Você tem dificuldades de lidar com o seu presente, e este tem sido uma repetição das suas experiências passadas? Você tem vindo a evitar lidar com sua situação atual, criando uma fantasia no seu futuro onde se visualiza livre da dor que o tem vindo a atormentar? Se você se identifica com a anterior descrição, certamente sente que a vida está a fugir-lhe. Para quê projetarmo-nos no futuro, ou amarrarmo-nos ao passado quando temos uma crise no presente? Ficamos sem saber como fazer para parar o tumulto que atormenta as nossas vidas. Ficamos “congelados” nos nossos caminhos, ficamos confusos. Ficamos incapazes de ajudar a nós mesmos, e por vezes permitimo-nos “medicar” os nossos problemas. Dê uma boa olhada em como você lida com as questões que geram dor na sua vida.

Você é alguém que tem tendência para ter comportamentos aditivos numa tentativa de diminuir a sua dor?

Por vezes tendemos a refugiar-nos em algo que nos diminua as tensões que estamos a enfrentar. Isto certamente não é um tema novo na sua vida. Se esta é a sua realidade, é essencial aprender a lidar de forma saudável com o seu problema. A primeira posição que você deve tomar é entender que fugir dos seus problemas é o problema. Olhar o problema de frente, aceitá-lo e compreendê-lo pode ser usado ​​como uma ferramenta para resolver os conflitos internos ou a paralisação da ação. Por vezes a vida apresenta-nos algumas questões que se repetem. Repetição sem resolução é perigoso, porque o problema vai aumentando.

Não fuja de si mesmo. Reserve um tempo para ser sincero sobre como você lida com as coisas e comprometa-se a mudá-las. O “Como eu faço isso?” está essencialmente em aceitar o seu comportamento e assumir o controle dos seus problemas um de cada vez.

momento presente

Saber lidar com os conflitos internos no presente

Você considera-se uma pessoa que enfrenta os seus problemas e angustias, ou foge dos seus problemas sentindo a necessidade de ocultá-los ou fingir que não existem? Você tem vindo a sentir-se como um fraco e miserável ou você está apenas aliviado porque arranjou uma forma de não ter de lidar com os problemas? Tome consciência se gerou uma opinião depreciativa acerca de você mesmo por não conseguir enfrentar os seus problemas. Tome noção se o seu padrão comportamental tem sido de evitamento.

Depois dessa breve análise, pondere que o seu futuro pode ser orientado de forma mais capacitadora, ao invés do comportamento de evitamento que tem vindo a desenvolver, se for o seu caso. Agora é hora de fazer a seguinte pergunta: “Quero continuar a ter um comportamento de vitimização e evitamento, ou ao invés, vou projetar na minha mente um padrão mental que permita sentir-me capaz de encontrar caminhos para a solução ou minimização dos meus problemas?

Provavelmente a incapacidade de você solucionar os seus problemas está muito mais relacionado com a forma negativa como você vê a si mesmo do que com a dimensão do problema. Esta é a hora de você agir a seu favor. Faça uma lista de todas as coisas que você necessita solucionar, melhorar ou realizar. O que você precisa aprender, organizar, procurar ou obter para concretizar o que colocou na sua lista? Comece a falar para si mesmo sobre o que você se propõe a fazer e oiça a si mesmo a dizer essas palavras vitais. Quanto mais familiares e sinceras forem essas palavras mais capaz você se tornará para enfrentar e solucionar os seus problemas.

“Não vou viver como alguém que só olha o lado negro da vida. Há inúmeras cores para serem apreciadas, nuances de satisfação, um arco íris de emoções, um raiar de alegrias. Há realmente uma paleta de cores vivas nos acontecimentos da vida, basta orientar o meu olhar nesse sentido e pintar intencionalmente os meus objetivos com cores animadas, cheias de energia e que me fazem sentir bem.” – Miguel Lucas

Por último, deixo uma dica: Não ataque o seu problema, se você fizer isso pode sair-lhe o tiro pela culatra. Qualquer coisa que você ataca vai ripostar de volta. Não ataque os seus problemas, eles não são o seu inimigo. Ao invés, enfrente-os, confesse-os, compreenda o que são. Esse é o processo.

Abraço,

Miguel Lucas