Esta foi a frase que James Cameron, utilizou no final da sua TED talk, e eu adorei. É simples, mas poderosa: “O fracasso é uma opção, mas o medo não”. Infelizmente, a grande maioria de nós faz exatamente o oposto: o fracasso ou a falha não são uma opção, mas o medo é. Não toleramos o falhanço/fracasso, mas toleramos o medo. Por vezes somos capazes de desprezar as pessoas que fracassam, mas deixamos que o medo interfira no nosso caminho para alcançar os nossos sonhos e desejos.
Talvez também você com mais facilidade abrace o medo e rejeite o fracasso? Se assim for, tem agora a oportunidade de inverter a situação.
O FRACASSO COMO OPÇÃO
Apresento em seguida algumas considerações porque deve aplicar este principio na sua vida:
- Dê espaço para que o fracasso possa acontecer. Ninguém gosta ou quer falhar, mas fracassar é algo inevitável no caminho para o sucesso. Só não falha quem não se propõe a desafios. Só não falha quem não tem desejos nem expectativas. Uma das formas mais básicas e naturais de todos nós aprendermos é por tentativa e erro. A capacidade que todos temos de aferir as nossas acções é enorme. Uma vida gasta cometendo erros não só é mais honrada, mas mais útil do que uma vida gasta não fazendo nada. Então, se você nunca falhar, isso provavelmente significa que você não faz nada. O ato de falhar ou não conseguir fazer algo de forma eficaz, diz-nos que nos propusemos a fazer e/ou tentar algo, em vez de apenas ficar sentado na sua zona de conforto.
- Aprenda com cada falha/insucesso. Partindo do principio que você leva em consideração a possibilidade de poder falhar em algumas acções e/ou decisões na sua vida, você não falha simplesmente. Você permite-se falhar de forma inteligente. Isto significa que cada falha deve ensinar-lhe algo. Nunca falha sem a possibilidade de ganhar alguma coisa com isso. Ao aprender sempre alguma coisa com cada falha que cometeu, vai-se melhorando sempre que se propõe a fazer melhor da próxima vez. A abertura à experiência coloca-nos numa atitude de nos concentrar-mos no resultado. Não existe essa coisa de falhar ou errar, isso é uma ilusão. Aquilo que existe são resultados que decorrem das nossas acções, que por vezes não surtem naquilo que pretendemos. Devemos tentar perceber o que fizemos para não chegarmos ao resultado desejado, e a partir desta observação e avaliação, organizar uma estratégia que nos permite tentar obter o resultado pretendido. Devemos fazer este processo tantas vezes quanto necessário até sermos bem sucedidos.
Dica: A persistência é uma virtude que decorre das falhas e erros que cometemos.
- Falhe sem exitação. O tempo é precioso, por isso caso falhe, é bom que falhe depressa. Porquê? Porque irá permitir que aprenda mais rápido e que melhore também mais rápido. Irá fazer com que se prepare para o grande momento. A chave importante neste processo, é que encurte o ciclo de feedback. Encontre uma forma de receber rapidamente feedback sobre o seu esforço para que possa fazer os ajustes necessários. Aquilo que deverá fazer é colocar à prova a sua ideia no mundo real o mais cedo possível. Não espere até sentir que tudo está na perfeição. O querer ser antecipadamente perfeito em tudo o que faz, inibe o comportamento de criação, de risco, de tentativa e erro, de impulso e instinto. Para saber informação mais pormenorizada acerca do perfeccionismo leia: Quando ser perfeccionista se torna um problema. Ao invés, teste a sua ideia ou visão assim que tiver boa o suficiente, e lime as arestas a partir daí. Teste, redefina, teste, redefina, o sucesso é construído dessa forma.

O MEDO NÃO É UMA OPÇÃO
Uma grande parte da componente medo, é o medo de falhar, tal como já expliquei. Apresento mais duas formas para aplicar este principio:
- Assuma riscos. Muitas pessoas exitam em aplicar-se em algo do qual não estão familiarizadas, porque têm medo do desconhecido. Mas o medo não é uma opção, esta é a razão pela qual todos nós por vezes deveremos correr alguns riscos. Explore novas ideias, experimente coisas novas. Se você for bem sucedido, a recompensa será enorme. Mesmo que não consiga, você ficará com mais experiência que anteriormente e eventualmente mais preparado para o próximo desafio. Arrisque, falhe, mas não se movimente pelo medo. O medo é incapacitante, retira-nos esperança, tolda-nos a criatividade, paralisa-nos a curiosidade.
- Faça coisas desconfortáveis. Fazer algumas coisas que não são favoráveis, dá-lhe mais oportunidades de crescimento. Quando você permitir a si mesmo sair da sua zona de conforto, você vai crescer muito. Isso não é fácil de aplicar (para mim, pelo menos), mas é algo que devemos nos esforçar para fazer de vez em quando.
Abrace a falha/fracasso e abandone o medo.
Abraço








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Queria te perguntar sobre como propor este comportamento àqueles indivíduos adultos que foram criados e condicionados num ambiente de humilhação e desrespeito.
Tenho certeza que o onteúdo é o mesmo, mas acredito que há uma forma mais apropriada de comunicar a estes tipos de pessoa essa mensagem fundamental que você passou. Com o que sei, nem imagino.
Parabéns pelo excelente trabalho.
Espero que a reflexão permita uma reestruturação válida e capacitadora. Força.
Relativamente à questão das pessoas que passam por humilhação e desrespeito, os condicionalismos podem ser de vária ordem. No entanto por vezes a auto-imagem que constroem de si mesmo pode estar deturpada, desajustada à verdadeira realidade de capacidade que possam ter. Medos, receios, auto-estima diminuída, ausência de confiança, sentimento de pouco valor enquanto pessoa, são tudo coisas que podem ter sido condicionadas pelo passado traumático. No entanto o fugir, evitar e experimentar nunca é solução. Essas pessoas necessitam tentar novas coisas ter novas experiências, colocarem-se à prova o seu valor, a sua confiança. Criam assim a possibilidade de confrontar os receios e existir uma boa hipótese de serem bem sucedidos.
Não existem formulas mágicas de resolver os problemas e sem informação torna-se por vezes ingrato dar palpites.
Abraço
mas eu mesmo não tive coragem de subir numa bicicleta, justamente por medo.
Tal como o seu filho aprendeu a andar de bicicleta, também você tem essa capacidade e possibilidade, mas para isso tem de experimentar, e aceitar a ideia de pode dar umas quantas quedas (veja isso como algo que pode ser divertido).
Arrisque, experimente, tente até conseguir. Força.
Abraço
Acredito, que o medo não é uma opção de vida. Está igualmente provado que desde a infância todos aprendemos com a tentativa e erro, reforçando aquilo que é relevante para sermos bem sucedidos, desde sabermos atar os atacadores dos sapatos, até à aprendizagem de uma profissão.
Espero que a fracasso um dia se possa transformar em capacidade, e a capacidade em sucesso.
Abraço
sucesso
Fico contente por ter gostado do artigo. É nosso objetivo fornecer sempre artigos que possam ensinar, esclarecer e contribuir para o desenvolvimento dos leitores.
Abraço
Julgo entender a razão porque diz que o fracasso é uma possibilidade e não uma opção. Na verdade, em temos absolutos e conceptuais o fracasso é uma possibilidade, mas aquilo que quis transmitir é que é uma possibilidade que muitas pessoas não consideram para si. Desta forma se optarmos por incluir e aceitar na vida o fracasso (como opção, como escolha, como escolha que aceitamos). Não como uma escolha de tarefa ou execução do género: "eu quero falhar", não é disso que se trata.
Tal como dei a ideia no artigo: "Partindo do principio que você leva em consideração a possibilidade de poder falhar...". Deste ponto de vista o fracasso é uma opção.
De qualquer forma não quero colocar este assunto em questões de semântica, o que importa é aquilo que suporta esta ideia, e que explico de várias formas e com vários exemplos no artigo.
Na verdade, por vezes atribuir uma palavra significativa pode ser redutor, por isso existe o artigo para um melhor esclarecimento.
Obrigado pelo seu contributo,
Abraço
Ficamos contente por apreciar a escola psicologia e acima de tudo que pretenda ser leitor assíduo, volte sempre.
Abraço
Fico esperançado que a sua atitude de coragem tenha sido bem sucedida.
Força.
Abraço
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