENORME POTENCIAL
Após um acontecimento significativamente assustador, embaraço ou doloroso, depois de uma grande dor, um medo, um trauma, um grande erro ou o que quer que o tenha magoado, o cérebro automaticamente inicia uma revisão repetitiva dos elementos envolvidos. Quando este processo é ativado, quando ocorre nas nossas mentes é iniciado por processos inconscientes e vivenciamos isso conscientemente através de sentimentos indesejáveis e fora do nosso controlo. Esta revisão de experiências significativas são apenas pensamentos indesejados ou memórias indesejáveis, quando não há sentimento de culpa. Quando existe um sentimento de culpa ou arrependimento, é porque se accionou o processo repetido de revisão da situação e consequentemente do sentimento recorrente de culpabilização.
Configurar alarmes e alertas da situação
Os nossos cérebros estão preparados para analisar as experiências consideradas intensas e “registando-se” na memória todos os sentimentos desconfortáveis e negativos como elementos, que podem servir como marcadores no futuro, para “lembrar-nos ” de experiências passadas, na esperança de podermos agir de forma mais adequada na próxima vez. Por exemplo, ao caminharmos por uma parte específica da cidade, se formos ameaçados ou atacados, provavelmente posteriormente teremos de lidar com um monte de memórias indesejada, da próxima vez que começarmos a ir novamente nessa direção, mesmo que realmente não nos lembre-mos do que tinha acontecido, uma espécie de alarme soará na mente.
A reter: A culpa pode motivar e estimular uma revisão completa de erros, aumentar a vigilância e cautela no futuro, dar uma sensação de ser responsável e promover a aceitação social e de estima.
No entanto o sentimento de culpa pode torná-lo emocionalmente desequilibrado, deixá-lo transtornado, diminuir a sua auto-estima, destruir a sua esperança, fazê-lo sentir-se estúpido, estragando a sua vida e eventualmente das outras pessoas significativas para si. O sentimento de culpa pode ainda fazê-lo ficar agarrado ao passado, impossibilitando que continue a levar a sua vida para a frente e a viver no presente.
Avaliar as situações com precisão
Ao avaliar com precisão os erros e situações negativas nas quais nos encontramos ou estamos atravessando, leva-nos a atravessar por um período de tempo onde as memórias e pensamentos emergem nas nossas mentes espontaneamente, acompanhado de sentimentos de angustia, acionando-se alarmes de alerta na forma de preocupações. Isso pode ser bom ou pode ser mau, dependendo de como fazemos uso da experiência sentida. Será que a culpa contribui para sermos mais inteligentes? Não. Não, porque o ser humano tem a benção da linguagem e do pensamento complexo. Com uma linguagem que pode manipular conceitos e interpretar situações e emoções como nenhum outro ser vivo. O sentimento de culpa (destrutiva) deve-se ao processo de revisão e ensaios, que é implementada com a nossa decisão de escolha, depois de algo negativo ter acontecido. Mas o que nós ensaiamos na nossa mente, faz a diferença entre tornarmo-nos mais inteligentes e funcionais ou tornarmo-nos menos capazes e inadequados.
Nós, seres humanos podemo-nos tornar mais ou menos inteligentes (com respostas mais ou menos adequadas aos nossos objetivos), porque podemos escolher os elementos que estamos a ligar (“emparelhar”) no nosso processo de raciocínio (forma de pensar). Por exemplo, analise a situação em que alguém depois de ficar acordado a noite toda, vai conduzir, adormece e tem um acidente. Se ele usa o processo natural de culpa para ruminar e recriminar-se acerca de ser irremediavelmente estúpido, e um falhado, ele está a queimar o cérebro desnecessariamente.
A ideia fundamental, é a de que nada lhe serve estar a usar o seu cérebro para pensar/ruminar de forma depreciativa acerca de si mesmo. Ele vai tornar-se mais incapaz do que antes do acidente. Ou, se perante as mesmas circunstâncias, ele usa o processo de culpa e recriminação por ter esquecido o pé de coelho da sorte (ou qualquer outra coisa associada à sorte), ele não vai ser mais esperto e raciocinar de forma mais adequada, provavelmente irá prejudicar-se ainda mais (isto assumindo que o pé de coelho não dá sorte.) Ou, se ele usa medicamentos, álcool, drogas, hipnose ou qualquer um dos milhares de distrações possíveis para evitar qualquer sentimento de culpa, ele não vai ser mais inteligente. Perder a oportunidade de aprender algo realmente importante através da experiência terrível que foi acidente de carro, é o que o sentimento de culpa promove, porque irá aumentar a probabilidade de fazer a mesma coisa de novo, como fez antes do acidente.
Mas, se ele usa a culpa para censurar-se por não dormir o suficiente e, em seguida pensar em ir dirigir sonolento, da próxima vez que esses elementos ocorrerem juntos, ele vai ficar nervoso antes de entrar no carro devido à ideia de ir dirigir, ou ele pode até ficar nervoso na noite em que tiver de permanecer acordado até tarde. Assim, ele pode ter espatifado um carro, mas ficará muito menos propenso a cometer esse erro novamente. Pelo menos ele retirou algo de positivo e construtivo do seu infortúnio (aprendeu que irá proteger-se em situações semelhantes no futuro). Esta é sem dúvida uma forma de pensamento positivo perante uma situação catastrófica.

O TERRÍVEL PESO DA AUTO-PUNIÇÃO
Algumas pessoas sentem que devem punir-se com a negação ou com a auto-sabotagem, como punição, quando se sentem “culpados”. Elas não acreditam que os sentimentos de culpa são castigo suficiente para o seu mal-estar.
Às vezes, retardar uma recompensa ou uma coisa boa, pode ajudar a sentir-se menos culpado. Na verdade, isto não passa de uma ilusão. A auto-punição, na grande maioria das vezes pode machucar ainda mais a pessoa que vive com o sentimento de culpa. Na medida em que a punição sobrecarrega a mente com o sentimento negativo, toda a aprendizagem a partir da experiência e do sentimento de negatividade será distorcida ou perdida. As únicas coisas que realmente são prejudicadas quando a punição é demasiado dura, são o auto-respeito e consciência. Diminuir o auto-respeito fará aumentar probabilidade da pessoa não se preocupar em magoar-se. Diminuir a consciência é o mesmo que diminuir a inteligência. Não se tem uma atitude muito inteligente (adequada) sendo hostis para nós mesmos, isto faz com que o nosso padrão mental fique alterado e nos turve a mente.
Quando não aprendemos com os erros
Porque razão por vezes não conseguimos aprender com alguns erros que cometemos na vida? A razão para tal, é que deixamo-nos turvar por erros de raciocínio. Viramo-nos contra nós numa altura em que mais nos deveríamos ajudar. Reconhecer o erro só é benéfico, se depois conseguirmos manter um equilíbrio emocional que jogue a nosso favor. É necessário que nos coloquemos num estado onde possamos accionar todos os nosso recursos para agir, minimizando o erro, evitando que volte a acontecer, ou antecipando novas situações para que não volte a ocorrer.
Frequentemente atendo pessoas em terapia que se queixam de que as suas vidas parecem estar a desmoronar-se. Elas relatam ter mais problemas com a vida à medida que o tempo vai passando. Dizem-me que acham que deveriam ter aprendido alguma coisa com a vida e com os erros que cometeram. E na verdade todos nós deveríamos, mas como as coisas não acontecem como queremos, o melhor que podemos fazer é, quando tomamos consciência disso, procurar uma forma de não continuar a fazer o que temos vindo a fazer até à data.
Quando nos viramos contra nós, muitos são os problemas emocionais que podem emergir, dificultando-nos o raciocínio. No entanto, alerto para o facto de existir uma mistura de comportamentos e atitudes que aumentam a vulnerabilidade aos problemas psicológicos:
- Auto-punição. Um sentimento de raiva e frustração auto-dirigido, que emerge de se pensar que os sentimentos de culpa não são suficientemente punitivos.
- Auto-avaliação depreciativa. uma avaliação negativa acerca de si mesmo, depreciando o seu carácter e inteligência ao invés de avaliar a situação e comportamentos que levaram ao problema.
Os problemas tornam-se preocupantes por mau uso do sentimento de culpa. Quando nos fundimos a alguns dos nosso sentimentos, e passamos a agir exclusivamente de acordo com eles, corremos o risco de tomar decisões que nos prejudicam porque agimos em modo emocional, deturpando as avaliações e consequentemente os passos para a solução.
Curiosidade: Os ratos e coelhos ou outros animais, executam as suas vidas com base nas emoções. Nos seres humanos as emoções e os sentimentos podem orientar e ajudar, mas não são o pensamento lógico. As emoções na grande maioria das vezes são accionadas de forma inconsciente no nosso cérebro. Elas ajudam, informam, direccionam e sugerem. Facto, que reforça a necessidade e utilidade de aprender a gerir as emoções.
Mas também temos linguagem e pensamento lógico. Temos outras áreas no nosso cérebro onde processamos pensamentos muito complexos, onde podemos manipular ideias complexas de forma complexa. Os sentimentos raramente são mais precisos do que um pensamento lógico e estruturado, embora muitas pessoas possam julgar que são, porque são mais fortes e fazem-se sentir no nosso organismo provocando mal-estar, ou pelo contrário enorme satisfação. Os sentimentos são formas rudimentares de informação (ainda que muito necessária), porque eles são gerados por áreas do nosso cérebro que são primitivas. Os sentimentos por vezes são formas muito subtis de informação, são formas imprecisas que nos podem colocar em apuros, se não forem descodificadas pela consciência. Os sentimentos para nos servirem de forma apurada devem passar pelo filtro do nosso pensamento lógico.
CULPA, APENAS UM SENTIMENTO E NÃO UMA EXPLOSÃO DE INFORMAÇÃO
Ter um sentimento de culpa não implica necessariamente que você tenha de se sentir culpado. A culpa é simplesmente um sentimento, uma experiência mental e física que ocorre no nosso corpo (experiência interna), um programa do nosso cérebro que é executado em resposta a um resultado negativo percebido de alguma natureza. Não é um monte de informações refinado, na verdade é uma informação subtil que emerge de uma reação, não muito mais que isso. É um sinal enviado ao cérebro, ou criado no próprio cérebro que permite accionar um conjunto de processos mentais para pensar de novo sobre as coisas. A experiência de culpa (a culpa descabida e incapacitante) na nossa mente, tem a ver com um processo de ruminação, devido à constante atenção que damos ao assunto que nos perturba e preocupa, criando-se um ciclo vicioso sobre um conjunto de pensamentos que se ligam entre si, mas que no entanto não levam à construção válida de uma resposta ou resultado que ajude na resolução do problema.
Um exemplo de sentimentos de culpa onde não há nada para se sentir culpado é a tristeza como reação à culpa que muitas pessoas experimentam quando morre (neste caso, de acidente) um ente querido. O sobrevivente fica obcecado com as coisas possíveis que poderia ter feito de maneira diferente, e eventualmente evitado a morte. (“Se eu não estivesse no trabalho, ele não teria morrido.” “Se eu me tivesse certificado que tivesse tomado o café da manhã, ele poderia ter tido reacções mais rápidas.” “Se eu não tivesse comprado aquele vestido preto , isso não teria acontecido. “O sobrevivente também pode ficar obcecado com a sensação de que havia um erro que ele ou ela fez, e que o outro era incapaz de identificar. (“Eu sei que havia algo que eu deveria ter feito diferente, mas eu não consigo descobrir o quê.”) Um problema semelhante ocorre quando um indivíduo está envolvido num grave acidente que não tinha nada a ver com o que o indivíduo estava fazendo (ou seja, , um avião cai em casa durante a madrugada, um rajada balas que são disparadas por um atirador enlouquecido num restaurante). Seria normal (mas inadequado) ficar obcecado com a experiência, revendo um e outra vez os acontecimentos e ações antes da catástrofe, mesmo que se reconheceu que, logicamente, não poderia haver nada para se sentir culpado.
O que exemplifiquei, não pretende transmitir a ideia que o sentimento de culpa não possa existir ou que seja um “pecado” quando o sentimos, nada disso. Obviamente que perante determinados cenários catastróficos ou negativos, e em reação a eles, se possam gerar determinados sentimentos de culpa. No entanto, importa referir que na grande maioria das vezes, esse sentimento é muito destruidor, não trazendo alívio nenhum à dor já infligida pelo acontecimento negativo. A reação de culpa é como que uma “fuga” interminável, não dá descanso, não orienta, não permite a reestruturação, devido ao constante sentimento de remorso. Este remorso, consome os recursos mentais, impedindo que a pessoa consiga pensar de forma clara e baseada em factos concretos.
Para aprofundar mais este assunto pondere ler: 5 Dicas para superar as adversidades da vida
SINTONIZE-SE, ACEITE E APRENDA COM O SENTIMENTO DE CULPA
Tenha cuidado, muito cuidado naquilo que vê de errado. As circunstâncias podem ser várias, mas é de sua conveniência esclarecer acerca do quê, e porque é que deve sentir-se culpado, ou se você deve sentir-se culpado acerca de tudo, ou até se é a única pessoa culpada. Ainda que faça mais sentido falarmos de responsabilidade. Uma excelente estratégia de clarificação, embora não infalível, de verificar se você acha que deve sentir os sentimentos de culpa, é perguntar a um amigo: Como é que ele lidaria com a situação se fosse com ele, e estivesse a sentir-se dessa forma?
Você acha que o seu amigo sentir-se-ia culpado como seu comportamento, e em caso afirmativo, por quanto tempo? Se você está esperando mais de si mesmo ou a ser demasiado duro, ou mais crítico do que você pensaria ser adequado para um amigo, pare com isso.
Um filho que se vê forçado a colocar os pais num lar de idosos por terem necessidades médicas, e que como alternativa, seria tê-los em casa e deixá-los morrer por causa da má assistência médica, pode sentir um profundo sentimento de culpa (que não é saudável nem ajudará à situação). Seria desapropriado sentir-se culpado por não ser enfermeiro ou não ter ganhado na loteria para que pudesse ter sido capaz de contratar enfermeiros para prestarem cuidados ao pais em casa.
O SENTIMENTO DE CULPA APROPRIADO
Quando os sentimentos de culpa são apropriados, vivê-los pode não parecer em nada que nos atrapalhem ou nos retirem clareza de pensamento. Esses sentimentos, podem fazer de você uma pessoa melhor, mais consciente, mais inteligente e mais capaz de evitar consequências idênticas no futuro. A auto-punição aplicada de forma prática num grau adequado e de forma saudável, é enriquecedora para si e para aqueles ao seu redor. Por outro lado, a auto-punição que serve e tem como fins a punição de si mesmo é disfuncional, contraproducente, perigosa e prejudicial para si e para os outros.
Como qualquer punição, os sentimentos de culpa e/ou as maneiras de agir consigo devido a sentir-se culpado, são demasiado intensas, então os sentimentos de culpa podem causar danos. A consequência a longo prazo do abuso prolongado imposto por alguém ou por si mesmo, é que você torna-se despreocupado, passando a agir de forma cada vez mais hostil consigo e com os outros (especialmente aqueles se preocupam com você). Você fica mais confuso e menos capaz de aprender com os erros, sentido-se cada vez mais “estúpido” e fora de controlo.
A perda de auto-respeito é prejudicial
Quando perdemos o respeito por nós mesmo, seja por algo que fizemos e nos sentimos culpados e diminuídos, seja porque sofremos consequências impostas por outros, como maus tratos, vergonha extrema, exturpação, desrespeito, na grande maioria das vezes o nosso comportamento sofre mudanças bruscas e desajustadas em resposta à situação traumatizante. Sentimo-nos tão mal, e ficamos com uma ideia tão deturpada de nós, que tendencialmente agimos contra nós. Provavelmente porque, os sentimentos experienciados geram confusão e raciocínios distorcidos, levando a comportamentos baseados em sentimentos desajustados e irrealistas.
Quando a culpa é apropriada, pondere dizer a si mesmo o seguinte: ” Toda a vez que me sentir culpado, tenho de me relembrar que é um sinal de alerta, que é um sinal que me informa que tenho de repensar o que fiz, e o que posso fazer para de forma funcional minimizar os danos e/ou evitar que sucedam no futuro”.
Atenção: Mesmo que se sinta culpado, não é sinónimo que você tenha de fazer coisas que lhe sejam prejudiciais e não sejam do seu interesse. O sentimento deve ser analisado de forma construtiva, reorientando o seu foco atencional para uma atitude positiva e construtiva.
QUANDO A CULPA É DISFUNCIONAL OU PERMANECE MUITO TEMPO
Quando os sentimentos de culpa não estão em de sintonia com a lógica de pensamento, são persistentes e não parecem diminuir, pode ser uma experiência muito frustrante e negativa. Esta situação é desconfortável, e na grande maioria das vezes pode corroer a auto-estima, motivação, produtividade e saúde. Pode ser uma causa de depressão e ansiedade e de comportamentos de auto-sabotagem. Pode sentir-se cada vez mais impotente, hostil para si mesmo e sem esperança.
Procurar ajuda profissional nestas situações de pensamento incapacitante e auto-destruidor, é a melhor coisa que pode fazer. Algumas sessões com um terapeuta, podem contribuir muito para o alívio do seu mal-estar, pode evitar viver com essa terrível dor emocional e/ou auto-sabotagem e raiva auto-dirigida.
Alguns tipos de medicamentos para a ansiedade, num primeira fase também podem ser úteis, principalmente porque podem ajudar a reduzir os sintomas físicos de mal-estar.
No entanto, importa alertar para o facto de que usar medicação ou qualquer tipo de programa de auto-ajuda para forçar-se a si mesmo a parar de pensar de forma depreciativa ou de sentir-se culpado, pode ser contraproducente se isso for contra as suas crenças e coisas em que acredita. Qualquer pessoa que se sinta incapaz de abandonar os sentimentos de culpa incapacitantes depois de uma quantidade razoável de tempo, deve pelo menos procurar um ou dois amigos para discutir a situação. Se isso não for suficiente deverá ponderar a possibilidade de procurar ajuda profissional (consultas de psicologia), para abordar o problema.
Se você acha que está em dívida para com o mundo sentido-se culpado sobre algo que você fez, a auto-sabotagem não é apropriada. Embora possa funcionar como um alívio temporário e sentir-se melhor no momento, esse tipo de comportamento só prejudica e prolonga o sofrimento. Se você sente o peso da responsabilidade através do sentimento de culpa, você precisa cuidar bem de si mesmo, para que possa ser capaz de ter comportamentos e atitudes positivas. O comportamento auto-destrutivo, é uma forma distorcida de processamento mental. Não faz bem a ninguém, nem em nenhuma circunstância.
E VOCÊ, COMO LIDA COM O SENTIMENTO DE CULPA?
Todos nós, num ou outro momento das nossas vidas, tivemos de lidar com o sentimento de culpa e injustiça relativamente a algo. Partilhe connosco as suas histórias e estratégias para lidar com esse sentimento de culpa. Comente!
Abraço






















DINA CORRÊA
O ARTIGO É MUITO BOM, MAS SENTI FALTA DE ALGO ESPECÍFICO SOBRE A NATUREZA DA CULPA, QUAL O PONTO DE VISTA TEOLÓGICO DO SENTIMENTO DE CULPA E SUGESTÕES DE COMO TRATAR O SENTIMENTO DE CULPA. AGRADECEREI MUITO SE FOR ATENDIDA C0M UM ARTIGO QUE TENHA ESSES ITENS, POIS ESTOU ESTUDANDO SOBRE O ASSUNTO.
Miguel Lucas
Olá Dina, obrigado pelo comentário.
A natureza da culpa? no meu ponto de vista, existem tantas causas do sentimento de culpa quantas pessoas possam existir. Sendo um sentimento é algo pessoal e próprio de cada um de nós, e nada mais é que a consciência de arrependimento e responsabilidade sobre algo. O que torna depois o sentimento de culpa, funcional ou disfuncional depende das estratégias, comportamentos e pensamentos que emergem daí.
Foi isso que fui explicando ao longo de todo o artigo.
Relativamente à questão de tratar o sentimento de culpa. Não se pode olhar para um sentimento, neste caso a culpa, como uma doença, e muito menos de algo que necessita de tratamento. Dado que o ma-estar oriundo do sentimento de culpa é um misto de muitas coisas, dependendo da forma de raciocinar da pessoa.
Excerto do artigo:”Quando os sentimentos de culpa não estão em de sintonia com a lógica de pensamento, são persistentes e não parecem diminuir, pode ser uma experiência muito frustrante e negativa. Esta situação é desconfortável, e na grande maioria das vezes pode corroer a auto-estima, motivação, produtividade e saúde. Pode ser uma causa de depressão e ansiedade e de comportamentos de auto-sabotagem. Pode sentir-se cada vez mais impotente, hostil para si mesmo e sem esperança.”
Relativamente às sugestões para aliviar o sentimento de culpa fui dando algumas possibilidades ao longo do artigo:
“Quando a culpa é apropriada, pondere dizer a si mesmo o seguinte: ” Toda a vez que me sentir culpado, tenho de me relembrar que é um sinal de alerta, que é um sinal que me informa que tenho de repensar o que fiz, e o que posso fazer para de forma funcional minimizar os danos e/ou evitar que sucedam no futuro”.”
Abraço
Gustavo Ferreira
O sentimento de culpa é produzido pela cultura .
Num dado momento cada pessoa só tem possibilidade, capacidade de fazer aquilo que faz, resultante da conjugação das circunstâncias da sua vida com as circunstâncias do momento .
Neste sentido, o sentimento de culpa resultará da ilusão inculcada no ser humano pela cultura vigente da existência do livre arbítrio .
Para todo homem que compreende a ilusão do livre arbítrio como uma construção cultural não tem qualquer condição para sofrer de sentimento de culpa .
A pretensa vantagem evolucionária dum tal sentimento como uma função adaptativa não existe para este ser humano .
Todas as experiências havidas e sentidas serão igualmente positivas no sentido de contribuirem genuinamente para o “cálculo” do que fazer a partir de aqui e agora .
Miguel Lucas
Olá Gustavo, obrigado pelo comentário.
Percebo o que diz. No entanto de um ponto de vista psicológico, as pessoas sentem mesmo sentimento de culpa e isso é um sentimento dito normal. Tal como abordei, o importante é a forma como reagimos e agimos perante esse sentimento. Se conseguimos usar isso a nosso favor ou contra nós. É na forma como interpretamos o sentimento e consequentemente aquilo que fazemos ou deixamos de fazer que pode comprovar-se como problemático ou restaurador.
Abraço
Gustavo Ferreira
Penso que não terá percebido o que eu disse . Que as pessoas sentem mesmo o sentimento de culpa, é um facto . Que esse sentimento seja, como disse, normal, isso é que não concordo .
E não concordo pelo simples facto que referi no meu mail de que quem percebesse que o livre arbítrio era uma ilusão, um falso constructo cultural, não teria qualquer condição de sofrer sentimento de culpa . Concedo que, tal como você, a grande maioria das pessoas não entende a grande ilusão do livre arbítrio, que, basicamente, significa que num dado momento alguém teria capacidade de fazer diferente do que aquilo que efectivamente faz .
Para mim, que estou fora desse grupo não existe qualquer condição para sofrer desse sentimento .
E, até que alguém me demonster o contrário, considero-me normal .
Escrevi algo mais desenvolvido sobre este assunto e se estiver interessado terei muito gosto em enviar-lhe .
Gustavo Ferreira
liliane pereira pacheco
porque quando tento corrigir alguem me sinto culpada beijos
Maria
Tenho uma tia( hoje com 81 anos0 de que minha mãe( hoje com 84 anos) toma conta, a vida toda.
Isto me incomodou, pois ela a tia tem alguns transtornos de comportamento, embora seja saudavel e consciente.
enfim, dependente.
Há uns dois anos atrás, comecei uma campanha para os sobrinhos ( pois ela é solteira e não teve filhos) para que participassem da responsabilidade sobre ela, já que eu era a única sobrinha que acabai sendo envolvida com oproblema e temia ficar com a responsabilidade só para mim, à revelia, inclusive do meu marido.
Cheguei a reunir a familia num orgão de conciliação, alguns comcordaram em ajudar, outros não. Mas eu me senti sozinha para “ajeitar”as contribuiçOes para uma casa de repouso9 a mais em conta era R$1.800,00) e…não obtive respostas imediatas dos participantes.dois deles, diminuiram as suas e eu me senti fraca, já que minha mãe não tomava a frente. A minha unica irmã, nem me respondia(pois mora em outro estado). Senti-me triste e deixei o caso, “com a minha mãe”. claro que ela preferiu deixar as coisas como estavam.Recentemente, minha tia ficou doente e acamada, inclusive não saindo da cama. eu ia sim lá, ajudei com compras de algumas coisas de que ela passoun a necessitar. Mas insisti para minha mãe pedir novamente ajuda à familia (sobrinhos), já que teria que ter uma enfermeira em casa. eu e minha irmà mais velha estaríAMOS CONTRIBUINDO COM A MAIOR PARTE. o quadro da minha tia se agravou. A maioria dos sobrinhos disse que não poderia contribuir agora.Só um disse que contribuiria mais e outro levou R$ 50,00. Bem, minha tia foi então internada pela segunda vez, num hospital publico( que trasta muito bem dos pacientes) pois estava mal e nessa ocasião, foi diagnosticado, finalmente, um carcicoma muito evoluído. Agora ela está ainda hospitalizada e sem cahn ces de vida além de pouco tempo, indeterminado. e eu, me sentindo completamente culpada, pois durante esses últimos dois anos, não a atendi quando ela pedia para eu acompanhá-la a algum médico9 tenho uma rotina bem preenchida, mas nada que impedisse que eu a levasse um duia , nas férias) e levá-la fazer compras 9 ela sempre pediu essas coisas para mim e eu sempre fui. Isto para mostrar que eu não seria mesmo a responsável por ela. Puro medo. Agora não sei nem como pedir perdão para ela e minha mãe. Muito remorso.
Marcelo
Há uns anos atrás bati de forma leve com meu carro no carro de outra pessoa, quando estava estacionando. Não vi nenhum estrago aparente, e a força da batida não me fez crer que algo pior poderia ter ocorrido. Fui-me embora. Hoje, penso sobre isso e fico imaginando quais os problemas que poderia ter causado ao dono do carro. Penso que pode ter exisitido um problema oculto que não vi e, por isso, posso tê-lo prejudicado de forma grave.
Paulo
Boa tarde.
Gostei muito do assuntoo parabens devemos ter proficionais como vc nesse mundoo.
Venho aqui para me aliviar de um sentimento de culpa muito tenso, não consigo as vezes dormir anoite por causa do acontecimento.
Estavamos voltando de uma festa quando eu fui fazer uma rotatoria entrei em uma placa de preferencial e estorei o canto esqerdo do carro, mas o porem e o seguinte nao o prejuizo do carro mas a cara com que minha namorada olhou pra mim me aterrorizou, uma cara de medo com susto junto sabe…
Entao queria saber o que eu posso fazer pois juntou todos meus problemas meu pai de uns 6 meses pra frente esta sofrendo de alzeimer minha mae esta fanatica por igreja agora que virou crente pelo fato da doença de meu pai e meu irmao fica falando que ele não tem pai. E detalhe minha namorada todos os problemas dela foi por causa o alcool ela quase perdeu um irmao por causa o alcool e eu estava dirigindo alcolizado, o que devo fazer pra me cuidar pois não estou aguentando toda hora lembro a cara que ela fes e perco o sono, vejo meu pai tentando ver a hora pois pela doença ele nao consegue identificar qual o horario e meu irmão esta revoltado.
Meu nome e Paulo Afonso tenho 19 anos.
Muito boa tarde
Joãozinho Anônimo
Estou também com um sentimento de culpa relacionado ao trânsito.
Dirigia distraído mexendo no celular. Até que dei uma batida muito forte na traseira de um carro.
O outro condutor ficou com dor nas costas e pescoço, e abalo moral forte.
A culpa surge do fato de eu ter reagido de forma neutra em relação ao outro condutor, pelo fato de ele ser um estranho e eu temer algum tipo de agressão ou chantagem. Não dei nenhuma resposta emocional aos reclamos dele, mas apenas reparo material.
Sinto-me culpado pela imprudência no trânsito e pelo fato de que eu poderia ter matado alguém.
O fato de que algo pior poder ter acontecido me assusta, e me deixa me sentido mais culpado. Acho que, nesse ponto, a culpa é destrutiva, pois o certo é direcioná-la para ter maior cautela no trânsito e maior sensibilidade em relação às pessoas.
Rivas
Eu era um músico muito bom, artista plastico conceituado e escritor de bom manejo. Comunicativo e namorava meninas muito bonitas e inteligentes. 3 anos atrás meu irmão transtorno mental e vive a base de remédio dando muito trabalho para familia, eu me senti culpa por isso, achei que devia ter cuidado mais dele… parei tudo e hoje vou para o serviço publico que arrumei empurrando com a barriga. Não produzo mais nada, não faço mais nada além de deitar e dormir e fico pensando 24h nisso. Temo já estar com problemas serios também e nem sei onde posso chegar. Parabéns pelo artigo e espero que ajude outras pessoas.
wellington luis nascimento
muito bom artigo, me encaixo no sentimento de culpa, tenho uma profissão de risco e as decisões que no dia me persseguem achando que poderiam serem diferentes, gostaria de um conselho, se procurar um psicólogo ou um psquiatra , um médico poderia me receitar um medicamento que bloqueie esse pensamento recorrente de culpa?
Miguel Lucas
Olá Wellington, obrigado pelo comentário.
Se um desses profissionais lhe receitaria um medicamentos para eliminar o sentimento de culpa, isso eu não lhe posso responder, não sei o que os outros fariam. O que eu sei é que esse tal “medicamento” que você procura não existe. As coisas não funcionam dessa forma, tal como expliquei no artigo. Aquilo que é possível é aprender a lidar com esse sentimento, até ao ponto que deixe de ser incomodativo.
As “pilulas mágicas” são algo que muitas pessoas sonham econtrar para ajudá-los a fazer aquilo que se chama lidar com a vida, mas isso é algo que se aprende e não que se tome.
Abraço
Jonathan
Olá, sofro com um sentimento de culpa que esta me causando sérios problemas. Em uma visita a um cliente eu e minha colega de trabalho acabamos nos tocando…ela me masturbou e eu toquei seus seios…o problema é que eu namoro a tempos e ela acabou chorando dizendo que estava arrependida e que estava carente….ela é bem mais velha..Acontece que de lá para ca não estou conseguindo olhar para minha namorada e nem para ela….sinto um sentimento de culpa aliado com outro de constrangimento…é algo tão intenso que as vezes penso em apenas em dormir muito para poder não pensar no ocorrido…já conversei com colegas e todos me disseram que se estivessem em situação semelhante agiriam de forma mais tranquila sem tanta culpa assim..até pelo fato de eu ser homem e se uma mulher se insinua fica dificil de se conter…o fato é…como eu posso conseguir viver com isso, casar com minha namorada que amo tanto, ter meus filhos? Eu simplesmente estou sofrendo tanto que não vejo perspectiva de futuro! Por Favor Dr. Miguel me de uma luz de como conduzir melhor esse sentimento de culpa e constrangimento…não aguento mais.! Muito obrigado.
Miguel Lucas
Olá Jonathan, obrigado pelo comentário.
O saentimento de culpa, está usualmente relacionado com arrependimento de algo (uma consciência que emerge à posteriori sobre um acontecimento). Essa consciência serve para relembrá-lo dos seus valores e objetivos de vida.Veja o lado positivo desse acontecimento, pode ter sido uma oportunidade para relembrá-lo daquilo que preserva, daquilo a que dá significado e daquilo que o define enquanto individuo. Por vezes todos nós fazemos coisas que não gostamos, vindo mais tarde a sensação de arrependimento. De nada serve chorar sobre o leite derramado, o que importa é o que aprendeu como isso, e o que esse acontecimento lhe disse acerca de si. provavelmente diz-lhe que preserva a relação com a sua namorada, e orienta-o agora alinhado com aquilo que você pretende ser. Por isso, este acontecimento teve o lado positivo. Foque agora a sua atenção naquilo que pretende viver, e não no acontecimento do qual já retirou um lição.
Abraço
Fernando
Olá passei por uma situação que tenho dificuldade de aceitar, eu fui pra uma balada com dois amigos após ter saído de uma casa de show na Augusta, meus amigos falaram que a balada era gls eu nunca tinha ido em balada gls mas até aí normal pois sei que gosto de mulher e não avaliei errado ir inclusive sempre falam que tem mulher lindas nessas baladas por se sentirem a vontade sem serem puxadas a todo instante pelos homens como acontece em balada hetero, bom eu tava na fissura para beijar uma mulher e ao ficar em um ponto onde passavam mulheres eu aós ter ingerido alcool puxei uma e beijei, de cara pensei aee peguei uma, mas logo em seguida em poucos segundos pensei “Será q é mulher ?” acredito que meu inconsciente por estar em uma balada gls dispertou essa dúvida se era mulher, aí eu abri os olhos e tentava ver enquanto beijava se era mulher mesmo, logo parei de beijar foi bem rápido até porque quando bateu a dúvida eu fiquei com medo de não ser mulher aí até tentei pegar nos seios pra ver se era mulher e ela não deixou, eu fui até meus amigos e falei “Era mulher né ?” e um falou não sei tava escuro nessa hora entrei em panico me deu um choque, perguntei pro outro amigo se era mulher ele balançava a cabeça rindo falando q não, eu entrei em desespero, fui no banheiro lavei a boca o rosto, e pensei bom já aconteceu vou fazer o que me matar ? Não né já aconteceu, foi por engano, vendo depois a pessoa de longe na balada eu achei q era um viado na verdade nem eu nem meus amigos conseguimos ter 100% de certeza se era viado ou mulher, mas eu desde então fiquei em choque e é como se tivesse periddo o tesão pela vida, detalhe eu tenho TOC, e isso fica me fazendo me remoer a todo instante, uma semana depois, ou seja ontem, saí com uma menina que já tinha ficado a um mês atrás mais ou menos e me senti super bem, gostei de beijar ela de novo, e tenho vontade de sair ocm ela mais vezes, o TOC bom acredito que seja ele fica me fazendo por em dúvido o que gosto, mas eu sei que gosto de mulher pois antes de ontem fui em um barzinho e eu sinto atração por mulher eu tenho vontade de chegar junto conhecer tnato que conheci algumas, em determinadas horas do dia me sinto mal e tenho q ficar provando pra mim mesmo o meu gosto e em determinados momentos do dia consigo pensar “Foi por engano, não mudou nada em mim nos meus gostos”, o TOC por si já faz vir pensamentos e imagens espontaneas me atormentando a 17 anos, mas depois desse fato ficou mais difícil ainda, e nos primeiros dias eu me senti aum lixo, ,o pior, não me conformo ainda de ter sido tão burro mesmo o rosto da pessoa na hora parecendo mulher e eu achando que era mulher, naõ sei se sou muito inocente e achei que só mulher me beijaria na balada, mas eu tenho plena certeza que foi um engano, o duro é falar isos pro TOC, e e nao ficar me remoendo, e pra encerrar acho q o TOC me faz sentir medo do meu gosto mudar um dia, desde já obrigado
Meu nome é Fernando tenho 32 anos
Timm
que poha é essa?
Gisa
Tem momentos que é impossivel não sentir culpa e acho que situações pessoas a levam para o resto da vida, acho impossivel de “tirar” isso de alguem.
Acabei de ler algo que me deixou sem palavras e sei que essa pessoa vai morrer com essa culpa,e sei tambem que prejudicara sua vida.
A mãe da menina Yukari aquela que caiu do brinquedo no parque Hopi Hari, acabou de postar assim no facebook…..DEVERIA TER FICADO NO JAPÃO,NÃO DEVERIA TER VINDO PRA O BRASIL…
Oque sera agora dessa mãe, tenho certeza que levara essa culpa pro resto da vida…
Miguel Lucas
Olá Gisa, obrigado pelo comentário.
Todos nós na nossa vida, em algum momento temos e podemos enfrentar o sentimento de culpa, e é sempre possível saber lidar com isso. Tudo o que tem aver com situações do foro da justiça, devem ser deixadas para esse espaço.
A intenção deste artigo, é explicar e apresentar algumas estratégias para as pessoas que sofrem com o sentimento de culpa e pretendem levar a sua vida para a frente com menos sentimento. Como explico, o sentimento de culpa pode ser um primeiro passo para retirarmos uma lição da vida e podermos melhorar enquanto pessoas.
Abraço
paula223
VC PODE RESPINDER AGORA SIM OU NAO PRESISO DE AJUDA MOÇO
paula223
eu nao vou ler so sei q minha cachorinha morreu por causa de uma picada de cobra e eu so tenho 11 anos e n foi visitar ela eu amo muito elA ME ACOMPANHO NA MINHA VIDA E COMO EU NAO FUI VISITAR ELA SO POR CAUSA DE ESCOLA ME SINTO CULPADA AGORA SOU CAPAIS DE FASER COISAS Q EU NUNCA IRIA FASER TO QUERENDO FASER UM PACTO SO SEI DE UMA COISA PARTE DE MIM SE FOI NAO ONSIGO EVITAR.. N SEI SE EU VOU AGUENTAR POR MUITO TEMPO AGORA SOU DO DEMONIOOOOOOOOOO
paula223
PFF GENTE ME AJUDEM A LIDAR COM MEU SENTIMENTO EU SOU UMA MENINA FORTE TENHO MUITO SENTIMENTO E VOU ATE O FIM COM TUDO TENHO CONSENSIA MAIS PRESISO DE UMA RESPOSTA SO QUERO LIDAR COM ISSO DE UM JEITO MAIS FASIL
paula223
RESPONDE AGORA MINHA MAE NAO PODE SABER ELA ACHA Q EU TO ME SAINDO BEM TENHO DOR DE CABEÇA E TUDO MAIS PFFFF RESPONDE AGORAAA MOÇO
Theo
Calma, não fique assim, garotinha. O cachorro ter morrido faz parte da vida. Não se culpe por isso. Fica com Deus!
Christall
Olá
Venho aqui para desabafar,a 1 ano minha sobrinha faleceu…
minha irmã pediu para eu cuidar da minha sobrinha para ela ir a um casamento, eu disse a ela que não iria cuidar da Rayanne, mas minha irmã insistiu e eu acabei ficando com minha sobrinha..
Depois que minha irmã saiu, minha sobrinha estava chorosa, eu fazia de tudo para agrada-lá até que ela parou de chorar e ficou brincando comigo, umas 8 hras da noite ela dormiu, e acordou umas 2 hras a hra que eu estava indo dormir, eu me deitei com ela e fiquei brincando um pouco com ela e ela não parava de sorrir, pensei em me levantar e ficar mais com ela, mas aquela noite fazia muito frio aqui em Curitiba, então acabei ficando com preguiça de levantar, lembro que falei pra ela q agora que eu estava indo dormir ela queria brincar então ela sorriu, eu fechei os olhos por um tempo e quando os abri ela estava bem seria me olhando, falei com ela e então novamente ela sorriu, depois disso eu peguei no sono, acordei umas 4 hrs e ela ainda estava acordada, então eu falei, Vc não vai dormir é princesa, ela sorriu novamente e eu voltei a dormir, essa foi a ultima vez que vi aquele sorriso lindo, pois quando acordei 7:30 +ou- ela já estava roxinha, começei a gritar,a levei ao PS, mas já era tarde..
Em um primeiro momento pensei que eu a matei, pois ela estava na cama comigo e a culpa foi tão grande que não sei nem como explicar.
Foi feito a necropsia e o laudo da morte foi de sindrome da morte subita de lactente..
Mas ainda me sinto muito culpada, posso não ter sido culpada pela morte dela, mas nda me tira da cabeça que eu fui e sou a unica culpada, me culpo por não ter levantado e ficado brincando com ela, me culpo por tudo..
Tenho pesadelos com isso e acordo aos gritos, não está sendo nda facil para mim, e o pior é que não tenho nem com quem conversar e desabafar, pois não sou uma pessoa que fala sobre seus sentimentos, penso nela e choro todos os dias, não tenho vontade de levantar da cama, só faço pq tenho minhas filhas que precisão de mim, acho que estar guardando todo esse sentimento está me fazendo muito mal, estes dias atraz eu acabei bebendo demais e acabei explodindo e quase morri, NÃO SEI COMO LIDAR COM ISSO? OQUE FAZER PRA ESSE SENTIMENTO SUMIR? NÃO AGUENTO MAIS…
Obrigada!