A principal característica do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) é a preocupação excessiva. Todos nos preocupamos de alguma forma em algum ponto sobre algo das nossas vidas. No entanto, a preocupação sentida pelas pessoas que sofrem de TAG, está claramente fora de proporção em relação à probabilidade real ou impacto do evento temido. Os assunto sobre os quais a preocupação da pessoa se foca podem incluir a sua saúde, finanças, responsabilidades do trabalho, segurança dos filhos ou até mesmo estar atrasado para os compromissos. A preocupação é difícil de controlar e interfere com as tarefas em mãos. Independentemente do foco da preocupação, esse sentimento temeroso é sempre acompanhado por sintomas físicos, como dor devido à tensão muscular, dores de cabeça, micção frequente, dificuldade em engolir, “nó na garganta” ou resposta de sobressalto exagerada.
Você preocupa-se excessivamente com coisas que são improváveis de acontecer, ou sente-se tenso e ansioso durante todo o dia sem motivo real? Todos nós ficamos ansiosos, às vezes, mas se as suas preocupações e os seus medos são tão constantes que interferem com a sua capacidade de levar a sua vida para a frente, não conseguindo relaxar, você pode estar a ser afetado pelo transtorno de ansiedade generalizada (TAG).
O Transtorno de ansiedade generalizada (TAG) é mentalmente e fisicamente desgastante. Drena a sua energia mental, eventualmente impede-o de dormir e relaxar, colocando o seu corpo em estado de alerta. Mas você não tem de sofrer desesperadamente por causa disso. Você pode libertar-se da sua preocupação crónica e aprender a acalmar a sua mente ansiosa, assim como implementar um conjunto de estratégias que lhe permitem clarificar o seu pensamento e fazer avaliações mais assertivas relativamente às situações que requerem a sua atenção.

O QUE É O TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA?
Transtorno de ansiedade generalizada, é um transtorno de ansiedade comum que envolve nervosismo crónico, preocupação e tensão excessiva. Ao contrário de uma fobia, que o medo sentido está ligado a uma coisa ou situação específica, a ansiedade associada ao transtorno de ansiedade generalizada é difusa. Emerge um sentimento geral de medo ou inquietação que afeta a funcionalidade da vida. Essa ansiedade é menos intensa do que num ataque de pânico, mas muito mais duradoura, tornando a vida da pessoa muito difícil, dado que a pessoa fica num estado de hipervigilância.
Quando a pessoa sofre de transtorno de ansiedade generalizada, pode preocupar-se com as mesmas coisas que as outras. Questões de saúde, dinheiro, problemas familiares ou dificuldades no trabalho. Mas eleva essas preocupações para um nível estratosférico.
Exemplo: Um comentário descuidado de um colega de trabalho sobre a economia torna-se numa visão catastrófica eminente; um telefonema para um amigo que não é imediatamente atendido, gera-lhe a ansiedade extrema, transmitindo-lhe a ideia de que a relação está em apuros. Às vezes, apenas o pensamento de ter que esperar que o dia passe, produz ansiedade. Eventualmente encara as suas atividades com preocupação exagerada e tensão, mesmo quando há pouco ou nada que provoque essa preocupação.
Se você perceber que sua ansiedade é mais intensa do que a situação exige ou acredita que sua preocupação o protege de alguma maneira, o resultado final é o mesmo. Você não consegue desligar os seus pensamentos ansiosos. Eles continuam correndo na sua cabeça, numa repetição sem fim. A preocupação acompanha-o para todo lado, afetando o seu trabalho e relacionamento com os outros.
As seguintes afirmações são familiares?
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“Eu não consigo fazer parar a minha mente … ela está-me deixando louco!”
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“Está ficando tarde, ele já deveria estar aqui há 20 minutos! Oh meu Deus, ele deve ter tido um acidente! “
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“Eu não consigo dormir, só sinto medo … e não sei porquê!”
DIFERENÇA ENTRE PREOCUPAÇÃO “NORMAL” E (TAG)
As preocupações, dúvidas e medos são uma parte normal da vida. É natural ficarmos ansiosos sobre nosso próximo teste ou preocupar-nos com as finanças após termos recebido contas inesperadas para pagar. A diferença entre procupação ”normal” e transtorno de ansiedade generalizada, é que a preocupação envolvida no TAG é:
- Excessiva
- Intrusiva
- Persistente
- Debilitante
Por exemplo, depois de assistir a uma reportagem sobre um atentado terrorista no Médio Oriente, a pessoa comum pode sentir uma sensação temporária de desconforto e preocupação. Mas, se você tem transtorno de ansiedade generalizada, provavelmente, você pode acordar durante a noite, e em seguida, continuar preocupado durante vários dias sobre um cenário idêntico que possa ocorrer no local onde vive.
PREOCUPAÇÃO “NORMAL VS TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA

SINAIS E SINTOMAS DO TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA
Os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada (TAG) flutuar. Nem todas as pessoas que têm transtorno de ansiedade generalizada possuem os mesmos sintomas. Mas a maioria das pessoas pode experimentar uma combinação de um número de sintomas, emocionais, comportamentais e físicos.
Sintomas emocionais de transtorno de ansiedade generalizada:
- Preocupações constantes correndo na sua cabeça
- Sente-se como se a sua ansiedade fosse incontrolável, não há nada que você possa fazer para parar de preocupar-se
- Pensamentos intrusivos sobre coisas que fazem você sentir-se ansioso; tenta evitar pensar sobre eles, mas não consegue deixar de pensar.
- Uma incapacidade de tolerar a incerteza; você tem uma necessidade enorme de saber o que vai acontecer no futuro
- Um sentimento generalizado de apreensão ou temor
Sintomas comportamentais de transtorno de ansiedade generalizada:
- Incapacidade de relaxar, desfrutar de momentos de quietude, ou ser você mesmo
- Dificuldade de concentração ou com foco nas coisas
- Dificuldade em expressar-se, porque sente-se oprimido
- Evita situações que fazem sentir-se ansioso
Sintomas físicos do transtorno de ansiedade generalizada:
- Sensações de tensão, rigidez muscular ou dores no corpo
- Tem problemas para adormecer ou manter o sono porque a sua mente fica muito ativa
- Sentimento de inquietação
- Problemas de estômago, náuseas, diarreia,
Dicas para superação do Transtorno de Ansiedade Generalizada:
DICA 1: MUDE A INTERPRETAÇÃO DAS SUAS PREOCUPAÇÕES
O sintoma principal do transtorno de ansiedade generalizada é a preocupação crónica. É importante entender o que alimenta a sua preocupação, desde as suas crenças, medos, receios, sentimentos e pensamentos negativos. Você pode sentir como se as suas preocupações viessem de fora, de outras pessoas, dos eventos, ou situações difíceis que você está enfrentando. Mas, de fato, a preocupação é auto-gerada. Certamente o gatilho vem de fora, mas depois a forma como pensa acerca do assunto e o diálogo interno (usualmente negativo) que mantém consigo é o responsável pelo disparo da sua própria ansiedade para níveis intoleráveis.
Para aprofundar este assunto, leia: Abandone a negatividade, acabe com o diálogo auto-crítico
Quando você está excessivamente preocupado, começa a falar para si mesmo sobre coisas das quais tem medo, ou situações negativas que podem vir a acontecer. A sua mente é invadida por variadíssimos cenários sobre a situação temida, e de todas as formas que você acha que podia lidar com isso. Na verdade, você está tentando resolver os problemas que ainda não aconteceram, ou pior, simplesmente fica obcecado pelos piores cenários possíveis (criados por si mesmo).
Toda essa preocupação pode dar-lhe a impressão de que você está a proteger-se, preparando-se para o pior cenário, ou evitar situações ruins. Pura ilusão. Na grande maioria das vezes a preocupação é improdutiva, esgota a sua energia mental e emocional, sem surtir em qualquer resolução de problemas concretos, estratégias ou ações.
Para aprofundar este assunto, leia: Abandone a preocupação, passe à ação
Como distinguir entre a preocupação produtiva e improdutiva? Se você está altamente focado nos cenários “e se isto acontecer…?” a sua preocupação é improdutiva. Assim que você deixar de acreditar que a sua preocupação de alguma forma pode ajudá-lo, você deu o primeiro passo para começar a lidar com as suas preocupações e ansiedade de forma mais produtiva. Isto tem necessariamente de envolver a estratégia de desafiar os seus pensamentos irracionais e preocupantes, aprendendo a adiar a preocupação, e a aceitar a incerteza na sua vida.
Você tem muitos medos e pensamentos do género: “e se isto acontecer…?” e estes assumiram o comando da sua vida? A sua preocupação está fora de controle? A boa notícia é que os problemas associados à preocupação crónica e excessiva são um hábito mental que você pode aprender a quebrar. Você pode ensinar-se a si mesmo a manter a calma e olhar para os seus medos de uma perspectiva mais equilibrada.
Para aprofundar este assunto, leia: Como quebrar o terrível hábito da preocupação
DICA 2: PRATICAR TÉCNICAS DE RELAXAMENTO
A ansiedade é mais do que apenas um sentimento. É uma resposta do nosso organismo que se expressa num comportamento de “lutar ou fugir”, por outras palavras, é uma reação a uma ameaça percebida (na grande maioria das vezes imaginada, não correspondendo à realidade). O seu coração bate rápido, você respira de forma apressada, os seus músculos ficam tensos, e pode até sentir-se com perda de equilíbrio e confuso.
Mas, existe um antídoto para a diminuição rápida destes sintomas angustiantes, que é a prática do relaxamento. O relaxamento e a ansiedade são sensações físicas opostas, não podendo acontecer ao mesmo tempo. Seguem a regra da incompatibilidade entre estes dois estados. Você ou está ansioso ou relaxado. Num estado de relaxamento a sua frequência cardíaca diminui, a respiração torna-se mais lenta e mais profunda, os músculos relaxam, e a pressão arterial estabiliza. O relaxamento é uma prática de grande eficácia para aliviar a ansiedade.
A saber: Se você sofre de transtorno de ansiedade generalizada, as técnicas de relaxamento, como relaxamento muscular progressivo, respiração profunda e meditação podem ajudá-lo a relaxar.
A chave é a prática regular. Tente reservar pelo menos 30 minutos por dia. Assim que você aprender bem e reforçar a sua capacidade de relaxar, o seu sistema nervoso vai tornar-se menos reativo e estará menos vulnerável à ansiedade e stress. Com o tempo e aperfeiçoamento, a resposta de relaxamento será mais facilmente atingida, até que passa a ser algo natural e aplicado por si mesmo a qualquer momento e em qualquer situação, sempre que deseje.
Relaxamento muscular progressivo. Quando a ansiedade e a preocupação extrema toma conta de você, o relaxamento muscular progressivo pode ajudá-lo a liberar a tensão muscular e ter um “time out” das suas preocupações. A técnica envolve sistematicamente enrijecer (contrair os músculos) e, em seguida, soltar (descontrair) diferentes grupos musculares no seu corpo. Quando o seu corpo relaxa, a sua mente acalma. Existem muitas técnicas de relaxamento que podem ajudar a diminuir a preocupação e a ansiedade
Exemplo breve: Este exercício é uma versão abreviada do relaxamento muscular progressivo de Jacobson que, normalmente, ensino aos meus clientes. Deve fazê-lo sentado, mas sempre com o cuidado de ter a cabeça bem apoiada, ficando numa posição confortável. Execute os movimentos com suavidade, sem força excessiva e desnecessária. Á medida que vai executando os movimentos é importante centrar a sua atenção na zona do corpo que está a trabalhar, limitando-se a observar as sensações físicas nessa zona:
- Feche as mãos com força. Mantenha a pressão durante cerca de 10 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona. Em seguida relaxe e mantenha cerca de 15 a 20 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona.
- Faça força em ambos os dois braços, contraindo os bícipes. Mantenha a pressão durante 10 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona. Relaxe e mantenha 15 a 20 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona.
- Contraia os músculos da testa, levantando o sobrolho o máximo que conseguir. Mantenha 10 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona. Relaxe e mantenha 15 a 20 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona.
- Contraia os músculos à volta dos olhos, fechando-os com muita força. Mantenha 10 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona. Relaxe e mantenha 15 a 20 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona.
- Contraia os músculos do pescoço, inclinando, suavemente, a cabeça para trás, como se quisesse tocar nas costas com a cabeça. Mantenha 10 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona. Relaxe e mantenha 15 a 20 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona. Repita, se necessário.
- Contraia os músculos dos ombros, levantando-os como se quisesse que tocassem nas orelhas. Mantenha 10 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona. Relaxe e mantenha 15 a 20 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona.
- Contraia os músculos à volta das omoplatas, puxando os ombros para trás, como se quisesse que as omoplatas se tocassem. Mantenha 10 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona. Relaxe e mantenha 15 a 20 segundos, dirigindo a sua atenção para essa zona.
Para aprofundar o assunto, leia: 10 técnicas poderosas de relaxamento
Respiração profunda. Quando você está ansioso, você respira mais rápido. Esta hiperventilação causa sintomas como falta de ar, tonturas, vertigens, formigueiro nas mãos e pés. Estes sintomas físicos são assustadoras, aumentando ainda mais a ansiedade e pânico. Mas com a prática da respiração profunda a partir do diafragma, você pode reverter esses sintomas e acalmar-se.
Exemplo breve:
- Encha os pulmões devagar, usando os músculos do peito. Conserve o ar nos pulmões durante 6-8 segundos.
- Agora faça sair o ar lentamente, usando também os músculos do tórax… sustenha a respiração durante 6-8 segundos.
- Note a sensação agradável do ar a ser expelido.
- Agora encha devagar o peito, usando os músculos do estômago para empurrar o ar para cima. Esvazie lentamente o ar dos pulmões, contraindo o abdómen, para levar o diafragma para baixo. Esteja atento às sensações provocadas pelo movimentos alternados. Note como essa cadência pode ser relaxante.
- Respire cada vez mais fundo, e pausadamente. Leve o tempo que for necessário para respirar profundamente. Note as sensações de calma e tranquilidade, quando respira fundo, enchendo bem o peito de ar…, e quando expira, fazendo sair o ar continuamente.
Meditação. Muitos tipos de meditação são utilizados para reduzir a ansiedade. A meditação mindfulness, em particular, tem-se mostrado promissora para o alívio da ansiedade. A pesquisa mostra que a meditação mindfulness pode realmente mudar a estrutura funcional do cérebro. Com a prática regular, a meditação aumenta a atividade do lado esquerdo do córtex pré-frontal, área do cérebro responsável pela sensação de serenidade, alegria e clareza de pensamento.
DICA 3: APRENDER A ACALMAR-SE RAPIDAMENTE
Muitas pessoas com transtorno de ansiedade generalizada, nos momentos críticos não sabem como acalmar-se e tranquilizarem-se. Mas é uma técnica simples, fácil de aprender, e isso pode fazer uma diferença drástica na redução e controle dos seus sintomas incómodos da ansiedade.
Tal como já referi nas técnicas de relaxamento, e no caso de praticá-las até chegar ao ponto que consegue utilizá-las de forma eficaz sempre que julgue serem úteis, pode ainda associar outras técnicas ou métodos complementares. Esses métodos contêm em si a utilização dos sentidos: visão, audição, olfato, paladar e tato. Em determinadas circunstâncias e depois de utilizar o relaxamento e estar física e mentalmente mais calmo, faça uso de auto-sugestões quando começa a sentir os gatilhos que fazem disparar a sua preocupação desmedida. Como por exemplo:
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Visão. Olhe para algo aprazível. Vá a um museu de arte. Caminhe por uma zona tranquila e bonita. Veja as suas fotos preferidas ou consulte um livro com imagens interessantes.
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Audição. Ouça uma música suave e relaxante. Aprecie os sons da natureza: pássaros cantando, ondas do mar quebrando na praia, sussurro do vento através das árvores.
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Cheiro. Acenda velas perfumadas. Cheire as flores num jardim. Respire o ar puro e fresco. Cheire o seu pergume favorito.
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Paladar. Cozinhe uma refeição deliciosa. Lentamente, coma um doce preferido, saboreando cada mordida. Desfrute de uma chávena de chá.
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Tato. Acaricie o seu cão ou gato. Tome um banho quente de espuma . Envolva-se num cobertor macio. Sente-se na rua sentido a brisa fresca. Faça uma massagem.
Não deixe de fazer algumas destas sugestões, por achar que não lhe resolvem o seu problema. Na verdade, a intenção destas técnicas ou métodos não é resolver o seu problema na causa. É sim, permitir que pouco a pouco fique ciente que possui em si a capacidade para diminuir os seus sintomas físicos desagradáveis gerados pelo excesso de pensamentos de preocupação.
PARA LIDAR MELHOR COM A ANSIEDADE LEMBRE-SE DE ALGUNS PONTOS:
A – Aceitar a ansiedade. Não lute contra ela. A chave para a mudança de um estado de ansiedade é aceitá-la plenamente. Foque-se no presente e aceite a sua ansiedade, com a aplicação de algumas das estratégias anteriores certamente irá diminuir. Substitua a sua rejeição, raiva e ódio pela aceitação. Ao resistir, você irá prolongar o desconforto sentido. Em vez disso, sinta-a sem fazer disso um problema. Não julgue que você pensa, sente e age devido à sua ansiedade, nada podia estar mais errado. A sua ansiedade é uma consequência dos seus pensamentos, forma de agir e crenças.
B - Observe a sua ansiedade. Observe-a sem julgamento. Olhe para a sua ansiedade como algo que nem é bom, nem é ruim. Avalie numa escala de (0 a 10) e observe se sobe ou desce quando você acciona algumas das estratégias anteriormente explicadas. Lembre-se, você não é a sua ansiedade. Quanto mais você se separar da sua experiência sentida, mais você consegue colocar-se numa posição de observador, sem ficar amedrontado pelas suas sensações físicas. Neste estado de observador, fica mais capacitado para aplicar as estratégias funcionais e redutoras da ansiedade e preocupação.
C – Aja mesmo sentido a ansiedade. Aja como se você não estivesse ansioso. Faça o que tem a fazer, mesmo sentido-se ansioso. Enfrente a situação, mesmo que esta lhe cause alguma ansiedade. Respire lentamente e normalmente e execute. Se você não fizer aquilo que deveria fazer, e afastar-se, irá sentir-se menos ansioso, mas o seu medo irá aumentar. Se você enfrentar o que lhe provoca receio, tanto a sua ansiedade como o seu medo irão diminuir.
D – Repita os passos. Continue a aceitar a sua ansiedade, observe-a, e faça as coisas que tem a fazer mesmo que se sinta ansioso. Isto permite, que a sua ansiedade desça para um nível confortável. Vá repetindo estas três etapas: aceitação, observação, e ação sentido a ansiedade.
E – Espere o melhor. O que você mais teme, provavelmente pode constatar que raramente acontece. Reconheça que para qualquer pessoa sentir uma certa quantidade de ansiedade é normal. Se aceitar que no futuro é natural e normal vir a sentir uma determinada intensidade de ansiedade, ficará melhor preparado para lidar com as sensações desagradáveis.

DICA 4: CONECTE-SE COM OS OUTROS
O transtorno de ansiedade generalizada pode piorar quando você se sente impotente e sozinho. A ligação aos outros é importante no sentido de sentir-se mais apoiado e seguro, diminuindo o sentimento de vulnerabilidade. Por exemplo, a ansiedade e a constante preocupação com os seus relacionamentos próximos podem deixá-lo sentir-se carente e inseguro. Talvez você tenha tendência para prestar demasiada atenção para o que as pessoas dizem ou assumir o pior, quando um amigo ou parceiro não responde da maneira que você esperava. Como resultado, você pode precisar que os outros lhe transmitam muita confiança tranquilidade, e se não der isso como garantido pode ter tendência para tornar-se paranóico e desconfiado. Essas coisas podem colocar uma pressão enorme nos seus relacionamentos.
Para que seja mais fácil reforçar os laços com os outros e certificar-se que o faz de forma saudável, leve em consideração o seguinte:
- Identificar padrões de relacionamento tóxico. Pense sobre as maneiras que você tende a agir quando está sentindo-se ansioso acerca de um relacionamento. Você testa o seu parceiro? Retira-se antecipadamente? Faz acusações desmedidas? Tornar-se pegajoso? Uma vez que você fique ciente de quaisquer padrões de ansiedade que dirigem o relacionamento, pode procurar por melhores formas de lidar com todos os seus medos e inseguranças que está sentindo.
- Construa um sistema de apoio forte. Todos nós somos seres sociais. Nós não fomos feitos para viver em isolamento. Conectar-se com os outros é vital para a sua saúde emocional. Um forte sistema de apoio não significa, necessariamente, uma vasta rede de amigos. Não subestime o benefício de algumas pessoas que você pode confiar e contar para estar lá para você quando necessário.
- Quando as suas preocupações começam a disparar, procure o suporte de alguém próximo. Se você começar a sentir-se oprimido e angustiado com a ansiedade, procure um membro da família ou amigo de confiança. Fale e desabafe com as pessoas da sua confiança. A família ou o parceiro são a sua primeira linha de apoio, procure aproximar-se deles e comunicar eficazmente as suas preocupações. É útil trocar opiniões com alguém acerca das suas preocupações, isso pode dar-lhe uma perspectiva equilibrada e objetiva.
- Saiba quem deve evitar quando você estiver a sentir-se ansioso. Lembre-se que há uma boa chance de que sua tendência ansiosos acerca do modo como olha a vida seja algo que pode ter aprendido na sua infância e adolescência. Por exemplo, Se sua mãe se preocupava de forma excessiva, ela não é a melhor pessoa para você pedir ajuda quando estiver a sentir-se ansioso. Quando quiser recorrer a alguém, leve em consideração se você tende a sentir-se melhor ou pior depois de falar sobre o problema com essa pessoa .
Um estilo de vida saudável e equilibrada, desempenha um grande papel na redução dos sintomas de transtorno de ansiedade generalizada. Em seguida apresento um conjunto de hábitos de vida que promovem a capacidade de lidar com a ansiedade e preocupação crónica:
ADOTE HÁBITOS ALIMENTARES SAUDÁVEIS
Comece bem o seu dia tomando o pequeno almoço, e continue com pequenas refeições ao longo do dia. Se ficar muito tempo sem comer corre o risco dos níveis de açúcar no sangue baixarem, o que pode fazer você sentir-se ansioso e irritável. Coma em abundância hidratos de carbono, como cereais integrais, frutas e legumes. Os hidratos de carbono ajudam a estabilizar os níveis de açúcar no sangue, e também aumentam a serotonina, um neurotransmissor com efeitos calmantes. Reduza a ingestão de cafeína e açúcar. A cafeína pode aumentar a ansiedade, interferir com o sono, e até mesmo provocar ataques de pânico. Reduza a quantidade de açúcar refinado.
EXERCITE-SE REGULARMENTE
O exercício físico é um redutor natural e eficaz para aliviar a ansiedade. Para obter o máximo de resultados na melhoria do transtorno de ansiedade generalizada, é importante praticar pelo menos 30 minutos de atividade aeróbica na maioria dos dias. O exercício aeróbico alivia a tensão e stress, aumenta a energia física e mental, e melhora o bem-estar através da libertação de endorfinas (químicos que nos fazem sentir bem).
Para aprofundar o assunto, leia:
EVITE O ÁLCOOL E NICOTINA
O álcool pode temporariamente reduzir a ansiedade e a preocupação, no entanto pode exacerbar ainda mais os sintomas de ansiedade, quando o seu efeito desaparece. Usar o álcool para aliviar os sintomas do transtorno de ansiedade generalizada pode levar ao abuso de álcool e dependência. Fumar quando você está a sentir-se ansioso também é uma má ideia. Embora possa parecer que os cigarros são calmantes, a nicotina é realmente um poderoso estimulante. Fumar aumenta os níveis de exictação, aumentando a ansiedade.
DURMA O SUFICIENTE
A ansiedade e a preocupação excessiva podem causar insónia. Qualquer pessoa que tenha a sua mente ativa num assunto preocupante, certamente terá dificuldade em adormecer. Mas a falta de sono pode também contribuir para a ansiedade. Quando você está privado de sono, a sua capacidade de lidar com o stress fica comprometida. Quando você tem um sono restaurador, é muito mais fácil manter o seu equilíbrio emocional, um fator chave para lidar com a ansiedade e parar de se preocupar.
Para aprofundar o assunto, leia: 6 Dicas para melhorar os seus problemas de insónia
QUANDO DEVE PROCURAR AJUDA PROFISSIONAL?
A aprendizagem e implementação de estratégias de auto-ajuda são suficientes para muitas pessoas com transtorno de ansiedade generalizada melhorarem. No entanto, exitem muitas outras pessoas (dependendo do estado avançado do problema) que necessitam de terapia psicológica adicional e suporte para resolverem o problema.
Se você não consegue diminuir as suas preocupações e medos, apesar de tentar as dicas de auto-ajuda, pode ser hora de procurar ajuda profissional. Mas lembre-se que o tratamento profissional não substitui a auto-ajuda e a persistência. A ajuda profissional e a sua dedicação, aumentam a probabilidade na resolução do seu problema.
É REALMENTE UM TRANSTORNO DE ANSIEDADE GENERALIZADA?
Para obter um diagnóstico preciso e tratamento adequado, é melhor consultar um profissional de saúde mental, como um psicólogo ou psiquiatra. O transtorno de ansiedade generalizada é muitas vezes acompanhado por outros problemas, como a depressão, abuso de substâncias, ataques de pânico, fobia social e outros transtornos de ansiedade. Para o tratamento ter sucesso, é importante obter ajuda para todos os problemas que você está enfrentando.
Abraço






















Gideon Marinho Gonçalves
Mais um excelente artigo que dá prazer de ler…
Miguel Lucas
Olá Gideon, obrigado pelo comentário
Fico esperançado que o artigo possa ser útil.
Abraço
Bruno Rodrigues
Há muito tempo que lido com muitas pessoas diariamente, e praticamente todos os dias conheço pessoas novas, e sinto que realmente as pessoas se preocupam de mais com coisas que não se deviam preocupar.
Muitas pessoas envelhecem e e ficam doentes por estarem sempre tão preocupadas com tantas coisas.
Por vezes até com coisas tão simples como o Tempo!
Adorei os concelhos que deu para ajudar essas pessoas.
Miguel Lucas
Olá Bruno, obrigado pelo comentário
Sem dúvida que hoje em dia as preocupações são muitas, e todos nós corremos risco de preencher demasiado a nossa mente, com coisas que não têm sentido. Mas, por vezes uma vez caindo nessa rede de preocupação excessiva, ela passa a comandar a atenção da pessoa de um forma automática. A partir daqui é necessário uma abordagem especializada para que a pessoa aprenda como libertar-se saudavelmente das preocupações desmedidas.
Abraço
Paulo
Obrigado por mais este excelente artigo. Penso que a maioria das pessoas sofrem ou já sofreram de alguma dose de ansiedade.
Miguel, há um assunto que penso, ainda não abordou neste blogue, Déficit de Atenção em adultos e crianças. Eu falo por mim, os seus artigos podem fazer autênticos milagres em pessoas sem DDA, mas no meu caso, enquanto o “Diabo esfrega um olho”, eu estou noutra. Ou seja, como posso concentrar-me em ter sucesso se estou quase constantemente a distrair-me? Como deve calcular, tenho que apontar as minhas tarefas no telemóvel, com lembranças, senão… Não é por falta de memória, mas sim de dispersão. Por exemplo, quando leio um livro, tenho que ler a mesma página duas vezes, mas quando a leitura me agrada bastante, eu até consigo ficar super-focado. A coisa agrava-se porque o meu filho também é como eu, mas ele tem a vantagem de eu entendê-lo e ensino-lhe truques para concretizar as suas tarefas.
Em tempos tive uma depressão acentuada, fui a um psiquiatra e ele quase me matou, agora fujo de médicos como o “Diabo foge da cruz”.
Miguel Lucas
Olá Paulo, obrigado pelo comentário.
Sim, ainda não abordei o tema do défice de atenção. Provavelmente em breve escreverei um artigo sobre o assunto. Tenho uma opinião muito particular relativamente a esta temática, dado que acredito que grande parte dos diagnósticos não correspondem aos critérios para défice de atenção.
Existem estratégias e técnicas para disciplinar a atenção e a sua permanência no assunto pretendido.
Em breve abordarei o assunto. Obrigado pela sua dica.
Abraço
Renato
Durante esses anos, entre estudos e correr atrás de informações referente ao meu estado, Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG) foi a resposta deste post, a palavra certa.
Me identifiquei com o texto, e com as dicas, e a proposta apresentadas.
Até então fui medicado com Cloridrato de Fluoxetina 20 durante esses anos.
Acredito Miguel, que o estado de ansiedade, ou a falsa impressão que os médicos tinham de eu estar depressivo, é que não houve o diagnóstico correto, confesso que as dicas apresentadas nesse post, poucas, ou quase nada estava seguindo,os hábitos alimentares, sobre exercitar-se regularmente, a importância de dormir bem.
Mas sim, sofro de ansiedade, e gostaria de saber, além dos exercícios e a técnica de relaxamento, há medicamentos específicos para (TAG). Na fase inicial o medicamento seria necessário?
Agradeço
Miguel Lucas
Olá Renato, obrigado pelo comentário.
Fico esperançado que algumas das dicas apresentadas no artigo lhe possam ser úteis.
Sim, existem medicamentos para o “suposto” tratamento da TAG. No entanto, a TAG não é algo isolado dos acontecimentos de vida, e mesmo com medicação o tratamento será sempre mais eficaz quando paralelamente se aplica terapia psicológica. A terapia psicológica com base na terapia cognitivo-comportamental pode ensinar-lhe a lidar com as suas dificuldades do dia a dia.
A toma de medicação é sempre uma opção, dependendo do diagnóstico e da gravidade ou estado do problema.
Abraço
Rodrigo Leal
Olá mano li seu texto e gostei muito, pois tenho quase certeza de que estou com essa doença, quando começou tomei clonazepam que fez parar os sintomas, mas ao final da cartela comecei a me preocupar demais e os sintomas voltaram, não sei o que devo fazer meus pensamentos estão girando em torno desse problema 24H, juntamente com medos de ter uma vida limitada a esse problema e não conseguir realizar meus sonhos, preferia mil vezes ter SDP do que esse problema incuravel. mas ao ler seu texto tive esperança de que pelo menos possa diminuir o problema. A pratica de Yoga pode amenizar o problema??quais são outras dicas que vc poderia me dar?há esperança de levar uma vida melhor?
a proposito a alguma doença fisica que se assemelhe a TAG???
Essa doença começa devagar e depois vai piorando??
Abraço obg pelo post
Miguel Lucas
Olá Rodrigo, obrigado pelo comentário
Por aquilo que descreve, o Rodrigo necessita de ter um diagnóstico do seu problema. Deve procurar um psicólogo ou psiquiatra no sentido de perceber o que acha ser melhor para si.
O TAG, já possui tratamento eficaz com elevadas taxas de sucesso através da terapia cognitivo-comportamental (aquela que aplico na minha prática profissional e aqui mesmo nas consultas online: http://www.escolapsicologia.com/sessoes-online/
Relativamente à Yoga, todos os exercícios que possam contribuir para acalmar o corpo e a mente são úteis, no entanto não podem nem devem ser considerados terapia ou tratamento. São um complemento.
Sim, existe esperança desde que faça a terapia adequada.
Existem muitos sintomas que existem na TAG que também são comuns a outros transtornos. No entanto a preocupação excessiva e generalizada a grande parte das situações de vida é característica única do TAG.
Abraço
Amigo
É natural que penses em seu problema 24h, pois este problema é estigmatizante. Mas, posso lhe garantir que isso é possível de ser contornado, desde que tenhas paciência e seja perseverante: perseverante em cumprir as prescrições médicas, em criar um bem estar e conforto em sua situação corporal e de espírito, buscando antes de mais nada a serenidade, e principalmente não desanimar no caso de crises e recaídas. Vá dormir (chateado, eu sei), mas com a certeza de que amanhã começa tudo de novo, e você está apto a criar e melhorar seu futuro. No longo prazo os efeitos da peristência e regularidade são milagrosos, como só Deus pode fazer.
Leitora
Olá Miguel
Muito bom seu artigo, ajudou-me muito a identificar o meu problema atual.
Desde que mudei de função onde trabalho para uma função maior de coordenação que tenho me preocupado demasiadamente em ser competente e em não perder meu posto atual, por isso tenho me sobrecarregado bastante de atividades e problemas que considero que devem ser resolvidos por mim uma vez que sou a coordenadora.
Ocorre que essa preocupação excessiva com eficiência tem me desgastado muito fisicamente, emocionalmente e mentalmente, tenho tido problemas de insônia, dores de cabeça, formigamento nos pés, enjoos, lapsos de memória, indisposição, dificuldade de respirar, cansaço, batimento cardiaco acelerado, crises de choro, instabilidade do humor e fiquei resfriada também. Não consigo desligar e desconectar-me dos problemas e logo minha mente é invadida por preocupações e previsões do que pode acontecer e fico ensaiando o que vou dizer ou fazer caso tal coisa aconteça.
Uma situação que tem agravado meu problema é perceber que há uma pessoa que tenta a todo momento interferir no meu trabalho, o que tem me causado estresse maior ainda, pois fico tentando a todo momento cortar essas interferências e nisso minhas preocupações aumentam ainda mais. Como sei que estar perto dessa pessoa me deixa pior, tenho evitado a sua presença me afastando do seu convívio e tentado analisar a situação de modo mais racional possível. Mesmo assim ainda temo que ela possa fazer algo que me prejudique e noto que minha preocupação se desviou mas não cessou.
Desde que comecei a ter essa função também parei com as atividades físicas por falta de tempo e noto já que isso prejudicou-me muito e colaborou para agravar o problema.
Antes de ler teu artigo tenho feito exatamente o que aconselhaste aqui: procurado apoio de amigos e familia, pedindo opinião sobre meu comportamento, mas invés de enfrentar as situações tenho tentado evitar as situações que desencadeiam maior ansiedade pois não me sinto ainda com controle emocional suficiente para lidar com elas e sempre fico nervosa demais e falando coisas agressivas e inconsistentes.
Mas vou me empenhar mais agora para resolver o problema e estabelecer a minha saúde mental.
Quero lhe agradecer pelo artigo que foi extremamente útil para nortear os caminhos que tenho que seguir para solucionar este problema.
Infelizmente é muito dificil encontrar uma terapia boa pois na ultima vez que fui ao psicologo não senti nenhuma melhora visto que o psicologo só fazia ouvir e nada me dizia que me ajudasse a identificar o problema e resolver, uma amiga me disse que tal postura profissional depende muito da linha de trabalho do psicologo, o que você acha do assunto? Qual o tipo de profissional e perfil que pode ajudar mais quem tem TGA?
Um abraço.
Miguel Lucas
Olá Leitora, obrigado pelo comentário
De acordo com aquilo que descreveu, pode não sofrer de TAG. Ainda que tenha muitas preocupações e alguns dos sintomas físicos. Por certo que está a passar por um período exigente e stressante da sua vida. No entanto. Problemas como burnout, dificuldade de adaptação às situações de vida e ausência de estratégias de lidar com as situações podem levar ao sentimento de preocupação, mal-estar, ansiedade, angústia, entre outros.
No que diz respeito à questão do psicólogo, e da eficácia ou não do seu trabalho, aplica-se o mesmo conceito a qualquer profissão, existem bons e menos bons. Existem terapias mais e menos eficazes. A que aconselho e pratico em consulta, e igualmente aqui nas Escola Psicologia, nas consultas online (http://www.escolapsicologia.com/sessoes-online/) é a terapia cognitivo-comportamental que tem elevados níveis de eficácia.
Boa recuperação e boa aplicação de estratégias.
Abraço
fabio bottoi
Adorei o site. precisava mesmo disso. duas perguntas.. pois nao quero viver de remedios nao! nao suporto me medicar
Uma vida comportamental agitada por ambientes de convivência tensos e estressantes (profissional, familiar) levaram a um estado de ansiedade maior, onde a “vida estressada” gerou um déficit bioquímico cerebral de Neurotransmissores que culminou na ansiedade?
Do mesmo modo que uma vida tensa gerou ansiedade e desequilíbrio bioquímico cerebral, um novo comportamento de vida muito mais tranqüilo, com tratamentos coadjuvantes (como exercícios físicos e terapia Cognitiva), aliados – se necessário por indicação médica ao auxílio de Benzodiazepínicos – pode reequilibrar tais Neurotransmissores bioquímicos e voltar o organismo do indivíduo a normalidade?
Amigo
Acho que os remédios podem ser indispensáveis em um momento de crise, mas estou convicto que é necessário pensar “fora” deles, enfrentar as resistências e medos de seu corpo e mente, PAULATINAMENTE, mas diariamente, buscar a palavra serena de Jesus.
Alimentação saudável e exercícios físicos são fundamentais.
Você enfrentará muitas dificuldades, recaídas, mas não desanime, pode ter certeza de que você conseguirá, com calma, paciência e perseverança, você verá o sol brilhando novamente.
Claudia Silva
Oi Gostei muito do artigo. Passei muito tempo tentando entender como me sentia. Tive um grande relacionamento que terminou de forma desastrosa…hoje sei que isso só acelerou e aumento o que já sentia. Por conta de estudos descobri que tinha TDA. Isso era só começo de longa jornada…comecei a me cuidar e melhorei significativamente mas a angústia, o engasgo na garganta e incomodo estomacal não paravam nunca ano passado em média de 365 dias do ano devo ter passado 65 esparsados “bem”. Até o diagnostico da TAG o que aconteceu semana passada. É ótimo ler um artigo e saber que alguém entende como me sinto e saber pode ser tratado. Estou fazendo acompanhamento semanalmente ao psicologo, começando um tratamento homeopático e estou fazendo meditação . Espero que este ano seja de grande tranquilidade para minha mente!
Amigo
Quem já teve e/ou conseguiu diminuir esse sofrimento (como eu), sabe o que é, e tem vontade de ajudar os que ainda estão perdidos.
Os remédios ajudam na crise, mas acredito que o ideal é conseguir ir retirando-os (com consentimento do médico, é claro !).
Primeiro de tudo: Deus ! Mesmo que você não acredite nisso, busque diariamente as palavras de Jesus, ele tem a cura; em muitos momentos você achará que não está servindo de nada, mas se tiver paciência e perseverança, não desanimar, verá os resultados.
Melhore a alimentação o máximo que puder (recomendo muita água e muita aveia), cogite inclusive tomar suplementos multivitamínicos, sem exagero, pois a carência de determinados itens pode comprometer o funcionamento de nosso corpe e mente.
Faça caminhadas longas (em torno de 1 h) com a maior frequência que puder (preferencialmente todo dia). Nessas caminhadas, procure, am alguns dias se concentrar mais no exercício e em outros caminhar mais olhando a paisagem e as pessoas. Em ambos os casos, procure sempre elevar seus pensamentos a Deus, PEÇA A ELE, e DIGA PARA SÍ MESMO QUE VOCÊ CONFIARÁ NELE. Ao final das caminhadas, faça alongamento, com calma, tome água, e um banho morno relaxante. FAÇA UMA ORAÇÃO NOTURNA ANTES DE DORMIR.
Bem, está muito resumido, mas 1 ano depois, posso dizer que foi feito um milagre em mim.
Tudo de bom !
Ridlav Schneider
Ótimo post, me ajudou muito, tentarei melhorar, hoje faltei aula por causa que me senti mal, dores no peito, dificuldade de respirar, entre outras coisas.
Meu medo é que seja algo no coração, mas como li, é normal sentir esse medo, quando se tem Ansiedade Generalizada. Tentarei as digas de relaxamento, se não funcionar, procurarei ajuda profissional.