Crescemos com a necessidade de sermos aceites pelos outros que nos são significativos. Pedimos amor e aprovação de nossos pais, amigos e familiares. Pedimos reconhecimento dos nossos professores e necessitamos de feedback do nosso chefe que estamos a realizar um bom trabalho. Se não obtivermos aprovação ou reconhecimento, sentimo-nos tristes e rejeitados, e isso é normal.

Mas se confundimos tristeza, decepção ou rejeição com infelicidade, isso torna-se um problema para a nossa felicidade. Nesse exato momento terceirizamos a felicidade, fazendo com que dependa dos outros ou das coisas que queremos alcançar ou ter. É bom querermos aprovação e sentirmo-nos aceites por alguém em quem confiamos e nos ame. No entanto, devemos clarificar bem na nossa cabeça a diferença entre aceitação e felicidade.

Você é funcionário da sua felicidade, nunca terceirize esta função

É hora de tomar uma posição bem clara relativamente à sua felicidade. Retirar a posse da sua felicidade de terceiros. O seu trabalho não determinará sua felicidade. O seu chefe não determinará sua felicidade. A sua riqueza não determinará a sua felicidade. A sua saúde não determinará sua felicidade. A sua família não determinará sua felicidade. Todas essas coisas e todas essas pessoas poderão contribuir para a sua felicidade, mas importa que você não depende exclusivamente de tudo isso para se sentir feliz. Você determina sua felicidade. A felicidade é uma decisão diária!

O seu corpo pode estar doente, a sua mente pode ser saudável. Você pode estar financeiramente pobre, mas pode ter a energia para seguir em frente. Você ainda pode levantar-se e ser o farol de si mesmo fortalecendo-se para encontrar um melhor caminho. 

felicidade

Por vezes convencemos a nós mesmos um conjunto de objetivos a alcançar para que só depois disso nos possamos sentir felizes: 

  • Quando eu encontrar a pessoa certa para mim, então tudo fará sentido e irei sentir-me feliz.
  • Quando eu perder os últimos 20 quilos, então posso deixar de me preocupar com a comida e serei feliz.
  • Quando eu conseguir o cargo de Diretor, então vou sentir-me realizado e feliz.
  • Quando eu estiver recebendo {inserir o valor do dinheiro aqui}, então vou fazer as minhas férias de sonho e serei feliz.

Na grande maioria das vezes acabamos por perceber mais tarde que apesar de acharmos o amor da nossa vida, perder o peso que pretendíamos, conseguir o emprego de sonho, ganhar o dinheiro desejado, para mesmo assim nos sentirmos incompletos, insatisfeitos e desconfortáveis. O paradoxo de tudo isto é que acabamos por colocar a felicidade fora de nós e igualmente dependente de perdermos algo que amamos ou que pode terminar a qualquer momento. Perante este cenário é muito comum surgir a pergunta: Porque é que não consigo ser feliz?

No exemplo anterior o descontentamento ou infelicidade não teve nada a ver com o relacionamento, dinheiro, comida ou o propósito de vida. A única coisa que estava causando infelicidade era a forma de pensar acerca da felicidade. 

No vídeo que se segue falo de alguns equívocos que vamos fazendo na nossa vida que nos empurra para a terceirização da nossa felicidade.  Explico que maioritariamente a felicidade é um decisão e não uma consequência das coisas que nos acontecem. Fico esperançado que os ensinamentos sejam úteis na sua caminhada!

Link do Vídeo: https://youtu.be/XePYUCFsoc8

Abraço,

Miguel Lucas