Inevitavelmente o trabalho é uma questão central na vida de todos nós. O trabalho influencia fortemente todas as outras áreas de vida. Existe uma bidirecionalidade de influências e motivações entre a vida e o trabalho. Cada vez que a motivação é afetada negativamente na nossa vida em geral, consequentemente o nosso trabalho sofre uma quebra. Ou ao invés, quando a nossa motivação no trabalho sofre um abalo, quando perdemos perspectivas de progressão e a satisfação diminui, também a motivação na nossa vida tem tendência a diminuir.

A motivação comprova-se como um grande potenciador da nossa qualidade de vida. Ou ao invés, a desmotivação tonar-se um tormento na nossa vida. Então, posso afirmar categoricamente que aprendermos estratégias para manter os nossos níveis de motivação adequados é promotor e potenciador de satisfação no trabalho e na vida em geral.

Este artigo surge na sequência da criação de um vídeo elaborado na EscolasTV, um projeto que pertence à Escola Plus, uma Rede Educacional de Blogs, constituída por: Escola PsicologiaEscola DinheiroEscola FreelancerEscola CriatividadeEscola WordPressEscola Apostas ). O vídeo tem por título: EscolasTV Episódio 6 - Como Manter a Motivação no Trabalho.


EscolasTV Episodio 6 (Como Manter a Motivação no Trabalho) da EscolasTV

VISÃO COMO PROMOTORA DA MOTIVAÇÃO

Imaginarmos algo que gostamos, ou que vislumbramos vir a fazer sentir-nos bem faz disparar a dopamina (uma hormona do bem-estar). A dopamina gera expetativas, faz-nos criar uma forte ligação entre a visão de sucesso de algo e a boa sensação que o nosso corpo regista nesse exato momento, e isto promove a criatividade. Nesse estado, podemos dizer que nos sentimos motivados para fazer coisas que façam acontecer aquilo que imaginamos e queremos alcançar. A visão de sucesso ou das tarefas que temos de realizar para obter o que tanto desejamos, funciona como um combustível que irá orientar a nossa energia na direção do objetivo traçado. Está assim imaginado e consequentemente criado na nossa mente o motivo para a ação. São as ações a que nos propomos, alimentadas pela energia criada pela visão e associada ao bem-estar provocado pela dopamina libertada na nossa corrente sanguínea que nos sentimos confiantes, alegres e animados para realizar o que é necessário para atingirmos os objetivos a que nos propomos.

Dica: Para potenciar a motivação, crie uma visão.

MOTIVAÇÃO E ENVOLVIMENTO

A capacidade que cada um de nós tem, ou não tem para nos envolvermos ativamente com o nosso trabalho, tarefa ou objetivos de vida condiciona em larga escala a qualidade dos mesmos. Quando me refiro ao envolvimento ativo, falo concretamente de nos colocarmos nas coisas, de interagirmos com elas, de prespetivarmos um bom retorno, uma ótima satisfação e alegria no resultado. Como promotor do envolvimento, temos de ter uma crença que possuímos algo para oferecer ao que temos em mãos, que conseguimos oferecer algo de nós no sentido de melhoramos a qualidade do nosso trabalho, tarefa ou objetivo. Quando temos a crença de que temos o poder de contribuir positivamente para o resultado das coisas que fazemos, ficamos envolvidos ativamente. Ficamos motivados para influenciar de forma positiva aquilo que fazemos, colocando um conjunto de estratégias para o sucesso em ação. E, certamente iremos sentir o retorno disso na forma de motivação.

A saber: O envolvimento funciona como uma força que nos empurra a dar algo a alguma coisa, promovendo desta maneira o retorno positivo, usualmente na forma de sucesso, satisfação e orgulho.

MOTIVAÇÃO E SENTIMENTO

O fim último de qualquer ação é vivenciar um determinado sentimento. Então, o cerne da motivação é conseguirmos diariamente colocarmo-nos num estado emocional propício ao impulso para a ação. Emoções e sentimentos jogam um papel preponderante no potenciamento das nossa ações. A capacidade que cada um de nós tem para associarmos emoções às nossas tarefas e objetivos de vida é um tremendo diferenciador de resultados. Promovemos o êxito, tanto mais quanto nos envolvermos com a ação (como descrevi no ponto anterior) de forma a anteciparmos o que queremos vir a sentir ao atingir os resultados pretendidos.

Dica: As emoções construtivas que conseguimos gerar no dia-a-dia, facilitam o nosso desempenho e consequentemente promovem o sucesso.

MOTIVAÇÃO E DINHEIRO

Trabalhamos para gerar riqueza. A humanidade está fundamentada num sistema económico em que o dinheiro é o instrumento de troca de serviços e bens. Neste sentido em grande parte das coisas da nossa vida e em especial no trabalho o dinheiro é um grande motivador para a ação. Ganhar dinheiro é um dos reforços mais eficazes da humanidade, apenas porque estamos organizados desta forma. Portanto, a grande maioria de nós trabalha para um retorno em dinheiro, e trabalhamos mais afincadamente quando perspetivamos um retorno maior. E, não tem mal nenhum nisso, pelo contrário. Devemos ser valorizados pelo nosso trabalho. No entanto, o que queremos na verdade não é ter dinheiro, mas sim o que esse dinheiro representa em coisas que podemos fazer ou obter. E na verdade, também não são as coisas em si mesmo que queremos ter, mas sim aquilo que elas nos permitem sentir e viver. O dinheiro é um ótimo reforço positivo, funcionando como um ótimo gatilho motivacional que estabelece uma ponte que dá acesso à experiência emocional.

A saber: O dinheiro é um veículo motivacional, mas não é o veículo.

MOTIVAÇÃO Vs DESMOTIVAÇÃO

A perda, o fracasso, a falta de envolvimento, o retorno financeiro baixo, e um sentimento de mal-estar relacionando com o nosso trabalho, são alguns dos motivos que podem conduzir-nos à desmotivação. A motivação é algo subjetivo, é inerente à pessoa, é individual e específica. No entanto independentemente da subjetividade da motivação, algo é comum a todos nós. A motivação é fluída, inconstante e sofre abalos na relação com a vida. Por esta razão, todos nós já vivenciámos períodos de elevada motivação, ou ao invés, de uma elevada desmotivação. Ainda assim a vida não parou, continuámos a ter que realizar as nossas tarefas do dia-a-dia, incluindo o nosso trabalho. Certamente nos períodos de ausência de motivação, vimos o nosso desempenho diminuir, o rendimento é afetado negativamente e com isso disparam os sentimentos negativos que nos fazem sentir mal. Eventualmente podemos ter de lidar com a depressão momentânea, o que obrigada a um esforço acrescido para voltar a repor os níveis motivacionais aceitáveis.

Mas é possível quebrar as barreiras para o sucesso. Quando nos sentimos desmotivados é importante que consigamos orientar a nossa atenção nos objetivos. É importante tornar nítida a nossa visão. Temos de fazer um esforço para orientar as  ações pelos nossos objetivos, pela consciência que temos de que mesmo sentindo-nos em baixo é necessário continuar a fazer coisas. Ao continuarmos a movimentar-nos para a nossa meta, certamente iremos promover a nossa motivação. A motivação está fortemente relacionada com as coisas que fazemos. E, ao fazermos coisas, aumentamos a probabilidade de fazer algo que nos faça sentir bem, nesse momento promovemos a motivação.

A Saber: Na verdade a desmotivação não existe. O que existe é ausência de motivação. Tal como não existe a escuridão, o que existe é ausência de luz. A ausência de motivação instala-se quando o objetivo não mexe suficientemente connosco.

motivado

MOTIVAÇÃO E AUTOCONHECIMENTO

A psicologia positiva tem vindo a estudar o ótimo funcionamento humano, a importância dos valores e virtudes que cada um de nós comporta e as emoções positivas em que nos focamos como promotoras de bem-estar. Ao longo da vida todos nós vamos conhecendo os diferentes estados de animo e estados emocionais em que melhor conseguimos ter um bom desempenho. Quanto maior e mais consciente for este tipo de conhecimento, quanto melhor nos conhecermos a nós mesmo e o que temos que fazer e acionar em nós no sentido de sentirmos mais energia e motivação, maior será a probabilidade de nos sairmos bem naquilo que pretendemos, ultrapassando os problemas pessoais. Quando sabemos que botões temos de carregar em nós mesmos para nos colocarmos no melhor estado de recursos perante um desafio, dificuldade ou exigência, melhor sucedidos seremos. Possuir autoconhecimento das nossas forças e fraquezas permite-nos evitar alguns equívocos na análise da nossa motivação. Permite perceber que por vezes, quando sentimos dificuldades e algum desinteresse em algumas tarefas ou desempenhos no nosso trabalho ou vida em geral, pode ter mais a ver com sermos fracos numa determinada área do que propriamente não termos motivação. E, aquilo em que somos  mais fracos pode sempre ser melhorado.

Leia: Aumente o seu sucesso sendo você próprio

MOTIVAÇÃO E REALIDADE CRIADA

Nós criamos a nossa própria realidade. A realidade de vida de cada um de nós é subjetiva, estabelece relações com a nossa forma de pensar, com as nossas crenças e forma de olhar o mundo. A realidade criada, tal como na criação da sua visão, é algo que tem o seu início de forma imaginada. É no entanto suportada pelos nossos pensamentos, atitudes e comportamentos que expressamos nos nossos objetivos de vida e de trabalho. Se criarmos uma realidade com muitas limitações, baseada numa mentalidade pessimista ou numa atitude de vítima e miserabilista, as nossas ações irão expressar exatamente esse estado de espírito incapacitante.

Para potenciar a motivação importa então criarmos uma realidade vantajosa, que nos transmita energia, esperança, otimismo, alegria, e acima de tudo confiança em como iremos ser capazes de realizar aquilo que pretendemos, e ou minimizar os problemas que enfrentamos. Com uma noção de esperança e capacidade em mente, os níveis motivacionais sobem drasticamente, facilitando a nossa vida.

Citação: “Se podemos sonhar, também podemos tornar nossos sonhos realidade.” – Walt Disney

O PODER DA REVISÃO DE OBJETIVOS

Falhas, recuos, erros, fracassos, tudo isto faz parte da vida.  Ao traçarmos objetivos e planejarmos determinados resultados na nossa vida e trabalho, em alguns seremos bem sucedidos e noutros iremos saborear o insucesso. Mas, o insucesso pode ser pontual, é apenas um momento da nossa vida em que os resultados não foram satisfatórios. Se soubermos estar atentos e analisarmos o conjunto de ações que nos levou a um resultado indesejado, podemos retirar informação útil para fazermos melhor numa próxima vez. A revisão de objetivos é um processo poderoso, não só para minimizar as falhas, erros e recuos quando elas se perspetivam, mas igualmente para traçar novos objetivos mais adequados à realidade que se nos apresenta.

Dica: Ao revermos os objetivos e adequarmos a estratégia, a nossa motivação é revigorada.

MOTIVAÇÃO E EXPECTATIVAS

As expetativas que vamos criando para nós direcionam a nossa motivação. É importante termos expetativas positivas acerca dos nossos objetivos de vida e de trabalho. Num estado abatido, com baixas expetativas, por certo a motivação sofre um abalo negativo. Começam a emergir sintomas da negatividade. A ansiedade instala-se, a desmotivação e o pessimismo ganham vantagem e as expetativas entram num ciclo catastrófico. É consensual que as expetativas que traçamos para nós devem ser edificadas sobre uma forte dose de positivismo. Instale o pensamento positivo e as atitudes positivas na sua vida, as expetativas vão ser uma consequência da sua mentalidade. Ao deparar-se com dificuldades, alinhe as expetativas com as suas capacidades. Se ganhar uma percepção de capacidade entre as suas expetativas e autoconfiança para atingir as suas metas, a felicidade emerge no seu horizonte.

Citação:A infelicidade tem a sua melhor definição na diferença entre as nossas capacidades e as nossas expectativas.” – Edward Bono

MOTIVAÇÃO, FALHAS E RISCOS

Através da descrição nos pontos anteriores, podemos perceber que a motivação está dependente e relaciona-se com vários domínios da nossa vida. É na verdade um construto que toca em muitas das nossas ações, atitudes e comportamentos. Também constatámos que as falhas, fracassos e riscos andam de mãos dadas com os objetivos a que nos vamos propondo. Mas, existe um ponto sobre o qual gostaria da sua especial atenção:

A reter: A motivação é uma decisão, depende de si mesmo.

Esta ideia acerca da motivação, permite que você possa decidir que posição quer tomar sempre que o fracasso ou a falha apareça para minar o seu trabalho ou objetivos de vida. Aquilo a que você se propõe fazer é que vai determinar a inutilidade, ou não, do fracasso ou falha. A forma como olha para os percalços da vida, irá fazer deles catastróficos, ou ao invés uma possibilidade de aprender como os erros.

A Reter: Não existem fracassos. O que existe são resultados não satisfatórios.

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Abraço,

Miguel Lucas

Abraço