Há um ditado que diz: “A única coisa constante na vida é a mudança.” A maioria das pessoas acredita que isto é verdade. À medida que avançamos com a nossa vida, as pessoas que conhecemos, as coisas que vemos, e as emoções que sentimos nunca permanecem as mesmas. Impreterivelmente, as pessoas que conhecemos hoje, não serão o mesmo amanhã por causa do simples facto de que elas cresceram e ficaram um dia mais velhas, as coisas que conquistámos, que adquirimos ou que ajudámos a construir podem ser retiradas apenas num piscar de olhos. Até mesmo as nossas emoções são muitas das vezes imprevisíveis. Aquilo que sentimos exatamente de uma determinada forma hoje, muito provavelmente não poderá ser sentida da mesma forma novamente. Neste mundo confuso, nada é permanente a não ser a própria mudança.
Citação: “Tudo o que alguém fez para você no passado não tem poder sobre o presente. Só você lhe pode dar esse poder. “- Oprah
NÃO SE PARALISE PELO PASSADO
Tudo na vida vai e vem, mas há uma coisa que não se altera: o passado. Pelo menos de forma concreta e factual. Como está definido no dicionário, é algo que está acabado, completo, e já não está mais na existência. Algo como palavras pronunciadas, oportunidades que foram ignoradas e eventos que há muito tempo que aconteceram. Este é aquele tipo de coisas que não podemos ter de volta ou voltar atrás, são coisas que nunca poderemos ter novamente e da mesma forma. Nós nunca poderemos voltar atrás, voltar a estar no mesmo lugar, ao mesmo tempo, não podemos voltar atrás no tempo para apagar as coisas que fomos fazendo, ou proteger-nos do sofrimento que sentimos no passado. Nós já sabemos que desejar que pudéssemos mudar o passado é algo inútil, mas como seres humanos que somos, muitos de nós continuaremos a lamentarmo-nos e a ter a esperança de voltarmos a ter a chance de fazer tudo novamente. Mas porquê?
Há momentos na nossa vida em que nós simplesmente não conseguimos deixar as coisas ir. No que diz respeito por exemplo aos assuntos do coração, todas as pessoas que viveram a separação ou perda no amor certamente sentiram dor e mágoa. Por circunstâncias desconhecidas, as promessas e as esperanças que tinham não se tornaram realidade, as coisas caíram num vazio, seguindo-se um tormento e desilusão. Quando estas coisas acontecem, as pessoas quase sempre optam por viver na miséria e solidão. Inicialmente, este é apenas um mecanismo de enfrentamento que temos como seres humanos para diminuir a dor, mas ao permitirmos que a tristeza e desilusão nos engula o prazer da vida, somos obrigados a tê-las connosco durante muito tempo e em alguns casos para o resto das suas vidas, podendo desenvolver alguns problemas psicológicos, como: fobia social, ataques de pânico, insónias, ansiedade, depressão. É tempo de percebermos que aprender com o passado e viver com ele ou dependente dele, são duas coisas diferentes.
VOCÊ NÃO É AS SUAS EMOÇÕES
É provável que você tenha sofrido e continue a sofrer com algo relacionado com o passado, talvez isso tenha feito com que você tenha deixado de ser feliz, para sentir-se infeliz e triste. Veja, que não referi que você passou a ser infeliz ou triste, e sabe porque não usei essas expressões de “Ser”? Porque, acredito que estar a sentir-se infeliz ou triste, não é a mesma coisa de ser infeliz ou triste. Quando você se refere a si mesmo como sendo uma pessoa infeliz, está a personalizar esse estado, e considera que esse estado é permanente, mas digo-lhe que não é, isso é uma ilusão. E sabe porque razão não é infeliz? Porque nem você nem ninguém, está permanentemente 24/24 horas nesse estado de ser (infeliz). As suas emoções não são reacções fixas às circunstâncias externas, elas emergem dos seus pensamentos, das suas crenças e das suas avaliações.
Pondere ler: Aprenda a gerir as emoções e a ter controlo na sua vida.
Pergunto-lhe, quando não está a ser infeliz, em que estado é que está? Provavelmente noutro. Vamos supor que está num estado de alegria temporária, isto quer dizer que nesse momento não é infeliz ou triste. Então o que é? Será que é contente? Nem uma coisa nem outra, nós vamos sendo várias coisas a todo o momento. Temos a capacidade de sentir um espectro alargado de emoções e sentimentos. Quer dizer, que quando nos identificamos e nos fundimos com o nosso sentimento e qualificamos isso como algumas coisas que nós somos: “Sou triste, sou infeliz”, é uma ilusão. Claro que muitas vezes referimo-nos a nós mesmos nesses termos, no entanto, trata-se apenas de uma forma de expressão facilitadora. Esta forma de expressão facilitadora, pode tornar-se prejudicial quando nos fundimos a ela, nos identificamos com ela e personalizamos uma forma negativa, incapacitante e destruidora de Ser(mos). Se as nossas emoções não são reacções fixas, também o nosso estado de “Ser” não é fixo. E isto é extraordinário, é libertador!
Pondere ler: Porque é que não consigo ser feliz?
Você, eu, e todos nós somos aquele que “É”. Isto quer dizer que somos várias coisas. Evite fundir-se ao seu passado ou ao seus sentimentos, o passado é algo que ficou para trás, é imutável, já nada pode fazer sobre o que aconteceu. No entanto no que se refere aos sentimentos que são accionados pelos pensamentos que tem, ou interpretações que faz acerca do que lhe aconteceu ou viveu no passado, isso você pode, e se quiser consegue mudar.
Como já referi: O seu passado e aquilo que sente acerca dele, são duas coisas distintas.
Alerto para um facto muito importante, tenha atenção a um factor duplamente prejudicial relativamente a algo que lhe aconteceu no passado e lhe possa estar a prejudicar ou a condicionar o presente: Chamo-lhe Dupla Fusão. O que é então a Dupla Fusão? Isto acontece quando você se funde aos acontecimentos do passado (normalmente os traumáticos e angustiantes) e se funde aos sentimentos oriundos desses traumas e/ou angustias. Cria-se uma força altamente incapacitante, pois você fica “preso” no tempo, fica “preso” e cristalizado nos sentimentos que gerou naquela altura e que transporta agora, julgando “Ser” aquilo que sente e lhe aconteceu. Puro engano. Na verdade, tudo isso, não passa de um erro de raciocínio. O mais encorajador é que você pode sair dessa situação, é possível descomprometer-se com a sua Dupla Fusão e desapegar-se dela. Você tem de fazer uma Desfusão emocional/situacional.
Invista no conhecimento das suas emoções, são de extrema importância, conhecê-las e saber lidar com elas torna-se numa vantagem para a vida de cada um de nós. Aumente o seu sucesso entendendo as suas emoções.
USE O PASSADO A SEU FAVOR
Há apenas duas escolhas que você tem por onde se decidir: ou você aprende com o que lhe sucedeu, ou vive com isso para o resto da sua vida. Para aprender com o passado é necessário muita força de vontade e coragem, pois terá que aceitar o facto de que algumas das coisas que fez não correram bem, ou que sofreu alguma injustiça, ou que algum acontecimento não lhe deveria ter surgido, ou que em alguma altura da sua vida foi por caminhos inadequados e que eventualmente cometeu alguns erros. Esta constatação gira em torno da ideia de que a vida não é uma estrada lisa por onde podemos viajar sempre calmamente, ela tem sempre voltas e reviravoltas que podem enganar-nos e confundir-nos. Por outro lado, viver com o passado é mais simples (supostamente).Você só tem que manter as memórias dolorosas e punir-se sempre que fechar e abrir os olhos. Não há muito a fazer (provavelmente você poderá pensar isso), a não ser reavivar a dor todos os dias e recusar-se a aprender a lição que vem com o infortúnio. Acredito que se disputar este tipo de raciocínio, certamente concordará que não é adequado nem construtivo.
Abordo de forma mais profunda este assunto no artigo: A felicidade é possível mas é opcional.
Você pode optar por tomar o caminho da vitimização (ainda que com legitimidade), por vezes dura o suficiente para desistir e render-se à tristeza e mágoa? Ou será que você pode aceitar a realidade dos factos, encarar o sentimento de tristeza, injustiça e fazer algo para mudar isso? Relembre-se que pode mudar aquilo que sente (seja: tristeza, ansiedade, fúria, desesperança, sintomas da depressão, entre outros). E pode mudar aquilo que sente, porque está capacitado para sentir várias coisas! Ainda que seja difícil, opte por aquilo que quer. Se optar por mudar aquilo que sente para aquilo que quer sentir, certamente será possível. Claro que tem de fazer coisas para que isso aconteça. Tem de fazer coisas para alcançar a felicidade.
Pondere ler: Combater a sensação de incapacidade e desesperança.
É VOCÊ QUE FAZ AS SUAS ESCOLHAS
Só você pode fazer a melhor escolha para si mesmo. Ninguém pode ditar o que você deve fazer em relação ao seu passado, só você pode aprender/ensinar-se a viver hoje com ou sem ele. Coisas do passado só podem afetar o seu presente, se você deixar que isso aconteça, ele pode assombrá-lo a qualquer hora do dia, pode estar com você onde quer que vá, e nunca pode ser apagado. Pode, mas não pode, se você não permitir que ele possa.
Não é uma tarefa fácil de superar o passado e viver o presente, mas vai valer a pena no final. Nada é mais difícil do que deixar de ir (desapegar-se) do que se lamenta, nada é mais doloroso do que aceitar a realidade que você foi magoado sem sequer ter um aviso, e nada é mais difícil do que aceitar que você é capaz de fazer os seus próprios erros na vida. Mas só se conseguir desapegar-se (desfusão), aceitar e compreender que essas coisas acontecem, você conseguirá definir-se quem é, e quem quer ser, e assim permitir-se deixar para trás o passado onde ele pertence, e viver o presente. Então, pergunte a si mesmo: “Eu prefiro viver no passado ou viver o presente?
SEIS PASSOS PARA TREINAR “VIVER NO MOMENTO PRESENTE”
Na atualidade, as pessoas muitas vezes vivem a experiência da sua vida repleta de responsabilidades, planos e preocupações. É provável que você passe muito do seu tempo pensando sobre o que lhe aconteceu no passado, ou o que pretende ou “deve” realizar no futuro, que provavelmente esquece-se de experienciar plenamente o momento em que você está agora. No entanto, experienciar plenamente cada momento é essencial para reduzir a depressão e manter a felicidade. Desta forma, é possível trabalhar no sentido de promover a capacidade de viver no momento presente.
Em seguida apresento seis passos que o podem ajudar a viver no momento presente:
PASSO 1: ELIMINAR O AUTO-FOCO
Quando você se concentra naquilo que o preocupa ou naquilo que acha que não consegue fazer, você cria um ambiente interno de ansiedade. O Auto-foco drena a sua energia e o seu entusiasmo, se você está esperando por uma mesa para jantar ou pretende fazer uma apresentação em palco. Imagine-se a executar uma tarefa com eficácia antes de realmente fazê-lo, esta simples técnica permite eliminar o foco de si mesmo. Quanto mais vezes você repetir um cenário de sucesso na sua mente, menos ansioso você vai estar quando realizar a sua tarefa. O mesmo pode ser feito para algo que lhe sucedeu no passado e lhe limita agora o presente. Foque-se na estratégia que o pode levar a ultrapassar a dificuldade em que se encontra. Foque-se no processo, momento a momento. Veja-se a encontrar soluções e pratique isso no terreno. Certamente conseguiu deslocar o foco de atenção de si para algo capacitador e construtivo, o objetivo foi cumprido.
PASSO 2: SABOREIE PEQUENOS MOMENTOS DE PRAZER E SATISFAÇÃO
A felicidade vem não apenas de grandes eventos, mas também de pequenos prazeres quotidianos. Dedique tempo para prestar atenção a esses pequenos prazeres como o gosto de uma boa chávena de café ou a sensação de relaxamento de um banho quente. Foque-se nas coisas belas que você pode experimentar neste momento. à medida que você for saboreando pequenos prazeres, você vai começar a experimentar mais satisfação e alegria na vida .
PASSO 3: USE A RESPIRAÇÃO
Concentre-se na sua respiração. Esta é uma estratégia essencial para viver o momento. A respiração profunda pode ajudar a reduzir a sua ansiedade e preocupação. Use esta distração momentânea para evitar uma discussão acalorada, relaxar os músculos tensos ou prevenir um ataque de pânico.

PASSO 4: PERDER A NOÇÃO DO TEMPO
Tire o máximo proveito do seu tempo, perdendo a noção do mesmo. Participe em atividades envolventes e desafiadoras, nas quais você pode tornar-se completamente absorvido. Tente actividades como a construção de modelos, golfe, pintura, escultura e jardinagem (ou qualquer outra coisa que goste e o absorva completamente). Quando você se torna absorvido numa atividade e perde a percepção do tempo, consegue certamente experienciar satisfação e alegria na vida .
PASSO 5: ACEITAR A REALIDADE DAS COISAS MENOS BOAS
No artigo: A felicidade é possível mas opcional, abordei a ideia acerca da tendência que existe em grande parte de nós para a hipersensibilidade ao desconforto e à negatividade, ou aos sentimentos negativos e consequente evitamento. As consequências podem ser extremas por evitar este tipo de emoções negativas, como stress, ansiedade, depressão, desapontamento e solidão. O evitamento só amplifica a negatividade. Encare as suas emoções negativas e aceite-as como uma parte da sua vida. Isso pode ajudar a reduzir a quantidade de energia que você investe na negatividade, deixando mais energia para desfrutar o momento presente.
A prática da Atenção Plena (Mindfulness), é uma ótima abordagem para treinar a aceitação. Mindfulness: é a capacidade de colocar a atenção no momento presente sem julgar (desapego). Este tipo de atenção permite desenvolver uma maior consciência, claridade e aceitação da realidade do momento presente.
PASSO 6: ABRACE A MUDANÇA
A rotina, prepara o terreno para a desatenção, para a vida em automático. Esta é a experiência de estar tão perdido na rotina dos seus pensamentos que não vislumbra o momento presente. Mesmo pequenas alterações na sua rotina diária, podem ajudá-lo a sair dos seus processamentos automáticos. A rotina é uma forma de viver o passado no momento presente. Se faz sempre aquilo que fez, esta é uma forma de viver praticamente sempre as mesmas coisas da mesma forma. Esta é uma outra forma de ficar “agarrado” ao seu passado. De viver as mesmas coisas dia após dia. Observe e experimente a mudança na sua rotina, a mudança pode envolver simplesmente uma nova rota de trajeto, uma programação diferente do seu dia, ou encomendar algo diferente do “costume” para o almoço.
E VOCÊ, QUE ESTRATÉGIAS USA PARA VIVER NO PRESENTE?
Todos nós num momento ou noutro nos sentimos paralisados com algo que nos aconteceu no passado. Quais são para si esses momentos? Que estratégias usa para conseguir viver no momento presente? Deixe os seus comentários!
Abraço























Adriana
Olá Miguel, boa tarde!!
Mais uma vez gostaria de parabenizar-te pelo artigo, é excelente e nos proporciona a felicidade ao lê-lo.
Acredito que o termo seja este mesmo: “felicidade”, pois nos permite adotarmos uma nova postura diante da vida.
Estou lendo “O Poder do Agora” de Eckhart Tolle (disponível para download na Internet) e seu artigo veio para complementar o conteúdo.
Atenciosamente,
Adriana
Eduardo C.
Matéria muita boa como sempre, sempre leio todos as matérias do site, mas essa em especial marcou bastante por que estou passando um momento da vida que devo pensar no presente e esquecer todo o passado.
Todas as dicas aqui dadas, vão servir pra tentar mudar um cenário de depressão causado por um fim de relacionamento, e na minha opnião acho que essa última dica é a mais importante, de mudar o ambiente em que se encontra. Você diria que sem essa última atidude o melhor resultado poderia ser obtido?
…sendo que o melhor resultado seria superar tudo isso e ter apenas lembranças boas sobre o passado.
Sou do Brasil e sempre leio suas matérias, muito bom seu trabalho.
Até breve.
Miguel Lucas
Olá Eduardo, obrigado pelo comentário.
Quase todas as finalizações de relacionamento são difíceis, causam mal-estar e deixam as pessoas desanimadas, isso é uma realidade, não há como lhe fugir.
Lembranças boas do passado ficam sempre, tal como as menos boas. Não tem de se apagar as más memórias, nem evitá-las, há que aceitar, há que olhar a realidade, e depois tentar reestruturar-se, acreditando e fazendo coisas no presente para construir e perspetivar o futuro.
Para mudar os nossos estado “deprimidos” é necessário fazer coisas um pouco diferentes daquelas que temos vindo a fazer, coisas que nos despertem que nos possam fazer sentir bem, mas é necessário fazer, mesmo que isso seja difícil.
Abraço
Henrique
Hm,gostei mt dessa sua materia,sempre procuro esses tipos de ”dicas”,procuro saber um poco mas disso pq passo por uma faze mt ruim,so jovem,e..n exatamente infeliz,mas sempre mt pensativo,mi acho estranho 1 dia alegre outro triste !
obs:so mt timido,acho q ae ta a resposta,ja pesquisei mt pq ou ser tao ‘esgroto’ assim kkkkk e sempre tinha a ver com timidez , mas com fe em deus vo a luta busca a felicidade,e espero q qnd eu esteja mas maduro e seja ”adulto” =D n me julgue e n mi pise em cima, com a pergunta ”PQ EU NAO APROVEITEI NADA A MINHA JUVENTUDE” ABRÇS uma boa materia !!
Miguel Lucas
Olá Henrique, obrigado pelo comentário.
Passar por fases de alguma instabilidade emocional ou até mesmo de Identificação daquilo que julgamos ser é “normal”, não tem necessariamente de ser uma coisa ruim. Assim como por vezes estar-se um pouco triste ou pensativo não é algo de mau ou errado.
Relativamente à timidez, a timidez só por si também não é um problema, desde que tente fazer as coisas que gosta, que enfrente alguns dos seus receios. Se tiver noção que tem dificuldades em algumas coisas, isso não faz de si uma pessoa pior que as outras, nem incapaz. Se interpretar isso de forma adequada, aquilo que irá ler, pode ser algo do género: “eu sinto alguma dificuldade para fazer isto, ou nesta situação, mas se aprender a fazer….ou a preparar-me para a situação (X), certamente conseguirei. À nascença não vimos com todas as coisas em nós, grande parte delas são aprendidas, por isso se ainda não faz algumas coisas como gostaria ou acha que deveria, está a tempo de aprender a fazer.
Força nesse desenvolvimento!
Abraço
Henrique
Valeu,ajudou muito,por eu nao ter muitas opçoes no que eu devo fazer na minha situaçao,vou estár sempre lembrando da suas ”dicas” !
Junior
Caro Miguel,
Tenho 31 anos e um filho de 8 anos. Estou com minha companheira a quase 12 anos. Atualmente estou em tratamento psicológico por estar amarrado na obsessiva procura por respostas sobre o passado da minha mulher.
O ciúme que sinto e a forma como estou preso no passado de alguém que eu nem conhecia me atormentam de forma que estou perdendo o controle sobre meus pensamentos.
Suposições, dúvidas, fantasias. Muitas coisas se passam na minha cabeça e o passado duvidoso me atormenta por demais.
Do outro lado tenho uma pessoa que sabe do meu problema e vive pela nossa família. Ela se sente muito ofendida com isso e pouco ou nada quer conversar sobre o passado. Para ela essas coisas não fazem diferença e ela não deseja conversar sobre coisas do tipo… ela afirma que o presente é que faz a diferença.
Lendo seu artigo percebi como viver no passado é angustiante. Imagine você viver tentando descobrir e ajustar o passado de outra pessoa.
Eu realmente tenho lido muito, tenho buscado ajuda profissionaol, mas, gostaria de algum comentário seu. Obrigado.
“Meu Senhor, livrai-me do ciúme! É um monstro de olhos verdes, que escarnece do próprio pasto que o alimenta. Quão felizardo é o enganado que, cônscio de o ser, não ama a sua infiel! Mas que torturas infernais padece o homem que, amando, duvida, e, suspeitando, adora.” (William Shakespeare)
Ignacio Serrano
Ola Miguel, li os artigo gostei muito, contudo estou numa fase complicada, minha milher deixou o casamento,ela fazia trata emnto psicologico antes disso, uma bela manha pegou suas coisas e foi para a casa dos pais,comecou fazer tratamento psiquiatrico, afirma que o psicologico nao esta ajudando,o psiquiatra comentou que ela possui uma crianca interior e nao consegue ficar longe dos pais, 5 anos depois, existe horas que ela quer voltar e outras nao mas nas duas vezes nao existe emocao na suas palavras,tento seguir com a minha vida como nos seus artigos,mas eu a amo muito, comecei fazer tratamento psicologico,mas nao sinto que esta ajudando,a psicologa comenta, que foi atitudes infantis dela, durante quase 2 meses falei que a amo e gostaria que ela voltase para uma nova vida,pois a vida antiga alega,tive monentos que fui grosso,a sufoquei no trabalho pois isso realizava-mos juntos, alega que agora tem atitudes que ela realemte gostaria de fazer,nao sei o que mais fazer pois a amo,gostaria ela de volta,e ela fala que ainda nao sabe oque sente,mas como continuar se horas quer voltar,horas nao
POr favor Miguel se puder me ajudar com algum texto, artigo,agradeceria muito
josi
agradeço as mensagens que posso ler diariamente neste site.mas atualmente tenho passado por momentos muito dificeis em minha vida.
se possivel, gostaria de ler um artigo especifico sobre dicas de como se consegue ter atitudes na vida e auto-conhecimento pois me sinto cada vez mais confusa.
certa da atenção, agradeço.
Miguel Lucas
Olá Josi, obrigado pelo comentário.
Fico agradecido pelo reconhecimento da utilidade da Escola Psicologia.
Sugiro que leia o artigo: http://www.escolapsicologia.com/como-ultrapassar-os-problemas-pessoais/
Força e esperança.
Abraço
Joselice
Miguel Lucas,
A matéria é bastante interessante e pertinente para mim.
Preciso de orientaçao
No passado era uma pessoa ativa, determinada, alegre, independente e confiava no meu pontecial.Hoje, me vejo insegura e sem direção.
No início deste ano o meu marido falou que não gostava de mim e não me queria.Já me encontrava debilitada por está desempregada e tinha acabado de fazer uma cirurgia delicada. Gente! Pensei que não iria sobreviver. 20 anos de casad com 2 filhos ( 7 e l7 ). Inclusive eles são vitimas de tudo isso.
Hoje,quero respirar, saber quem sou eu, o que quero da minha vida. Penso até de acabar logo com esse casamento falso. Mas, exatamente a pessoa que não me queria, não vai embora.Como devo me comportar.
Ainda gosto dele, diz que gosta de mim, mas não mostra nas suas ações diárias:não anda junto comigo em lugares públicos, não vibra pelas minhas conquistas, não liga se estou triste, não foi na minha formatura, mente, falso, utiliza os meus dois filhos para me machucar, agressão verbal… cada dia acorda diferente. É muito louco. Parece que quer manter apenas a aparência.
Atualmente, sair de um trabalho autonomo, para tentar estudar para um concurso, mas está dificil, ele faz de tudo para eu ficar cansada e desistimulada.
Como viver com uma pessoa de forma indiferente, se ele ainda é tão presente na minha vida?
Desde o início do ano já participei de terapia de casal( 3 vezes).Nada! Já fiz terapia individual. Me ajudou muito! Sair do buraco. faço yoga para tentar relaxar e evitar mais doenças: ferida no estomago, coluna, ansiedade e nervoso.Não tinha nada disso. Mas já estou mudando.
Preciso do seu retorno com cópia para o meu e-mail: joselice@ig.com.br
Andre
Abusei mt quando tinha uns 12anos de um mlk que parecia ser gay,pertubava,mangava e dava corda.ele apos 4 anos e homosexual.e fico me tormentando achando que foi eu que diz isso. oque fazer? viver presente,e aceitar o erro? obg pela maravilhosa materia.
Miguel Lucas
Olá André, obrigado pelo comentário
O passado, dependendo daquilo que fazemos, é sempre passado não pode ser apagado, apenas reinterpretado. E o que mais conta é sempre o presente que ações queremos passar a ter e o que fazer para sermos melhores pessoas.
Abraço
wanderley
Caro Miguel
Tenho 76 anos, fiquei viúvo há um ano depois de 50 anos de casados.
Sou aposentado e vivo muito só, lembrando toda a nossa vida juntos.
Sinto muito a solidão, fico constantemente amargurado lembrando os tempoos felizes.
Como esquecer tudo isso e ter novamente vontade de viver?
um abraço
Miguel Lucas
Olá wanderley, obrigado pelo comentário.
Felicito-me pelos seus 50 anos de casado. lamento a sua perda.
A solidão é na verdade algo que é difícil de se lidar e quanto a isso não poderei ajudar diretamente. No entanto amigo Wanderley, quero dizer-lhe que utilizou duas ideiais totalmente opostas nas sua descrição do mau momento que atravessa ( amargurado e lembrando tempo felizes). A dor que sente relativamente à sua esposa que partiu é totalmente legítima, assim como o momento de solidão que atravessa, mas repare que isso está ligado às sua memórias felizes.
Não tem necessariamente de esquecer o seu passado feliz, isso faz parte de si, é aquilo do qual se pode orgulhar e sentir satisfeito por todos esses momentos que partilharam juntos (essa é a sua riqueza de vida). Tente olhar para essas memórias como algo que transporta consigo que lhe transmitem uma boa sensação de bem-estar e felicidade, tente usar isso para lhe dar algum ânimo para a sua vida presente. Na verdade a sua tristeza atual, emerge de algo muito bom que viveu e agora não tem mais. a perda essa é real, mas as boas memórias são suas, e se são boas não tem de as esquecer.
Fico esperançado que possa voltar a sentir ânimo e que volte a sentir-se bem, dentro daquilo que lhe é possível. a vida é feita de momentos sequenciais. Este é mais um momento da sua vida, use o bom do seu passado para lhe ajudar no presente.
Abraço
João Pedro
Miguel Lucas
Li o seu artigo e achei extremamente interessante e motivador!Estou a passar por uma fase extremamente complicada da minha vida!Tem tudo a ver com o passado da minha namorada!Não tem como eu conseguir livrar-me disto!Já ando com acompanhamento psicológico!Mas gostava de ouvir outra opinião!Será que me poderia indicar como falar consigo para lhe poder explicar a minha situação?
Agradeço uma Resposta
Sinceros cumprimentos
Amanda
Ontem em uma discussão com meu atual namorado, ele me disse que vivo do passado. De fato, sempre “comparo” ele com o meu ex, ou cito meu ex nas conversas, ex esse que não vejo faz mais de um ano. Foi uma separação conturbada, ambos erramos. Foi quando parei para pensar que, quando eu namorava com esse rapaz, eu pensava no outro ex. Ou seja, caiu minha ficha que eu vivo do passado, passei minha vida assim. Namorando um, pensando no ex. Terminava, arrumei outro e estou pensando no ex que quando estava com ele, pensava no outro ex.
Meu atual namorado é perfeito. Ele é um grande amigo, compreensivo… É a primeira experiência que eu estou tendo de me sentir amada, realizada, sem ser desgastante ou cansativo. Uma relação sem ciúmes, saudável mesmo. E eu não consigo dar valor ao que a vida está me proporcionando. Agora penso que isso chega a ser doentio. Eu mudei muito com esse atual rapaz, antigamente eu era orgulhosa, nada humilde, era fria… Ele me transformou em uma pessoa mais “humana” agora penso em todas as mancadas que dei com o ex e fico me culpando, as coisas poderiam ter sido diferentes por mais que eu diga NÃO PODERIAM, meu cérebro insiste em dizer que SIM PODERIAM.
E eu vivo nessa dúvida, nessa dor…
Quando namorava ele, pensava no Lauro. Quando terminei com ele, voltei com o Lauro e vi que ele não era mais nada daquilo que eu imaginava. O Lauro havia mudado, o Lauro não era o mesmo de CINCO ANOS ATRÁS. Terminei com o Lauro.
Agora estou com o Gustavo e penso no Pedro, mas quando eu estava com o Pedro eu pensava no Lauro. Sua matéria vai ser de grande ajuda para mim, preciso por em prática todas as dicas. Sinto que estou perdendo meu namorado aos poucos e não posso fazer isso com nós. A gente se gosta, se curte, se cuida. Meu passado não pode deixar meu presente morrer.
Miguel Lucas
Olá amanda, obrigado pelo comentário.
Siga aquilo que quer, e não propriamente aquilo que pontualmente lhe passa na cabeça. Siga tudo aquilo que neste momento valoriza e a fez sentir-se bem e a ajudou a melhorar. Esforce-se decididamente a seguir aquilo que julgas ser melhor para si. Invista nisso, se passado um tempo razoável e não tiver conseguindo, avalie as suas opções e os seus desejos novamente.
Foque-se naquilo que tem e que segundo aquilo que me diz, gosta. se gosta usufrua, foque a sua atenção nisso, valorize isso.
Abraço
João Augusto Havelange
Bom dia Miguel,
Aconteceram coisas no passado que meu pai fez para mim e minha mãe, que não consigo perdoa-lo, e sinto um ódio terrível só de olhar ou pensar nele. O fato é que ainda vivemos no mesmo teto e ele melhorou, mas não consigo esquecer o que aconteceu e este ódio esta cada dia mais forte e me consumindo.
Eu tento não pensar nisso, mas é inútil. Não tenho dinheiro no momento nem para procurar uma ajuda psicológica. Acredito que este artigo me fez pensar, e vai contribuir para conseguir superar isto.
Obrigado e parabéns pelo seu trabalho
Miguel Lucas
Oá João, obrigado pelo comentário
Por vezes alguns acontecimentos na nossa vida deixam marcas e condicionam-nos a vida futura devido às marcas emocionais e sentimentais que vivemos na altura dos acontecimentos. No entanto existe sempre a possibilidade de fazer um novo enquadramento acerca dos acontecimentos passados. A raiva, angústia, frustração, sentimento de injustiça, são tudo coisas vividas por você, estão a você, acabando-o por prejudicar. Essa raiva que tem como alvo o seu pai, não lhe afeta a ele, mas sim a você mesmo, é sentida no seu corpo, altera-lhe o seu estado de espirito, e inerentemente a forma como você olha a vida. Apesar de não ser possível apagar os acontecimentos, é possível não viver à sombra dos mesmo. Tente de certa forma aceitar o que aconteceu, e passe a orientar a sua vida por aquilo que quer vir a sentir, a ser e a pensar. Movimente-se pelos seus sonhos, pelas suas qualidades, habilidade e desafios que pretende viver e não necessariamente pelos acontecimentos do passado. Isso aconteceu-lhe a si mas você é muito mais que isso, é aquilo que pretender ser.
Coragem
Abraço
ALINE
Olá!!!Achei mto interessante o artigo.Minha pergunta é:como viver o máximo do presente tendo o TOC ,que leva a gente a reviver interiormente cenas que já passaram e nos causa imenso sofrimento,dúvidas e insegurança.Seria melhor esquecer oque vai se passando ou tem outras formas de mudar esses padrões de pensamento?Obrigada!!!!
Luci
Adorei o artigo, me ajudou muito pois é exatamente o que está acontecendo comigo… estou presa no meu passado, pelo bullying que sofri, desenvolvi fobia social e sofro muito… Com os artigos deste site estou aprendendo a melhorar meus pensamentos e a superar minha dificuldades!! Obrigada!!
Patrícia
Adorei o artigo, temos o costume de relembrar o passado e vivermos ele. Esse artigo me ajudou de uma forma surpreendente e inesperada á como deixar esse hábito de lado (não é imediato, mas tirou um peso de mim no momento em que li e vi que eu estava sofrendo por uma coisa que não volta atrás, que não tenho chances de voltar e refazer o que foi feito).
Obrigada
Fernando
Olá Miguel, descobri este site de uma maneira muito ao acaso e veio me ajudar bastante… Sou um jovem de 20 anos, ha 2 anos atras acabei um relacionamento que ja durava ha 2 anos. Antes de acabar o relacionamento,e por causa de um medicamento, tinha o sistema nervoso alterado, estava bastante sensivel, com as emoçoes a flor da pel e bastante ansioso durante quase todo o dia. Quando chegou o tempo de acabar o relacionamento fiquei de rastos, chorava por todos os cantos. Estava emocionalmente debilitado. Nunca fui a uma verdadeira consulta de psicologo, e tudo o que aprendi sobre psicologia foi por parte da minha experiencia de vida nestes ultimos 2 anos, avaliando os meus comportamentos e refletindo. Tenho tido altos e baixos e ainda hoje nao me sinto 100% recuperado a nivel psicologico. Quando li este post, senti que parte da minha resposta estava aqui. E juntando a um problema que eu me “auto-diagnostiquei” que se trata do facto de por vezes não aceitar a realidade, pelo motivo de que não conseguia aceitar que um dia teria de morrer, e deparar-me por vezes “fora de mim”, um problema que surgiu desde que tomei os tais comprimidos. Este problema tem vindo a diminuir pois eu ja aceito que todos morremos um dia, e ja encaro a realidade como ela é.
Tendo estes 2 principais problemas: um de não conseguir aproveitar ao maximo o presente, por pensar muitas vezes no passado no relacionamento que tive. outro do “sair da realidade”(que apesar de ja saber a razao , ainda me atormenta) .
Pergunto-te: Um problema tem a haver com o outro? (pois so depois da toma dos tais comprimidos e do fim do relacionamento as “fugas da realidade” se tornaram muito mais fortes).
Hoje, sou uma pessoa muito calma, serena, e por vezes consigo ser feliz “momentaneamente” fazendo coisas que gosto. Estou a caminho de ser o que era antes do relacionamento( um rapaz energetico, cheio de força de vontade, sempre a sorrir, que aproveitava todos os momentos,e que conseguia ter facilmente uma namorada pois tem sido dificil) , pois não quero viver o resto da minha vida da maneira que vivi estes 2 ultimos anos. Espero ter uma resposta e que me elucides melhor sobre o assunto que falei aqui.
Um abraço , Fernando
Valdir lima
Olá Miguel ,tenho uma duvida numa coisa é q eu gosto muito de coisas do passado tipo musicas ,filmes ,acontecimentos etc ,principalmente dos anos 80 e tenho 21,nao tem roblema isso?
wanda
Fui vitima de maus tratos psicolõgicos e fisicos durante quase 2 anos….e finalmente consegui me libeetar dessa pessoa em Julho 2011….desvastada ,destruturada sem auto estima comecei a fumar a beber … num processo de auto destruição e completamente isolada
numa tristeza profunda e numa dor de alma sem fim.
Dia 25 de Abril de 2012 deixei de fumar , ja fui ao ginasio … tou medicada com um antidepressivo….. e continuo nesta batalha de dor eu e os meus pais …enfim é um passado que não desapego e de uma pessoa que eu não consigo tirar da minha mente….!!