Conhecimento é poder. Aquilo que sabe e conhece é a base do seu poder. É a bateria que o coloca no caminho das coisas. Você necessita carregar essa bateria constantemente e conscientemente. Até que ponto você quer ou sente-se responsável por aquilo que sabe? A não ser que conscientemente cada um de nós decida construir a nossa própria base de conhecimento, com um senso de direção para onde caminhar, então sim iremos programar toda a informação aleatória que nos chega através dos nossos sentidos.

Citação: A miséria e a alienação não são impostas pelo destino. – Colin Wilson

Na grande maioria das vezes, o miserabilismo a que nos “dedicamos” é-nos imposto pelo nosso ego, ao não aceitarmos que somos nós mesmo que controlamos a nossa consciência e decisões que tomamos na vida. De igual forma, todas as nossas experiências intensas de felicidade estabelecem a mesma força de convicção em nós, transmitem-nos uma sensação de realização e mestria. Você pode tornar-se o mestre das suas próprias convicções e crenças. Você, sempre que assim o entenda pode fazer escolhas sobre aquilo que pretende aprender, assim como, sobre aquilo que não pretende aprender e/ou não quer perder tempo.

homem feliz

QUESTIONE O SEU CAMINHO

Quais são as coisas que lhe prendem a atenção, interesse e entusiasmo? O que o leva a decidir que vale a pena fazer algo? O que é que gostaria de saber para ajudá-lo a dar um passo em frente na sua vida?

Quando você descreve os motivos que o envolvem profundamente, relembra a si próprio aquilo que deverá fazer para se sentir motivado. Relembra a si próprio aquilo que pretende vir a enriquecer-se e a tornar-se mestre.

Pergunte o seguinte:

  • Que tipo de informação quero procurar?
  • Porque é que quero este tipo de informação?
  • Qual é a mais valia?
  • O que é que eu quero obter com esta informação?

PERGUNTE A SI PRÓPRIO O QUE É QUE REALMENTE QUER

Quando faz esta pergunta, rapidamente foca a sua atenção naquilo que é relevante para a construção da base do seu conhecimento. Quando você segue os padrões que parecem ser os mais importantes para si, irá agir com motivação intrínseca. Esta é a motivação que vem realmente de dentro, e não baseada nas recompensas exteriores. Tende a ser uma fonte motivacional muito mais poderosa. Vai motivá-lo a procurar, a aprender, a aprimorar a informação, a interligá-la e a construir o seu conhecimento com base naquilo que estabeleceu ser relevante para si.

PROCURE CLARIFICAR-SE

Por vezes o nosso propósito de vida é-nos revelado um pouco de cada vez. Só quando fazemos uma retrospectiva da nossa vida o puzzle fica compreensível, conseguindo nessa altura vislumbrar o que é que a nossa vida tem sido e para onde parece caminhar

Um ditado útil é: “Em vez de procurar o propósito da vida, viva a vida com propósito”.

Todos nós na nossa vida já passámos por momentos de indecisão e de confusão, andando um pouco à deriva, sem saber bem que rumo tomar ou que informação e conhecimento nos poderia ser útil. Não sou apologista que se deva viver “agarrado” a máximas ou a chavões, no entanto tenho por hábito dizer, que quando não sabemos aquilo que queremos, deveremos pelo menos esforçarmo-nos para saber aquilo que não queremos. A visão do que se pretende e as preocupações são ambas motivadores poderosos, num, reconhecemos aquilo que nos atraí, noutro, identificamos aquilo do qual nos queremos afastar. Saber que tipo de notícias nos devemos afastar, que tipo de pessoas não devemos contatar, que situações devemos evitar, que atitudes não quermos ter, que investimento nunca fariamos, que emprego detestamos, entre outros, ajuda-nos a seleccionar a informação que nos torna naquilo que pretendemos e temos consciencia de querer ser e fazer.

A reter: Uma das pistas que pode dizer-lhe que está no caminho certo é quando você encontra algo que sabe perfeitamente que não quer.

Experimente o seguinte, numa folha de papel complete as afirmações:

  • As coisas que me aborrecem mais são …
  • As minhas maiores preocupações relativamente ao futuro são …
  • Aquilo que eu não gostava mesmo nada que me acontecesse era …
  • Se eu tivesse a certeza que aquilo que quero se concretizava eu faria …

A motivação para querermos entender e saber o máximo de coisas acerca de um determinado assunto que achamos relevante é influênciada pela forma como nós sabemos o quanto aquele tipo de informação e importante para nós. Quando temos plena certeza do contributo e valor de uma determinada ação como sendo muito significativa para a obtenção daquilo que pretendemos, arranjamos todos os motivos e mais alguns para fortalecer a nossa força de vontade. Esta situação aqui ilustrada levanta-nos outro problema. E se aquilo que nós mais queremos que aconteça nos parece impossível de alcançar?

O QUE VEM ANTES DE “COMO” FAZER

Isto leva-nos a uma outra questão: Como é que você sabe até que ponto é impossível?

Quando Thomas Edison inventou a lâmpada eléctrica, ele sabia o que queria fazer, mas não sabia como fazer. Ele tentou milhares de formas diferentes, e todas falharam. Ele continuou a tentar, continuou a procurar informação a recolher dados, manteve-se convicto porque a sua visão deu-lhe uma boa razão para continuar. Ele tinha uma ideia excitante e acreditava nela. Na verdade uma das suas tentativas acabou por surtir o resultado esperado. Este exemplo ilustra um importante princípio da criatividade e da procura de informação: aquilo que vem antes de como fazer.

A reter: Se você diminuir a visão daquilo que quer porque não sabe imediatamente como fazer, irá ficar paralisado antes de encontrar uma maneira.

Ao constuir a base daquilo que pretende ser a sua bateria de informação, está certamente a aumentar o seu poder. O poder de seguir o seu destino, traçado por si próprio, com base na informação que quiz recolher.

Abraço