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	<title>Comentários sobre: Será a depressão uma doença? Talvez não&#8230;saiba porquê!</title>
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	<description>Psicologia e Motivação</description>
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		<title>Por: Vinícius</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-11574</link>
		<dc:creator>Vinícius</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 May 2013 16:38:54 +0000</pubDate>
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		<description>Eu sofro de uma forte depressão desde 2008, já tomei inúmeros medicamentos e fizeram várias combinações, que no fim apenas algumas deram certo e me deixaram mais calmo durante um tempo, depois a nuvem negra voltou e está até agora! Eu por último fiz a tal ECT que para mim, para a família e para a surpresa da médica não teve efeito nenhum, desde então perdi totalmente a fé em qualquer tratamento que existe no mundo, por último faço a psicoterapia cognitivo por conselho dessa última médica.&lt;br /&gt;
Mas resumindo, sendo ou não uma doença é algo bastante atormentador, você quase nunca sai de casa, não trabalha, não se relaciona e apenas vê o tempo passar, e a vida é um fardo, apenas vivendo por viver.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu sofro de uma forte depressão desde 2008, já tomei inúmeros medicamentos e fizeram várias combinações, que no fim apenas algumas deram certo e me deixaram mais calmo durante um tempo, depois a nuvem negra voltou e está até agora! Eu por último fiz a tal ECT que para mim, para a família e para a surpresa da médica não teve efeito nenhum, desde então perdi totalmente a fé em qualquer tratamento que existe no mundo, por último faço a psicoterapia cognitivo por conselho dessa última médica.<br />
Mas resumindo, sendo ou não uma doença é algo bastante atormentador, você quase nunca sai de casa, não trabalha, não se relaciona e apenas vê o tempo passar, e a vida é um fardo, apenas vivendo por viver.</p>
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		<title>Por: eli</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-11571</link>
		<dc:creator>eli</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 May 2013 14:26:39 +0000</pubDate>
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		<description>Estou fazendo tratamento pois sinto todos esses sintomas, mais a minha psicóloga não tinha me falado ainda que tinha depressão, acho que não precisa mais estou com depressão, o que fazer:?</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou fazendo tratamento pois sinto todos esses sintomas, mais a minha psicóloga não tinha me falado ainda que tinha depressão, acho que não precisa mais estou com depressão, o que fazer:?</p>
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		<title>Por: Notícias da Fronteira &#187; Haitiana depressiva sofre em Brasiléia</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-9891</link>
		<dc:creator>Notícias da Fronteira &#187; Haitiana depressiva sofre em Brasiléia</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jan 2013 16:33:10 +0000</pubDate>
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		<description>[...] e o seu tratamento não pode ser reduzido apenas à medicação. Como expliquei no artigo: Será a depressão uma doença? talvez não…saiba porquê. Eu defendo que a depressão é causada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] e o seu tratamento não pode ser reduzido apenas à medicação. Como expliquei no artigo: Será a depressão uma doença? talvez não…saiba porquê. Eu defendo que a depressão é causada por uma combinação de fatores biológicos, psicológicos, [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Marcia</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-7571</link>
		<dc:creator>Marcia</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Jun 2012 03:56:34 +0000</pubDate>
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		<description>Vc diz que depressão não é doença, mas em determinado parágrafo, escorrega e diz: &quot;depressão ... e OUTRAS doenças...&quot; incluindo assim, a depressão como uma doença.&lt;br /&gt;
Cuidado, porque a terapia não vale só pros pacientes...&lt;br /&gt;
No fundo, vc conhece a dor das pessoas e sabe que a nossa doença (ISSO MESMO) não é apenas um transtorno ou um conjunto de sintomas, como tosse e dor... e sim algo muito mais sério, e não é porque tambem envolve a alma que não pode ser classificado como doença. Nos dê ao menos este direito.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Vc diz que depressão não é doença, mas em determinado parágrafo, escorrega e diz: &#8220;depressão &#8230; e OUTRAS doenças&#8230;&#8221; incluindo assim, a depressão como uma doença.<br />
Cuidado, porque a terapia não vale só pros pacientes&#8230;<br />
No fundo, vc conhece a dor das pessoas e sabe que a nossa doença (ISSO MESMO) não é apenas um transtorno ou um conjunto de sintomas, como tosse e dor&#8230; e sim algo muito mais sério, e não é porque tambem envolve a alma que não pode ser classificado como doença. Nos dê ao menos este direito.</p>
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		<title>Por: Luisa</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-7570</link>
		<dc:creator>Luisa</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Jun 2012 01:07:12 +0000</pubDate>
		<guid isPermaLink="false">http://www.escolapsicologia.com/?p=2187#comment-7570</guid>
		<description>Boa noite. Tenho 48 anos. A primeira vez que tive aquilo que chamaram de esgotamento foi com 19 anos. Estudava demasiado e o meu cérebro como que esgotou as suas reservas. Na altura não se usavam antidepressivos. Lembro-me que depois de um teste de matemática fiquei com dores de cabeça que duraram 8 dias, sem parar. Tomei fósforo e medicamentos para as dores de cabeça. Eventualmente recuperei embora tenha desenvolvido uma úlcera por excesso de stress (termo que na época também não se usava). Com 21 anos, já no 2º ano da faculdade, tive uma depressão grave. Tratei-me em clínica geral, psiquiatria era só para malucos e de psicologia mal se ouvia falar. Mais uma vez sem antidepressivos o Prozac não tinha sido inventado. Tomava benzodiazepinas para dormir, mas as crises de insónia eram tão grandes que tive que tomar hipnóticos. Perdi a vontade de viver, chorava horas seguidas sem motivo, perdi toda e qualquer capacidade de estudar, a minha memória desapareceu. Não conseguia falar uma frase completa porque a meio esquecia completamente o que estava a dizer. Como me sentia estúpida, eu que era aluna de 20, comecei a isolar-me cada vez mais. Até que apenas um pensamento ocupava a minha mente: acabar com esta vida de sofrimento atroz. Os meus pais nunca perceberam o que se passava comigo, ninguém percebia. Até que, por um milagre qualquer, decidi que iria curar-me. E assim foi. Não tive qualquer ajuda de ninguém.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Anos mais tarde, já casada e mãe, passei por um período de intenso stress laboral. Entrei novamente em depressão profunda. Mas agora já existia o Prozac e foi graças a ele que recuperei mais rapidamente. Com o tempo, o desgaste emocional e psíquico provocado pelos problemas e da vida e pelo excesso de trabalho, foi originando outras patologias: problemas gastrointestinais (acabei por descobrir que já tinha 4 ulceras duodenais cicratizadas); a tensão arterial começou a apresentar picos. Mais tarde desenvolvi transtorno do pânico. Durante alguns anos estabilizei. Na sequência de outro período stressante no trabalho em que fui vítima de assédio moral (na altura não se falava disso)tive nova depressão. Passei a ser hipertensa embora não tenha problemas cardíacos. Na sequência do meu divórcio voltei a ter crises de pânico com maior gravidade, passei a ter extrassístoles cardíacas devido a stress e tenho que tomar medicação para a hipertensão e para o pânico. Recentemente na sequência de novo período de trabalho intenso entrei quase em colapso novamente e tive que parar de trabalhar por uns tempos. O que questiono é, como não considerar uma doença um transtorno de origem psíquica, originado não só por uma eventual predisposição genética que aumenta a vulnerabilidade do organismo a certos fatores externos prejudiciais? Tal como uma patologia de origem respiratória por viver num ambiente poluído? Se eu tivesse crescido e vivido num ambiente diferente, por exemplo no campo, teria algum dia tido este tipo de problemas? A medicação ajuda-me a viver com alguma normalidade. Se eu tivesse uma personalidade diferente, menos perfecionista, os problemas laborais não me afetariam da mesma forma. Faço notar que sou uma pessoa otimista e com boa auto-estima. Acredito que a psicoterapia me pode ajudar a evitar o pânico, mas como pode evitar as extrassístoles que tanto me perturbam porque as sinto todas? Ou a hipertensão? Como me pode ajudar a evitar que o stress sobrecarregue as minhas suprarenais? E que por vezes todos estes fatores em conjunto me façam ter períodos depressivos caracterizados por grande apatia e cansaço psíquico? Para finalizar, acrescento que desde que passei a tomar antidepressivos nestas fases nunca mais tive ideias suicidas. Obrigada pela atenção.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Boa noite. Tenho 48 anos. A primeira vez que tive aquilo que chamaram de esgotamento foi com 19 anos. Estudava demasiado e o meu cérebro como que esgotou as suas reservas. Na altura não se usavam antidepressivos. Lembro-me que depois de um teste de matemática fiquei com dores de cabeça que duraram 8 dias, sem parar. Tomei fósforo e medicamentos para as dores de cabeça. Eventualmente recuperei embora tenha desenvolvido uma úlcera por excesso de stress (termo que na época também não se usava). Com 21 anos, já no 2º ano da faculdade, tive uma depressão grave. Tratei-me em clínica geral, psiquiatria era só para malucos e de psicologia mal se ouvia falar. Mais uma vez sem antidepressivos o Prozac não tinha sido inventado. Tomava benzodiazepinas para dormir, mas as crises de insónia eram tão grandes que tive que tomar hipnóticos. Perdi a vontade de viver, chorava horas seguidas sem motivo, perdi toda e qualquer capacidade de estudar, a minha memória desapareceu. Não conseguia falar uma frase completa porque a meio esquecia completamente o que estava a dizer. Como me sentia estúpida, eu que era aluna de 20, comecei a isolar-me cada vez mais. Até que apenas um pensamento ocupava a minha mente: acabar com esta vida de sofrimento atroz. Os meus pais nunca perceberam o que se passava comigo, ninguém percebia. Até que, por um milagre qualquer, decidi que iria curar-me. E assim foi. Não tive qualquer ajuda de ninguém.</p>
<p>Anos mais tarde, já casada e mãe, passei por um período de intenso stress laboral. Entrei novamente em depressão profunda. Mas agora já existia o Prozac e foi graças a ele que recuperei mais rapidamente. Com o tempo, o desgaste emocional e psíquico provocado pelos problemas e da vida e pelo excesso de trabalho, foi originando outras patologias: problemas gastrointestinais (acabei por descobrir que já tinha 4 ulceras duodenais cicratizadas); a tensão arterial começou a apresentar picos. Mais tarde desenvolvi transtorno do pânico. Durante alguns anos estabilizei. Na sequência de outro período stressante no trabalho em que fui vítima de assédio moral (na altura não se falava disso)tive nova depressão. Passei a ser hipertensa embora não tenha problemas cardíacos. Na sequência do meu divórcio voltei a ter crises de pânico com maior gravidade, passei a ter extrassístoles cardíacas devido a stress e tenho que tomar medicação para a hipertensão e para o pânico. Recentemente na sequência de novo período de trabalho intenso entrei quase em colapso novamente e tive que parar de trabalhar por uns tempos. O que questiono é, como não considerar uma doença um transtorno de origem psíquica, originado não só por uma eventual predisposição genética que aumenta a vulnerabilidade do organismo a certos fatores externos prejudiciais? Tal como uma patologia de origem respiratória por viver num ambiente poluído? Se eu tivesse crescido e vivido num ambiente diferente, por exemplo no campo, teria algum dia tido este tipo de problemas? A medicação ajuda-me a viver com alguma normalidade. Se eu tivesse uma personalidade diferente, menos perfecionista, os problemas laborais não me afetariam da mesma forma. Faço notar que sou uma pessoa otimista e com boa auto-estima. Acredito que a psicoterapia me pode ajudar a evitar o pânico, mas como pode evitar as extrassístoles que tanto me perturbam porque as sinto todas? Ou a hipertensão? Como me pode ajudar a evitar que o stress sobrecarregue as minhas suprarenais? E que por vezes todos estes fatores em conjunto me façam ter períodos depressivos caracterizados por grande apatia e cansaço psíquico? Para finalizar, acrescento que desde que passei a tomar antidepressivos nestas fases nunca mais tive ideias suicidas. Obrigada pela atenção.</p>
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	<item>
		<title>Por: Helena</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-7569</link>
		<dc:creator>Helena</dc:creator>
		<pubDate>Sat, 23 Jun 2012 20:15:07 +0000</pubDate>
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		<description>Gostaria de compartilhar minha experiência com a depressão. Peço desculpas antecipadamente pelo longo comentário.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vários traços de personalidade, aliados à minha maneira de pensar e às circunstâncias da vida formaram uma bola de neve que lentamente se instalou como uma depressão. Sofri com seus sintomas por anos antes de aceitar ajuda profissional.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Quando finalmente busquei ajuda, passei por dois profissionais (um de cada vez) que não me satisfizeram, pois eu refutava seus argumentos com facilidade. Parecia que eu sempre &quot;ganhava&quot; a argumentação, pois eles ficavam sem saber o que responder. Somado a isso o fato de eu perceber atitudes não profissionais da parte deles, perdi a confiança neles e interrompi o tratamento. Um deles ainda chegou a me encaminhar a um psiquiatra que me receitou citalopram, que me fazia dormir o dia inteiro e só acordar para as refeições. Quando disse isso ao psiquiatra, ele disse &quot;não é possível que esteja tendo sono, 99% das pessoas não sentem sono com este remédio&quot;. Respondi que deveria estar no 1% restante, pois eu mal acordava, e ele me deu outra receita para o mesmo medicamento. Nunca mais apareci no consultório nem tomei o remédio outra vez.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Passado um tempo, em que ficava cada vez pior e com menos confiança de que alguém pudesse me ajudar, dei mais uma chance ao acaso e encontrei uma excelente psicóloga, com quem fiz tratamento por quase 5 anos. Não sei qual a sua linha, mas creio que a terapia cognitivo-comportamental faça parte dela. Tratei minha depressão por quase um ano sem medicamentos, até chegar a um ponto em que não era possível avançar, pois chorava intensamente a ponto de não conseguir falar, como se tivesse um nó na garganta. Além disso, sentia-me muito mal e as emoções não deixavam que pensasse, não conseguindo assim tratar o problema de forma racional. Meu quadro piorava cada vez mais e eu não aceitava tomar antidepressivos pela má experiência que havia tido com o citalopram. Quando finalmente dei o braço a torcer, minha psicóloga indicou-me uma excelente psiquiatra, que analisou meu caso minuciosamente. Tomei fluoxetina, aumentando gradativamente até 40mg/dia. Em nenhum momento parei a terapia com minha psicóloga. Consegui recomeçar a terapia e também a minha vida, que parecia haver parado por alguns meses. Tratei-me por um ano com o medicamento, até que decidimos ir baixando a dose gradativamente, pois apesar de gostar do efeito do medicamento, queria caminhar com minhas próprias pernas e também abandonar os efeitos colaterais, que eram pequenos, mas existiam. Retirado o medicamento, a depressão não estava mais ali. Faz 2 anos e meio que não tomo mais a fluoxetina e nunca mais tive um quadro depressivo. Devo isso às excelentes profissionais que me acompanharam durante todo o processo, mas principalmente à minha psicóloga. Não adiantaria nada tomar o remédio e não mudar o padrão dos meus pensamentos, que era o que me levava a ficar mal. Eu não deixava de me sentir mal com o remédio, apenas não tinha crises tão constantes e graves. O remédio não é uma pílula mágica, é apenas uma muleta que às vezes precisamos usar até nos fortalecermos o suficiente para voltarmos a andar sozinhos. E a terapia é o que nos fortalece.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Após a retirada do medicamento, continuei a terapia por mais de 2 anos. Diminuí a frequência das consultas até minha psicóloga sugerir que terminássemos a terapia, o que ocorreu há pouco mais de 6 meses. Apesar de ter tido situações muito difíceis na minha vida, fico triste por alguns momentos, mas não tive mais episódios de depressão. No entanto, estou sempre cuidando meu pensamento e minhas emoções, pois já sei identificar o que me leva à depressão, mas rapidamente refuto tais pensamentos com bons argumentos e reestabeleço a razão.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Vejo por aqui (Brasil) muitas pessoas sendo tratadas de depressão com antidepressivos e que não fazem terapia. Não concordo com isso. Os profissionais que as acompanham estão fazendo com que elas dependam eternamente de uma muleta que era para ser temporária... É muito triste, pois dependem de doses cada vez maiores e combinações mirabolantes de remédios para que consigam viver, mas não estão realmente vivendo, pois não há crescimento pessoal nisso.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Não sou profissional da saúde, portanto não sei qual a definição formal de &quot;doença&quot;, nem se dizer que algo é doença implica tratar com medicamentos. Durante meu tratamento da depressão, não me deixei levar pelo argumento &quot;é doença, precisa de medicamento&quot; (de fato, resisti muito aos medicamentos). Mas enquanto não me convenci de que o que eu tinha era de fato uma doença, não aceitei que precisava de ajuda. E negar isso só fez o problema ficar muito maior e mais grave. Eu acreditava que era apenas uma &quot;frescura&quot;, que se eu fosse forte o suficiente poderia resolver sozinha, que eu não estava tentando o bastante... Quando deixei de alimentar essas ideias e me convenci de que era uma doença e precisava de ajuda profissional, abri o caminho para melhorar. E ao perceber que sozinha não poderia ter resolvido o problema, parei de me culpar e me sentir pior ainda pela culpa. Chamar a depressão de &quot;doença&quot; me ajudou muito a tirar o peso das minhas costas. E somente quando vi que tinha esgotado as possibilidades da terapia, pois estava tão mal que não podia falar ou pensar, me convenci de que precisava de um medicamento. Talvez isso tenha me ajudado a separar o que é e o que não é função do medicamento.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Ainda, chamar a depressão de &quot;doença&quot; me ajudou muito a explicar para as outras pessoas o que eu tinha. Só quando comecei a chamar assim elas deixaram de me julgar tanto, pois até então, também me tratavam como se tivesse uma &quot;frescura&quot;. É muito difícil quando as pessoas à sua volta não levam a sério a condição em que você está. Não adiantaria dizer a elas que não tenho uma doença, que o que tenho é uma síndrome biopsicossocial, elas não entenderiam e talvez até ririam da minha cara. &quot;Doença&quot; é bem mais fácil de entender e é algo que as pessoas costumam respeitar.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Nesse sentido, arrisco dizer que é benéfico chamar a depressão de doença, mesmo que do ponto de vista dos profissionais da saúde não seja uma doença. Desde que não implique que o tratamento deve ser obrigatoriamente com medicamentos. Chamar assim a depressão ajuda o paciente a se aceitar e a ser aceito pelos que estão à sua volta.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mais uma vez muito obrigada por disponibilizar o conteúdo do blog, que é de muita qualidade e com certeza ajuda a muitas pessoas. =)</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Gostaria de compartilhar minha experiência com a depressão. Peço desculpas antecipadamente pelo longo comentário.</p>
<p>Vários traços de personalidade, aliados à minha maneira de pensar e às circunstâncias da vida formaram uma bola de neve que lentamente se instalou como uma depressão. Sofri com seus sintomas por anos antes de aceitar ajuda profissional.</p>
<p>Quando finalmente busquei ajuda, passei por dois profissionais (um de cada vez) que não me satisfizeram, pois eu refutava seus argumentos com facilidade. Parecia que eu sempre &#8220;ganhava&#8221; a argumentação, pois eles ficavam sem saber o que responder. Somado a isso o fato de eu perceber atitudes não profissionais da parte deles, perdi a confiança neles e interrompi o tratamento. Um deles ainda chegou a me encaminhar a um psiquiatra que me receitou citalopram, que me fazia dormir o dia inteiro e só acordar para as refeições. Quando disse isso ao psiquiatra, ele disse &#8220;não é possível que esteja tendo sono, 99% das pessoas não sentem sono com este remédio&#8221;. Respondi que deveria estar no 1% restante, pois eu mal acordava, e ele me deu outra receita para o mesmo medicamento. Nunca mais apareci no consultório nem tomei o remédio outra vez.</p>
<p>Passado um tempo, em que ficava cada vez pior e com menos confiança de que alguém pudesse me ajudar, dei mais uma chance ao acaso e encontrei uma excelente psicóloga, com quem fiz tratamento por quase 5 anos. Não sei qual a sua linha, mas creio que a terapia cognitivo-comportamental faça parte dela. Tratei minha depressão por quase um ano sem medicamentos, até chegar a um ponto em que não era possível avançar, pois chorava intensamente a ponto de não conseguir falar, como se tivesse um nó na garganta. Além disso, sentia-me muito mal e as emoções não deixavam que pensasse, não conseguindo assim tratar o problema de forma racional. Meu quadro piorava cada vez mais e eu não aceitava tomar antidepressivos pela má experiência que havia tido com o citalopram. Quando finalmente dei o braço a torcer, minha psicóloga indicou-me uma excelente psiquiatra, que analisou meu caso minuciosamente. Tomei fluoxetina, aumentando gradativamente até 40mg/dia. Em nenhum momento parei a terapia com minha psicóloga. Consegui recomeçar a terapia e também a minha vida, que parecia haver parado por alguns meses. Tratei-me por um ano com o medicamento, até que decidimos ir baixando a dose gradativamente, pois apesar de gostar do efeito do medicamento, queria caminhar com minhas próprias pernas e também abandonar os efeitos colaterais, que eram pequenos, mas existiam. Retirado o medicamento, a depressão não estava mais ali. Faz 2 anos e meio que não tomo mais a fluoxetina e nunca mais tive um quadro depressivo. Devo isso às excelentes profissionais que me acompanharam durante todo o processo, mas principalmente à minha psicóloga. Não adiantaria nada tomar o remédio e não mudar o padrão dos meus pensamentos, que era o que me levava a ficar mal. Eu não deixava de me sentir mal com o remédio, apenas não tinha crises tão constantes e graves. O remédio não é uma pílula mágica, é apenas uma muleta que às vezes precisamos usar até nos fortalecermos o suficiente para voltarmos a andar sozinhos. E a terapia é o que nos fortalece.</p>
<p>Após a retirada do medicamento, continuei a terapia por mais de 2 anos. Diminuí a frequência das consultas até minha psicóloga sugerir que terminássemos a terapia, o que ocorreu há pouco mais de 6 meses. Apesar de ter tido situações muito difíceis na minha vida, fico triste por alguns momentos, mas não tive mais episódios de depressão. No entanto, estou sempre cuidando meu pensamento e minhas emoções, pois já sei identificar o que me leva à depressão, mas rapidamente refuto tais pensamentos com bons argumentos e reestabeleço a razão.</p>
<p>Vejo por aqui (Brasil) muitas pessoas sendo tratadas de depressão com antidepressivos e que não fazem terapia. Não concordo com isso. Os profissionais que as acompanham estão fazendo com que elas dependam eternamente de uma muleta que era para ser temporária&#8230; É muito triste, pois dependem de doses cada vez maiores e combinações mirabolantes de remédios para que consigam viver, mas não estão realmente vivendo, pois não há crescimento pessoal nisso.</p>
<p>Não sou profissional da saúde, portanto não sei qual a definição formal de &#8220;doença&#8221;, nem se dizer que algo é doença implica tratar com medicamentos. Durante meu tratamento da depressão, não me deixei levar pelo argumento &#8220;é doença, precisa de medicamento&#8221; (de fato, resisti muito aos medicamentos). Mas enquanto não me convenci de que o que eu tinha era de fato uma doença, não aceitei que precisava de ajuda. E negar isso só fez o problema ficar muito maior e mais grave. Eu acreditava que era apenas uma &#8220;frescura&#8221;, que se eu fosse forte o suficiente poderia resolver sozinha, que eu não estava tentando o bastante&#8230; Quando deixei de alimentar essas ideias e me convenci de que era uma doença e precisava de ajuda profissional, abri o caminho para melhorar. E ao perceber que sozinha não poderia ter resolvido o problema, parei de me culpar e me sentir pior ainda pela culpa. Chamar a depressão de &#8220;doença&#8221; me ajudou muito a tirar o peso das minhas costas. E somente quando vi que tinha esgotado as possibilidades da terapia, pois estava tão mal que não podia falar ou pensar, me convenci de que precisava de um medicamento. Talvez isso tenha me ajudado a separar o que é e o que não é função do medicamento.</p>
<p>Ainda, chamar a depressão de &#8220;doença&#8221; me ajudou muito a explicar para as outras pessoas o que eu tinha. Só quando comecei a chamar assim elas deixaram de me julgar tanto, pois até então, também me tratavam como se tivesse uma &#8220;frescura&#8221;. É muito difícil quando as pessoas à sua volta não levam a sério a condição em que você está. Não adiantaria dizer a elas que não tenho uma doença, que o que tenho é uma síndrome biopsicossocial, elas não entenderiam e talvez até ririam da minha cara. &#8220;Doença&#8221; é bem mais fácil de entender e é algo que as pessoas costumam respeitar.</p>
<p>Nesse sentido, arrisco dizer que é benéfico chamar a depressão de doença, mesmo que do ponto de vista dos profissionais da saúde não seja uma doença. Desde que não implique que o tratamento deve ser obrigatoriamente com medicamentos. Chamar assim a depressão ajuda o paciente a se aceitar e a ser aceito pelos que estão à sua volta.</p>
<p>Mais uma vez muito obrigada por disponibilizar o conteúdo do blog, que é de muita qualidade e com certeza ajuda a muitas pessoas. =)</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Saiba como lidar com a depressão &#124; Psicologia e Motivação</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-7545</link>
		<dc:creator>Saiba como lidar com a depressão &#124; Psicologia e Motivação</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 21 Jun 2012 16:13:34 +0000</pubDate>
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		<description>[...] fizer escolhas positivas para si mesmo todos os dias e contar com o apoio dos outros. Na verdade, a depressão não é uma doença, como é por exemplo a diabetes,  encare a sua depressão como um estado deprimido que pode ser [...]</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>[...] fizer escolhas positivas para si mesmo todos os dias e contar com o apoio dos outros. Na verdade, a depressão não é uma doença, como é por exemplo a diabetes,  encare a sua depressão como um estado deprimido que pode ser [...]</p>
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	</item>
	<item>
		<title>Por: Bete Fernandes</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-6627</link>
		<dc:creator>Bete Fernandes</dc:creator>
		<pubDate>Wed, 18 Apr 2012 02:10:48 +0000</pubDate>
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		<description>Estou no último grau da Depressão, desisti de lutar e penso realmente em morrer, pois nada disso faz sentido; quero q o tempo passe muito depressa. Mas mesmo com a medicação sinto que nao estou melhorando. Já foi negado por duas vezes o meu auxílio doença, pois trabalho como autonoma, tenho q dirigir, viajar, mas não posso..ou seja, não consigo trabalhar..passo a maior parte do tempo dentro do meu quarto, se sequer abrir a janela, não saio de casa por medo de encontrar alguém e ter que rir e conversar como se nada tivesse acontecido..perdi muito peso, não consigo me alimentar, tenho dores de cabeça horríveis, dor de estomâgo e perdi completamente o interesse por tudo. A única coisa q ainda consigo fazer é participar de um grupo de oração, mas assim mesmo teve um retiro e qdo me deparei com aquele tanto de gente, comecei a chorar e tive que vir embora. Estou tentando afastar pelo INSS mas já me negaram por duas vezes seguidas (o mesmo médico)..Isso me deixa mais angustiada, pois não tenho recursos pra viver a não ser pela Providencia Divina. Minha família não me apoia pois dizem q isso não é doença, que se eu quiser eu saro..Sinto um complexo de culpa muito grande, e para aliviar essa dor eu corto a minha mão, onde ninguém vê, pois é preciso me castigar...Não vejo futuro, nem sentido pra essa vida..Se a vida eterna não está aqui, porque Deus não me leva...Vejo tantas pessoas felizes e eu que sempre fui assim, hj só choro..fui abandonada por alguns amigos e pela minha família..Tá muito difícil..todo dia penso em deitar e não acordar mais..Não consigo trabalhar pq não posso dirigir; me sinto um peso pra minha família e talvez a morte seria minha unica saida...</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Estou no último grau da Depressão, desisti de lutar e penso realmente em morrer, pois nada disso faz sentido; quero q o tempo passe muito depressa. Mas mesmo com a medicação sinto que nao estou melhorando. Já foi negado por duas vezes o meu auxílio doença, pois trabalho como autonoma, tenho q dirigir, viajar, mas não posso..ou seja, não consigo trabalhar..passo a maior parte do tempo dentro do meu quarto, se sequer abrir a janela, não saio de casa por medo de encontrar alguém e ter que rir e conversar como se nada tivesse acontecido..perdi muito peso, não consigo me alimentar, tenho dores de cabeça horríveis, dor de estomâgo e perdi completamente o interesse por tudo. A única coisa q ainda consigo fazer é participar de um grupo de oração, mas assim mesmo teve um retiro e qdo me deparei com aquele tanto de gente, comecei a chorar e tive que vir embora. Estou tentando afastar pelo INSS mas já me negaram por duas vezes seguidas (o mesmo médico)..Isso me deixa mais angustiada, pois não tenho recursos pra viver a não ser pela Providencia Divina. Minha família não me apoia pois dizem q isso não é doença, que se eu quiser eu saro..Sinto um complexo de culpa muito grande, e para aliviar essa dor eu corto a minha mão, onde ninguém vê, pois é preciso me castigar&#8230;Não vejo futuro, nem sentido pra essa vida..Se a vida eterna não está aqui, porque Deus não me leva&#8230;Vejo tantas pessoas felizes e eu que sempre fui assim, hj só choro..fui abandonada por alguns amigos e pela minha família..Tá muito difícil..todo dia penso em deitar e não acordar mais..Não consigo trabalhar pq não posso dirigir; me sinto um peso pra minha família e talvez a morte seria minha unica saida&#8230;</p>
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		<title>Por: Renato</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-6473</link>
		<dc:creator>Renato</dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Apr 2012 16:37:13 +0000</pubDate>
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		<description>Eu tinha tambem depressao ,depois q ganhei na mega sena ela sumiu</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Eu tinha tambem depressao ,depois q ganhei na mega sena ela sumiu</p>
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		<title>Por: Roberta</title>
		<link>http://www.escolapsicologia.com/sera-depressao-uma-doenca-talvez-nao-saiba-porque/#comment-6091</link>
		<dc:creator>Roberta</dc:creator>
		<pubDate>Thu, 15 Mar 2012 12:18:25 +0000</pubDate>
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		<description>Bom dia&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Comecei a tomar citalopram há 2 anos e desde o início fui contrária a usar medicação, sou anti remédio. Me senti incompetente e só iniciei e continuoo tratamento pois o psiquiatra disse que tenho falta de algo quimico no cerebro e que minha historia familiar me torna depressiva. Quero interromper o tratamento, mas tenho medo, porém tenho mais medo da dependência quimica e de pendar que certas coisas boas e atitudes só acontecem por estar tomando remedio. Também solicitei exame que comprove tal falta de serotonina, mas o medico disse que o diagnostico é feito por observação do paciente. Me sinto enganada.</description>
		<content:encoded><![CDATA[<p>Bom dia</p>
<p>Comecei a tomar citalopram há 2 anos e desde o início fui contrária a usar medicação, sou anti remédio. Me senti incompetente e só iniciei e continuoo tratamento pois o psiquiatra disse que tenho falta de algo quimico no cerebro e que minha historia familiar me torna depressiva. Quero interromper o tratamento, mas tenho medo, porém tenho mais medo da dependência quimica e de pendar que certas coisas boas e atitudes só acontecem por estar tomando remedio. Também solicitei exame que comprove tal falta de serotonina, mas o medico disse que o diagnostico é feito por observação do paciente. Me sinto enganada.</p>
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