A reestruturação do pensamento ou reestruturação cognitiva (também conhecido como “resignificação”) é essencialmente uma técnica central da Terapia Cognitivo-Comportamental, uma bem conceituada e cientificamente comprovada abordagem de psicoterapia. A técnica é aplicada para ajudá-lo a alterar os seus hábitos comuns de avaliação de modo que eles possam tornar-se menos tendenciosos e você menos temperamental e reativo. A pessoa aprende a alterar os seus hábitos de apreciação do conhecimento, quando eles ocorrem, e em seguida, desafiá-los e mudá-los intencionalmente se justificável.

APRENDA A TORNAR-SE MAIS CONSCIENTE

A avaliação de hábitos não pode ser manipulada diretamente, mas os pensamentos que os suportam podem ser. A primeira tarefa de reestruturação cognitiva é, assim, de auto-monitorização, aprendendo a tornar-se mais consciente dos seus padrões (hábitos) de pensamento. Os hábitos de apreciação/avaliação habituais, usualmente não são feitos sobre a autoridade da consciência, e nem os pensamentos que os suportam. Além dos pensamentos que você está consciente de ter, há também todo o tipo de pensamentos automáticos (inconscientes) que esvoaçam na sua mente sem que você perceba. Os pensamentos automáticos não são inerentemente inconscientes, pois eles são tão comuns que você já não repara neles por força do hábito.

Os pensamentos automáticos são frequentemente suportados pelas crenças mais enraizadas (fixas) sobre si mesmo, os outros e o mundo. Enquanto os pensamentos automáticos refletem a sua reação a um determinado evento, as crenças descrevem as suas expectativas gerais e de identidade. Por exemplo, se você tiver tido um pobre aproveitamento num exame escrito, o seu pensamento automático provavelmente irá refletir a sua situação, “eu estou tão envergonhado! eu deveria ter feito melhor”. Enquanto a sua crença central pode refletir um medo mais profundo: “Eu sou uma pessoa estúpida!” A essência da crença juntamente com a avaliação que fazemos do nosso comportamento, são uma importante fonte de viés. Por outras palavras, avaliações negativas e/ou distorcidas das situações ou comportamentos, conjuntamente com crenças incapacitantes ou desajustadas acerca de nós, fazem com que façamos um desvio no nosso pensamento, levando-nos a conclusões auto-derrotistas e prejudiciais.

As nossas crenças nem sempre são óbvias ou conscientes. A maneira de identificá-las é examinar várias instâncias dos seus pensamentos automáticos ao longo do tempo para os temas repetitivos que lhes estão subjacentes. Você provavelmente será capaz de desafiar algumas das suas crenças desajustadas, examinando os seu padrões de pensamento através da auto-monitorização, e perguntando a si mesmo: “Porque estou reagindo desta forma?”

A seguir apresento algumas estratégias simples para ajudar a auto-monotorização, guiar o pensamento e  implementar atitudes positivas frente a situações de vida que você  possa vir a enfrentar. Embora as estratégias possam parecer simples, a reestruturação dos nossos pensamentos e atitudes é um processo lento e contínuo. Então, seja paciente e persistente para conseguir refinar o diálogo permanente que tem com a sua mente.

Para aprofundar este assunto, pondere ler o artigo: Mude as suas crenças: Evolua a sua mente

Avaliações primárias adequadas

Quando você se está sentindo em baixo, é fácil generalizar alguns acontecimentos de vida mais infelizes, como sendo absolutos e imutáveis. Quando isso acontece, deve forçar-se a questionar o seu pensamento errado e fazer avaliações mais precisas da situação. Aqui estão alguns exemplos para ajudar a mudar as avaliações defeituosas em revisões mais precisas:

Auto-culpa:

Irreversibilidade:

Hipergeneralização:

Absolutismo:

Personalização:

Reação exagerada:

Adeqúe a sua expectativa

Acredita-se ser mais fácil de adequar as expectativas antes de  enfrentar um stressor numa situação particular da vida, do que reformular uma atitude negativa ou pensamento após o acontecimento. Se nós entrarmos numa situações com as expectativas preconcebidas ou se várias vezes descobrimos que não estamos cumprindo as metas que estabelecemos para nós mesmos, então por vezes geramos pensamentos e sentimentos negativos acerca da situação. Afinar e adequar as nossas expectativas ou metas não significa abandonar os ideais ou diminuir a auto-estima. Pelo contrário, o ajuste fino  das expectativas e metas, significa executá-los através de uma confrontação com a realidade, questionando se são razoáveis ​​e, em seguida, se necessário, ajustá-las para melhor atender a determinada situação.

Sete pensamentos saudáveis e funcionais para a vida

  • Ninguém é perfeito. Nem mesmo eu.
  • A minha forma de fazer as coisas é um dos caminhos.
  • A cor cinza às vezes é a melhor cor. As coisas não têm de ser necessariamente preto ou branco.
  • O princípio simplista é funcional: JUST DO IT.
  • A preocupação exagerada não me capacita mais.
  • Eu sobreviverei, quer gostem de mim ou não.
  • Só as Zebras não podem mudar as suas listas. Eu posso mudar.

Valorize as suas realizações

No final de cada dia, tente recordar todas as coisas que você realizou, não importa quão pequeno você acha que a realização é. Talvez você tenha feito um novo amigo. Experimentado um novo alimento. Terminado o seu objetivo de exercício diário. Terminado o seu trabalho de pesquisa (ou vários parágrafos do rascunho). Não precisa perder demasiado tempo a olhar para os seus erros/fracassos, detenha-se apenas o tempo necessário para perceber como fazer melhor na próxima oportunidade. Sinta-se bem sobre o que você fez ou realizou e aceite as coisas que não pode mudar em si mesmo e nos outros.

LINHA ORIENTADORA

Na grande maioria dos artigos que tenho escrito na Escola Psicologia, explico ou dou exemplos da importância da reestruturação do pensamento e igualmente da necessidade de sempre que possível adequarmos e mudarmos as crenças de acordo com os nossos objetivos e sonhos de vida. Em seguida, apresentarei algumas considerações que facilitam e promovem a reestruturação do pensamento e consequente melhoria de raciocínio.

GERIR AS EMOÇÕES

Os assuntos que apresento nos meus artigos de certa forma estão relacionados com problemas de vida. Uma das situações que nos incomoda tem a ver com os sentimentos e emoções que sentimos, principalmente no que diz respeito à tristeza, abatimento, fadiga, desmotivação, sentimento de culpa, desesperança, angústia, ansiedade, entre outras. Aquilo que importa é perceber que apesar de por vezes  estarmos a atravessar um período difícil da nossa vida, em que necessariamente nos faz sentir mal, não é isso que queremos, nem é assim que somos ou pretendemos ser. Ou seja, por vezes estarmos tristes ou insatisfeitos com alguma coisa, não tem necessariamente de ser algo de terrível, devemos interpretar isso como informação. É o nosso corpo (através dos nossos sentimentos) a informar-nos que estamos insatisfeitos com algo que não tem corrido bem. Mas, se ao sentirmos isso no nosso corpo, colarmo-nos a isso, fundirmo-nos a isso, podemos pensar que somos uma pessoa triste, desmotivada e sem interesses. Mas isso será uma ilusão, tem a ver com uma interpretação inadequada que estamos a fazer. Você pode ser aquilo que quer ser, se conseguir perceber que pode trabalhar para isso. Ou seja, tem de conseguir gerir melhor as suas emoções e sentimentos.

Para aprofundar este assunto, pondere ler o artigo: Que tipo de pessoa você quer ser

De que forma?

Tentando perceber porque razão você se sente assim. Se teve uma negativa num exame, não conseguiu atingir um bom resultado esportivo, ou se não foi correspondido no amor, inevitavelmente irá sentir-te mal. Bem, é a partir daqui que pode gerir as emoções e sentimentos a seu favor.

Mas como?

Com boas interpretações. Ou seja, a sua tristeza está relacionada com os seus objectivos, se não os atingir, a tristeza manifesta-se, dizendo: “Faz alguma coisa para melhorar o que está mal, faz alguma coisa para conseguires aquilo que pretendes”. Então, você deverá pegar nisso e arranjar uma estratégia de melhorar as coisas, e não ficar ainda mais desanimado porque não conseguiu. Tente dizer para si mesmo: “Eu sou capaz de arranjar uma solução” ou “Eu sou capaz de ultrapassar esta dificuldade” e não dizer coisas do género: “Eu não tenho qualidade” ou “Eu não valho nada” ou ” Os outros são melhores que eu”.

Para aprofundar este assunto, pondere ler o artigo: Tristeza: Qual o seu propósito?

ACREDITAR EM SI

Grande parte dos equívocos (erros de pensamento ou avaliações de capacidade) têm a ver com a forma como se pensa acerca de nós mesmo e das nossas capacidades. Nem todos nós temos de ser bons em tudo o que fazemos, e quando falhamos também não faz de nós alguém pior que os outros. Se tivermos uma atitude de aprendizagem e não nos sabotarmos a nós mesmos, iremos aprender com algumas falhas ou até mesmo com os erros. Se você acreditar que com trabalho, dedicação e força de vontade consegue alcançar alguns dos seus objetivos, irá certamente sentir mais energia e motivação. Esforce-se para não desanimar com as derrotas, elas servem-nos para pensarmos em caminhos alternativos, fazem-nos puxar por nós, fazem-nos ter de usar a nossa inteligência para arranjarmos formas e soluções para os nossos problemas.

A auto-confiança constrói-se pouco a pouco, mas temos de ir fazendo coisas, e quando algumas dessas coisas correm menos bem, não devemos ficar contra nós mesmo, nem dizer coisas depreciativas acerca de nós mesmos. Isso não ajudará em nada, pelo contrário, irá accionar emoções e sentimentos negativos, mas com um grave problema, é que não irão ser sentimentos negativos acerca das situações e/ou resultados, mas sim acerca de si mesmo, da sua pessoa e das suas capacidades. E isto é incapacitante, entra-se num ciclo de negatividade e perde-se o interesse pelas coisas. Mas este tipo de pensamento negativo é um erro de raciocínio que você faz através das interpretações de vítima e sentimentos de culpa acerca de si.

Caso este tipo de padrão de pensamento incapacitante e auto-sabotador se verifique em si, proponha-se a reestruturar a forma como pensa, para passar a agir de forma mais capaz e motivada e consequentemente começar a atingir objectivos, quer os concretos, como por exemplo: melhorar os resultados esportivos, melhores classificações escolares, mais amigos, ou os internos como por exemplo: sentir-se melhor, mais motivado, mais confiante e mais satisfeito consigo mesmo.

Para uma reestruturação mais eficaz e adequada é necessário que pense em alguns destes assuntos e responda às seguintes questões:

  • O que farei quando me sentir mais em baixo e sinta que isso está a ser um obstáculo a alguns dos meus objetivos?
  • Qual é a atitude que eu quero ter na vida (em geral e a maior parte do tempo)?
  • O que é que quero fazer para conseguir melhores desempenhos (se é que quero), e sem que isso seja muito incómodo?
  • Perante as dificuldades como é que eu irei pensar e que atitude quero ter?
  • Quando por vezes falhar ou não atingir alguns objectivos, o que vou fazer? E se me sentir triste, como vou ultrapassar essa tristeza? O que é que essa tristeza me transmite? Em que é que essa tristeza me pode ajudar?
  • Se eu não me motivar, que impacto isso terá na minha vida?
  • Tenho pena de mim? Se sim, em que áreas ou coisas específicas?
  • Vejo-me como um lutador ou como um desistente?
  • Quero ou não passar a pensar de forma mais positiva?
  • O que é que eu quero fazer para me sentir mais alegre no dia-a-dia?

Força, motivação e persistência.

E VOCÊ, TEM PENSAMENTOS ATRAPALHANDO SUA VIDA?

Quais os pensamentos que estão atrapalhando sua vida, que você gostaria de reestruturar? Como você lida com seus pensamentos? Partilhe suas opiniões!

Abraço!

Consultas Psicologia Online

Autor: Miguel Lucas

Blog do Autor | Artigos do Autor: Miguel Lucas

Licenciado em Psicologia, exerce em clínica privada. É também preparador mental de atletas e equipas desportivas, treinador de atletismo e formador na área do rendimento desportivo. É autor da Escola Psicologia.

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Comentários dos Alunos


  1. maria joão
    6 de maio de 2011

    Oi aqui de viseu portugal!
    Esses pensamentos por estes dias são extremamente importantes aqui. É pena que no meu país as pessoas se deixem abater facilmente e pensem frequentemente que não vão conseguir superar. Muitas pessoas desperdiçam os últimos recursos para fazer crer que tudo está bem, para se convencerem a si próprios que tudo vai ficar na mesma. Basta ver que este ano nas mini férias da Páscoa os destinos de férias em muitos pontos do país estavam esgotados.É preciso bater no fundo para muitos acordarem.
    Obrigada pelos artigos! São inspiradores

    Responder


    • Miguel Lucas
      15 de maio de 2011

      Olá Maria João, obrigado pelo comentário.

      Maria João este é um Blog Português de Portugal:)

      Mas concordo com a sua opinião, a crise parece não existir à excepção de algumas pessoas que ficaram desempregadas e sobreviviam do seu ganha pão. Existem muitos que só reclamam, mas reclamam de barriga cheia. É muito fácil apontar o dedo aos outros, ao governo (que somos todos nós).

      O Problema de Portugal tem a ver com a nossa mentalidade, a mentalidade de apontar o dedo, e ilusoriamente “pensar” que isso reconforta e resolve o problema.

      Cabe a cada um de nós, ajudarmo-nos para que possamos ajudar o país e consequentemente quem escolhemos para nos governar.

      Abraço

      Responder


  2. Daniel
    9 de maio de 2011

    Olá,
    Hoje é a primeira vez que entro neste blog para ler, e realmente o conteúdo é de primeira.
    Sabe, estes dias estive cabisbaixo, e um pouco desanimado por faltar-me uma namorada. Aos 22 anos, tenho dedicado ultimamente muito tempo aos estudos de informática aqui no Brasil, e minha vida social está um desastre, estou sem confiança e sem auto-estima, sem amigos também, pois fico dentro de casa, ou vendo tv, ou estudando.
    mas agora quero mudar minha história, irei marcar um psiquiatra ou psicólogo para tratar minha timidez extrema(realmente extrema, não é exagero, fico corado somente de encarar as pessoas numa conversa qualquer),e concerteza irei ler todos seus posts, são ótimos Miguel L.
    Parabéns e continue escrevendo, pois a mente é um mistério, e desvendá-la é o maior, ou um dos maiores benefícios que o homem pode gozar.
    abraços!
    PS: Miguel, gostaria de um conselho seu a respeito desta timidez, como faço para descobrir qual é o motivo disso.
    Uma das coisas que sei é que as vezes acabo colocando mais valor nos outros do que em mim, e acabo não gostando de expor minhas idéias numa conversa com pessoas numa sala.Obrigado

    Responder


    • maria
      9 de maio de 2011

      Escreva aqui o seu comentário
      ola Daniel!
      sei que pediu um concelho ao Miguel, mas não resisti a dar-lhe o meu pois eu também já fui assim e um dos principais problemas era quando interagia – eu também corava muito e transpirava por todos os poros, além de tremer e o pensamento ficar confuso – ficar muito focada em mim. ou seja, em vez de pensar:” será que esta ou aquela pessoa me vai agradar pensava sempre o contrário, será que eu vou agradar?
      um dos exercícios que me ajudou muito foi fazer uma lista com as minhas principais virtudes – quando nós as escrevemos elas vão aparecendo – e ficar focada nelas em vez de no fato de estar corada ou a tremer. o foco passou a ser os outros em vez de ser em mim própria.
      penso que a extrema timidez, no meu caso foi ter sido muito recriminada em criança, tem a ver com uma baixa auto-estima, por isso tudo o que seja exercícios que aumentem a confiança melhora muito a timidez.
      aqui no blog há alguns interessantes. ah! e exercício físico também funcionou comigo.
      espero sinceramente as melhoras.
      va dando notícias.
      bj

      Responder


      • Daniel
        11 de maio de 2011

        Oi Maria,
        Realmente eu li em algum lugar, que pessoas tímidas sempre acham que o foco da atenção alheia está nela, mesmo sabendo que esta afirmação é falsa, sempre venho a me sabotar. Outro fato é a falta de confiança, proveniente de alguns fatos que podem ter ocorrido no passado. Irei procurar ajuda psicologica o quanto antes, pois atrapalha e só quem é timido sabe.
        Mas, gostaria de agradece-la pelo comentario, e irei seguir suas dicas.
        Obrigado, bjs

        Responder


      • Miguel Lucas
        15 de maio de 2011

        Olá Maria, obrigado pelo comentário.

        Agradeço a sua colaboração e iniciativa. É extremamente enriquecedor a informação transmitida por quem já passou por experiências idênticas, e como enfrentaram o problema e o que usaram para superar o problema.

        Fico contente e muito agradecido.

        ABraço

        Responder


      • Rute
        15 de abril de 2012

        Seus conselhos tbem serao tomados por mim, q vivencio uma situaçao como o amigo daniel.

        Espero mudaar. a situaçao é chata demais.

        Solidao. Apenas solidao….

        Responder


        • Miguel Lucas
          17 de abril de 2012

          Olá Rute, obrigado pelo comentário.

          O primeiro passo para a mudança positiva é reconhecer que necessita de melhorar, depois é fazer algo nesse sentido.

          Siga algumas das sugestões dos artigos. Insista, pratique e acredite que é capaz de pouco a pouco melhorar alguns aspetos.

          Abraço

          Responder


    • Miguel Lucas
      15 de maio de 2011

      Olá Daniel, obrigado pelo comentário.

      Fico muito contente por gostar do Blog e sobretudo pelo incentivo :)

      Relativamente à sua baixa auto-estima e timidez, apresentou as razões que suportam esse seu estado, ou seja isolamento. Não saindo, não interagiu ou interagiu pouco com os outros, não viveu algumas experiências de relacionamento e comunicação da sua opinião, ideias, vontades, convicções, etc. O problema tem resolução. Como pode fazer isso? Tem de começar a sair, tem de propor-se a fazer coisas, telefonar a um amigo e combinar uma saída. No inicio não tenha grandes expectativas, o objetivo é apensa sair, para criar o hábito de sair. Depois proponha-se a iniciar algumas conversas. Oiça os outros e responda-lhes, pouco a pouco irá sentir-se mais descontraído. Olhe como os outros se comportam nesses ambientes, perceba como as pessoas agem, o que dizem?

      Proponho que leia as artigos:
      http://www.escolapsicologia.com/como-melhorar-a-auto-estima/
      http://www.escolapsicologia.com/3-passos-e-10-formas-para-construir-a-sua-auto-confianca/
      http://www.escolapsicologia.com/como-superar-a-timidez/

      Relativamente à namorada, isso só é possível se conhecer pessoas :)

      Abraço

      Responder


  3. Shirlei
    11 de junho de 2011

    Miguel,hoje com uma tristeza danada e um sentimento de culpa terrível resolvi procurar na internet,sobre esse sentimento,queria um alivío.O que acontece é o seguinte:Minha mãe tem um genio difícil,eu sempre fiz tudo como ela queria ,do jeito que ela queria,trouxe ela pra morar na cidade onde moro hoje,pois sentia-se sozinha apesar de todos os meus irmãos morarem perto,mais lhe davam pouca atenção,foram quatro anos que ela ficou comigo,até hoje.Ontem como já era de costume fui apagar mais um incendio,e pela primeira vez perdi a paciencia com ela,pois tambem não passo por uma fase boa,brigas e mais brigas,e eu tenho que sair correndo de onde estou,pois ela mora com minha filha(qdo se mudou ela quiz assim)a minha vida virou de cabeça pra baixo,nada deixa ela feliz e ontem perdi a cabeça e não dei razão a ela como era habitual.Hoje uma irmã veio busca-la,para voltar.Estou com dor no peito,uma angustia apesar de saber que fiz tudo que podia e até o que não podia,foi embora sem ao menos se despedir e dizendo horrores a meu respeito,o que é pior colocando meus irmãos contra mim.Sei que errei,mais como tirar esse sentimento de culpa de dentro de mim,Como ela consegue me deixar tão mal.

    Responder


    • Miguel Lucas
      19 de junho de 2011

      Olá Shirlei, obrigado pelo comentário.

      A sua situação de mal-estar é compreensível. Não posso dar-lhe indicações especificas para a sua situação. Mas perante o sentimento de culpa, pode ser importante falar com a sua mãe e tentar explicar-lhe os seus sentimento face às situações que descreveu e como gostaria de relacionar-se com ela. Isto pode não levar a lado nenhum, mas pode ajudá-la a lidar com os seus sentimentos de forma mais saudável.

      Boa sorte.

      Abraço

      Responder


  4. Neyviton Nascimento
    24 de agosto de 2011

    olá, tenho 26 anos e tenho interresse em estudar psicologia, mas gostaria de saber Miguel qual é sua opnião no que diz respeito a minha situação, tenho convicção que passo por alguns problemas psicologicos as vezes me sinto inferior as outras pessoas,também acho que sofre de fobia social, resumindo se um cara com um perfil pscicologico abalado nesta idade resolve estudar qual é a chance de se obeter sucesso definitivamente, ou o conhecimeto levaria minha pessoa a derrota ? caso puder responder agradeço !

    Responder


    • Miguel Lucas
      29 de agosto de 2011

      Olá Neyviton, obrigado pelo comentário.

      O complexo de inferioridade, mesmo que o sinta é uma percepção criada por si que pode ser melhorada, através exatamente da reestruturação do pensamento. De construir confiança e auto-estima em si mesmo e propor-se a poder falhar. Se falhar é sinal que está a melhorar, dado que se propôs a fazer algumas coisas. Quando se falha tem-se sempre a oportunidade de fazer melhor na próxima vez, é assim que vamos construindo a noção de que somos tão capazes como as outras pessoas.

      Estudar é algo que pode ser feito em qualquer altura e o conhecimento, acredito não ser nenhum impedimento para o sucesso, pelo contrário, pode ajudar a alcançá-lo.

      Sorte e trabalho

      Abraço

      Responder

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