É normal, ocasionalmente, voltarmos atrás para verificar se o ferro de engomar está desligado ou se o carro está travado. Mas no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos quando se tornam excessivos passam a interferir com a funcionalidade da vida diária. E, independentemente daquilo que a pessoa faz, parece não conseguir evitar esses comportamentos e pensamentos incomodativos e repetitivos. Se você ou alguém que lhe é querido tem transtorno obsessivo-compulsivo, você ou essa pessoa pode sentir-se isolado e desamparado, mas existe ajuda disponível. Muitos tratamentos, estratégias, terapias e programas de auto-ajuda podem contribuir para a redução dos sintomas do TOC, e eventualmente da sua extinção.

O QUE É O TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO (TOC)
O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC), é um transtorno de ansiedade caracterizado por pensamentos incontroláveis indesejáveis e repetitivos, assim como comportamentos ritualizados que se sente compelido a executar. Se você tem TOC, provavelmente reconhece que os seus pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos são irracionais, mas, mesmo assim, você sente-se incapaz de lhes resistir e consequentemente de se libertar deles.
Tal qual um trem que segue sempre pelos carris, no transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) o cérebro faz disparar uma rede neuronal muito vincada que por sua vez cria pensamentos fóbicos ou de urgência. Por exemplo, você pode verificar o fogão vinte vezes para certificar-se de que está realmente desligado, pode lavar as mãos várias vezes na ida ao banheiro, ou dar várias voltas ao quarteirão para se certificar que o barulho que ouviu durante a sua condução não tenha sido alguém que possa ter atropelado.
Exemplo do António: António é um verificador, cuja obsessão é “verificar” comportamentos que gradualmente vão ocupando cada vez mais o seu tempo. Ele passa pelo menos uma hora todas as manhãs, a fazer verificação e reverificação se as janelas estão trancadas, o alarme de segurança está definido, e a porta da frente está trancada. No trabalho, António verifica os cálculos financeiros dos seus clientes uma e outra vez, com medo de que possa ter errado ou cometido um erro matemático. Consequentemente, a sua produtividade baixou. Ultimamente, António também começou a preocupar-se com a segurança da sua esposa, chamando-a a cada três horas para ver se ela está bem. Ele tem medo que caso se esqueça de uma chamada, algo ruim possa acontecer com ela. * António é um nome fictício.
COMPREENDENDO AS OBSESSÕES E COMPULSÕES
Obsessões são involuntárias, são pensamentos aparentemente incontroláveis, imagens ou impulsos que ocorrem repetidamente na sua mente. Você não quer ter essas ideias, na verdade, você sabe que elas não fazem nenhum sentido, pelo contrário provocam-lhe incómodo e angústia. Mas você não sabe como detê-los, como eliminá-los, ou simplesmente como fazer para não os seguir. Infelizmente, esses pensamentos obsessivos são geralmente preocupantes e perturbadores. Condicionam a vida, as escolhas, os ritmos, as preferências, moldam a sua pessoa, o seu futuro, o estado de humor, as atitudes e as crenças. São como um turbilhão na sua vida. Chegando sem aviso, arrastando tudo à sua volta.
Compulsões são comportamentos ou rituais que fazem com que você se sinta impulsionado a agir de novo e de novo, de forma recorrente. Geralmente, as compulsões são executadas numa tentativa de fazer eliminar as obsessões. Por exemplo, se você está com medo de contaminação, poderá desenvolver elaborados rituais de limpeza. No entanto, nunca o alívio dura muito tempo. Na verdade, os pensamentos obsessivos costumam voltar mais fortes. E os comportamentos compulsivos muitas vezes acabam causando ansiedade, escalando esses mesmos comportamentos, enraizando num ciclo continuo de reforço do comportamentos e pensamentos não desejados.
A maioria das pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo enquadra-se numa das seguintes categorias:
-
Os higiénicos. Têm medo de contaminação. Estas pessoas geralmente têm compulsões de limpeza ou lavagem das mãos.
-
Os verificadores. Verificam repetidamente as coisas (forno desligado, porta trancada, etc). Estas pessoas associam os comportamentos ao dano ou perda.
-
Os céticos e os pecadores. Estas pessoas têm medo de que se tudo não é perfeito ou feito, algo terrível acontecerá ou que serão punidos.
-
Os contadores e consertadores, são obcecados com a ordem e simetria. Eles podem ter superstições sobre determinados números, cores ou convénios.
-
Os armazenadores. Estas pessoas têm medo de que algo ruim vai acontecer se jogarem alguma coisa fora. Compulsivamente guardam coisas que não precisam nem usam.
Só porque você tem pensamentos obsessivos ou executa alguns comportamentos compulsivos, não significa que tenha transtorno obsessivo-compulsivo. Muitas pessoas têm obsessões ou compulsões leves, que são estranhas ou irracionais, mas ainda assim são capazes de organizar as suas vidas sem muitas rupturas ou disrupções. Mas, se esses pensamentos e comportamentos causam sofrimento tremendo, ocupam grande parte do tempo, e interferem com a sua rotina diária, trabalho, ou relacionamentos, muito provavelmente pode estar a sofrer de transtorno obsessivo-compulsivo.
SINAIS E SINTOMAS DO TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO (TOC)
A maioria das pessoas com transtorno obsessivo-compulsivo têm obsessões e compulsões, mas algumas pessoas experimentam apenas um ou o outro. Os sintomas do TOC podem aumentar e diminuir ao longo do tempo. Muitas vezes, os sintomas pioram em momentos de stress.
Alguns pensamentos obsessivos no TOC incluem:
-
Medo de ser contaminado por germes ou sujeira ou outros contaminantes
-
Medo de causar dano a si mesmo ou a outros
-
Pensamentos intrusivos e/ou imagens de sexo explícito ou violento
-
Foco excessivo sobre as ideias religiosas ou morais
-
Medo de perder ou não ter as coisas que você pode precisar
-
Ordem e simetria: a ideia de que tudo deve estar alinhado “de determinada forma”
-
Superstições, excessiva atenção para algo considerado com de sorte ou de azar
Alguns comportamentos compulsivos no TOC incluem:
-
Excesso de controlo das coisas, como fechaduras, eletrodomésticos e interruptores.
-
Repetidamente fazer verificações a entes queridos para se certificar de que eles estão seguros.
-
Contagem, batidas, repetição de certas palavras, ou fazer outras coisas sem sentido para reduzir a ansiedade.
-
Passar muito tempo na lavagem ou limpeza.
-
Encomendas excessivas, arranjar as coisas, arrumar as coisas excessivamente.
-
Orar excessivamente ou a prática de rituais religiosos provocado pelo medo.
-
Acumulação de “lixo”, tais como jornais velhos, revistas e embalagens vazias de comida, ou outras coisas que você não vê utilidade.
TERAPIA PARA O TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
Há muitos tratamentos eficazes para o transtorno obsessivo-compulsivo, que vão desde a terapia à auto-ajuda e medicação. No entanto, o tratamento para o TOC suportado pela maioria das pesquisas e atestando a sua eficácia é a terapia cognitivo-comportamental e mais recentemente a terapia cognitivo-comportamental com base na aceitação. A terapia cognitivo-comportamental para o transtorno obsessivo-compulsivo envolve duas componentes:
Exposição e prevenção da resposta
Esta técnica envolve exposição repetida à fonte da sua obsessão. O objetivo é abster-se de executar o comportamento compulsivo que você normalmente faz para reduzir a sua ansiedade. Por exemplo, se você lava consecutivamente as mãos, uma forma de exposição pode ser tocar na maçaneta da porta num banheiro público e depois não lavar as mãos. À medida que a ansiedade diminuir, a vontade de lavar as mãos irá gradualmente começar a ir embora por conta própria. Desta forma, você aprende que não precisa do ritual para se livrar de sua ansiedade. começará a perceber que tem algum controle sobre os seus pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos. Estudos mostram que a exposição e prevenção de resposta pode realmente “treinar” o cérebro, de forma permanente para a redução da ocorrência de sintomas de transtorno obsessivo-compulsivo. Este tipo de técnica devidamente aplicada e monotorizada pode mesmo extinguir comportamentos compulsivos de forma permanente.
Terapia cognitiva
A componente de terapia cognitiva para transtorno obsessivo-compulsivo incide sobre os pensamentos catastróficos e exagerados e igualmente sobre o senso de responsabilidade exagerada que você sente. Uma grande parte da terapia cognitiva para o TOC ensina-lhe formas saudáveis, adequadas e eficazes de responder a pensamentos obsessivos, sem recorrer a um comportamento compulsivo.

QUATRO PASSOS PARA CONQUISTAR PENSAMENTOS OBSESSIVOS E COMPORTAMENTOS COMPULSIVOS
Renomear: Reconhecer que os pensamentos obsessivos intrusivos e instáveis são o resultado do TOC e não devido a uma característica da sua personalidade.
Reatribuir: Perceba que a intensidade e a intromissão do pensamento ou desejo causada pelo TOC, é provavelmente relacionada com uma aprendizagem comportamental desadequada.
Refocar: Contorne os pensamentos do TOC, concentrando sua atenção noutra coisa, pelo menos por alguns minutos. Fazer outro comportamento.
Reavaliar: O problema do TOC não é uma característica sua, é um problema que pode ter resolução se conseguir reverter os seus pensamentos.
OUTROS TRATAMENTOS PARA O TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
Além da terapia cognitivo-comportamental (a que eu recomendo e pratico), as seguintes abordagens também são usados para o tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo:
Medicação: Os antidepressivos são usados às vezes em conjunto com a terapia psicológica para o tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo. No entanto, o uso isolado da medicação raramente é eficaz no alívio dos sintomas do TOC.
Terapia Familiar: Na grande maioria da vezes o TOC causa muitos problemas na vida familiar e ajustamento social. A terapia familiar é frequentemente recomendada. A terapia familiar promove a compreensão da condição e pode ajudar a reduzir os conflitos familiares. Pode também motivar os membros da família e ensiná-los a ajudar o seu familiar.
Terapia de Grupo: A terapia do grupo é um outro tratamento do transtorno obsessivo-compulsivo bastante útil. Através da interação com colegas que sofrem de TOC, a terapia de grupo oferece apoio e encorajamento e diminui a sensação de isolamento.
AUTO-TREINO PARA O TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
Se você tem transtorno obsessivo-compulsivo, pode ajudar-se de muitas maneiras. Educar-se sobre o transtorno é um primeiro passo vital. Também é importante praticar as técnicas cognitivo-comportamentais que pode aprender se fizer terapia, ou por você mesmo.
Como superar pensamentos obsessivos e comportamentos compulsivos:
Educar-se. Saiba tudo o que puder sobre o TOC. Leia livros sobre o transtorno e converse com o seu terapeuta e médico. Quanto mais você souber, melhor você será capaz de gerir os seus sintomas. Você pode encontrar muitos livros sobre TOC em livrarias locais ou online. Tente perceber igualmente os mecanismos da ansiedade e aprenda a aliviar a ansiedade.
Pratique as habilidades que você aprendeu na terapia. Usando as habilidades que você aprendeu na terapia, trabalhe ativamente para eliminar as suas obsessões e comportamentos compulsivos. Este é um desafio que exige compromisso e prática diária.
Procure o apoio da família e amigos. Obsessões e compulsões podem consumir a sua vida até o ponto de optar pelo isolamento social. Por sua vez, o isolamento social pode agravar o seu TOC. É importante ter uma rede de familiares e amigos que possa recorrer para ajuda e apoio. Envolvendo outros no seu tratamento pode ajudar a proteger-se contra retrocessos e mantê-lo motivado.
Junte-se a um grupo de apoio para TOC. Você não está sozinho na sua luta para superar o TOC, participando num grupo de apoio é uma mais valia para a resolução do seu problema. Num grupo de apoio, você pode compartilhar a sua experiência e aprender com aqueles que estão passando pela mesma coisa que você.
Pratique técnicas de relaxamento. Yoga, meditação, respiração profunda, e outras técnicas de alívio de stress pode ajudar a reduzir os sintomas da ansiedade provocada pela TOC. A Meditação (mindfulness) pode ser particularmente útil para portadores de TOC.
Para aprofundar este assunto, pondere ler o artigo: 10 técnicas poderosas de relaxamento
AJUDAR UM FAMILIAR OU AMIGO QUE SOFRE DE (TOC)
Se o seu amigo ou membro da família tem TOC, a sua primeira linha de apoio será educar-se acerca do transtorno. Saiba tudo o que puder sobre o problema e assegure-se que o seu ente querido também tem acesso à informação. Compartilhe o que você aprendeu com o seu amigo ou membro da família e transmita-lhes a mensagem que há ajuda disponível e eficaz. Basta saber que a condição em que a pessoa se encontra é tratável para fazer alavancar a motivação, e isso pode ser o suficiente para a decisão de procura de ajuda profissional.
COMO RELACIONAR-SE COM UM FAMILIAR OU AMIGO COM (TOC)
Veja os comportamentos obsessivo-compulsivos do seu familiar ou amigo como sintomas, e não falhas de caráter ou características da sua personalidade. Lembre-se que o seu familiar ou amigo é uma pessoa com uma condição que lhe causa problemas no dia a dia, mas que é saudável e capaz de muitas outras coisas. Foque-se na pessoa como um todo e não apenas no seu problema.
Não permita que o TOC condicione toda a vida familiar. Tanto quanto possível, mantenha os seus níveis de stress baixos e leve a vida familiar de forma normal.
Não participe nos rituais do seu familiar ou amigo. Se no passado tem ajudado e promovido esses rituais, deixe de o fazer, pode levar tempo e requerer prática para mudar esse padrão. Para ajudar as pessoas com TOC e contribuir para a superação do problema, família e amigos devem resistir à execução de comportamentos de ritual. Apoiar os rituais, incluindo rituais de tranquilidade ou rituais de redução da ansiedade, impedem a resolução do problema.
Comunique-se positivamente, de forma direta e clara. Foque-se naquilo que você quer que aconteça, em vez de criticar o seu familiar ou amigo pelos comportamentos passados. Evite críticas pessoais. Assumir que a pessoa com TOC tem legitimidade para comportar-se de determinada forma, pode ajudar a que se sinta aceite enquanto está fazendo alterações difícil no sentido de melhorar.
Misture o apoio com o humor. O apoio nem sempre tem que ser sério. As pessoas com TOC sabem como os seus medos são absurdos e incómodos. Alguma dose de bom humor, permite que possam olhar para os seus sintomas percebendo o lado engraçado. Membros da família dizem que o humor muitas vezes pode ajudar o seu parente a tornar-se mais separado dos seus sintomas.
Dica: A forma como você reage aos sintomas do seu familiar ou amigo com TOC tem um grande impacto na sua recuperação. Os comentários negativos ou críticas podem fazer piorar o TOC , enquanto um ambiente calmo e de suporte podem ajudar a melhorar o resultado do tratamento. Não há nenhum beneficio em xingar alguém com TOC ou dizer à pessoa para ela parar de executar rituais. Isso é impossível de poder ser cumprido, e a pressão para parar só fará os comportamentos piorarem. A melhor maneira de ajudar um ente querido a lidar com TOC é ser tão gentil e paciente quanto possível. Louvar qualquer tentativa bem sucedida para resistir aos pensamentos e comportamentos obsessivos, focalizando a atenção sobre os elementos positivos na vida da pessoa.
COMO PENSAM AS PESSOAS COM TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO?
Na grande maioria das vezes a ansiedade é o resultado do medo de alguns pensamentos e sensações corporais. A pessoa com TOC tem medo dos seus pensamentos e das suas ações. Ou seja, tem medo que alguns dos seus pensamentos negativos possam vir a realizar-se. Vamos dizer que quem sofre de TOC tem pensamentos recorrentes:
Por exemplo:“Talvez eu tenha câncer”. Mas você não tem. Você foi ao médico, ele disse-lhe que você está bem, no entanto vai para casa e começa a pensar de novo, “Talvez ele esteja errado. Talvez eu tenha câncer”. Então você pensa: “O fato de eu estar pensando que posso ter cancêr deve significar que há algo de errado e eu tenho de me preocupar. Preciso saber com toda certeza que não tenho mesmo. Eu preciso fazer alguma coisa.” Então você começa uma infindavel procura de verificação do seu medo.
As pessoas com Transtorno Obsessivo Compulsivo têm pensamentos intrusivos (ou imagens) que os incomodam. Estes podem ser pensamentos sobre cometer erros, prejudicar alguém, medo de contaminação ou doença, a preocupação religiosa, os temores de impulsos ou desejos, ou apenas sobre qualquer coisa que você pode considerar perigoso, nojento ou sujo.
Exemplos de obsessões são: “Eu cometi um erro no trabalho e vai cair tudo em cima de mim”, “Eu toquei na cadeira e ela pode estar contaminada”, “Eu tinha uma fantasia violenta e agora vou perder o controle”, “Eu deixei o gás ligado (as portas destravadas, o gato na máquina de lavar) “ou” eu fiz algo de ruim e Deus vai punir-me por isso ”. Depois de ter o pensamento intrusivo, você começa a procurar mais exemplos destes pensamentos. “Oh Deus, eu tive este pensamento de novo.”
Agora você passou a estar hiper vigilante sobre si mesmo, totalmente auto-consciente, temendo cada possível pensamento negativo ou intrusão e que isso reflete uma mente perturbada. A ideia que suporta o seu disparo de auto-foco e depreciativo acerca de si mesmo, é que você só deve ter certos pensamentos, e se tiver outros que supostamente não sejam moralmente aceites, isso é catastrófico, ruim ou perigoso.
Então o que é que você faz quando tem esses pensamentos e comportamentos não desejados ou intrusivos? Você grita consigo mesmo, STOP? Você tenta obter garantias de alguém: “Isto parece cancêr para você?” Talvez você reze para ter paz, ou você beba álcool para aliviar, ou você coma em excesso. Ou talvez você comece a pensar demasiado, a pensar mais e mais, “Porque estou tendo estes pensamentos malditos? Será que estou ficando louco?”
A saber: Certamente não estará ficando louco. No entanto, na tentativa de procura de respostas para enquadrar o seu problema, e por distorção de raciocínio, começa a concluir resultados que fogem à realidade. E estas conclusões “irracionais” fazem aumentar ainda mais o seu problema.

ENTENDA OS PROCEDIMENTOS DO TRANSTORNO OBSESSIVO-COMPULSIVO
Partindo do principio que o TOC, está relacionado com alguns mecanismos de defesa que você foi implementando no seu dia a dia em forma de pensamentos (preocupações) e consequentes comportamentos indesejados (incómodos e disfuncionais) como forma de diminuição da ansiedade, ou seja você aprendeu de forma incómoda e prejudicial a aliviar a ansiedade. Nesse sentido desenvolveu um conjunto de raciocínios e comportamentos prejudiciais ao bom desenvolvimento do seu dia a dia e consequentemente mantêm e aumentam o TOC:
Gatilhos: Estes são os eventos ou estímulos que condicionam os seus pensamentos. Terei tocado em alguma coisa (de contaminação), ao sair de casa (algo ficou aberto, o gás estará ligado), dirigir à noite (terei passado por cima de alguma coisa), pensar em sexo (Deus vai punir-me, vou perder o controle).
Pensamentos estranhos ou imagens: Você tem alguns pensamentos ou sensações que você não gosta. “Porque estou tendo estes pensamentos indesejáveis, bizarros, doentes, repugnantes, ?”
Avaliação negativa de pensamentos: Você acha que há algo errado com o seu pensamento, como se você só devesse ter pensamentos puros e sentimentos bons. Você pensa demasiado naquilo que ”deveria” pensa sobre a maneira como deve pensar e sentir. Você acha que ao ter um determinado pensamento incómodo, tem a responsabilidade certificar-se que não ocorre, obter o controle ou livrar-se dele. Ter o pensamento é equivalente a tê-lo executado. Você desenvolveu uma crença moralista e probabilística. Por uma lado, tornou-se no polícia e no juiz dos seus pensamento depreciativos. E por outro, acredita que quanto mais vezes pensar no assunto, maior será a probabilidade de passar do pensamento à ação.
Auto-monitorização: Você é como um falcão procurando os pensamentos negativos.Simplesmente, porque você tem que pensar sobre o que você está procurando (“Eu estou procurando esse pensamento repugnante e perigoso”), você esforça-se para encontrá-lo. É como se de manhã ao dirigir-se ao seu espelho do banheiro dissesse: ”Eu estou olhando para um espelho. OH MEU DEUS! Lá estou eu!”
Exigência da certeza: Você acredita com toda a certeza que vai perder o controle, ou que as coisas estão contaminados. Nada menos que a perfeita certeza será suficiente.
Fusão do Pensamento com a ação: Você julga que ter um pensamento negativo é igual a cometer uma ação. “Se eu acho que vou ficar violento, eu vou”. Ou, um pensamento é a mesma coisa que a realidade. “Se eu acho que tenho câncer, então eu vou morrer”. Pensamentos, ações e realidade são um só. Tudo na sua mente se funde.
Pensamento de supressão: A sua primeira linha de “defesa” é tentar evitar ter esses pensamentos. Você diz a si mesmo: “Não penses nisso”. Isso funciona, por três minutos. Mas o seu fracasso permanente em suprimir esses pensamentos leva-o a acreditar que não consegue deixar de pensar aquilo que teme. Imediatamente reforça a sua incapacidade para livra-se desses pensamentos.
“Eu perdi o controle”: Você agora acha que ter controle na sua vida é igual a conseguir eliminar os pensamentos indesejados. Ao pensar desta forma, e ao sentir-se fora de controle, irá desesperadamente, cada vez mais tentar controlar os seus pensamentos. É como chapinhar na água e afogar-se.
Compulsões: Você realiza alguns rituais de neutralização. Talvez lave as mãos excessivamente, reze, repete “Não”, tenho de caminhar de uma certa maneira, tenho de lavar as mãos de um certa forma, organizar as coisas, voltar e verificar, verificar novamente. Você encontra-se freneticamente fazendo essas coisas até que você tenha uma sensação de completude.
Sensação de completude: Você diz: “eu posso parar agora, porque eu sinto que já fiz o suficiente Esta sensopercepção de conclusão torna-se agora o seu novo livro de regras para os rituais.” Eu preciso fazê-las até que sinta que fiz o suficiente .” Você tornou-se viciado nos seus rituais.
Evitar os gatilhos. Você conclui: “Eu não teria qualquer um desses pensamentos se eu simplesmente evitasse os gatilhos. Então começa a evitar tocar coisas, evitar banheiros públicos, evitar apertar as mãos, evitar os filmes religiosos, evitar as pessoas que o fazem ter sentimentos que considera maus e repugnantes. Evitar, prevenir e evitar. Você está fugindo do mundo. E quanto mais evita, mas circunscrita fica a sua vida. O seu problema vai crescendo à medida que evita.
Provavelmente você identificou-se com a grande maioria dos pensamentos descritos. Esta é a forma como você pensa.Tudo em nome de ser responsável, consciente, tudo no sentido de evitar perder o controle, enlouquecer ou tornar-se irresponsável. Tudo porque você precisa estar no controle. E esse controle que tanto pretende atingir não funciona. Pelo contrário, torna a sua vida num inferno.
Nota: Fique atento, em breve irei postar alguns artigos complementares que focarão algumas técnicas e práticas que pode implementar para conseguir superar o transtorno obsessivo-compulsivo.
Abraço








Gostou desse artigo?
Partilhar Comentar
Eu tenho alguns dos sintomas, principalmente a ordem e simetria, por horas penso que esse sintoma causa um grande prejuízo na minha vida, pois aplico grande parte dos meus esforços no perfeccionismo, quando na verdade foi tudo uma "falsa" impressão que a coisa estava incorreta.
O perfeccionismos, apesar de nãos ser um transtorno em si, faz parte da características que exacerbam as obsessões e compulsões.
Procure mais informação acerca dos seus problemas e perceba o que pode fazer para não deixar que eles cresçam ou eventualmente que possam ser extintos.
Abraço
Tem uma coisa que me incomoda muito: a mania de verificar portas, janelas, portão, etc antes de dormir. Poderia me dar uma dica, por onde começar para deixar este hábito?
Agradeço desde ja.
Primeiramente quero dar Parabéns pelo seu belo trabalho. Descobri seu blog faz alguns dias e já li vários artigos. A forma como escreve é maravilhosa.
Mas estou passando por um problema e estou desesperada sem saber o que é. Desconfio que seja TOC, mas estou perdida.
Faço tratamento com medicamentos para depressão e síndrome do pânico há 5 anos. Nunca mais tive crises de pânico. Mas continuo sendo muito ansiosa. Sempre fui desde criança.
No momento estou passando por problemas sérios e que causam grande preocupação.
Mas vou relatar o que está acontecendo e que está me afligindo demais.
Eu sempre tive uma mania de ficar com a mão no nariz. Fico movimentando a mão e cheirando os dedos. É um movimento de vai e vem que vai até a boca e volta para o nariz. É muito difícil tentar descrever isso.
Essa mania não me causava nada. Sentia que me aliava.
Há mais ou menos um ano, passei a ter uma aflição no nariz. A cartilagem do nariz é sensível e comecei a ter aflição de unha comprida. Porque eu tinha a sensação de estar sentindo a unha machucando a cartilagem do nariz. Mas é só uma sensação. Mesmo sem estar com a mão no nariz. Ai resolvi cortar as unhas. Não consigo ter unhas compridas. Até que resolveu o problema na época. Uma vez ou outra sentia a sensação, mas nada que me incomodasse tanto.
Como eu disse, estou passando por sérios problemas. Há aproximadamente um mês passei ter sensações horríveis. É tão difícil descrever.
Eu sinto uma aflição muito grande em relação ao nariz. Como se algo tivesse entrando e perfurando. Sinto a sensação da unha também na cartilagem ou a pele de dentro do nariz. Essa região é sensível. Só que estou entrando numa aflição muito grande, porque é algo que não consigo controlar. Me dá aflição de ver alguém com percing no nariz. Às vezes evito de ver pessoas principalmente na televisão, porque o meu foco é o nariz. E me dá aflição de ver. Não consigo descrever direito. Mas quando me dá isso, a sensação é que estou vivendo uma tortura. Estou começando a evitar objetos pontiagudos, pq já imagino aquilo furando o meu nariz. É horrível!!!!! Estou desesperada.Estou com medo de não conseguir mais olhar as pessoas e o pior de tudo, é ficar sentindo essa aflição e agonia no meu nariz.
O que é isso?
Dando um exemplo pra entender melhor. Imagine uma pessoa que tem aflição ao ver alguém com o dedo cortado. Só que é normal sentir a aflição porque a pessoa está vendo aquela situação. A hora que ela não vê mais, passa. Agora imagine essa pessoa imaginar como seria ter o dedo cortado e sentir toda a aflição de ter o dedo cortado, mas na verdade não está. A aflição é só por imaginar. Ou a pessoa que sente aflição a cócegas quando fazem realmente. Mas imagine essa pessoa sentido toda a sensação de como tivesse sentindo cócegas, mas na realidade não está. É o que sinto em relação ao nariz.
O que eu sinto é uma aflição de algo que não aconteceu. Fico imaginando e sinto toda a agonia como se estivesse acontecendo algo, mas na verdade não está. É uma aflição muito grande. Não consigo explicar isso pra ninguem e acabo sofrendo sozinha. Ultimamente meu marido presenciou uma crise dessa de agonia. Porque começo a ficar desesperada como se alguém tivesse torturando meu nariz.
Não sei mais o que fazer. Não sei o que é. Sinto que vou enlouquecer de tanto desespero, agonia e aflição.
Por favor, se puder me ajudar a entender o que é isso ficarei muito grata. Nunca vi nenhum relato semelhante ao que estou sentindo. Ou seja, me sinto sozinha, é como se eu fosse a única pessoa do mundo que está sentindo essa aflição no nariz.
Desculpe me pelo tamanho do comentário.
Obrigada!
eu tenho mts pensamnetos ruins,e estranhos q ñ fazem parte da minha personalidade..
eu toco muitas vezes algo que peguei ou antes de fazer algo ou pegar e pisco,tusso mexo partes do meu rosto.
tmb fico smp mexendo a minha mão,as vezes bato palma esfrego ela estralo os dedos etc.
as vezes sinto uma agonia mt grande nas minhas mãos q tenho q arranha-las bem forte,as vezes sinto essa mesma agonia no rosto ou embaixo do pescoço(no colo) ai fiko dando murros fortes em mim mesma... Oo
eu tmb sou mt ansiosa,smp penso em coisas mt ruins q eu poderia fazer,mas q nunca faria ...(matar alguem por ex.)
tem mais coisas mas num lembro,eu to nervosa pra ir no psicologo,ñ sei oq ele vai dizer né...hehe bjsssssss
Tenho mania de espremer compulsivamente espinhas...Tenho acne desde muito nova, sempre sofri muito por conta da minha imagem, sofri bullying na escola e comecei a atribuir todo o meu sofrimento ao fato de ter espinhas. Com o tempo me vi muito incomodada e comecei a procurar sobre esse meu comportamento e achei o termo dermatillomania(pouco falado no Brasil). Embora esteja com menos espinhas ainda tenho essa mania muito chata. Gostaria de saber se esse comportamento é mesmo algum tipo de TOC e se posso usar essas dicas para extinguí-lo?
Um abraço
Na verdade eu não tenho TOC algum, mas na minha familia tenho uma pessoa muito querida que tem este problema,ja foi feito de tudo e até está em tratamento pisiquiatrico ,tomando remedio controlado. Mas esta pessoa que amo muito infelizmente estraga toda pele do rosto e acaba nos deichando muito mal tbm.
Gostaria muito de saber o que fazer para tudo voltar ao normal,pois estamos dezesperados com esta situação,pq atinge toda familia.
Um grande abraço e obrigada
obs: isso ficou muito mais forte depois que eu perdi meu avô.
desculpe pelos erros de português.
Sou uma mulher já com uma certa idade, compreendi perfeitamente os vossos problemas porque
já sou veterana nessa guerra .
Estou agora a tentar, graças a Deus e a um bom psicólogo, entender como devo sair e encontrar um certo equlíbrio. - Estou a ser acompanhada nos Serviços de Psiquiatria da Universidade de Coimbra.
É necessário encontrar um bom psicólogo especialista nessa área. Calma, nada de desânimo, porque é possível melhorar.
Um abraço solidário
Aldina
è com um psicólogo q devo ser ajudada conhece algum
COMECEI A TER PENSAMENTOS RUINS CONTRA UMA DAS PESSOAS DA TRINDADE E ENTREI EM ESTADO DE DEPRESSÃO PROFUNDA E ÁS VEZES PENSO Q EU Q NÃO SOU BOA E SIM MÁE PODE ME ACONTECER COISAS RUINS.
Muito esclarecedor.
Textos assim ajudam bastante as pessoas, ajudam a compreender como as nossas mentes funcionam, e compreender é o princípio de tudo.
Muito obrigado ao autor!
As verificações devem ser consideradas sintomas de TOC quando repetidas ou quando o indivíduo sente grande aflição caso seja impedido de executá-las, exemplos
• Eletrodomésticos,( geladeira )
• Se as torneiras estão bem fechadas, seguido da necessidade de apertá-la (às vezes de forma demasiada.
• Se as portas da casa e portas e os vidros do carro ficaram bem fechados.
o impulso de realizá-las é mais intenso são: a hora de sair de casa, antes de deitar, ao estacionar o carro e ao sair do trabalho.
Venho percebendo este sintomas em meu filho jovem de 20 anos, quero ajuda-lo o que devo fazer.
eu tenho o sintoma de pensar que vou ser punida
eu deixo de fazer varias coisas pq na minha cabeça fala que eu vou perder a minha vida,alguem e outras coisas.
Varias vezes eu dou um basta em tudo isso e paro por 1 semana,mais la vem denovo o pensamento inrritante na minha cabeça.
E agora estou muito traumatizada pq toda vez que eu paro com os rituais acontece alguma coisa ruim.
Suas dicas foram muito boas!
Obrigada
Bjs
Boa noite.
Queria Primeiramente dizer que o site é maravilhoso, já li sobre vários temas, têm me ajudado e tenho certeza que também ajuda e conforta muitas pessoas.
Bom, tenho 22 anos, desde os 13 tenho TOC, mas na época não sabia que tinha, só me achava um pouco “diferente”, achava que me preocupava com coisas que normalmente as pessoas não ligariam e pensava muito sobre tudo. Mas quando fiquei mais velha, por volta de 18 anos, o TOC ficou bem pior, tive muitos pensamentos desagradáveis e por conta desses pensamentos comecei a ter certas “manias” que me faziam ter vergonha e até mesmo achar que estava ficando meio maluca.
Tentei tratamento psiquiátrico e também homeopático, bom para ser sincera para mim não surtiu muito efeito (o que não quer dizer que para outras pessoas não irá funcionar), comecei a me preocupar de verdade achando que ficaria mal por muito tempo. Mas foi ai que percebi que isso tudo dependia bastante de mim, não foi fácil diminuir o que eu tinha, é um esforço que faço até hoje, mas valhe muito a pena. Sei que a maioria tem pensamentos desagradáveis, blasfemos, só quero que saibam, que por pior que pareçam, não devem se culpar, afinal não temos nada disso por que queremos, não devem ter medo de castigos ou achar que estão desrespeitando a Deus, Ele nos criou e ninguém nesse mundo entenderá melhor quem tem o TOC, ele sabe que não fazemos por mal, não tentem rebater pensamento com pensamento, sempre vêm um pior, o jeito é ignorar, tente não deixar de fazer ou faça algo por causa de um pensamento intrusivo que lhe diz que algo ruim acontecerá com quem você ama pelo simples fato de fazer algo diário, rotineiro e normal, nada acontecerá, demorei para perceber, mas percebi e hoje não deixo ou faço as coisas por que um pensamento ruim me veio a mente. Isso não acontece, não tenham medo.
Infelizmente não temos a opção de escolher entre ter ou não o TOC, mas temos a opção de não obedecer aos pensamentos quem invadem a nossa mente.
Não estou cem por cento curada, talvez nunca fique totalmente sem ele, mas aprendi a conviver com isso,até hoje tenho que afastar os pensamentos, é um luta diária, mas sinto cada vez que consigo evitar de fazer algo que o TOC me manda, cada vez melhor, sinto uma vitória.
Espero ter podido ajudar alguém, essa é minha maior vontade, fazer as pessoas que têm isso que tenho, entender que depende muito de força de vontade, é uma escolha, não muito simples, mas muito importante: Ter não podemos evitar, mas fazer ou não fazer o que nos vêm a mente é uma escolha nossa e garanto a vocês que também têm, quando evitarem de fazer algo e perceberem que o medo é só parte do TOC, vão sentir um grande alívio.
Obrigada pelo artigo.
Boa sorte a todos.
Fiquem com Deus.
Eu li seu artigo e achei muito útil. Eu sou uma adolescente e já a alguns anos comecei a ter hábitos um tanto "estranhos", talvez seja pela ansiedade que eles começaram a aparecer mas a verdade é que me pertubam muito. Porque eu sei que são irracionais porém simplesmente não consigo parar. Tenho de ter as minhas coisas todas alinhadas de "uma certa maneira" ou acredito que me vai acontecer alguma coisa má relacionada com aquele objeto. Tenoh de entrar em todos os lugares sempre com o pá direito ou vai acontecer alguma coisa. Tenho de tocar nas coisas sempre um número par de vezes (normalmente 8) e repetir o mesmo umas 4 ou 6 vezes (8x6), tenho muitos mais "tiques" como estes, tantos que já perdi a conta, isso ocupa-me muito tempo e tenho medo que as pessoas começam a notar ou a pensar que sou estranha. Devo ir procurar ajuda?
Por favor, gostaria que entrasse em contato comigo. Estou tendo sintomas de TOC, mas fui ao psiquiatra e a mesma não acha que pode ser, mas sim um transtorno ansioso. Os meus sintomas são dos pensamentos obsessivos terríveis, realmente está ficando muito difícil, pois sou psicóloga e isso está me afetando na concentração e ando me culpando muito por pensar assim. Faço um esforço consciente para não pensar, to até utilizando técnicas da TCC comigo mesma para pder afastar os pensamentos que já até encontraram um lógica para confirmá-lo. Gostaria de conversar com você, faço terapia e estou tomando um anti depressivo chamado Donaren Retard. As vezes parece que vou enlouquecer, mas sei que não vou o que me desespera é não saber lidar com isso. Meu email é isabel-fig@hotmail.com. Obrigada!
Para você partcipar dessa lista tem de estar cadastrado no Twitter. Cadastre-se agora!