Se você sofre de depressão ou conhece alguém que sofre, provavelmente sabe que quando as pessoas estão realmente deprimidas, elas têm um forte desejo de ficar na cama, de não ouvir ninguém, de não fazerem nada, como se existisse uma paralisia da vontade. A força de vontade para fazer o quer que seja fica “congelada”. Então é usual as pessoas deprimidas terem um forte impulso para ficarem durante períodos muito longos deitadas na cama. Isto acontece porque qualquer atividade ou tarefa torna-se uma provação dolorosa, mesmo coisas tão simples como tomar banho ou vestir-se são alvo de grande esforço. O quarto, e mais especificamente a cama são a localização na casa mais associado com a inatividade.
Mas porque razão uma pessoa aparentemente saudável fisicamente não consegue tirar o seu corpo da cama? Porque razão isso acontece?
Este é o quinto artigo de uma série de artigos relacionados com a depressão. Se não desejar perder pitada do que temos para lhe ensinar sobre esta temática, considere subscrever a nossa Newsletter. É gratuita!

A VONTADE PARALISA
A resposta intuitiva é que a falta de motivação é a responsável. As pessoas deprimidas estão sem rumo porque estão descomprometidas com os objetivos. Sem objetivos para dirigir o seu comportamento futuro, o comportamento presente torna-se congelado por longos períodos. A pessoa deixa de perspetivar soluções, pois pouco a pouco foi comprovando que as suas ações não surtiram o efeito desejado. Pouco a pouco a vontade vai-se esfumando, vai-se cristalizando. Na verdade a vontade não desaparece, mas paralisa.
A falta de motivação enquadra o problema até certa medida, mas não esclarece na totalidade. Temos de levantar a questão de como uma pessoa perde o desejo de perseguir ou atingir objetivos. A resposta envolve uma teoria surpreendente que nos leva mais perto de compreender como é que o humor diminuído intensifica os episódios de depressão.
O PAPEL DO HUMOR
Primeiro, temos de levar em consideração a psicologia evolutiva contemporânea, que nos diz que o humor tem uma função: O humor ajuda-nos a buscar objetivos de forma eficiente. O humor elevado, aumenta-nos os níveis de energia promovendo a busca vigorosa de recompensas. O humor baixo, transmite-nos a informação de que o nosso progresso em direção às metas é pobre. Muitas vezes, o humor diminuído emerge quando nós enfrentamos um obstáculo, ou quando uma meta importante é ameaçada. Usualmente a nossa primeira reação ao baixo humor é redobrar os esforços para ultrapassar o objetivo bloqueado.
Se o objetivo desejado for-se revelando como inacessível, o mau humor vai escalar. Usualmente a pessoa desiste, ou dá um passo atrás nos seus objetivos ou pode optar por mudar para uma outra atividade que possa vir a ter uma melhor recompensa. Num mundo onde o tempo, recursos e esforço são um bem precioso e finito, possuirmos um mecanismo que evoluiu para apressar a retirada de um objetivo falhado é muito importante para a sobrevivência e prosperidade.
Estas relações entre os estados de humor, objetivo, e esforço estão presente numa variedade de espécies. Um urso que tenta pescar salmão, se não estiver a ter sorte numa determinada zona do rio, pode usar o mau humor como um sinal para mudar para outro local. Para melhor ou pior, a auto-regulação nos seres humanos é mais complicada porque podemos optar por agir ou não agir de acordo com os nossos estados de humor.
BAIXO HUMOR E PARALISIA DA VONTADE
Eu acredito que os seres humanos são a única espécie que pode decidir ignorar o mau humor, e continuar a perseguição de uma meta dificilmente alcançável. Em certo sentido, isso cria um impasse entre a pessoa que quer continuar a perseguição e o seu sistema de humor antigo que de forma automática e por vezes inconscientemente lhe diz para parar (STOP). Para levar a pessoa a parar, nesta fase, o sistema de humor deve fazer algo mais drástico: diminui o ímpeto motivacional face ao objetivo e igualmente face ao esforço necessário para alcançar o objetivo desejado. Eventualmente, o resultado é a paralisação da vontade que pode conduzir a pessoa à depressão, com todas as consequências dai inerentes.
Portanto, este argumento realmente transforma a explicação da razão porque as pessoas com depressão têm uma forte tendência para a inatividade e consequentemente um forte impulso para fazerem da cama o seu local preferido. As pessoas deprimidas não optam estar deitadas na cama, porque elas estão simplesmente descomprometidas com os seus objetivos. O verdadeiro problema é que as pessoas deprimidas estão altamente comprometidas e focadas, mas para um objetivo que repetidamente fracassa.
A ideia de que as pessoas deprimidas não conseguem descomprometer-se e desligar-se de uma meta que emergiu em consequência de um antigo programa de resposta ao seu humor diminuído, é uma teoria relativamente nova que não foi muito testada em estudos de investigação. No entanto, a ideia vale bem a pena ser testada, porque se encaixa bem clinicamente com os tipos de situações que muitas vezes precipitam a depressão grave. A mulher espancada que não consegue deixar o seu casamento conturbado, o atleta gravemente ferido que não pode abandonar a sua carreira esportiva
E você já teve dificuldades recorrentes em sair da cama?
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Abraço





















byClaudioCHS
Medo…
Vontade de dar um grito,
ou calar-se para sempre
De ficar parado, ou correr
De não ter existido
ou deixar de existir (morrer)
Não há razão quando a mente não funciona
(redundante, não?)
Vão extinguindo-se as questões
mesmo sem respostas
Perde-se, neste estágio,
a vontade de saber.
O futuro é como o presente:
É coisa nenhuma, é lugar nenhum.
Morreu a curiosidade
Morreu o sabor
Morreu o paladar
parece que a vida está vencida
Tenho medo de não ter mais medo.
Queria encontrar minhas convicções…
Deus está em um lugar firme, inabalável,
não pode ser tocado pela nossa falta de confiança
Até porque, na verdade, confio nele
O problema é que já não confio em mim mesmo
Não existe equilíbrio para mentes sem governo
A química disfarça, retarda a degradação
mas não cura a mente completamente
E não existem, em Deus, obrigações:
já nos deu a vida, o que não é pouco,
a chuva, o ar, os dias e noites
Curar está nele, mas, apenas retardaria a morte
já que seremos vencidos pelo tempo
(este é o destino dos homens)
e seremos ceifados num dia que não sabemos
num instante que mira nossa vida
e corre rápido ao nosso encontro lentamente
(ou rasteja lento ao nosso encontro rapidamente?)
Sei lá…
Mas não sei se quero estar aqui
para assistir o meu fim
Queria estar enclausurado, escondido…
As amizades que restam vão se extinguindo
e os que insistem na proximidade
são os mesmos que insistirão na distância,
o máximo de distância possível.
A vida continua o seu ciclo
É necessário bom senso
não caia uma árvore velha, podre, sobre as que ainda estão nascendo.
Os que querem morrer deixem em paz os que vão vivendo
Os que querem viver deixem em paz os que vão morrendo
Eu disse bom senso?
Ora, em estado de pânico não se encontra bom senso
nem princípios, nem razão, nem discernimento,
nem força alguma
Torna-se um alvo fácil
condenável pelos que estão em são juízo
E questionam: onde está sua fé?
e respondo: ela estava aqui agora mesmo…
ela não se extingui, mas parece que as vezes se esconde de mim…
o problema é que, quando a mente está sem governo
(falo de um homem enfermo)
é como um caminhão que perde o freio
descendo a serra do mar…
perde-se o contato com a fé e com tudo o que há…
e por alguns instantes (angustiantes)
não encontramos apoio, nem arrimo, nem chão, nem parede, nem mão…
ah… quem dera, quem dera…
que a mão de Deus me sustente neste instante…
em que viver é tão ou mais difícil que conjulgar todos os verbos…
porque sou, neste momento
a pessoa menos confiável para cuidar de mim mesmo…
tenho medo, medo…
medo de perder o medo
de sair da vida pela porta de saída…
medo de perder o medo
de apertar o botão “Desliga”…
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