A experiência ansiosa induz ou é acompanhada de tensões físicas e psicológicas relacionadas com a percepção de um perigo e o medo desse perigo. De um ponto de vista mais cognitivo, a ansiedade está presente onde o indivíduo percebe um perigo ou uma ameaça. Níveis moderados de ansiedade revelaram desempenhar um “papel-tampão” perante diversos stressores. A ansiedade facilita assim a adaptação, ainda que seja desagradável: mobiliza os recursos físicos e psicológicos para enfrentar aquilo que nos ameaça ou desafia, o que pode possibilitar transformações benéficas e facilitar o desenvolvimento psicológico.
DA ANSIEDADE “NORMAL” À ANSIEDADE PATOLÓGICA
Em primeiro lugar a ansiedade protege-nos, favorecendo o estabelecimento de atitudes de defesa /ataque. A ansiedade tem um papel motivador na vida de todos nós. A Ansiedade pode perder a função adaptativa, o seu papel protector e motivador, e tornar-se patológica. A ansiedade influencia os processos de atribuição de sentido e de significado à experiência introduzindo enviesamento ou distorções perceptivas. Nas perturbações da ansiedade, a ansiedade patológica corresponde a determinados critérios relativos ao contexto no qual ela se gerou, ao handicap causado e à qualidade dos acontecimentos que a poderiam desencadear.
Segundo o DSM-IV (Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais), existem cinco transtornos de ansiedade:
- Transtorno de ansiedade generalizada
- Transtorno de pânico
- Transtorno obsessivo–compulsivo
- Transtorno de stress pós traumático
- Fobias (Transtorno de ansiedade social, agorafobia, entre outras)

ENQUADRAMENTO
As desordens de ansiedade são mais prevalentes que a depressão, mas nenhuma desordem de ansiedade em particular se aproxima do número de pacientes com depressão. Os números também apontam no sentido de existirem muitas pessoas que possuem um tipo de ansiedade usualmente também sofre de outros, e que a relação entre depressão e ansiedade é elevada.
O que é que se estará a passar? Estaremos nós mais expeditos a categorizar e a rotular estas condições?
Responder a estas questões pode ser premente, mas o que importa mesmo examinar é a relação que existe com o stress e adição química do corpo. Nas suas mais variadas formas a ansiedade pode ser considerada uma resposta saudável a um estímulo externo. Nós deveremos colocarmo-nos num estado intensificado quando temos de fazer um discurso, ministrar uma apresentação, um desempenho considerado significativo por nós ou depararmo-nos com uma possível ameaça. Mas quando a nossa ansiedade ultrapassa determinados limiares no nosso dia-a-dia e se torna crónica, então temos um problema que necessita da nossa atenção
FORMAÇÃO DA ANSIEDADE PATOLÓGICA
A Ansiedade é um produto da avaliação cognitiva e corresponde a um conjunto de pensamentos e afectos perante uma situação ameaçadora. Uma desordem de ansiedade forma-se quando, sem razão aparente, uma pessoa começa a sentir o batimento cardíaco a acelerar e sente dificuldades na respiração, medo intenso, emoções intensas, perda de controlo, dores no peito, excesso de sudação, e com dificuldade de ter um raciocínio claro.
O sistema nervoso autónomo toma o controlo do nosso organismo, influenciando aquilo que se pensa. Os ataques de pânico são gerados quando a pessoa treinou (acostumou) o seu corpo a estar vigilante e antecipadamente preparado para a próxima experiência stressante. O ataque de pânico que ocorre repetidamente a alguém é o resultado da sua prática mental rigorosa de preocupação exagerada e ansiedade, ou sobre-exposição às condições ambientais stressantes previamente conhecidas.
ACONTECIMENTOS DESENCADEADORES
Na minha experiência, se conseguirmos fazer a revisão do percurso anteriormente ocorrido, isto pode ser esclarecedor, para a grande maioria das pessoas começa com algumas dificuldades com que se deparam na vida e que causam uma intensa pressão emocional. Depois desse acontecimento, a memória dessa experiência leva a pessoa a pensar acerca do episódio ocorrido, vezes sem conta, na tentativa de antecipadamente evitar que um acontecimento idêntico ocorra novamente. Ao rever mentalmente o seu passado, o cérebro encarrega-se de libertar os químicos apropriados, e esses pensamentos ansiosos enviam um estímulo ao sistema nervoso simpático para iniciar a ativação do organismo. Estas pessoas ficam ansiosas e com receio acerca do futuro e daquilo que potencialmente lhes possa acontecer. As suas atitudes (emaranhado de pensamentos) permitem desta forma a libertação de químicos que dão suporte às sensações de ansiedade e preocupação. Os seus pensamentos acerca de um stressor particular, não o stressor em si mesmo, criam a resposta de stress.
COERÊNCIA ENTRE O CORPO E O CÉREBRO
Se nos preocuparmos todos os dias acerca daquilo que possa acontecer nos momentos seguintes, iniciaremos uma série de pensamentos que irão criar um estado mental de insegurança. No funcionamento do neocórtex, um conjunto de redes neuronais irão ser activadas, suportando o processo contínuo de pensamentos relacionados com as memórias de preocupação anteriormente registadas. Quando estes pensamentos ativam padrões específicos de conexões neuronais, o corpo irá depois criar os químicos relacionados com esses pensamentos inquietantes (ver quadro 1). Agora que esses químicos da vigilância foram libertados no corpo, o corpo fica inquieto. Assim que o cérebro (neocórtex) reconheça o que o corpo está a sentir, nós provavelmente iremos dizer, “eu sinto-me preocupado.” Quando nos sentimos apreensivos, nós ficamos conscientes do no nosso estado corporal interno. Se depois se seguir um ataque de pânico, nós iremos sentir uma genuína perda de controlo, uma situação altamente assustadora. Neste exato momento, temos mais uma coisa com que nos preocuparmos, porque certamente não queremos voltar a ter uma sensação destas (ataque de pânico).

CONSCIÊNCIA DO CORPO
Assim que estejamos cientes que o corpo está a sentir ansiedade, a rede neuronal associada à ansiedade é ativada. Sentimo-nos exatamente da mesma forma que pensamos, e pensamos da mesma forma que sentimos. Desta forma o cérebro reconhece os sentimentos de preocupação, e irá usar a rede neuronal da preocupação para avaliar aquilo que sente (ver quadro 2) . Como resultado, iremos focar-nos nos pensamentos relacionados com a nossa preocupação, porque a rede neuronal foi accionada. Depois iremos fazer mais ligações químicas para reforçar a forma como o corpo se sente, porque a nossa avaliação imediata do corpo é a causa de sentirmos aquilo que pensamos. Até que enfim!
A realidade: Agora os nossos pensamentos iniciais tornaram-se realidade. Se os conseguimos sentir, são genuínos, certo? Estamos no caminho de treinar o nosso corpo para ter outro ataque de pânico.
CONSTRUÇÃO DE UMA RESPOSTA EMOCIONAL
Ao caminhar-mos no bosque, se inesperadamente nos deparar-mos com uma cobra … saltamos para a evitar. O que foi que nos fez saltar? A resposta muito provavelmente, é: a amígdala (ver figura 1).
A amígdala funciona como uma sentinela emocional, capaz de apoderar-se do controlo do cérebro, ainda que momentaneamente. LeDoux (1996), nas suas investigações demonstrou que os sinais sensoriais vindos do olho e do ouvido chegam ao cérebro passando primeiro pelo tálamo e depois, através de uma única sinapse pela amígdala; um segundo sinal emitido pelo tálamo é encaminhado para o neocórtex. Este percurso mais curto – uma espécie de atalho neuronal – permite a amígdala receber informações directas dos sentidos e iniciar a resposta antes que as informações sejam registadas no neocórtex.
Estas respostas acontecem antes do cérebro ter tido a chance para começar a pensar sobre o que fazer. Para pensar é necessário tempo, em contrapartida responder ao perigo, grande parte das vezes necessita de ocorrência rápida e sem dúvidas na decisão. Poderemos dizer que é um sistema que detecta o perigo e produz uma resposta que aumenta da forma mais benéfica a probabilidade de sobreviver a uma situação de risco. Este sistema que produz um comportamento representa a operação do cérebro que foi programada pela evolução para lidar com o perigo da rotina diária.
A investigação de LeDoux, pode chamar-se de revolucionária para o entendimento da vida emocional, pois foi a primeira a detectar os percursos neuronais seguidos de sensações que não passam pelo neocórtex.
A reter: Este circuito contribui para a explicação do poder da emoção para se sobrepor à racionalidade.
LeDoux chegou a esta conclusão no decurso das suas investigações sobre o medo nos animais. Fez uma experiência importantíssima, com um grupo de ratos, destruiu-lhes o córtex auditivo, e em seguida expô-los a um sinal sonoro ligado a um choque eléctrico. Os ratos em pouco tempo aprenderam a recear o sinal, no entanto não podiam registar no neocórtex o respectivo som, que seguia directamente do ouvido para o tálamo e para a amígdala. Resumindo, os ratos aprenderam uma reacção emocional sem envolvimento do neocórtex.
Esta interessante experiência com ratos, explica de igual modo, o facto de o controlo motor de uma sequência de movimentos relacionados com a emoção (ato automático), não se situar no mesmo local que o controlo de um ato voluntário.

CONDICIONAMENTO EM MASSA DE UM ACONTECIMENTO TRÁGICO
Em 24 de Janeiro de 2004, Miklos Feher jogador de futebol de uma equipa portuguesa (Sport Lisboa e Benfica) teve uma paragem cardio-respiratória durante o jogo, acabando por falecer. Este acontecimento foi assistido por milhares de pessoas, dado que estava a ser transmitido na televisão em directo. Nos dias que se seguiram a este acontecimento, as urgências dos hospitais encheram-se com pessoas em pânico e ansiosas, pois ficaram hipervigilantes sobre algumas sensações corporais, nomeadamente o batimento cardíaco acelerado (comuns palpitações). O receio criado pela interpretação das sensações físicas habituais, levaram a que algumas pessoas mais susceptíveis, fizessem uma interpretação de medo, criando uma preocupação exagerada que lhes causou mal-estar físico e emocional.
A reter: A ansiedade patológica diz respeito assim, ao processamento selectivo da informação por parte do individuo, que a interpreta como uma ameaça ou um perigo ao seu próprio bem-estar, à sua segurança e tendo um sentimento de ineficácia face à situação.
SEI QUE ESTOU ANSIOSO PORQUE SINTO ISSO
O nosso receio causa-nos mais preocupação, que por sua vez nos faz sentir mais ansiosos, que depois nos causa mais preocupação. A razão para isto é simples. Quando o nosso estado de ansiedade é criado, o nosso “estado de ser” cria um contínuo ciclo de feedback do corpo para o cérebro, para ativar a rede neuronal da preocupação, que por sua vez provoca mais ansiedade no corpo, e assim sucessivamente.
Sabemos agora que quando respondemos às sensações do corpo pensando acerca daquilo que sentimos no corpo, o cérebro irá fabricar mais dos mesmos químicos, alimentando o corpo com os mesmo sinais químicos para que possa experienciar o que estamos a sentir. Esta é a forma como mantemos um “estado do ser” um estado de consciência.
A reter: Para uma sensação continuamente repetida, qualquer que seja essa sensação, é criado um determinado “estado de ser“, seja felicidade, tristeza, confusão, solidão, insegurança, contentamento, ou mesmo depressão. Um “estado de ser” significa que o ciclo de feedback entre o cérebro e o corpo está completo.
REFORÇO PELA REPETIÇÃO
Ao longo do tempo, mantemos este estado neuro-químico, suportado pela forma como continuamente ativamos os mesmos padrões neuronais das nossas memórias anteriores. Esta contínua química do corpo, suportada pela forma como nós ativamos os nosso padrões neuronais únicos de sensações da nossa identidade pessoal individual, é diferente de pessoa para pessoa. Mas os mecanismos do ciclo de feedback são os mesmos. A ansiedade alimenta a ansiedade.
Imagine o que poderá acontecer se nós sentirmos alegria, gratidão ou calma?
É possível que o mesmo ciclo de feedback possa servir-nos ao invés de escravizar-nos?
Eu penso que sim, fique atento ao próximo post acerca desta matéria, e das desordens de ansiedade. Muito mais ficará a saber acerca da forma como pode treinar o seu corpo e o seu “estado de ser” para aquilo que pretender.
E você sofre com algum problemas relacionado com a ansiedade, partilhe connosco.
Abraço









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Parabéns pelo artigo.
A ansiedade é no meu caso, infelizmente um factor inibidor para um dia-a-dia normal e de qualidade.
É um bloqueador de reacções, atitudes e até mesmo de convívio.
Infelizmente, sinto também que é muito difícil controlar.
Foi muito útil ler este artigo e perceber concretamente a diferença entre ansiedade e medo, realmente, duas coisas muito diferentes.
Obrigado
Ao tomares consciência dos efeitos que a ansiedade têm em ti, e perceberes a diferença entre medo e ansiedade, é o primeiro passo para conseguires começar a controlar alguns dos sintomas aversivos. É importante que percebas que os sintomas, é algo do qual pode conseguir minimizar, desde que não personalizes essas sensações, e depois possas ativar alguma estratégia(como o relaxamento ou mudança de assunto e/ou pensamento) e assim conseguires induzir a ti mesma, o estado psicológico desejado.
Força.
Abraço.
O primeiro passo a ser dado deve ser junto do seu médico, deve descrever-lhe os sintomas para que ele perceba se é necessário algum tipo de exame mais específico.
Existe uma forte possibilidade dos seus sintomas estarem relacionados com a ansiedade, e para poder receber alguma orientação mais concreta é igualmente necessário recorrer a um profissional qualificado para que possa estabelecer um diagnóstico concreto e um possível plano de tratamento (isto se não se verificar qualquer problema físico de acordo com o seu médico).
Abraço
Que posso fazer?
Mas e importante saber que todos temos uma missao aqui, que nao estamos existindo por acaso.
E preciso que se procure a verdade.
Tentar perceber aquilo que nos motiva e que nos faz movimentar, é um propósito de vida.
Abraço
Todos na nossa vida passamos por momentos em que enfrentamos a desilusão e a falha, mas isso são apenas resultados que não nos servem, não é o fim do mundo. Aquilo em que nos devemos focar é nas nossas forças e virtudes no sentido de arranjar uma maneira de fazer melhor na próxima vez.
Fico contente por ter encontrado valor nos nossos artigos, espero que possam ajudar.
Força e convicção
Abraço
Fico contente por ter gostado do artigo e por estar interessado em saber mais acerca do assunto. Em breve voltarei a este tema, fique atento.
Abraço.
Eu tenho muita ansiedade, existe alguma maneira de acabar?
Espero que o artigo possa contribuir para a clarificação de como se forma a ansiedade, e igualmente perceber que existe forma de a poder resolver.
Fique atento, em breve colocarei outro artigo com dicas que podem aliviar e resolver os sintomas da ansiedade.
Abraço
Sou ansiosa desde que me conheço por gente. Isso me causa um grande sofrimento e quero aprender a lidar com isso logo.
Saiba que na atualidade existem terapia eficazes para tratamento da ansiedade, nomeadamente através de uma abordagem psicológica (Terapia cognitivo-comportamental).
Brevemente voltarei a este tema com mais dicas para aliviar e resolver os sintomas da ansiedade, fique atenta.
Qualquer dúvida, disponha, tentarei na medida do possível, responder.
Abraço
Saudacoes brasileiras!
Os pensamentos a 1000km/h são na verdade um sintoma do excesso de ansiedade, o que por sua vez, reforça o hábito da preocupação, entrando num ciclo negativo. É importante perceber que existe possibilidade de reverter esta situação. A ansiedade é uma desordem com tratamento possível (nomeadamente através da abordagem psicológica/ congnitivo-comportamental).
Técnicas como o controlo do estímulo, relaxamento; resstruturação cognitiva, mudança de alguns hábtitos, e estratégias de resolução de problemas, são formas eficazes quando aplicadas num programa de combate à ansiedade.
Brevemente abordarei novamente este assunto, fique atento, pois posso fornecer mis algumas dicas valiosas.
Sim acho que deverá procurar um psicólogo, como forma de poder resolver o seu problema. Algumas pessoas sofrem desnessáriamente, as terapias aplicadas têm elevadas taxas de sucesso, quando seguidas à risca.
Abraço
Muito bom o tema, e já favoritei sua página.
Gosto muito de assuntos relacionado à psicologia, e o o parabenizo por dividir seu conhecimento, tenha certeza que é muito válido!
Abraço!
Estarei por aqui acompanhando, ok?
É sempre muito reconfortante o reconhecimento do nosso trabalho, fico muito contente que os temas possam ser uma mais valia para você.
Postarei sempre motivado pelo engrandecimento dos leitores.
Abraço
Espero que com vontade e prática consiga melhorar esse seu hábito ansioso.
Abraço
Até porque preciso, pois sou bastante ansiosa.
XD
...acredito que a próxima matéria, possa trazer alguma luz a quem sofre com este problema.
Fique atenta:)
Abraço
''Ansiedade está presente onde o indivíduo percebe um perigo ou uma ameaça''
Não estou certa quanto a isso, pois sou ansiosa desde que me entendo por gente, mas não percebo perigo ou ameaça.
O meu ato de roer as unhas e mexer nas minhas maos o tempo todo tambem são sintomas de ansiedade certo?
O fato de esperar que alguma coisa aconteça é pior do que realmente essa coisa acontecer, bem, deixa eu explicar em um exemplo. Você está em um consultório médico e tem que tirar sangue o fato de saber que vc vai tirar sangue em alguns minutos é pior do que vc tirar o sangue no exato momento, entende? A ansiedade faz com que a espera seja pior do que o momento em si.
A ansiedade está quase sempre relacionada com a análise antecipada de algo (medo, receio, desafio, perda). Mesmo que aparentemente ache que não tem medo antecipatório, se fizer uma análise mais profunda, verificará que poderá estar a evitar que aconteça alguma coisa, ou pode querer que alguma coisa corra bem, pode não querer falhar alguma coisa. Os medos por vezes são muito subjectivos, por exemplo ficar na fila de transito, pode desencadear um ataque de ansiedade, não está com medo de nada, mas ficou irritada e accionou o mecanismo fisiológico do medo, são libertados químicos, no corpo que por sua vez accionam pensamentos desajustados. sem se aperceber fica fora de si de um segundo para o outro.
A ansiedade também se pode sentir como uma resposta fisiológica aprendida, que foi generalizada a muitas situações. O que torna difícil a pessoa identificar a causa.
Desta forma a pessoa tem de ser ensinada a fazer avaliações corretas das situações e a saber ler os sinais de ansiedade e depois através de algumas técnicas anular os sintomas e retomar a ter controlo sobre a situação
Falarei deste assunto em breve, fique atenta:)
Abraço
Tens aqui um artigo que penso que se pode aprofundar um pouco mais em certas partes como em doentes cronicos como eu que tenho a doença crohn.
Dissem o especialistas que eu e como outros que têm a mesma doença sofremos niveis mais elevados de ansiedade que a população normal.
Tu, como me conheces a nivel pessoal, porque achas que eu tenho niveis muitos elevados de ansiedade, apesar de eu mostrar sempre uma pessoa calma e controlada em qualquer que seja a situação.
Mas muitas vezes sinto aquela "dor de barriga" o stress e muitas vezes até pode levar a vomitos.
cumprimentos
Emanuel Vindeirinho
O teu caso é muito específico e foge um pouco ao tema do artigo. Como sabes a doença de Crohn, é uma doença auto-imune, o que só por si, gera um stress interno no próprio organismo sem que necessariamente seja ativado por estímulos externos do meio ambiente, ou por percepções medo ou ansiedade. Ainda assim, em momentos de stress ou ansiedade que tu tenhas, ai sim, sofrerás muito mais com isso, devido ao andicap que tens relacionando com as menores defesas que o teu organismo tem, devido à doença.
Ainda que natualmente sejas uma pessoa calma, todos nós em determindas situações geramos ansiedade, com sintomas aversivos, e aí tu hipoteticamente serás mais afetado. No entanto devido à tua ansiedade traço ser reduzida, tu consigas de certa forma ir lidando e levando a tua vida dentro da normalidade.
Força e bom controlo da ansiedade:)
Abraço
Antes de mais parabéns pelo artigo.
Tenho tonturas/sensação de instabilidade há cerca de um ano. Fiz dezenas de exames e os médicos não encontraram nada e então, no meu ponto de vista, refugiaram-se na conclusão de que se trata de ansiedade. Vist oque vou ser pai dentro de 2 semanas, encontram aqui o argumento perfeito.
Contudo as minhas tonturas começaram alguns meses antes de ter recebido esta notícia que poderia, eventualmente, provocar alguma insegurança e consequente ansiedade.
Contudo a medicação que tomo (Cipralex e Dogmatil) não ajudam, e as consultas de psicologia muito menos.
As tonturas não são constantes. Ocorrem maioritariamente quando estou a andar. Quanto mais ando, mais tonturas tenho e sempre ao final do dia - na altura do dia em que realmente relaxo, chegado do trabalho.
Será isto ansiedade ou outra coisa qualquer? É que na verdade, não estou convencido que seja exclusivamente emocional.
Alguma pista? Alguma dica? Qualquer coisa...
Obrigado!
Pedro T.
Por certo será algo do foro psicológico e psicossomático. Não tem de ser necessariamente emocional, no entanto por certo estará relacionado com algum acontecimento de vida, é importante perceber a frequência com que acontece, o que pensa quando acontece, o que sente em termos fisiológicos quando acontece e que tipo de comportamento tem quando acontece. Tente recordar-se da primeira vez que as tonturas aconteceram, o que terá acontecido na sua vida nessa altura. No trabalho, na relação com a sua parceira, na família, com os amigos, algo poderá ter acontecido?
Os ataques de pânico, são por norma uma fobia a sintomas fisiológicos (sensações de mal-estar no corpo), que geram ansiedade, e que por sua vez aumenta a auto-vigilância sobre as sensações corporais.
Se é ansiedade? a ansiedade não acontece de forma isolada, os sintomas que tem, tiveram um inicio, funcionando como resposta a algo, e que agora acontecem por aprendizagem (por condicionamento)
Aponto para o fato de poder ter gerado algum tipo de hipersensibilidade para a frequência cardíaca acelerada ou para a sensação de cansaço no corpo, e depois poder gerar as tonturas.As tonturas podem derivar de duas situações : 1º do medo de que algo de mal lhe pode acontecer ; 2ª do défice de oxigénio no cérebro que pode causar a sensação de tontura. Isto são apenas suposições, pelo que a falta de informação dificulta a possibilidade de perceber o que realmente provoca as sensações.
Estou ao dispor para troca de informações e possíveis dicas que possa querer experimentar.
Abraço
A 2ª hipótese que colocou na sua resposta "do défice de oxigénio no cérebro que pode causar a sensação de tontura. " parece encaixar-se naquilo que sinto. Contudo já o frisei a alguns médicos e nunca lhe deram grande importância. A resposta que me tem sido dada é que para deixar de ter estes sintomas, tem de ser algo que tem de partir de mim e passará com o tempo. Mas não tem passado.
O que eu procuro são respostas... a que ainda ninguém me conseguiu responder.
1) Se tem de partir de mim, o que tenho de fazer?
2)Se por outro lado, se deve a um défice de oxigénio no cérebro que poderei fazer para o controlar.
Mais uma vez agradeço a sua resposta, e espero não maçá-lo com este meu caso, mas qualquer dica que consiga obter será mais que benvinda para me tentar sentir melhor.
Pedro T.
Como sabe uma questão importante para tratamento do quer que seja, é sempre o diagnóstico. Para fazer um diagnóstico adequado, são sempre necessárias ferramentas, como escalas de avaliação e entrevista (anamnese), para enquadrar o problema. A partir daqui é se traça a possível solução e consequente tratamento.
Os dados que me deu, não permitem avançar com mais nenhuma hipótese. No entanto esteja atento, às condições particulares do fim do seu dia de trabalho, que padrões podem existir que desencadeiam a resposta ansiosa? O que pensa, o que vai fazer a seguir? Em que locais ocorre? Sozinho ou acompanhado? A intensidade dos sintomas é sempre a mesma? O que faz quando sente esse mal-estar? Em que medida isso afeta o seu dia-a-dia ou qualidade de vida?
Abraço
Obrigado mais uma vez.
Pedro T.
Eu a uns anos tive uma experiencia de claustrófobia e não sabia que a tinha. a partir desse dia entre no recessão pós traumatica ! com o tempo consegui ultrapassar isso e fiquei bom uns 2 anos mas depois voltou uma angústia dentro de mim que nao sabia explicar e ao ler este artigo percebi que se tratava de ansiedade patológica. e ultimamente tenho tido comportamentos obssessivo compulsivos e uma angústia dentro de mim que não me está deixando concentrar nos estudos! tento acalmar me com alguns pensamentos mas depois vêm o obssessivo compulsivo e esses pensamentos não os consigo racicionar de forma específica e começo a repeti los vezes sem contas o que se torna muito irritante pois se nao os fizer bem nao me vou sentir bem. diga me o que acha se faz favor ! nao queria ser muito chato, cumprimentos david
Pela sua descrição, as evidências apontam para que possa estar a sofrer de um transtorno obsessivo compulsivo. No entanto, serão sempre necessário mais dados. Em que situações tem esses comportamentos e/ou pensamentos, de que tipo, com que frequência intensidade e duração acontecem?
Claro que este tipo de problemas é susceptível de ser ultrapassado com um enquadramento adequado à sua situação específica.
Para mais informações acerca deste assunto, fique atento, dentro em breve publicarei um artigo sobre o transtorno obsessivo-compulsivo.
Sinta-se livre para questionar e ir trocando opiniões.
Abraço
Descobri este seu site numa busca que fiz acerca de fobia social, nomeadamente sobre medo de falar em público. Era para tentar perceber os sintomas de uma outra pessoa, mas dei-me conta de que eu própria tenho esses sintomas, noutra situação: perante a simples perspectiva de ter de conduzir.
É um pouco estranho, porque tirei a carta, mas de algum modo, o facto de o instrutor poder tomar controlo a qualquer momento tranquilizava-me até certo ponto (nunca fui descontraída para uma aula). Assim, tenho a carta há 2 anos e no entanto, desde aí, não devo ter conduzido mais que meia dúzia de vezes, com muita dificuldade. Numa dessas vezes pediram-me para passar por uma rotunda de 4 faixas... Quando saí, tive de encostar e a pessoa que estava comigo teve de levar o carro, porque eu estava branca e não me conseguia mexer.
De qualquer forma, sempre fui uma garota ansiosa (e pergunto-me se não será até certo ponto genético ou ambiental, uma vez que tanto a minha mãe como a minha avó o são também), com comportamentos algo obsessivo-compulsivos, nomeadamente Dermatilomania, Pica(alotriofagia) e Onicofagia. São coisas que ainda me perseguem (só recentemente consegui acalmar - não eliminar - a dermatilomania) e pergunto-me se as minhas gravidezes serão passadas com ansiedade e se o ambiente dos meus filhos será como o meu foi (tanto quando passava tempo com a minha mãe, como quando passava tempo com a minha avó).
Obrigado pelos artigos e espero que consiga desenvolver melhor estes e outros assuntos.
Sem dúvida que sofre de alguma perturbação de ansiedade, é importante não ficar alarmada mas olhar de frente para o problema e procurar uma forma de o combater.
Ainda que alguns estudos apontem para o fato de poder existir uma tendência hereditária para a ansiedade, isso não é necessariamente imperativo para que a pessoa venha a sofre de uma desordem de ansiedade, ou que a ansiedade venha a ser incapacitante.
Já no que diz respeito à educação e às aprendizagens que fazemos na nossa vida quando crianças e adolescentes, a forma como vimos os outros reagirem e agirem perante situações conturbadas, podem de certa forma influenciar as nossas respostas em situações mais exigentes ou mais stressantes. As aprendizagens e as experiências individuais que cada um de nós tem, joga um papel importante na forma como nos comportamentos em situações de ameaçada, exigentes e que requerem de nós alguma calma, concentração e tranquilidade.
Na grande maioria das vezes os problemas de ansiedade são uma resposta aprendida. E assim sendo, consegue com um bom programa comportamental aprender respostas mais adaptativas e funcionais.
Fique atenta aos próximos artigos, pois vou abordar mais questões relacionadas com a ansiedade.
Abraço
Será que é possível indicar nomes de colegas especialistas nesta temática, que exerçam funções na área de Lisboa?
De facto, não se trata de um assunto ligeiro. É fundamental encontrar alguém conhecedor das terapias a realizar.
Muito Obrigada
hoje, depois de muitos anos, descobri que tenho Dermatilomania e que esta ultimamente tem se agravado. Tenho 40 anos e dois filhos. E até meus filhos já me dizem para parar de "cutucar" a pele. Meu marido tenta de tudo. Mas, eu não consigo. Este mês vou para a praia e vou morrer de vergonha, pois tenho atingido muito minhas pernas, que estão todas marcadas. Já tenho manchas nos braços e nas costas que não sei se um dia sairão. Isso tem tratamento? Help!!!! Preciso de um especialista? Moro em Belo Horizonte. VC pode indicar alguem ou o que devo fazer?
Sem dúvida que o seu problema é preocupante, insere-se nos transtornos obsessivo-compulsivos, com a agravante de ser visível e lhe causar dor e embaraço.
Relativamente ao tratamento, infelizmente a taxa de tratamento neste tipo de transtorno é baixa, ainda assim existe possibilidade dos tratamentos serem bem sucedidos, claro que depende sempre da pessoa e da sua motivação para a solução do problema. É um problema de controlo do impulso, e por vezes a terapia de substituição e de controlo do estímulo surte efeito, reduzindo muito ou mesmo eliminando as compulsões.
Sim necessita de um especialista em tratamentos obsessivo-compulsivos, de preferência com terapia cognitivo-comportamental.
Estou disponível para qualquer dúvida e possíveis dicas para melhoria do seu problema.
Abraço
Queria saber se podemos morrer de ataques de ansiadade?ou se algo de mal nos pode acontecer??
Tenho tido ataques diariamente desde a 3 semanas, mas nao vejo nenhuma razao para isto estar a acontecer.... so tenho 19 anos e estou preocupado com a minha situacao,sinto uma agonia, porque isto nca me tinha acontecido! e normal??sera que tenho cura?
Muito obrigado pelo seu tempo Miguel!
Abraco!
Não, não se morre de ataques de ansiedade. Os ataques de ansiedade têm uma magnitude decrescente, depois de atingirem um pico máximo de desconforto e ativação a tendência é diminuir. Aquilo que sente são sensações corporais que são despoletadas por algum estímulo (externo ou interno)....externo, por exemplo uma situação desagradável que tenha acontecido no passado e agora por associação ativa a ansiedade, ou então interno, um pensamento sobre algo pode desencadear a ansiedade. Em que hora do dia aou noite acontece, em que lugares, com que intensidade.
quando estiver assim, tente manter a calma, nada de mal lhe vai acontecer, aquilo que sente são sensações, como por exemplo tivesse acabado de fazer uma corrida de velocidade ou tivesse sido assaltado, são reacções do organismo sem causa aparente. Ao aperceber-se que o seu corpo está a disparar essas sensações desconfortáveis, tente respirar fundo e lembra-se: Nada de mal me pode acontecer e continue respirando fundo. Depois tente sentar-se feche os olhos e tente relaxar, tente descontrair os seus músculos.
Não se passa nada de errado consigo, no entanto se as sensações continuarem a persistir durante mais uma ou duas semanas, deverá procurar a ajuda de um psicólogo, especialistas em problemas de ansiedade.
Vá dando noticias,
Abraço
Muitos parabéns pelo trabalho pois está um artigo muito esclarecedor.
O meu problema começou desde muito novo, quando desmaiei após ter tirado sangue. Nessa altura fiquei como que traumatizado, fiquei com pavor de agulhas, sangue, hospitais, qualquer coisa que se relacionasse com esse assunto. Uma simples imagem já me provocava sensações de ansiedade. Desmaiava quase sempre que voltava a tirar sangue ou tomar vacinas, visitava um familiar no hospital e desmaiava também em situações de grande tensão, o que ainda piorou a situação. Vivia com a constante preocupação de me poder voltar a acontecer perante determinada situação. Os meus pensamentos todos dias se focavam, por mais de uma vez, nesse assunto, momentos em que ficava ainda mais ansioso ou preocupado. Fiz vários exames e os médicos nada diagnosticaram, disseram que poderia ser das alterações do corpo perante a puberdade, que era normal em certos jovens e afectava mais os rapazes.
Com o passar dos anos os desmaios ja n eram frequentes. Fui crescendo, mudando a minha forma de pensar e aprendendo a lidar com isso, mas nunca completamente. Há quatro anos fui acompanhado durante alguns meses por um psicologo que me ajudou bastante a superar esta fobia. Hoje já encaro essa situação com naturalidade. Sinto metade da ansiedade que sentia antes e já não desmaio ao tirar sangue. Mas o medo de desmaiar ainda está presente nessas situações e noutras do meu dia a dia, principalmente quando me sinto ansioso, quando não me apetece ir a um sítio ou estou num lugar em que não queria mesmo nada estar/ir, o que me provoca ainda mais ansioso. Embora nunca acabe por acontecer é muito desconfortável. Possivelmente associo equivocamente as sensações de ansiedade às de desmaio ou mau-estar, ou então, por serem as mesma sensações que sentia nos momentos antes dessas situações. A ansiedade pode provocar um desmaio?
Gostava que me desse a sua opinião. Saber o que posso fazer. Gostava de ter pela primeira vez uma resposta capaz de me explicar o que acontece comigo nestes momentos. Se é alarmante ou se são apenas sensações e pensamentos e está tudo bem comigo.
Anteciapadamente grato,
Cumprimentos.
A descrição do que lhe aconteceu no passado é realmente testemunho de como ao associarem-se dois estímulos se constrói uma resposta inadequada (mal-estar). A sua explicação e enquadramento, fazem todo o sentido, e acabou por lidar muito bem com a situação. É no entanto natural, que possa ainda ter uma preocupação ligeira em situações mais stressantes, o que o levam a pensar na possibilidade de poder vir a desmaiar. Mais, uma vez compreendeu bem a situação, sim de-se a uma associação que ficou vincada no passado.
O seu entendimento e compreensão da sua situação e desconforto está "correcta".
Sim, a ansiedade pode levar ao desmaio, o desmaio pode em determinadas situações funcionar como um mecanismo de defesa, é a forma que o organismo encontrou para evitar a "consciência" do desconforto, o qual é lido como uma ameaça para a pessoa. Miguel você foi "vitima" de um sistema de defesa com milhares de anos de evolução, que em si se manifestou muito provavelmente na forma de desmaio.
Aquilo que acabou por conseguir fazer chama-se de dessensibilização sistemática. Provavelmente beneficiará de perceber que na atualidade quando sente esse incómodo ou esse pensamento da possibilidade de poder vir a desmaiar, não passa de memórias do passado, nesse exato momento, actualize a sua crença, e sobreponha a informação, dizendo: "nada de mal me pode acontecer, eu não irei desmaiar, até porque já não sinto estar sobre a Ameaça, pelo que não tenho nada com que me preocupar. Até porque se em determinadas situações sentir alguns sintomas despoletados pela ansiedade, pode sempre "racionalizar" o que está a sentir no corpo e através por exemplo do relaxamento diminuir esses sintomas incómodos.
À partida se do ponto de vista médico, não lhe foi diagnosticado nenhum problema, afirmo a dizer que o que sente é despoletado por aquilo que pensa + o receio que tem de poder vir a acontecer algo embaraçoso. Não se passa nada consigo, a não ser que acredite que se passa!
Força
Abraço
Entretanto encontrei tecnicas de relaxamento, como o reiki em complemento com a psicologia e estou a ver melhoras...tanto na fobia social, como na ansiedade e no pÂnico!
Obrigada!
Vejo que fez muitas alterações na sua vida! Quando assim é não se deve evitar a procura de um profissional para que possa seguir um programa de tratamento.
Sim, o relaxamento é uma das técnicas que se utiliza para emparelhar com a terapia cognitivo comportamental. O relaxamento funciona como uma ferramenta que pode ter sempre à mão para reduzir os sintomas físicos provocados pela ansiedade. Mas requer algum treino e aplicação nas situações críticas.
Boas melhoras.
Abraço
Depois de ler a sua resposta ao comentario tive uma semana que nem pensava nisso, mas a 2 dias atras o meu pai faleceu de ataque cardiaco agora, tenho sempre a ideia que o que tenho sao principios de ataque cardiaco! e normal termos picadas no peito e no coracao? porque ja me disseram que e normal! i ja me disseram k um ataque cardiaco nao da assim com tanta frequencia como um ataque de ansiadade, porque ninguem aguenta tantos "principios de ataques cardiacos" desculpe a minha confusao com isto, tenho 19 anos e preocupo me se o que tenho e ataque cardiaco ou ataques de ansiadade! porque tdos os sintomas de ataque cardiaco eu sinto!
Obrigado pelo seu tempo!abraco!
Os meus sentimentos relativamente ao infortúnio que lhe bateu à porta.
Nada tem de ser necessariamente normal, mas sim por vezes podemos ter algumas picada na zona do coração (por vezes julgamos ser no coração e é nos músculos circundantes) Eu próprio por vezes sinto isso, mas como não problematizo, não fico preocupado. Sim, por certo não são principios de ataques cardíacos, serão sim manifestações físicas geradas por uma hipervigilância aos sinais do seu corpo. De qualquer forma, em caso de dúvida e para desconfirmar as suas suspeitas, pode sempre pedir ao seu médico para realizar exames de despiste.
Tente tranquilizar-se e desconfirmar os seus receios com afirmações racionais, do género: "Como ando preocupado que me aconteça algo, fico mais vigilante, é normal que sinta mais manifestações fisiológicas, mas não são prejudicais"
Abraço
mas com o tempo descubri que se me ocupo com algo ai desaparecem os simtomas, as vezes lá vou eu começar a desmontar o meu automovel para assim me abstrair.
quanto a relaxar já é dificil quando sinto falta de ar, o coração aos saltos, a cabeça que pareçe rebentar e uns tremores incriveis e a sensação que desta não escapo a um ataque cardiaco.
quando tomo medicação (outra dose de xanax) nesses ataques ao fim de uma hora sinto-me optimo outra vez...
a vida corre bem mas não entendo porque ainda continuo a ter ataques, principalmente quando me esqueço de tomar a medicação...
agora pergunto; será que o que tenho é o corpo que está viciado na substançia e cada vez tenho que tomar mais???
A questão de de pontualmente ter ataques de pânico e pontualmente piorar ou sentir-se mal, prende-se com o facto de nunca ter resolvido completamente o seu problema. As desordens de ansiedade e neste caso os ataques de pânico, seguem um padrão de condicionalismo, desenvolvem-se num mecanismo automático e inconsciente, devido a acontecimentos do passado e a algumas crenças desadequadas que provavelmente fazem com que ainda existam alguns gatilhos que accionem os ataques de pânico.
Relativamente à medicação, e ao facto de quando não toma ter ataques de pânico, pode não estar directamente relacionado com a retirada da medicação, mas por um conjunto de factores (saber que não tomou e entrar num estado de alerta) que faz accionar o medo e consequentemente os ataques.
Relativamente à dependência do fármaco (sim pode até certo ponto criar uma habituação e não propriamente um vício ou dependência). Até porque o Xanax não é o medicamento mais apropriado para o seu problema. Aconselhe-se melhor sobre o efeito desse fármaco para os ataques de pânico.
Abraço
Por aquilo que descreve provavelmente beneficiaria de ajuda profissional. Beneficiaria de um programa de desenvolvimento pessoal que incluisse a reestruturação de alguns pensamentos, crenças e forma de olhar a vida e a si mesma. Necessita de trabalhar na sua auto-estima, auto-confiança, imagem pessoal e um conjunto de habilidades sociais. Estas "coisas" levam o seu tempo e são complexas, necessitam de ser estruturadas e monotorizadas de forma a serem implementadas pouco a pouco para serem eficazes.
Normalmente o mau-estar não tem apenas uma causa e necessita de uma abordagem abrangente. O facto de reconhecer todas as coisas que descreveu já denota a consciência que tem daquilo que tem de melhorar e resolver. É importante procurar algum tipo de ajuda, nomeadamente continuar a ler e a informar-se de algumas formas de melhorar alguns dos seus estados.
Abraço
Abraço
A sua situação é bastante complexa, pelos anos em que se arrasta um conjunto de coisas. Tem uma situação de vida um pouco complicada o que faz com que se torne desvantajosa dado que tem de fazer muito esforço para conseguir levar as coisas para a frente.
Tente conversar com alguém de confiança. Tente perceber se existe algumas coisas que possa fazer para melhorar algumas situações, sendo que isso tem de estar de acordo com a forma como pretende continuar a viver.
A questão de ser mal tratada, é uma questão que deve ponderar e tentar arranjar uma solução que minimize esse problema. Certamente na área onde vive existem instituições que a podem ajudar, que a podem aconselhar a lidar com essas situações muito angustiantes e incapacitantes.
Espero que ganhe força para procurar ajudar. Coragem.
Abraço
mim abrir assim pessoalmente pra mim é complicado
estou tentando ver se consigo levar adiante o meu
casamento eu acho que esse é o ponto que mais mim
dói porque tento procurar apoio nele infelizmente
não tenho ele não se interessa no que penso ou se-
quer o que falo tenho certeza que ajuda de um pro-
fissional mim ajudará muito espero que torça por
mim e que em breve eu possa te dar boas noticias
um ABRAÇO.
Ana Paula
Espero que consiga encontrar informação que a possa ajudar. Sofrer anos a fio, com conhecimento que já existe nas área deste tipo de transtornos, é um mal desnecessário. Na actualidade é possível diminuir ou eliminar a grande maioria dos problemas que a atormentam.
Estou à disposição para qualquer esclarecimento ou ajuda.
Desejo de boa recuperação.
Abraço
Fico contente pelo reconhecimento do valor do blog, e consequentemente dos artigos:)
Espero que consiga encontrar aquilo que precisa para melhorar o seu bem-estar e a sua vida em geral
Estou disponível para esclarecer qualquer dúvida que tenha.
Sorte.
Abraço
Descobri este blog quando procurava informação sobre fobia social, e achei muito interessante este artigo, bem como todos os comentários efectuados por todos os participantes.
~Tenho um filho com 19 anos que sempre foi muito bom aluno, um bocado introvertido, acabou o 12º ano com 18 anos, vejo que ele é um rapaz que não tem amigos, practicamentenão sai de casa, não conseguiu entrar na faculdade, neste último ano não estuda nem tenta arranjar uma ocupação, não pratica nenhuma actividade desportiva porque é aborrecido, eu penso que ele não tem objectivos na vida, só está bem enfiado em casa, no sofá, quando lhe falo numa ocupação, parece que vê o diabo à frente, quando tento falar com ele acerca deste assunto, recusa-se a falar.
Sabe Miguel, já não sei o que fazer. Ontem à noite disse-lhe para ler uns artigos sobre fobia social, e que hoje iriamos falar acerca disso, leu um mas refugiou-se de imediato no quarto, e hoje até eu chegar deve de estar mal disposto com dores de barriga, que é o que acontece quando o pressiona para algo.
Diga-me o que posso fazer para o ajudar. Parabéns pelo artigo que é muito interessante.
Linda, não posso arriscar com nenhuma "solução" para o problema que está a viver com o seu filho. Acredito que deverá ter acontecido algo que o levou a desmobilizar-se das atividades e objetivos. No entanto, para saber isso e para que depois possa ser possível ajudá-lo é necessário que ele possa estar de acordo com a possibilidade de procurar ajuda. O que julgo ser necessário, com a idade (19anos) que tem é importante tentar resolver essa questão enquanto antes. Tente falar com ele e ponderar procurar ajuda profissional.
Sorte e coragem.
Abraço
Agradeço as suas palavras. Volte sempre:)
Abraço
Fico contente que tenha começado o tratamento e que isso a possa ajudar. É importante orientar-se por aquilo que quer (ser feliz), mas tem de especificar para si o que é ou que coisas gostaria de fazer para se sentir bem (que projectos tem, que coisas quer melhorar na sua vida, que sentimentos quer ter, como quer relacionar-se com os outros, etc.). Depois deve pensar nisso e mesmo sentido-se mal, ou com algumas dúvida deve permanecer motivada em fazer as coisas que agendou e que se propôs. Mantenha-se firme e não desista à primeira coisas que lhe corra mal, continue a fazer coisas que a façam sentir-se bem. As melhorias levam tempo a surtir efeito, e não será bom pensar que de um dia para o outro vai ficar melhor. Ficará certamente melhor, mas pouco a pouco. Voltar a trabalhar é sempre bom, o trabalho importante desde que esteja minimamente estabilizada emocionalmente.
Forte e convicção.
Abraço
Abraço
não consigo me sentir bem e pra piorar briguei com a familia do meu marido e estou sem reagir me sinto sem forças falei lá tudo que se passou no grupo terapeuta mais foi pior quanto mais falo dói e meu marido é contra me então eu decidir me separar dele mais estamos na mesma casa só que eu sei que se realmente acontecer a separação eu vou piorar eu não queria que ele fosse embora mais para continuar casada com ele eu tenho que aguentar minha sogra que não me aceita e todos os irmão que ela manipula contra me inclusive meu marido que não está falando comigo.quero reagir mais não consigo estou desapontada com tudo e com todos.mim orienta por favor obrigada mais uma vez.
A sua situação está complicada e complexa com muitas coisas a acontecerem ao mesmo.
Tem de pesar bem as duas possibilidades e perceber o que realmente quer para você. Só isso pode dar-lhe motivação para fazer coisas para mudar a sua situação. Enquanto não souber muito bem aquilo que pretende para a sua vida, vai continuar a sentir-se mal e isso faz com que vá perdendo a sua força de lutar.
Pense em algumas possibilidades e em algumas estratégias que possam dar certo, depois analise bem e faça um escolha.
Sorte, força e descernimento
Abraço
Por lapso só agora respondo.
Quer seja um problema físico ou psicológico, deverá começar por falar com os seus país e ponderarem ir a uma consulta médica para fazer um despiste de problemas físicos. Depois caso não se verifique problema nenhum na parte física, pondere marcar uma consulta com um psicólogo no sentido de melhorar a forma de lidar com os seus sintomas incómodos.
Abraço
O que descreve encaixa-se realmente num transtorno de ansiedade, muito provavelmente Transtorno de Pânico. E esses sintomas fazem parte dos critérios de diagnóstico para este transtorno. As técnicas de relaxamento e respiratórias podem aliviar bastante os sintomas de dormência e outras sensações físicas. Julgo poder beneficiar de um programa de tratamento estruturado por um profissional no sentido de perceber um conjunto de coisas que lhe estão a acontecer e aprender um conjunto de estratégias que possa utilizar em situações agudas.
Deverá fazer um despiste de outros problemas junto do seu médico. Caso não se confirme nenhum problema médico, pondere ajuda psicológica.
Abraço
bom, quando tenho discussões com meu namorado (que está a 1000km por incrivel que pareça) me sinto super incapaz, e me vem ataques de ansiedade que duram até eu sentir que está tudo bem. Mas isso já está me incomodando, me sinto refem dos meus sentimentos... já procurei ajuda com um psicologo, mas pouco adiantava pois era mais dificil eu ter meus momentos assim. Agora estamos terminados a uma semana, só que nessa semana inteira eu sinto esses sintomas horriveis, não consigo dormir direito, sinto aquela coisa horrivel no peito, não consigo respirar bem... o que você me indicaria? parece coisa idiota, mas às vezes tento enganar minha mente, e passa, mas logo volta... isso não pode ser normal! não é simplesmente medo ou tristeza! obrigada
Inevitavelmente perante um sentimento de perda ou insatisfação o nosso organismo reage, fazendo-se sentir no corpo através dos sintomas que descreveu, depois agregado a isso passam-nos determinados pensamentos na cabeça. Se o seu problema de base não está resolvido (relacionamento) é natural que isso faça disparar recorrentemente os tais sintomas. Este é um problema duplo, tem de tentar resolver o problema que a atormenta, da melhor forma possível e ao mesmo tempo não entrar em pânico por sentir as sensações desagradáveis, elas são normais dadas as circunstâncias.
O que pode fazer?
Para tentar deduzir os mau estar físico, pondere ler: http://www.escolapsicologia.com/ansiedade-mude-o-que-e-possivel-aceite-o-resto/
http://www.escolapsicologia.com/estrategias-para-aliviar-a-ansiedade/
Boa sorte e dedicação
Abraço
Obrigada por este artigo tão esclarecedor!Tenho ansiedade,depressão e fibromialgia,e tudo que vc falou eu realmente confirmo.Estou em tratamento com medicamentos e psicoterapia,mas os sintomas que sinto são muito difíceis de controlar.As vezes dá impressão que estou numa forte prisão complicada de sair.Porém,nunca quero desistir,embora tenha muitos momentos de desânimo e tristeza diante dos sofrimentos causados por estas patologias mentais e físicas.
Será que tendo tantas dificuldades psicológias, posso um dia cursar psicologia?
Os problemas relacionados com a depressão e ansiedade são por si mesmo intensos e perturbadores é natural que mesmo em tratamento, leve algum tempo para comece a sentir efeitos positivos.
Relativamente às dificuldades psicológicas que diz ter, provavelmente não serão impeditivo de cursar o que deseja.
Acredito que o tratamento a possa ajudar e consiga melhora totalmente os seus problemas psicológicos. A superação dos problemas psicológicos é possível, caso verifique que não está a ter melhorias significativas, pondere outras opiniões.
Sorte e persistência.
Abraço
Eu estou com problema que,fico com medo de falar em público, quando penso que tenho que falar meu coração começa a bater muito forte e começo a tremer muitoo muitoo mesmo..chega a doer otanto que bate,não sei o que fazer,isso só estar piorando...o que eu faço
Leia o nosso artigo:
http://www.escolapsicologia.com/medo-de-falar-em-publico-saiba-como-melhorar/
Abraço
Espero que o artigo e outros na área postados aqui no Blog possam ajudar a enfrentar o seu problema.
Com dedicação e persistência por certo o seu medo será ultrapassado.
Boa sorte,
Abraço
Um exemplo: uma vez olhei para uma faca e imaginei aquele objeto me ferindo. Me senti mal com a sensação. De vez em quando olho para o mesmo objeto e lembro do que já pensei de negativo. É estranho.
O que pode ser isso? TAG? A TCC pode ajudar?
Muito obrigado.
Aquilo que relata não tem necessariamente quer ser um transtorno, podem ter sido apenas acontecimentos isolados devido a um período de ansiedade mais agudo. De qualquer forma existem pensamentos e imagens que nós não podemos impedir que nos apareçam na mente, podem ser ativadas por estímulos sobre os quais não temos consciência. O que importa saber é que assim que esse pensamento lhe aparecer na mente, pode decidir não segui-lo (é apenas um pensamento), pode construir um outro mais capaz e que lhe sirva.
No entanto que esses pensamentos passarem a ser mais frequentes, deverá consultar um psicólogo de preferência que pratique a Terapia Cognitivo-comportamental.
Abraço
Eu sinceramente já não sei que tenho... ando a ser seguida por neurologista, mas o medo de doenças em mim ou em familiares não passa. Sinto falta de ar, não sou a mesma pessoa divertida que era. Passo tempos a consultar sites na net sempre a ver este e aquele sintoma. Passei, nestes ultimos 5 anos por situações dificeis que não quero relatar, mas agora já "nem a mim me aguento" e sinto que os outros também não!!!! Foi só um desabafo... Hoje estou especialmente em baixo e nem a medicação parece ajudar...
Beijos a todos
A melhoria é sempre possível quando nos alinhamos com essa possibilidade. Como está com ajuda profissional, não posso adiantar muito mais. Mas se não está contente com os resultados deve tentar outra abordagem o melhorar a que já está implementada.
As melhoras.
Abraço
Obrigada
Certamente essa medicação terá sido receitada pelo seu médico, é importante que se aconselhe com ele.
No caso de estar a ser afetada por problemas de ansiedade, a terapia cognitivo-comportamental é bastante eficaz.
Abraço
gostei muito de ler este artigo, achei bastante interessante porque realmente eu sou ums pessoa que vive em constante ansiedade com a vida, ansiedade quando vou a conduzir, ansiedade porque tenho medo de morrer, ansiedade porque penso que nao somos ninguem na vida, ansiedade de perder alguem querido...enfim um monte de perturbações que acho ter desde criança, medo de ficar sozinha em casa ou sem ninguem, é bom ver que muitas pessoas aqui se identificam comigo. Gostaria de saber se existe alguma tecnica para controlar a ansiedade porque já tentei controlar-me e nao consigo, inclusive quando estou no trabalho na loja e alguma pessoa que entra me perturbou com alguma pergunta inutil eu fico logo nervosa. Existe cura para esta doença? Já tomei antidepressivos e calmantes mas nada disso resulta. Beijos e obrigada :) .
Na verdade tentar controlar a ansiedade é algo que prejudica ainda mais a resposta ansiosa do organismo. A Ansiedade, tal como expliquei no artigo não é algo concreto, é sim, um conjunto de sintomas sentidos no organismo em resposta a uma avaliação feita, analisando estímulos ambientais (externos) ou estímulos pessoais (internos, pensamentos).
Para diminuir a resposta ansiosa, é importante aprender um conjunto de técnicas e igualmente entender a razão irracional que faz disparar esse conjunto de sintomas.
Leia: http://www.escolapsicologia.com/estrategias-para-aliviar-a-ansiedade/
Abraço
sou um pequeno empresário e com a crise instalada o meu negócio está com muitas dificuldades, já cheguei mesmo a pensar entrar em falência.
mas ao mesmo tempo sinto que pode ser possivel dar a volta ao negócio, e a pouco e pouco equilibrar a situação.
porém no dia-a-dia fico constantemente bloqueado, cheio de medo e dúvida e ás vezes acabo por não conseguir falar com clientes/fazer vendas e só desejo que o dia acabe para ir para casa.
penso constatemente nos problemas financeiros, nos credores, tribunais, se vou ter tudo penhorado... enfim, um filme de terror...
basicamente queria a sua opinião se há alguma medicação -sob vig medica claro - que pudesse tomar e alterasse o meu estado de espirito e diminuisse esta ansiedade?
é que quanto mais medo e bloqueado estou pior fica a minha situação, tenho noção disso... mas ás vezes parece q é mais forte do que eu... obrg
Sem dúvida que está a ser afetado por problemas comuns, mas bastante agudos e intensos, e as reações que sente no seu corpo (nervosismo) e mente (preocupação) é natural no quadro desesperante que está a enfrentar.
Sim, existe medicação para diminuir os sintomas de ansiedade provocados pela situação que descreveu, ainda que eu enquanto psicólogo não aconselho a não ser em casos extremos.
Informo-o que na atualidade, algumas pessoas que enfrentam situações idênticas á sua procuram aconselhamento de um psicólogo para ajudar e ensinar a lidar com a situação. são ensinadas estratégias práticas que pode aplicar no seu dia-a-dia.
Abraço
O texto foi muito esclarecedor. Sou atleta de esporte coletivo e individual mas não sou profissional.
Sou muito ansioso antes da competição e as vezes durante a competição me dá um branco e desconcentro. Miguel, tem algum exercício que posso fazer para melhorar minha ansiedade e concentração?
Obrigado pelo texto!!
Há cerca de 3 dias comecei a sentir-me ansioso q, penso eu, um familiar meu iria sofrer uma cirugia. E isto afectou-me, deixando-me ansioso. A partir do momento que soube que tudo tinha corrido bem, fiquei mais calmo. Contudo ainda me sinto agitado e tenho receio de ficar assim. Voltei a chorar há dois dias. Mas foi um caso isolado.
Será ansiedade? Reflexo da primeira crise?
Preciso de uma opinião...
Muito obrigado.
Aguardo por uma resposta.
Obrigado.
Espero conseguir algum tipo de resposta
achei essa matéria interessante enquanto procurava por esclarecimentos sobre o assunto.
Sinto tonturas há muito tempo já, mas agora de uma forma diferente, fora de controle, que me assusta muito. É meu carma. Médicos falam que é pânico ou ansiedade, mas, no entanto, fico com dúvidas às vezes, se só pânico deixa tão tonta assim. Tenho muito medo de desmaiar. Tudo me dá tontura e esse pensamento fica 24h por dia na cabeça. às vezes a crise é maior e nem consigo levantar da cama. Ao virar de um lado para o outro enquanto durmo, percebo a tontura forte. Quando ando sem onde me apoiar também (lugares abertos), junto com uma sensação de desmaio, gosto de ferro na boca, e tremores. Sei que meu medo é muito grande, mas está me atrapalhando demais, e por isso, gostaria de uma opinião de alguém que entenda esse lado (além do médico que aconselha).
Obrigada.
Parabéns pelo seu blog, pois está muito bem elaborado e acho que pode ajudar efectivamente as pessoas, sem recorrer a medicamentos.
Tive o meu primeiro ataque de pânico aos 18 anos quando comecei a namorar. Durante uns 10 anos sofria de depressões e ocasionalmente associadas a essas depressões voltava a ter oa ataques de pânico. Gradualmente e porque também sou professora de Yoga fui-me ajudando a mim mesma e cada vez fui tendo menos depressões, menos duráveis e menos intensas até praticamente desaparecem. Muito raramente me sinto deprimida e é muito menos intensa. Já há uns 10 anos ou mais que deixei de ter ataques de pânico, algumas situaçoes leves de ansiedade ocasionais. Julguei que já estava curada.
Uma situação de uma nova separação (pois sou divorciada) juntamente com uma débil situação finaceira ao ficar sózinha (a escolha foi minha de não querer continuar com o meu companheiro) levou-me a ficar um pouco deprimida e os ataques de pânico voltaram, neste último mês tive uns 2 ou 3 durante o dia, em todo o mês, mas durante a noite acordo com o coração acelerado e acordo muitas vezes, coisa que não era nada habitual em mim. Tenho melhorado com algumas sugestões suas que já conhecia, de qualquer forma as suas sugestões são muito boas e completam aquilo que já conheço e tem dado resultado. Durante o dia estou bem, deito-me bem, mas às vezes tenho dificuldade em adormecer e acordo 1 ou mais vezes inquieta. Tenho utilizado óleos essencias, alfazema, laranja, basílico, manjerona e por vezes Ylag-ylang, pois trabalhei com aromaterapia e acho que me tem ajudado. O que me aconselha mais? Vivo no Porto, fala numa terapia TCC. Há algum local que me possa aconselhar aqui no Porto?
Obrigada pela sua atenção. Cumprimentos.
Obrigado pelo seu testemunho. Monitorize a frequência dos ataques da pânico, se estes se intensificarem, pode precisar de fazer terapia cognitivo-comportamental. Não posso sugerir nenhuma clínica ou profissional, dado que não poderei responsabilizar-me pelos serviços prestados por terceiros. Informo no entanto que disponibilizo consulta de psicologia online aqui mesmo no blog: http://www.escolapsicologia.com/sessoes-online/ . Este serviço é tão eficaz como os serviços presenciais.
Abraço
No meu caso, sinto-me num estado receioso, principalmente quando se trata de relacionamentos; no começo dos mesmos é muito bom, um conhecendo o outro, mas depois há uma sensação de medo, uma sensação muito ruim e estranha de pensar sobre qual será o passo adiante, ou melhor, o que fazer para que ele continue a gostar de mim e não venha se afastar de mim decorrente aos meus pontos negativos. Acredito que estas sensações deve-se a um relacionamento passado, ou até mesmo a própria criação familiar sustentada no autoritarismo e palavras firmes, até ofensivas. O resultado passa a ser de total desgosto, uma vez que minha preocupação passa ser tanta que chego a perceber um pouco de chatice partindo de mim: sinto a necessidade de manter contato com aquela pessoa diariamente para que aquela pessoa não me esqueça e com isso, normalmente afasta-a;
Abraço!
Adoro ler os artigos.
É um turbilhão de sensações inexplicáveis e na sua maior parte das vezes, sem razão aparente. Sinceramente, é triste viver assim...
Me ajude pff
Olá Miguel,
Parabéns pelo artigo.
No entanto, não consegui identificar meus sintomas como medo e nem como ansiedade.
Porque tenho dificuldade para sair de casa, pode me ajudar entender isso?
Trabalho, pratico esportes, tenho uma vida familiar normal, pratico uma crença religiosa, mas volta e meia me deparo com essa dificuldade. Reluto bastante para conseguir sair de casa, e às vêzes deixo de cumprir alguns compromissos.
Desde já agradeço
Leia: http://www.escolapsicologia.com/compreender-o-incomodo-da-ansiedade-social/
Abraço
Muitíssimo interessante seu artigo, sofro muito de ânsiedade e isso tem sido muito dificil na minha vida, tem me atrapalhado bastante. Muitas vezes fico tonta, com o coração acelerado, achando que vou cair. E já fui a vários médicos, e meu diagnóstico foi realmente ansiedade. Ando praticando algumas dicas suas, e lendo alguns livros de auto ajuda e tenho me sentido melhor!
Muito obrigado, e Deus ilumine você por estar ajudando as pessoas a viverem com mais alegria.
Belo artigo.
Estou passando por uma situação muito ruim; sempre fui ansiosa, "medrosa", sempre tive muito medo de morrer, ou de que algo acontecesse com alguém que gosto muito. Mas esses receios jamais me fugiram do controle. Li que ansiedade e síndrome do pânico surgem muito em pessoas perfeccionistas, e me enquadro nesse adjetivo. Detesto não ter o controle de algo, de me sentir ameaçada. Esse ano, sofri um pequeno acidente de carro, fui levada ao hospital, mas não aconteceu nada grave. Voltei após uma semana à andar de automóvel, nada que me incomodou demais. Mas meus pensamentos não paravam de surgir. "E se acontecer de novo?", "E se eu sofrer um acidente pior?". Em setembro, tive o que considero ser uma crise de pânico, quando me encontrei numa situação no trânsito de muito stress. Quando parei, fiquei com a mão direita dormente, minha cabeça doía demais, e parecia que não conseguia pronunciar as palavras corretamente. No outro dia, pedi para minha mãe marcar consulta em um neurologista (esqueci de avisar, tenho 19 anos). Fui, me submeti à uma ressonância magnética do crânio - tive muito medo de ter sofrido algum AVC ou algo do gênero -, e quando o resultado saiu, fiquei mais aliviada, estava tudo bem. Mas depois de algumas semanas, comecei a ficar angustiada, com mil pensamentos ruins ocorrendo, numa espécie de alerta 24h. Um medo terrível de morrer. Comecei a me sentir cansada, choro mais de uma vez por dia, tento colocar na minha cabeça que não é nada, mas por vezes, o pensamento positivo faz efeito, mas dura pouco. Minha mãe me ajuda muito, faz tudo o que pode. Fui em um cardiologista clínico, fiz um eletrocardiograma no final de setembro - pois sentia (e ainda sinto) "dores no coração" -, e deu tudo normal. Ainda sim, me encontro mal. Tenho muito medo de sofrer um ataque cardíaco, qualquer coisa que sinto no meu corpo já acho que vai virar uma catástrofe, e vou me consultar com outro cardiologista. Será que meu primeiro eletro pode ter dado errado? Um segundo pode mudar tudo? Sei que muito dos meus pensamentos chegam à ser até "estúpidos", mas não consigo extraí-los. Marquei uma consulta numa psicóloga também, e espero muito melhorar, espero muito que esse medo não me esgote da maneira que está esgotando.
Novamente, parabéns pelo artigo.
Gostaria de agradecer mais uma vez, pois já comentei uns meses atrás a respeito da ansiedade aqui, e quero lhe dizer que continuo lendo e lendo seus artigos, pois eles me ajudam muito mesmo, mas meu objetivo aqui seria para lhe falar de uma nova conquista, a anos sofria com uma extrema ansiedade, e a partir do dia que conheci este site, obtive resultados inacreditáveis na minha vida, eu levo muito a sério seus artigos e minha ultima conquista foi um controle significativo da ejaculação precoce, pois sofria com este problema e seus artigos me ajudaram muito com isso, você não faz ideia de como eu fiquei feliz, e se você for mencionar algo sobre ejaculação precoce eu com certeza irei ler tudo o que você for falar, porque um dia eu pensei que nunca conseguiria controlar, hoje meu pensamento é bem diferente, não só neste quesito!
de a cerca de uns 2 anos para ca tenho tido ataques de ansiedade sem mais nem menos, a minha esposa diz que sou teimoso com as doenças, pois qualquer dor fico aflito ,aumenta o meu ritmo cardio treme me as maos etc..
durante a noite tinha espasmos e acordava com falta de ar e ritmo cardio acelerado.
deixei de ter esses ataques durante a noite.
agora as vezes de manha quando acordo para ir trabalhar fico com ansiedade e tambem durante o dia sem mais nem menos.
ja fui ao meu medico expliquei o que sentia e ele receitou me valdispert um medicamento natural a base de valeriana.
o que me faz acalmar ,mas nao quero me tornar um viciado em medicamentos.
sera que preciso de apoio psiquiatrico ou isto e so uma fase da vida que estou a passar.
e que isto tira-me a vontade de sair de casa nao sinto razoes para rir e me divertir.
algum concelho ? obrigado
Jogando uma simples partida de xadrez quando o jogo chega na sua etapa final e decisiva que todos os movimentos são emocionantes, meu estado emocional está um pouco afetado pela adrenalina mais nada que me faça sentir desconfortado, eu começo a ter meus movimentos bem trêmulos de uma forma que me deixa nervoso pelas outras pessoas poderem perceber isso sendo que 'para mim' não há nada demais, para meu corpo estar respondendo com esse movimento brusco e sem necessidade. O que eu faço? A ajuda de quem eu procuro? Agora fico meio com receio de fazer coisas que necessitem da minha coodernação motora por possíveis acontecimentos como esse, deixando bem claro que meu raciocinio continua frio e bem calmo mais meu corpo não responde da mesma forma, me ajuda obrigado.
Há alguns meses atraz..do nada comecei a me sentir muito mal..um dia meu coração acelerou tanto que pensei que ia morrer..ao mesmo tempo parecia que estavam me sufocando nao conseguia respirar..e minhas pernas tremiam...depois desse dia nao parou mais...fui a varios pronto socorros e ele me indicaram um psicolo e um cardiologista..
Fui no cardiologista mais ele disse que nao tenho nada..e que poderia ser sim algo psicologico.. Tomei uns medicamento naturais e consegui melhorar um pouco..mais de uns dias pra ca estou sentindo tudo de novo...sinto muito medo de morrer, ou de que algo acontecesse com alguém que gosto muito. Tenho a sensação a todo momento de que vou passar mal..fico tonta..principalmente quando tem luzes muito fortes ou brancas..voltei a tomar os remedios e parece que melhorei...mais eu queria para com esses pensamentos..as vezes choro muito..de tão cansada que eu fico de sentir tudo issu...e um problema que nao desejo a ninguem...amei o post...me ajudou muito, gostaria que me mandasse algumas dicas pra poder controlar um pouco esses sintomas. Desde ja, agradeço...
Gostei de ler o seu artigo!
Sou uma pessoa muito ansiosa desde pequena, ja tive depressão e ataques de panico. A depressão foi ultrapassada e os ataques de panico ja os consigo controlar. O que me incomoda de momento sao estas malditas tonturas que sinto... à dias em que as sinto o dia todo... mas a maior parte dos dias só as tenho a partir das 19h, será derivado ao stress?
Obrigado
Muito bom seus artigos!
Mas me diga uma coisa, quando se sabe que deve analisar seus pensamentos para observar suas reações, mas, seu cérebro não registra mais, pois durante muitos anos você fez esta análise e pensou positivamente após tais acontecimentos negativos, após se abalar é claro.Só que tenho a sensação que desisti,e meu corpo está respondendo com o acúmulo de peso,quando parece que tanto faz, como faço para reagir e fazer valer a pena novamente?
Eu tenho ansiedade,e isso começou aos 10 anos,época em que eu deixei de ser filha casula,e tambem época em que meus pais se separaram. No começo minhas crises eram extremas e eu desmaiava por qualquer motiva em que eu ficasse ansiosa,tomei remedio controlado por algum tempo e aos 17 anos ja estava mais controlada minhas crises. Hoje quando tenho momentos de muita ansiedade meu coração dispara e falta ar,mas depois é so respirar um pouco que passa. Sofro muito com isso,e são poucas as pessoas que entendem,infelizmente a familia nao entende isso.
Obrigada,seus posts me ajudam a entender melhor o qe eu sinto!
No meu caso eu ultimamente tenho tido vários distúrbios da ansiedade, pois em certos momentos do mês eu começo a ficar ansioso demais da conta o motivo da ansiedade é que fico com saudade e ansiedade de ver e estar com a pessoa que estou me relacionando assim fazendo com que eu a sufoque com minhas atitudes e invada o espaço dela.
Por outro lado eu tenho momentos de ansiedade quando tenho algum problemas pois fico tao preocupado com ele e ansioso pra resolver que esqueço de tudo que está a minha volta e tomo atitudes que não é da minha personalidade assim atingindo as pessoas que estão ao meu redor.
Não estou querendo mais isso e não estou sabendo com amenizar isso será que poderia me dar uma dica ?
MUITO OBRIGADO E UM ABRAÇO,E AGUARDO UM RETORNO.
MARCOS ANDRADE
Grato
Alberto
Há um certo tempo, quando era para eu ia viajar para cidade onde minha mãe mora para trabalhar, eu fiquei com muito medo, preocupado, não conseguia comer e nervoso do que poderia me acontecer pelo fato de ta longe da minha avó com quem eu sou acostumado a chamar de mãe e de trabalhar pela primeira vez. No dia eu acabei indo, mais não quis ficar lá porque eu tinha achado ruim a cidade e acabei voltando e nem tentei trabalhar lá. Hoje, surgiu a proposta de trabalhar de servente de obra em Curitiba( muito longe da minha cidade, moro no MA). Tipo, já é não outra semana que eu é pra mim ir com meus amigos, só que acho que estou com ansiedade, fico pensando se vou me acostumar em um serviço um pouco que pesado, se vou me acostumar a ficar longe da minha avó, mais também penso nas coisas boas do que eu posso comprar em tá ganhando um salário bom. Estou pensando em ir porque aqui na minha cidade não tem muitas oportunidades e é muito difícil a pessoa ter um início de um carreira aqui, a não ser começar em uma loja de roupa, sapatos, etc... e ganhando pouco.
obrigado
celso
grata
Acredito que tudo comecou quando eu parei de roer as unhas, eu fiquei mais agitada... Tenho medo toda hora de que algo ruim va acontecer comigo... Nso consigo dormit direito meus bracos doem, isso pode estar acontecendo pelo fato de eu ter parado de roer a unha,rapidamente ou pode ter algum outro motivo??? Sera de granfe ajuda sua,resposta...
tenho 35 anos e tive o meu 1º ataque de panico aos 27 anos de idade e desde ai a minha vida mudou completamente...passei a ser demasiadamente ansioso..pois o receio de voltar a passar pelo mesmo era deveras assustador e ainda o é !!! Já consultei especialistas...já tomei medicação..ja fui a uma psicologa (em verdade de nada serviu...foi pura fantochada)...ja deixei a medicação (claro com acompnhamento medico) a 3 anos atras e o que é certo é que sei que o meu corpo ja por si proprio provoca-me sensacoes desde dores no peito...quer enjoos...tonturas...cefaleias...sensação de falta de ar...etc ! Apesar de o saber não é facil...e é cansativo passar por isto practicamente todos os dias....ja aceitei este facto...e aprendi a viver com estas adversidades...mas como gostaria de tentar mudar esta situação e acreditar que é possivel reverter esta Ansiedade Generalizada gostaria de receber da sua parte conselhos ou orientações para poder melhorar a minha qualidade de vida e dos que muitos por ai (infelizmente) vivem este drama de anisedade e panico...
Agradeço desde ja a sua disponibilidade em ler este meu humilde testemunho!
Um bem haja a todos
Tenho 23 anos e desde dos 14 tenho pensamentos ruins e sempre que vejo, falo ou faço algo que na minha cabeça nao seja certo, tenho um sentimento de culpa e fico dias assim pensando que cometi erros e isso me deixa muito nervosa,tem vezes que minha pressao sobe e nao consigo fazer nada
Por exe: até mesmo algumas coisas que nao certas e vejo por acaso na internet coisas relacionadas a algo sexual, imagens, fotos,videos, dialogos etc
ou ate mesmo se alguém me conta alguma coisa pornografica ou me mostra algo, aí fico com aquilo na cabeça achando que nao deveria ter escutado, visto etc
e fico preocupada achando que fiz algo erraddo.
Por favor me responda. Obg!
Não sei se vai te ajudar, mas gostaria apenas de sintetizar uma coisa. Pense que todos nós temos nossos problemas e procure não se comparar com as outras pessoas. Você é único. Nós (me incluindo) precisamos apenas aprender a gostar do que somos, por pior que isso possa parecer e não termos medo de nos abrir com as pessoas. Ao mesmo tempo, vamos caminhando na busca para sermos melhores...
Abraço e fique em paz!
Sofro de muita ansiedade e com isso adquiri a Síndrome do Intestino Irritável, ou seja, qualquer preocupação e ansiedade estou eu lá no banheiro. Está sendo muito difícil para mim, pois parece que não consigo controlar minha ansiedade, ela é muito forte, tenho palpitações, suor nas mãos, e chego as vezes até chorar, ainda mais quando chegamos no período mestrual, que piora tudo. Qual a dica que poderia estar dando para controlar tudo isso, pois sinceramente é horrível parece até que vai me dar um " treco".
Aguardo a resposta
Obrigada
Carla Selmer
obrigado
depois de 1 ano com essas sensaçoes levava a vida bem .
Mas este ano me veio uma crise tão forte que não estou sabendo me controlar .
ela diz que Deus não existe ,tenho agunia de pronunciar palavras parece que nada existe .ai se eu fico pensando demais me dá uma pressão na cabeça e diarreia ...
nos primeiros meses mesmo na hora da crise tenho muito suor e medo de perder o controle ,tenho medo do futuro e de escutar essas vozes que me diz que nada existe ...agora estou me controlando mais .
Mas gostaria de saber mesmo se tudo isso que sinto é ansiedade .
Desde já muito obrigada
fica na Paz !
Olha sofro de ansiedade muito forte, sentindo todos aqueles sintomas que as pessoas costumam relatar... Tenho medo de tudo, inclusive de tomar os remédios que o dr prescreveu... Enfim, depois de muita insistência comecei a três dias tomar o pristiq (desvenlafaxina), estou tendo sintomas de insônia e uma pressão muito forte na cabeça, isso é normal?
Gostaria de saber se só com terapia eu não iria me curar? Pois detesto tomar remédios.. Por favor me ajuda. Obrigada. Ana Silvia
ansiedade e estou aprendendo a me controlar mais valeuuuu boa sorte p todos....
1°- Um bom Psiquiatra somente o é se for um bom Terapeuta. Aqui está o primeiro tópico. O psiquiatra, ou mesmo Psicólogo que se capaz de curar alguém deve se ser esquizofrênico. A cura vem a partir do momento em que o ser humano decide curar-se. Essa decisão pode levar dias, meses, anos, ou nunca optar pela cura. (Entenda cura como um estado de bem-estar aproximado ao que vou chamar de “Ser Humano Padrão Ideal”, apenas a título exemplificativo). Que momento é esse? Esse é o momento em que ele sai da defensiva total e arrisca-se no mundo, estado sujeito como qualquer outro a decepções, medos, fobias, baixo autoestima, enfim fatores negativos. Mas mesmo antes desse momento existe outro. Qual seria esse outro? Esse outro seria justamente atitudes necessárias para seu fortalesmento a arriscar-se no mundo. Esse começo se dá quando:
- Começa a fazer exercícios pode parecer bobo, mas se psiquiatra, psicólogo, Psicanalista, Terapeuta eu fosse seria meu primeiro foco. Canalizar suas energias para sair de casa e movimentar-se. Na prática, ao meu ver, o tratamento não é condicionado a essa prática. Existe o caso dos grandes deprimidos com muitas fobias, onde sair de casa já lhes dá medo. Seria o caso de iniciar exercícios em casa.
2°- Pelo que lí e assisti em vídeo a parte medicamentosa é posta em dúvida. Não existem evidências irrefutáveis para que se se possa dizer isso. Existem casos complicados e um discurso como esse para doentes diversos, pode leva-lo a suspender a medicação consequentemente ao suicídio; como a ter nova queda no tratamento. Creio que se houvesse maior harmonia entre Psicólogos, Psicanalistas, Psiquiatras e Terapeutas, todos ganhariam, principalmente que tanto necessita de ajuda. Questionamentos como esse na Internet, podem ser perigosos, além de acentuar uma disputa ridícula existente entre os que se formaram em Psiquiatria e os demais. Queira-se ou não, saindo da cabeça, essa pessoa assimilou conhecimentos que os demais profissional são impossíveis de os ter e que muito pode colaborar. Como dito e, agora reafirmo, não entendo existir um bom Psiquiatra se não existir na mesma pessoa um bom psicólogo. Não creio ser a crítica o caminho melhor a lhe dar com esse caso. Como és um excelente Psicólogo certamente leste Dale Carnegie, onde cita algo mágico: a crítica direta jamais é construtiva, é incapaz de fazer mudar pensamentos ou postura nas pessoas. Somente se acirram ânimos e discursões infrutíferas... pelo menos nesse momento. Sabe-se e estar comprovada a doença do Transtorno do Humor ou Transtorno Afetivo do humor, ou ainda Transtorno bipolar. Pessoas que navegam entre a euforia e depressão podem estragar suas vidas. Comumente essa pessoa não esse transtorno isoladamente, até porque a cabeça é um todo.
3°- Tentar negar efeitos benéficos de antidepressivos, Ansiolíticos ou anti-psicoticos em momentos de crise aguda é imoral e indecente; em um mundo que ainda se discute o preconceito em relação as doenças mentais o que está escrito e o vídeo feito pode influenciar negativamente a busca desse ser humano por ajuda. Não é pertinente aqui a defesa de que se menciona somente antidepressivos; o discurso torna-se perigoso pois, quem ler o aqui escrito é leigo e pode acentuar ainda mais seus problemas se esse suspender medicações, dependendo do quadro. Defender-se afirmando não abordar ou fazer ressalvas a crises agudas não tira, ao meu entender, como a Advogado, a possibilidade de ser acionado os responsáveis por danos posteriores à pessoa. Sou a favor da liberdade na Internet, mas parece que o ser humano não entende que o seu direito termina onde começa o do outro. Existem limites e, se há risco de morte e houve influência do texto exposto d forma não caricaturada, bem escrita e, porque não, bem fundamentada, abrindo possibilidades de debates, mas não perante que precisa de ajuda. Vocês são bons o suficiente para não necessitar fazer a crítica... Lembrar-se que a soma é sempre melhor é fundamental. União de forças.
Meu intuito foi o de tão somente colaborar, solicitando a vocês que repensem essa postura. Não há necessidade de conflitos. Parabéns pelos textos, pela estrutura do “Pensar” o ser humano, e pensem em diminuir o valor do livro, pois, para um mundo em crise financeira, esse não é acessível a todos. Porque não ter menor preço e vender bem mais? O lucro será o mesmo. Posturas como essa incentivam a humanidade a prosperar. Quanto a terapia on-line, estou ainda em formação de minha convicção, mas adianto-lhe não gostar do que vejo e do que acompanho, assim como dos resultados reais. Mas como dito, ainda não tenho definida minha convicção como tenho de que a desunião ou às críticas á Psiquiatria somente os diminuem, sendo todos muito talentosos, capacitados para ter de usar desse tipo de expediente. Peço, para o bem de todos, que reflitam, somente. Ser menos radical, mais flexível e compreensivo de que certas posições podem se tornar em tragédias.
Atenciosamente,
Rômulo Soares Albuquerque (Sou Advogado, não psiquiatra, o que ao meu ver aumenta a credibilidade do que expus).
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